13 de dez de 2017

MR. SKULL - um novo espaço que chegou pra ficar...

 
 
             Quem duvida de sonhos tornando-se realidade?? Nem me atrevo.
             Dizem as BOAS LINGUAS que os casais de amigos Cláudio Silva e a Rosana, a Cristina e o Thiago sonhavam em um dia montar um negócio para atender o público de uma forma que gostariam de ser atendidos.
            Não é nada fácil "sair de um lado do balcão e pular para o outro". Sair da condição de cliente e transformar-se em proprietário. Mas quem disse que fácil é melhor?? Pois, em meio a caipirinhas nos finais de semana, férias em família, muita folha de papel e muitas anotações, algumas economias o ousado quarteto entrou em campo.
           Cheios de idéias e muita disposição de colocar a mão na massa com o compromisso coletivo de misturar bom gosto, felicidade, amigos, dedicação. simplicidade e bons serviços o MR. Skull nasceu.
           E desembarcou "cheio de marra" e com o conceito bacana de ser o primeiro Bar BRAHMA de Porto Alegre. Uma franquia exclusiva agregando uma marca conhecida nacionalmente (AMBEV) num ambiente agradável, com serviços de atendimento personalizado, "comidinhas" temáticas de qualidade, seguindo rigorosas normativas, cardápio exclusivo de drinques e coquetéis, espumantes e cervejas sempre na melhor temperatura. E os valores?? Diria que justos...
           Falamos de tudo e não comentamos sobre a música que rola no bar?? Gosta de POP? ROCK ? MPB? BLACK SOUL MUSIC, ou prefere uma autêntica roda de samba?? É com este desafio que iremos comemorar meu aniversário, no próximo dia 19/12/2017 - terça-feira, a partir das 20h, com uma roda de samba de nego véio. No comando "Os Brasileiros", a trilha sonora do Armazém do seu Brasil - Nego Izolino Nascimento, Rogério Sete Cordas, Silvinho e muito mais.
             A impressão que tenho é que 2018 nos reserve muitas parcerias legais e que, a chegada do MR. SKULL no cenário de Porto Alegre reforce muito mais tudo isso.
           Um forte abraço
 
                       Edinho Silva
 
Em tempo: Cristina Meira, Thiago Ferreira, Rosana Della Pace e Claudio Nunes que o MR. SKULL tenha toda longevidade desejada e que possamos ser muito felizes com espaços de reunião de amigos, boas comidas e bebidas.



 
 

30 de nov de 2017

"Soy louco por ti América" - Dá-lhe tricolor....


                                                    imagem do blog Freud EXPLICA - blog uol
 
           Posentão...
            Hoje pela manhã, assisti uma reportagem diferente no SPORTV. O protagonista era um torcedor gremista, seu José, que viajou à Argentina para assistir a sexta Final da Libertadores da América de sua vida. A partida tinha do lado argentino a equipe do Lanus e do lado brasileiro, o Grêmio. Até nada atípico, afinal, como a composição do Lupi já fala “...Até a pé nós iremos, para o que der e vier...”. O gremista, com seus aparentes 60 anos, torcedor fanático, vestia uma camiseta do Lanus, equipe adversária. Perguntado sobre a razão ELE explicou que os ingressos haviam se esgotado na torcida gremista e com isso, só restava espaço no lado argentino. Seu José não teve dúvidas, foi até o comerciante ambulante e comprou uma camiseta do adversário para assistir a partida.
              “O senhor conseguiu controlar a emoção?? Não temeu ser descoberto??” perguntou o jornalista. Seu José imediatamente respondeu: “Filho, acompanho o Grêmio a tanto tempo e venho de tão longe para prestigiar meu time, como não fazer o IMPOSSÌVEL para estar na torcida??”. Putz... Baita lição, diria Eduardo Galeano. Futebol acima de tudo.
               Ontem no dia do jogo, depois de algum tempo longe das partidas finais da Competição e da surra que tomamos do BOCA, do Riquelme e sua turma, chegou a vez de disputar o jogo contra uma outra equipe. O modesto LANUS, já havia feito várias proezas na Competição e todo o cuidado seria pouco. Nosso Gremio, treinado pelo narciso e marrento Renato Portalupi, anunciava diferentes ações para não deixar escapar o título de TRI-CAMPEÃO DAS AMÉRICAS. O Luan estava confiante numa boa atuação, tínhamos uma baixa na defesa, mas tínhamos também a garantia do “Geromito”. O Artur estava tranquilo e o goleirão Grohe em boa fase. Tudo conspirava para um final feliz.
               Arena lotada numa ação do Clube. A avenida Goethe e demais ruas da cidade tomada de bandeiras e camisetas tricolores. Era só alegria. A “flauta colorada” no ar. Um sentimento de “secação colorada”. Minha camiseta gremista perfumada. Meu amado Ricardinho fardado. Cerveja no ponto para acompanhar os petiscos da noite. Enfim...tudo “azeitado”.
                 Decidi voltar para casa caminhando e passei pelo Parque Moinhos de Vento para testemunhar a energia e o movimento. Coisas de supersticioso. Reencontrei amigos e parceiros de longo tempo. Em eventos como estes, finais de campeonatos ao ar livre, é bem fácil reencontrar pessoas. E assim fui “atacado” pelo nego Betinho, uma pessoa especial, amigo de longa data, coloradaço, que um dia me apresentou a “Coréia” – um setor do Beira-rio onde os torcedores assistiam as partidas em pé e curtiam muito todo o espetáculo. EU, mesmo com todo meu “Gremismo”  tive o prazer de aplaudir Falcão e Escurinho (dois craques colorados) ao lado de muitos “coreanos”. “Tá, mas tu não és gremista, Edinho?? Como pode ir no campo adversário??. Respondo sem pestanejar: “Sou gremista, mas gosto de futebol bem jogado (ou BOM FUTEBOL)”. Bem simples.
               O Betinho de camiseta azul vendia latas de cerveja (os famosos latões...rsrsrsrsrs) antes da partida final. Fiquei curioso e perguntei no seu ouvido: “Bah, nego triste!! Virou a casaca?? Tu não eras colorado, afú??”. O cara que guardava punhados de cédulas de R$10,00 num dos bolsos da calça, me respondeu: “Edinho, meu nego!! Nem o Portaluppi, nem o Dalessandro, nem o Luan, nem o Sasha me pagarão o panetone dos neguinhos. E o “meu gelo”, quem banca?? E a boneca da Ritinha, minha caçula?? Não quero nem saber de Segunda Divisão, nem Campeão da América, de fiasco da Seleção Brasileira. Preciso e quero recuperar meus trocos, né mesmo?? ” Coberto de razão. Nem o Presidente Bolzan, nem o outro da Padre Cacique pagam o botijão de gás, a conta da CEEE e nem a costela do Rissul. Então, acho que o Betinho tem razão. E como tem??
            Ontem ainda, postei nas redes sociais uma brincadeira sobre o momento argentino rubro. Não era aplauso ao talentoso D’alessandro, mas sim ao esforço que muitos fizeram para torcer para a equipe argentina. Numa torcida contrária à do Grêmio. Tá errado?? Sei lá...cada um tem a sua razão. EU NÃO SECARIA!! JURO...
            Se meu adversário tá bom, meu dirigente precisa “se puxar”. Se ELE está ruim, meus atletas relaxam e meus dirigentes não se movem. Para finalizar, EU também, sou contra a tal estátua do Renato. Se o Everaldo não teve, por que o Portallupi, treinador da era moderna teria??
E digo mais...se o “Nóia” tivesse o Artur, o Nico Lopes, Luan e o argentino gremista daria 2 gols para o LANUS.
Edinho Silva

    


22 de nov de 2017

"Referências" - Samba genuíno e muito astral. Aliás PURO ASTHRAL


                                                Na imagem: EU, Eninho e Vera Daysi Barcelos no Samba na praça.
 
Posentão...
O primeiro contato que tivemos, confesso não recordar muito bem, mas não sei se isto apresenta toda a relevância. Existem coisas mais importantes a serem destacadas. Por exemplo, quando me aproximei do Puro Asthral e do Juliano Barcellos, o moço tinha um Projeto Cultural de nome bastante peculiar para a proposta. "Bebendo na fonte" era  algo que traduzia meu "olhar" e minha opinião sobre o que penso sobre Samba e suas repercussões. O Grupo propunha através do Projeto o oferecimento de lazer musical gratuito em diferentes espaços públicos. Com um repertório que trazia os sambas clássicos até os mais populares, de Luiz Gonzaga e Lupi, passando por Chico Buarque, Nelson do Cavaquinho e tantos outros.
Depois do "Bebendo da fonte" vieram  outros dois momentos marcantes do Grupo. O Tributo ao samba, um trabalho que primava composições autorais locais e "Samba de rua" - novamente uma releitura de sambas de todos os tempos.
O Puro Asthral passou a ocupar espaços públicos que agregavam muitas pessoas. O vocalista principal e idealizador do Grupo, Juliano Barcellos, mostrou sua versatilidade em blocos. Em 2017, o Grupo mantendo sua ousadia idealizou o espetáculo "Referências" que nasce com o propósito de contar as histórias e as vivências e as  influências musicais recebidas pelos seus integrantes ao longo da vida de sambista.
Partindo da direção e roteiro, vinda das terras cariocas a produção do Grupo nomeou o experimentado  produtor carioca Marcos Salles, jornalista e dono de um expressivo currículo no acompanhamento da carreira  de vários músicos, compositores e cantores do eixo Rio e São Paulo desde os anos de 1980.
Nesta edição o Puro Asthral (Juliano Barcelos, Alemão Charles, Finho e Marcelo Rossi) traz sambas e composições favoritas de autoria de nomes como Candeia, João Nogueira, Lupi Rodrigues, Almir Guineto e muitos outros. Da Terrinha também haverá muita coisa bacana, com destaque para a presença ao vivo dos sambistas compositores Wilson Ney e "nego" Izolino Nascimento.
Além do carioca Marcos Salles a produção do Puro Asthral envolverá profissionais de reconhecidos feitos nas terras gaúchas. Tudo isto já é motivação suficiente para garantir o lugar no Teatro de espaço limitado.
Eu vou e você??
Edinho Silva
 
Serviço:
-  O que:  Show do Grupo Puro Asthral no evento “Referências”.

 - Quando: 28 de Novembro,Terça-feira.
 - Horário: 20 horas.
- Onde: Teatro Bruno Kiefer, Casa de Cultura Mario Quintana - R. dos Andradas, 736 -  6º andar - Centro Histórico, Porto Alegre.
Quanto: Ingresso gratuito.
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Distribuição de senhas:  a partir das 19 horas na bilheteria do Teatro Bruno Kiefer.
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Capacidade do Teatro Bruno Kieffer: 166 lugares.

- Classificação: Livre
-
Direção do show: Marcos Salles/RJ .
-
Arranjadores musicais: Marcelo Rossi e Alemão Charles.
- Figurino: Luciano Paiva.
- Produção do evento: Grupo Puro Asthral/Vera Daisy Barcellos  (51)99287-9735
- Contatos para entrevistas: Juliano Barcellos -  whatsapp (51) 99926-9900.

 

 

13 de nov de 2017

Aniversário do Armazém do seu Brasil - parte 1


                               Imagem extraída do acervo pessoal do Samuka - na foto, a parceira e filha, Duda Guedes

               Posentão...
               Há 7 anos, de forma despretensiosa iniciei os textos que, algum tempo depois transformaram-se em uma bela ferramenta de comunicação, reflexão e "válvula" de escape para escapar da chatice que a vida muitas vezes apresenta. Pensava em relatar estórias engraçadas ou algo do gênero. Precisava manter discrição e preservar fontes, identidades dos protagonistas, algo no campo imaginário. Este seria o primeiro passo, pois o seguinte seria registrar em pequenos livros para leitura de férias dos amigos. Assim, nasceu o Armazém do seu Brasil, o meu, o NOSSO BOTECO imaginário, espaço de encontros, resenhas e muito samba.
               Iniciei com um layout amador e tal. O sambista, publicitário, contador e gremistão, Samuel Guedes, diretor artístico e executivo da agencia de publicidade STA Stúdio, um dos mentores do Pagode do Andaraí - movimento cultural do Bairro Santo Antônio, em Porto Alegre ao conferir meu trabalho, generosamente "meteu um toque profissional" no negócio. Já perceberam como é bonita a imagem do blog?? Pois, o "carinha" parceiro "das antigas" colocou seu dedo e contribuiu para o sonho ganhar corpo. E assim a "roda foi girando"...
               Hoje, com um número que atinge os 100.000 acessos, 115 seguidores e uma média de quase 550 acessos mensais nos últimos tempos, festejamos sete anos de existência. Não é legal tudo isso?? Muito. Transformei um sonho em Programa de Rádio e consegui através do blog conhecer muitas pessoas, suas estórias, seus mistérios, sonhos e fantasias. E isto é ruim? Claro que não. É ótimo.
              No ano passado, o acadêmico de artes visuais e artista plástico criou e desenhou a imagem visual dos doze personagens. Assim, o livro ganha de fato os "contadores de estórias" do mundo imaginário.
              Em 2018, se as coisas soprarem a favor...o livro ou livros serão publicados. Lógico que, na companhia de efervescentes rodas de samba. Então como primeiro agradecimento pós comemoração, segue meu abraço ao Samuka por ter embarcado comigo na "função do Armazém".
      Valeu demais....

6 de nov de 2017

A arte "suavizando" a dureza de nossas vidas - Por Ramon Alejandro, do Ateliê 1



Posentão...

Conheci o artista, filósofo da vida, agente cultural e pensador moderno Ramon Alejandro, um dos artistas plásticos do Atelie 1 - parceiro do Armazém há pouco mais de 3 anos. Através de um conhecido cheguei até ao Ateliê e ao artista para a produção de uma obra de arte que homenageava um professor da UFRGS, homenageado numa de muitas atividades que fazíamos no trabalho.
Em todas as vezes em que visitava o espaço de arte, SEMPRE FUI ACOLHIDO com um bom papo, um chimarrão, biscoitos e muita resenha sobre a negritude latino americana. O "carinha" que foi Secretário de Cultura de São Leopoldo, temista de escola de samba e responsável pela (talvez) única oportunidade em que a Academia, através do Instituto de Artes da UFRGS aproximou-se da Cultura Popular (no caso o Carnaval de Porto Alegre e a escola de Samba Bambas da Orgia) de fato.
Juntamente com seus parceiros, Titi, Michele e Rafa Braz acolheu por duas oportunidades nosso Sarau do seu Brasil. Situações marcantes.
E por fim, retratou a imagem da acadêmica de Pedagogia, Vitória Santana da Silva, filho de um amigo. RECOMENDO COM LETRAS GARRAFAIS a visita à EXPOSIÇÃO que inicia amanhã.
Lá estarão retratadas a Vitória, a Maria, a Helena e todas as mulheres negras representadas pelos pincéis do artista.
Meu CARINHO, ABRAÇO e APLAUSOS...TU e a força que o Ateliê 1 representa no cenário de arte de Porto Alegre estão de parabéns.

E o texto abaixo?? Não mexi em nada...Respeito as obras e a produção textual...
"as duas maneiras de perder-se são: por segregação, sendo enquadrado na particularidade, ou por diluição no universal”.   Aimé Césaire

 Porto Alegre, o ano é 2017, quase 130 anos passados da lei que extinguiu a escravidão no Brasil.

O ano é 2017 e não há como fugir ao debate sobre a opressão que nós, mulheres negras, ainda sofremos; não há como negar que nossas vidas são negligenciadas e que sim, democracia racial é um mito, pois o racismo silencia, subestima, mata.

O ano é 2017. Reivindicamos e conquistamos espaços, não nos calamos diante da violência, lutamos diariamente para afirmar nossa identidade, lutamos para combater o escárnio disfarçado de elogio que nos acompanha desde a idade mais tenra. Lutamos pa...ra defender nosso lugar de fala!
Mas e o lugar de escuta?

Poderá a arte subverter a lógica da hegemonia? Ser esse espaço de escuta, de visibilidade e de compreensão. Essa é uma pergunta que não pretendemos responder, mas sim tê-la como norte para apresentar ao público a exposição NOME PRÓPRIO.

O conjunto de 13 telas traz retratos de mulheres que dispuseram uma narrativa própria ao olhar do artista e que por tal particularidade, não se condiciona ao imaginário ou à expectativa do mesmo. Em sua obra, Alejandro parte da estética do Muralismo Latinoamericano, os grandes retratos redimensionam o olhar, trazem à tona para o espectador uma visão que tanto nas artes quanto no cotidiano, parecem estar destinadas à invisibilidade.

NOME PRÓPRIO é um registro que tem por desejo enaltecer a potência das possibilidades múltiplas, na contramão da visão simbólica construída e culturalmente sedimentada no Brasil sobre as mulheres negras, visão que ainda nos atribui uma perspectiva meramente utilitária, descartando a humanidade em nossas vivências.

A exposição dá continuidade ao trabalho de Alejandro Ruíz, artista que tem como tema recorrente a cultura afrodescendente no Uruguai e Brasil, países esses onde iniciou suas atividades na militância e nas artes, respectivamente, tendo contribuído com o Carnaval de Porto Alegre aproximando a Academia da Arte Popular e Semana da Consciência Negra.

Convite feito! Visita ansiosamente aguardada.
Aline Gonçalves, curadora.
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EXPOSIÇÃO NOME PRÓPRIO
Local: Centro Cultural CEEE Erico Verissimo
(Rua dos Andradas, 1223 - Porto Alegre, Rio Grande do Sul)
Abertura: 07 de Novembro de 2017
Término: 15 de dezembro de 2017

19 de out de 2017

Casa de DONGA - o samba de nego véio

                                      Acervo pessoal: Fábio (de azul) e Dodô Ananias (vermelho)



               Quando presenciamos familiares reunidos num clima de alegria, amizades e muito afeto logo pensamos na possibilidade de um comercial de margarina. Ou seja, um agrupamento de gente feliz.
               Sinceramente, tenho identificado poucas situações como estas. Enfim, o SER HUMANO anda tão doido nos últimos tempos. E quando este "ajuntamento" acontece numa roda de samba entre parentes?? Putz!! Estou começando a gostar desta função. Era um sábado iluminado por estrelas, a quadra da Praiana lotada para assistir o show nacional da sambista paulista Eliana de Lima e a galera da Batucada do Armazém era um dos convidados para abrir a noite de muito samba. Lá estavam Volnei Neves, Rogério Pereira, Roberto Nascimento, Fábio Ananias e o Titi. Nos arredores, participando da passagem de som havia um jovem e inquieto sambista - Douglas Ananias, que experimentava todos os instrumentos com uma desenvoltura muito positiva.
                Pois, o Dodô cresceu em todos os sentidos. Sambando, batucando e cantando sempre com o tiozão Fábio Ananias por perto, provocavam uma curiosidade entre as pessoas que se aproximavam. Afinal, quem era o Criador ou a Criatura, quando as coisas se misturam?? O "tal" Dodô, o mais jovem já trazia um parentesco com um grande intérprete de Carnaval que conheci - um tal de Nego EDU!! Bah!! Então estes almoços e festinhas familiares não poderiam resultar em outras coisas se não belas e animadas rodas de samba.
"Tá, Edinho, mas onde entra ou fica a tal "Casa de Donga?". Ah, nunca ouviram falar no Vô Donga? Pois, o tal "nego véio" imaginário busca saudar e prestar uma homenagem a todos os sambistas que marcaram as rodas de samba Brasil afora. Quem nunca viu, um nego véio animado numa roda de samba com seu cavaco, ou violão, surdo, pandeiro ou até mesmo, no prato ou no agogô.
Então, caros romanticos e saudosistas...preparem-se...Vem aí o Regional "CASA DE DONGA" e seu samba de nego véio.
            O Fábio Ananias e o Dodô Ananias estão preparando muito Roberto Ribeiro, João Nogueira, Guineto, Zeca, Beth Carvalho, Candeia, Aniceto, Marçal, Jovelina e muito mais. "Tá e se eu quiser ouvir o Ferrugem ou Sorriso Maroto?" Desculpem...é em outra roda de samba!
            EU to convidando e garantindo o sucesso. Vem chumbo grosso aí, hein?? Os "Ananias" estão prometendo coisinhas...

Serviço:

Casa de DONGA - e seu samba de nego véio
Onde? Buteco do Aldo - rua André Belo, 584 - Menino Deus
Quando? 19/11/2017 - domingo (Com qualquer tempo!)
Investimento cultural: R$20,00 - Roda de samba e almoço
Resenhas, reencontros, brindes e muito coisa legal      

4 de out de 2017

SARAVÁ - Em tempos de intolerancia religiosa - por Déborah Rosa

                                                                                                                Créditos: Fabricio Lima


           Posentão...

         Nos últimos tempos os meios de comunicação mostram em diferentes lugares do Brasil cenas chocantes de intolerancia religiosa por todos os lados. Infelizmente, não é novidade.
Lembram do pastor evangélico há alguns anos chutando literalmente uma imagem da padroeira do Brasil, Nossa Senhora da Conceição?? Pois, para quem pensou que ficaria só nos xingamentos, errou feio. 
        As coisas ficaram feias e tristes sob todos os aspectos. È religião misturando-se na política, nos comportamentos e conceitos individuais. E a FÉ de cada um, onde fica fica?? E o respeito a cada religião?? Sei lá...tá tudo virado.
       Cada um deve fazer a sua parte e EU farei a minha ao convidá-los para o espetáculo da intérprete santa-mariense DÉBORAH ROSA e talentoso grupo.
     O show intitulado "SARAVÁ & Samba é uma mistura de CELEBRAÇÃO, ESPIRITUALIDADE, ENERGIA, ARTE, MÚSICA, CANTO e FÉ. 
     Alguns portoalegrenses já conheceram uma parte do show, quando a Déborah fez seu lançamento no Venê, no mês de Setembro. O Areal da Baronesa, antigo reduto do príncipe Custódio já trepidou naquela oportunidade e agora chegou a vez da área Central e demais espaços de Porto Alegre.
       Por acreditarmos, EU e a Déborah e sua equipe, na força e positividade que uma reunião de gente bacana  possa promover no combate à intolerancia garantimos a famosa afirmação do baiano Gilberto GIL: "Anda com fé...Ela não costuma faiá!!"

Edinho Silva
  

Serviço:

Quando? dia 09/11/2017 - quinta-feira, às 20h
Onde? Cia de Arte - rua dos Andradas, 1780 - Centro Histórico de Porto Alegre
Investimento cultural? a produção da artista prometeu informar  nos próximos dias os locais de comercialização e valores.
Apoio cultural: armazemdoseubrasil.blogspot.com (Edinho Silva)

 

3 de out de 2017

Comida boa é a que faz chorar...




                   Esta quem  nos contou foi a Dona Morena...jura que é verdade!!

               O episódio relatado ocorreu na comemoração das Bodas de Ouro dos tios Arnaldo e Cotinha, em Passo Fundo. ELA dona de casa e professora aposentada, ELE pecuarista de "grife" completavam 50 anos de casados e decidiram comemorar em grande estilo a data marcante.
Fartura na comida e na bebida, requinte nos serviços e na decoração, a melhor música do RS tocando nas caixas acústicas do ambiente, toda a alta sociedade e toda a "parentada" reunida. Tinha parente de todo tipo: dos mais bacanas até os mais chatos. Crianças, velhos, separados, casados, parentes de todas as gerações. Festa forte e para 500 talheres.
                 Vieram parentes de todos os cantos do Mundo. Gente da Região Metropolitana de Porto Alegre até locais mais distantes como Tóquio - a capital do Japão. Sim, dois sobrinhos netos do seu Arnaldo estudavam na cidade do Sol nascente.
                  Porto Alegre estava representava por alguns convidados. Dona Rebeca, irmã de Cotinha, convidou sua filha Carina, seu genro Miltinho e seu neto Leonardo para acompanhá-la. Após a missa celebrada em homenagem aos noivos, os convidados rumaram para o luxuoso Salão de Festas do Clube Caixeral - reconhecido como o mais chique e melhor da Cidade de Passo Fundo. Os garçons, em grande quantidade, espalhados pelos espaços circulavam com suas bandejas trazendo bebidas e os pratos servidos à mesa (Serviço à francesa). 
               A comida preparada contemplava os mais diferentes paladares. Dos peixes nobres às carnes exóticas, Cozinha Internacional para todo o lado. Do sushi à culinária espanhola.
               Acomodados numa mesa estrategicamente posicionada os convidados, digo, parentes da Capital, dona Rebeca, Carina, Miltinho, Leonardo, tio Rodolfo, tio Honório, tia Marcela e a "exibida" tia Quitéria. A turma da Capital estava adorando a festança,  degustavam tudo que era servido à mesa. Num determinado momento, o garçon ofereceu comida japonesa e suas guarnições. Muito yakissoba, sashimi e sushi. Vieram também algumas especiarias, entre elas o tal "wasabi" - a raiz dos deuses, segundo alguns. Tia Quitéria, a mais "chique" e mais "informada" da turma passou a mão num dos talheres e levou à boca uma porção generosa de wasabi (raiz forte). As pessoas que conheciam tal alimento, entreolharam-se e espantados perguntaram à "parente conhecedora" de comida internacional: "Quitinha, não percebeste que esta pasta é forte demais? Perguntou tio Honório, seu marido. Resposta veio na hora: "Não estou acostumada com comidas temperadas e coisas fortes".
              O pequeno Leonardo, perguntou ao Miltinho, seu pai: "Papai por que a titia está com lágrimas nos olhos??". "Acho que é emoção, meu filho." - respondeu Miltinho. A mãe do adolescente espirituosa sugeriu ao adolescente: "Pergunte a titia, qual a razão das lágrimas, Leonardo?"
               O Miltinho jura de pés juntos que ninguém riu na mesa. TODOS perceberam as "emoções" da titia Quitéria, mas ninguém achou graça. Tio Rodolfo, conhecido pelo jeito debochado de encarar a vida, não vacilou e lascou: "É emotiva esta minha prima, hein? Nunca vi ninguém igual..."
                E assim para a alegria dos anfitriões a festa prosseguiu sem a presença do tio Honório e da tia Quitéria, que decidiu ir embora mais cedo em função de compromissos no outro dia.



Nota de esclarecimento:  O wasabi também é conhecido pelo sabor forte e picante, por isso, deve ser usado em pequena quantidade, somente para realçar o sabor natural dos alimentos. Além dos sushis e sashimis, a raiz também pode ser utilizada das seguintes formas: ralada em saladas, sopas e carnes prontas; para acentuar o sabor de um condimento à base de mostarda e nos molhos em geral. 

29 de set de 2017

Nova parceria do Armazém - Boteco do Aldo



             Posentão...

             Depois de um período de negociações sustentadas  por boas garfadas, música de qualidade e muita energia no ar "selamos" uma parceria cultural entre o Armazém do seu Brasil e o simpático bar da André Belo, 584 - Menino Deus.
            Fui apresentado ao local num domingo em que se apresentava a "Encruzilhada do Samba" e sua roda de samba democrática. Retornamos e curtimos na calçada o som bacana e MPB de violão do Lico Silveira e do piano do Rato. Numa outra oportunidade almocei ao som de um violoncelo. E assim funcionam as coisas por lá. Os proprietários misturados com os clientes, o aroma das comidas e do "gentil" café. A vitrine dos doces e as bebidas com os preços justos.
            Com toda a história do Bar e todas as expectativas idealizadas para tempos futuros, como ficar de fora deste desafio?? Sim. Contribuir com a potencialização cultural  do espaço não exige apenas vontade. Seriam necessárias boas doses de criatividade, ousadia, planejamento e uma boa rede de amigos.
           Então decidi aceitar o "desafio" de aproximar-me do Boteco do Aldo com as coisas do Armazém, seus personagens, suas estórias e tudo que possibilitassem o encontro de  pessoas embaladas por boa música, manifestações populares, as comidinhas e as bebidinhas, boas conversas e coisas do gênero.
           A boa música por lá não pára, mas nossas ações já tem datas marcadas:
         dia 10/10 (terça-feira) - a partir das 19h30min até às 23h - a primeira edição do BOTECO XAVANTE - resenhas e roda de samba em homenagem ao Brasil de Pelotas e aos seus torcedores moradores de Porto Alegre.
          Investimento cultural: R$10,00 + R$10,00 de consumo no bar
          Quem anima? "Os Brasileiros" - regional do Armazém e convidados
          Cardápio? Galeto temperado com ervas do Areal da Baronesa, macarrão, polenta frita e salada de maionese.

          22/10 (domingo) - Samba das MASSAS - a partir das 12h até às 16h - resenhas e roda de samba
          Investimento cultural:  R$10,00 + R$10,00 de consumo no bar
          Quem anima? "Atração surpresa"
          Cardápio? Ilhota de massas, frango assado, polenta frita e salada de maionese.

Produção: Edinho Silva - armazemdoseubrasil.blogspot.com

28 de set de 2017

Um bolo pode ser gostoso...mas se for bonito, fica melhor ainda!!



               Posentão...

               Para fugir de empréstimos bancários, "enxugar" as escassas reservas financeiras de todos os dias,  driblar a recessão e manter viva a chama de transformar um SONHO em REALIDADE só mesmo o tal de "escambo cultural" ou "escambo amigo". Uma das definições encontradas de ESCAMBO é o "termo utilizado para designar a prática da troca de serviços ou mercadorias, método de pagamento caracterizado pela permuta e que substitui o uso do dinheiro." Ou seja, se não temos dinheiro? Oferecemos o que nos sobra em troca do que precisamos.
              E como funciona com os amigos, com as parcerias? De forma franca e reta, devemos identificar o que temos a oferecer "de melhor" e propor uma troca de gentilezas ou gentilezas. Busco realizar tal tarefa há muito tempo e inúmeras vezes enfrentei rejeições em minhas propostas. Sempre ficava na dúvida: "Será que estou super valorizando minhas produções ou elevando a qualidade das minhas coisas em detrimento aos dos outros?" Sei lá...
             Fui prosseguindo e talvez, depois de tantas, portas cerradas, justificativas "desconversadas" os ventos estão soprando a favor. Depois de 7 anos de existência do blog Armazém do seu Brasil, tenho conseguido identificar pessoas que acreditam num instrumento capaz de agregar pessoas, divertir, colaborar com alguns profissionais, quando sobra ganhar "alguma coisinha, ter reconhecimento no trabalho.
            Hoje, dia 28/09/2017, recebi duas notícias BEM BACANAS. Uma delas é convite e acolhimento do Alexandre e sua equipe (Boteco do Aldo - rua André Belo, 584 - Menino Deus) para integrarmos sua agenda musical. E a outra  parceria é com o pâtisserie, baterista, confeiteiro e percursionista Cheff Wainer Silva. E assim os dois agregam-se no coletivo de apoiadores do Armazém.
            "Tá, Edinho explica melhor o que estes caras tem de diferente?". Respondo: "Nada, apenas acreditam nas mesmas coisas que eu. Atuando, honestamente, repassando seus serviços de grande talento cobrando valores justos." O Alexandre, do Boteco do Aldo, por exemplo consegue servir diariamente um almoço a R$10,00 com uma carne, ovo frito, massa, arroz, feijão, saladas e guarnições. O café e o suco a firma paga. Duvida? Então vá conferir...
             E o Wainer "confeiteiro dos bons" desenvolve sua arte com a mesma maestria do que as baquetas. Produzindo tortas e bolos artísticos que podem abrilhantar desde uma festa religiosa a um evento social como Bodas de Ouro. E o preço? Aposto que não encontras igual no mercado de Porto Alegre. 

Valeu, Alexandre e Wainer...
Abração,

31 de ago de 2017

Não tenha medo de ENCRUZILHADAS!! Algumas fazem bem para a alma

                    
 
                    Dos muitos movimentos culturais existentes na Cidade de Porto Alegre, em ambientes fechados, abertos, requintados, simples. Em espaços modestos, outros em locais cult, numa cenografia que nos remeta a lugares que nos faça lembrar de boemia, gente trabalhadora, artistas, agitadores e "brigadores" por justiça social e arte das ruas.
                   Assim como os locais podem ser produzidos por uma boa técnica de arquitetura moderna onde a cena vintage ocupa seu espaço, em imponentes móveis com madeira de demolição, gravuras antigas e objetos de decoração do século passado, os músicos e as propostas também podem representar algo completamente diferente da proposta oferecida.
                    Explico melhor: Com as novas tecnologias disponíveis, tornou fácil pesquisar na internet sambas antológicos como composição de Pixinguinha, Aniceto, Cartola, Noel Rosa, Cyro Monteiro  e tantos outros. Basta olhares atentos e algum tempo disponível para termos um "cardápio variado" de composições clássicas e populares.
                  "Tá, Edinho Silva, por que a abordagem inicial para falar da ENCRUZILHADA DO SAMBA?? Simples. O violão do Diego Silva, o cavaco do Luiz Cabreira e a percussão geral do Márcio Sobrosa e da Luciana e todas as pessoas que juntam-se à proposta sabem exatamente em que direção caminhar. Ao encontro da arte, da consciência política, da justiça social, da reunião de pessoas, da alegria, dos ritmos, da batucada...nem sei muito bem. A certeza é de que, o comprometimento com a boa e democrática música brasileira que CONVERSA, INSTRUI e PROMOVE a reflexão constante através de obras autorais de Chico Buarque, João Bosco, Wilson das Neves, Adoniram Barbosa, Lupi, compositores anônimos, conhecidos e tantos compositores brasileiros. Tudo isso na roda de samba?? Sim. Num encontro, onde o mais estudioso e o novato é sempre muito bem vindo. Tá e a internet, onde entra?? Nem sei. Tenho certeza que o disco de vinil e os depoimentos orais constituem-se na base de todo o trabalho. "Tá, explica melhor? Este movimento custa caro?? Sinceramente?? Não tem preço, na minha modesta opinião.
                Começou há  7 meses na escadaria da Borges de Medeiros, a ENCRUZILHADA DO SAMBA arrancou tocando para quem quisesse ouvir e passando o chapéu pra tentar sobreviver. Na maioria das vezes ganhavam trocados, moedas, notas de 2 reais que somadas não pagariam o cachê mínimo de um único músico. Tudo era dividido entre 4 bravos sambistas.
                 Que a construção "a seu modo" da resistência cultural, social e política num Brasil tão cinzento se PERPETUE ou se mantenha por muito tempo viabilizando o acesso à cultura, arte e ao lazer, fortalecendo a luta por um país mais igual, justo e tolerante.
                Que o SOL brilhe em suas janelas mesmo no mais intenso e rigoroso inverno. Se a causa é nobre como a ação útil à Sociedade como não APLAUDIR DE PÉ e ajudar a difundir o movimento. Difícil. Quase impossível para alguém que compartilha os sentimentos e conceitos de um mundo de melhores e maiores oportunidades de educação e sintonia com a própria História do povo brasileiro. 
               Tamo junto,
 
Edinho Silva 
 

E o sheik chegou na festa..."To fora!!"




                    Carlinhos, recentemente separado da nega Jurema, decidiu invadir a  noite. Com dinheiro no bolso, camisa nova buscou a companhia do parceiro Manuel o mais "vira-latas" de todos os amigos para percorrer casas noturnas, boates, "conventos" e tudo que simbolizassem MEDO, LUXÚRIA, PRAZER E OUSADIA.
                    Depois de muitas voltas e muita bebida pelo corpo pararam dentro da uma casa noturna conhecida como "BOURDÔ Club". Noite agitada e embalada pelo título de "A noite do escocês", muita dança, gente seminu e uísque liberado em todo tempo da festa. Beijos e afagos para todos os lados, meia luz e a sensação de "não pertencimento" entre as pessoas. A Sodoma e Gomorra que o Carlinhos queria neste atual momento de separação dos 20 anos de prisão, digo casamento. 
                   No  meio do salão uma mesa, que fazia as vezes de um pequeno palco. Homens e mulheres caracterizados apresentavam-se em performances inesquecíveis; era Mulher Maravilha, Batman, enfermeiros, fadas, rolava de tudo. Diferentes fantasias. Eis que surge, o SHEIK!! Sujeito de quase dois metros de altura, com vestes brancas e muita ginga no corpo. Depois de um grito, subiu na mesa para dançar. A música continuava alta.
                   O moço dançava em movimentos esquisitos, mas a massa aprovava seu gingado. Repentinamente, ELE deu um salto e prendeu suas duas mãos nas colunas que sustentavam o Club e impulsionou seu corpo para trás e para frente. Diante dos olhos do Carlinhos e do Manuel. A roupa do artista abriu-se e a dupla de amigos, viu as vestes brancas abrindo-se e os "documentos do moço" balançando na direção dos amigos.
                  Festa encerrada. O Carlinhos puxou o Manoel pelo braço e saiu pela porta procurando um táxi. Esbravejando em voz alta: "Bah! O cara sai pra noite para tomar umas biritas e os magrãos não respeitam? Vai esfregar o "réptil" na cara da tua mãe, Sheik do carai..."

24 de ago de 2017

Casamento do Ricardo - parte 2 - O sapato do noivo







                  Pois as emoções não páram no "casório' do Ricardo e da Déia...

                  O Netinho nos contou que, o "Lucianinho" Cheiroso ficou com a responsabilidade de recolher "os mimos" dos noivos dentro dos sapatos do Ricardo. A combinação de convidados generosos e abastados + os dois calçados de tamanho 44 dariam um bom resultado de arrecadação para a Lua de mel.
                  Em cada grupo abordado os convidados repousavam notas e mais notas de R$50,00 e R$20,00. A noiva Déia, à distância, já calculava e planejava os "passeios" e as comidas que consumiriam durante o passeio de nupcias. O nego Ricardo só pensava nas cervejas artesanais e nos vinhos importados que traria para casa.
                   A arrecadação parecia controlada, pois o Lucianinho "era de fé". Toda a familia confiava e quase foi chamado para ser um dos padrinhos do casamento. Enquanto os sapatos circulavam, os noivos aproveitavam a festa, esbaldando-se na pista de dança.. A noiva de salto alto e o noivo, o nego Ricardo, de meias e sandálias havaianas que arrumou emprestadas.
                   No meio da festa, o seu Otávio, pai do noivo, circulou o salão para procurar o Nelsinho com os sapatos. Pretendia dar um apoio e uma segurança, afinal tinha muito dinheiro nos calçados. Andou, andou e nada. Cade o moço??
                  Perguntou aos seguranças e a alguns conhecidos que estavam próximos à porta de saída e perguntou: "Cês viram, um moço de terno e cinza e gravata vermelha cruzar à porta??". Responderam: "Por acaso, de chapéu Panamá??". Acho que não...ou sim?? A tia Beta, mãe do noivo e mulher do Otávio, acrescentou: "Um negro alto e magrelo, de bigodinho ralo e sapato bicolor".  O porteiro respondeu: "Bah, senhora...é ELE mesmo. O Zé Pilintra do casório acabou de embarcar apressado num uber com uma sacola plástica na mão."
                 Infelizmente, o Ricardo recebeu os sapatos vazios quase 60 dias após o casamento. Até hoje, 3 anos depois ainda procura o "Lucianinho" cheiroso para uma conversa a "olho no olho". Ou soco no olho, como queiram.
  

Casamento do Ricardo - parte 1 - o transporte dos noivos





                  Esta foi o "Neto" que nos contou.
                  Sua mãe, nega Gaby "Furacão foi convidada para uma festa de casamento de uns amigos: a Déia, rainha de Bateria do Unidos do Jacaré, e o ritmista Ricardo, negro gente fina, colorado, bom de bola e de muitos amigos. O casório iria rolar na Igreja Nossa Senhora das Dores e a festa num salão no mesmo bairro.
                 Os preparativos eram muitos e os noivos dividiram as tarefas. ELA ficaria com a lista de convidados, a comida, a decoração e os preparativos da Igreja. ELE cuidaria da sonorização, das bebidas  dos seguranças, da banda e do carro que transportaria o casal.
                 Com uma seleta lista de camaradas, o nego Ricardo arrumou emprestado uma "verdadeira nave" para transportar os noivos após o casamento até o local da festa. O motorista escalado seria seu cunhado, o atrapalhado Nelsinho. Após a cerimônia que atrasou um pouco, os convidados e familiares, apressados rumaram para o Salão da festa. A fome e a sede "batia" e a turma gostaria de cair logo na comemoração.
                 Igreja lotada, lágrimas, pétalas de rosa, fotografias e grãos de arroz para todos os lados e TODOS saindo às pressas da "casa santa". A empolgação era tanta que, o Nelsinho cunhado do noivo ligou o carro saindo apressado. Os noivos, Ricardo (sem carteira,  telefone e sem dinheiro) e a Déia ficaram "plantados" na porta da Igreja. ELA segurando o buquê e as luvas, enquanto ELE segurava a raiva.
                  Após 40 minutos de espera, a familia do noivo se deu conta do esquecimento. O cunhado Nelsinho foi acionado para buscá-lo, exatamente no mo mento em que o casal chegava na festa a bordo de um táxi que ainda não havia sido pago.
                 Pode uma acontecer coisa destas, produção?? Pode. Com o Ricardo, TUDO pode.

14 de ago de 2017

Carlinhos Presidente "Sambista do povo" e seu site novo


     
            Lançamento oficial do site novo do cantor, compositor e sambista Carlinhos Presidente



             Após um "mergulho" na morada nacional do SAMBA o sambista Carlinhos Presidente retorna ao Sul para celebrar e compartilhar toda a emoção do seu recente trabalho "O sambista do povo", com a produção disciplinada e competente do renomado Milton Manhaes, consagrado por reconhecidos trabalhos com artistas renomados como Zeca Pagodinho, Martinho da Vila, Jorge Aragão, Roberto Ribeiro e tantos outros.
            O cd já circula bem nas melhores casas do ramo, as redes sociais acolhem os diferentes e empolgantes clipes do artista e agora para culminar o processo de alavancar seu trabalho na companhia de seus amigos gaúchos surgem as novidades com o site repaginado: http://carlinhospresidente.com.br/
            Com uma agenda bem bacana e um desejo de apresentar seus sambas nos locais mais energéticos da Capital e de cidades do RS. Confere lá e acompanhe as novidades e as promoções desta nova fase do Carlinhos.
              Vamos?? O Armazém do seu Brasil continua na parceria com o moço.

24 de jul de 2017

"Onde posso tocar meu cavaco?" - Fragmento 2


                                    imagem extraída: http://www2.sidneyrezende.com/noticia/252183+brinco+da+marquesa+promove+roda+de+samba+neste+sabado

                 Na segunda postagem alusiva ao Armazém do seu Brasil no Programa Nação, da TVE, apresento o Fragmento 2, falando um pouco sobre o que penso e o que conversamos sobre os espaços ocupados por rodas de samba e manifestações populares.
                Com a condução competente da apresentadora e jornalista Fernanda Carvalho, tivemos a oportunidade de "soltar o verbo" sobre onde acontece o samba em Porto Alegre nos dias de hoje. Na nossa roda contávamos com as presenças ilustres do nego Izolino, que nos anos de 1980, na companhia de seus parceiros do grupo Samba Autentico animavam as tardes dos sábados de Porto Alegre. A função tinha a assinatura de uma emissora de rádio da Cidade (Rádio Princesa) e na apresentação nomes conhecidos na cidade - Carlos Alberto Barcelos - o Roxo, Delmar Barbosa, Odir Ferreira, Adoniran e tantos outros. O local onde rolava o samba era a quadra de ensaios da Império da Zona Norte e os grupos presentes traziam nas suas formações experimentados sambistas: Pagode d1Kasa (dos irmãos Dornelles - Gilson, Gilmar e Gegé), Pagode do Dorinho (do Kléber, do Charuto e do Everton Dorneles), Grupo Bom Ambiente e tantos outros.
                Um outro presente na resenha e na nossa mesa do Programa era o Manoel Jeronimo - nego Lom do Samba Quente, que no final dos anos 90 "esquentou" o Centro de Porto Alegre com suas rodas de samba. Quem não lembra do El Bodegon, na Riachuelo? Ou do Panela de Barro, na Marechal Floriano?? Extensas filas formavam-se diante dos bares, semanalmente, às sexta-feiras. Bons tempos.
                O violonista dos "Brasileiros", Rogério Pereira (o Dédo Sete Cordas) também participou de vários grupos sambistas da Cidade e por algum tempo, participou de um chamado "Os quatro do Canto" que animavam um bar na Cidade Baixa (Recanto latino). Uma verdadeira "efervescência" na região. Os outros dois, o Jovani e o Carlos Buiu, mais jovens representavam os novos tempos de roda de samba.
               E o "cascudo", experiente e talentoso, Carlos Delgado, por onde andou?? Putz. Foram tantos os lugares, Carnavais e rodas de samba que o "moço" reúne recordações que marcaram a história do samba de Porto Alegre. Ainda no mês de maio o reencontrei cercado de velhos amigos numa roda de samba famosa pela trajetória e por um de seus idealizadores - o Mestre Irajá. Refiro-me ao movimento cultural de nome "Banda Itinerantes". Com camisetas nas cores amarela e preta, sambas clássicos e populares cantados na voz de homens e mulheres, jovens e velhos o samba corria solto, o braço e os dedos com as poesias de Guineto, Aragão, Nogueira, Candeia e outros tantos no Espaço Cultural do Afrosul ODOMODÊ.
                Resistindo e SAMBANDO mundo afora, também identifica-se iniciativas como as do Coletivo Instituto Brasilidades, Samba do Irajá e tantas outras de grupos e sambistas espalhados.
             Mas afinal, os espaços de samba em Porto Alegre são suficientes para reunir pessoas?? E as oportunidades é oferecidas a todos da mesma forma?? SINCERAMENTE?? Não. Os bares e botecos (nova febre na Cidade) já mantém sua seleta e "fechada" escalação de atrações. Numa "blindagem" muitas vezes injusta. Mas o que fazer?? Afinal, são "combinações" entre os proprietários dos locais e os músicos. Possivelmente, uma das poucas maneiras de propor uma reflexão deveria ser uma iniciativa do público. Como? Cobrando uma versatilidade na agenda dos bares. Em muitos casos, um mesmo grupo toca em diferentes locais na mesma noite. Quem perde com isso?? Nós, clientes. Ou tu acreditas mesmo que o mesmo pandeirista poderá tocar seu instrumento com a mesma disposição nas 3 casas agendadas?? LÓGICO que não. Alguém, sofrerá o "pênalti". ainda não sei se a primeira ou a última casa. Ou seria a do meio que, receberia uma apresentação rápida?? Sei lá...
              E as roda de samba ao ar livre?? Raros são os espaços que conseguem a proeza de reunir sambistas ao ar livre. Não vemos sambas nas praças ou nas calçadas. Os "coletivos" que insistem são espalhados na metade do caminho. A vida é curta mesmo. Ilustro com dois exemplos: o Pagode do Andaraí (no bairro Santo Antônio) e o "Samba do Cachorro" (no Centro Histórico). ambos reuniam semanalmente centenas de sambistas e simpatizantes para cantarolar, batucar, beber e reencontrar amigos. Com hora para iniciar e encerrar as atividades.
               Rogo que Porto Alegre retome sua alegria, seus batuques e suas concentrações populares.   

Carlito Delgado - Precisa apresentação??






















                                                                            acervo pessoal do "moço"
  
                  O Armazém do seu Brasil foi concebido para que pudesse compartilhar algumas estórias do mundo do samba em Porto Alegre. A "organização" das coisas iniciaram lá pelo ano de 2010. Em meio à proposta de cultura, informação e entretenimento surgiu a pretensiosa  ideia de prestar homenagens aos parceiros ligados à temática principal.
                  A lista do "povo" era enorme e optei em escrever sobre alguns para que outros tantos fossem atingidos no prestigio. Tarefa muitas vezes não muito fácil. Enfim, acho que as vezes tem funcionado bem.
                  O escolhido do mês de julho foi o Carlinhos Delgado. Alguém já ouviu falar neste nome?? Para os familiares e mais íntimos é conhecido pelo codinome  de "Limão". Pela acidez? Nem arrisco a perguntar. Para os  seguidores de suas redes sociais ELE surge como um líder motivacional, dos bons!!! É pragmático, bem humorado...e acima de tudo alto astral.
E EU como o conheci?? Há uns 20 anos mais ou menos, fomos apresentados por um amigo em comum para uma viagem à cidade de Pelotas, daquelas coisas que reúnem Futebol, amigos, cerveja e samba. Mesmo que não tenha atuado no campo ou mesmo vestido calção, camiseta e meião de futebol, o sujeito OCUPOU MUITOS ESPAÇOS ao longo da viagem. Ao lado do Adãozinho Cruz e dos demais sambistas o moço cantarolou o tempo todo. Não calou a boca NUNCA. Parecia ter engolido discos inteiros de Jorge Aragão, Fundo de Quintal, Almir Guineto, Beth Carvalho, Zeca Pagodinho e tantos outros. 
                   Eram dois sambas, seguidos de tres goles e assim foi a inesquecível viagem (ida e volta, claro). Depois de afastados por algum tempo, recebi a notícia que o Carlinhos tinha mudado de domicílio indo morar no RJ, como fizeram muitos conhecidos meus. O cara era um verdadeiro embaixador gaúcho. Acolhia a todos, dava dicas de viagem, oferecia programas de turismos, coisas que sua generosidade apontava.
                Tem um grande amigo nosso, um certo violão de grife dos Pampas que me contou uma passagem de sua vida que ilustra o que digo. O parceiro sairia de Porto Alegre para desbravar o RJ, buscar novos espaços para mostrar seu violão e sua arte. o "Delgado" anunciou o seguinte: "Faz as malas e te joga". O outro gaúcho perguntou: "Onde ficarei lá no RJ". O Delgado respondeu: "Lá em casa, carai...Lugar onde dormir tem, menos no meu berço é claro!!!" Quem o conhece sabe que a resposta é muito própria.
                 Abaixo uma transcrição de uma postagem, onde o Delgado registra a gratidão por um cuidado técnico em relação à pessoa:  "Eu tô há dias com uma coisa na cabeça e não sei como expressar, durante estes meses que sucedem o diagnóstico sempre me vem à cabeça, o filme do tal do Patch Adams, e me sinto bem, nunca havia pensado tanto em como se sente uma pessoa nessa situação. E o que eu fico surpreso é que existe mais de um Patch, existe a Dra Christina Oppermann, pra mim ela nunca prometeu nada, só me disse uma frase que eu nunca mais esquecerei.: "Seu Carlos, vou tratar o Sr, vale a pena." Hoje ainda não temos o resultado final, nem preciso, pra mim já valeu tudo, ganhei, sem dúvidas eu ganhei. Uma pessoa que acredita na outra que trata, que ouve, que presta atenção no ser humano vale tudo. Dra, não existe palavra que dimensione a sua atitude, não me considero seu paciente, mesmo sem ter me parido a Sra é a segunda mulher que me deu a vida. Tratou o ser humano e não a doença. Obrigado, vencemos essa!
Carlos Delgado - 19 de julho às 23:51 · Porto Alegre ·
                 Entenderam o que quis dizer quando falei da generosidade, gratidão e alto astral do moço?? Acompanhe, ainda, mais uma pérola: "Hoje acordei muito contrariado e com a velha mania de questionar as coisas... Porque raios um Hospital chama HOSPITAL DO CÂNCER, não deveria ser HOSPITAL DE PESSOAS COM CÂNCER? Já vou avisando hoje a paciência foi dar uma banda lá nas ilhas Maldivas. Nem vem. Carlos Delgado - 7 de junho · Porto Alegre ...Este deve ser o tal Carlinhos Limão...
                 E as coisas da vida?? Como ELE trata?? Espia só ..."Houve um tempo que se eu não fizesse "os tema" eu ouvia: Espera teu Pai chegar pra tu ver só, nesse tempo eu era rebelde sem causa, queria fugir de casa, morar sozinho, mandar na minha vida. Mal sabia eu que anos depois eu teria tudo isso, só não teria mais aquela voz me dizendo: Faz antes do teu Pai chegar que eu deixo tu ir brincar na rua. A rua agora é toda minha, que saudade daquela voz, daquele cheiro, até das espanadas que levava. É saudade que deixou de ser dor e tornou-se contentamento, é saudade dum tempo que não volta mais. E mãe atirando filhos pelas janelas, afogando em rios ou simplesmente abandonando à própria sorte. A minha nunca me abandonou, nem mesmo nesses momentos mais doloridos que passei. Sei que aonde ela está o olhar dela é pra nós 4, não temos tudo que queremos é fato, mas temos tudo o que merecemos, mesmo em outro plano MÃE eu sinto tua presença. Te amo.
Feliz Dia das Mães! -
Carlos Delgado - 13 de maio 2017
             Em Junho/2017 tive o imenso prazer de compartilhar, na companhia de outros parceiros sambistas do RS, uma gravação de um Programa da TVE - NAÇÃO, em rede nacional. É mole?? O macaco Simão dos Pampas, pela agilidade no momento da piada diria..."É mole, mas sobe!!!" hahahahahahaah
               Dá-lhe, Carlinhos Delgado...em breve, te reencontro em alguma movimentada roda de samba com a sigla do Armazém. Fechado??
Abração,
 Edinho Silva 
 

 



21 de jul de 2017

Quer ouvir um SOM DIFERENTE cheio de balanço?? Acompanha TEM

 

                              Imagem: Acervo pessoal do grupo
 
               Posentão...
 
              Tudo que origina-se da construção coletiva apresenta resultados mais resistentes e bem sucedidos. Em qualquer área: no campo social, no trabalho, na família, no clube, na religião, nas artes e em muita coisa. Outro dia, fui instigado a conhecer um pouco do resultado da reunião de músicos gaúchos e seus instrumentos "rebeldes". Por que a rebeldia?? Pela criatividade, força, sensibilidade, comprometimento e balanço puro de coisas populares.
              Assim descrevo um pouco a TEM - Trabalhos Espaciais Manuais - uma pequena orquestra de música popular que surgiu em Porto Alegre, no ano de 2013 e mantendo o sonho da gravação do primeiro primeiro álbum com algumas composições nascidas nesses quatro anos de vida de muito suor, danças, ritmos e pulsações.
             Através de um processo coletivo de apoio financeiro o grupo contará com a colaboração daqueles que "sacudiram seus esqueletos" nas festas animadas pelo TEM.  
             O projeto conta com a produção musical de Sergio Soffiatti, as fotografias levam a assinatura de Sofia Cortese, a edição de vídeo do Leonardo Stein e as colaborações mais que especiais de cinco artistas que fazem parte da nossa família de algum jeito: Lídia Brancher, Rafael Druzian, Gabriel Sacks, Vital Lordelo e Gustavo Pflugseder. Conta ainda com o apoio do Studio k9 Som, luz e Imagem!
             Hoje, 21/07/2017 - sexta-feira, no bar BATE (João Alfredo, Cidade Baixa/Porto Alegre) será possível conferir de perto a sonoridade da TEM através do formato Baile-Show, onde estilos como o samba, o funk e o rock'n'roll sao misturados com pitadas de jazz em uma atmosfera dançante, permeada por temas marcantes e solos catártico. Seria isto??
            Vai perder?? EU NÃO FICARIA de fora...se estivesse no seu lugar!!