1 de ago. de 2011

Tábua de queijos e vinho



O Janjão, primeiro surdo de uma  escola de samba da Zona Sul da cidade sempre carregou a fama de ser "ligeiramente" guloso. Pois numa das tantas apresentações do grupo show da agremiação, o Janjão não resistiu às delicias da noite de queijos e vinhos do clube chique do Vale dos Sinos. Antes de tocar, o moço atracou-se numa tábua de queijos e frios e mandou bala. Comeu muito, pois o mestre Jorgito não permitia que seus ritmistas bebessem antes do show. Sólidos sim, líquidos não.  Realizada a apresentação os vinhos foram liberados. Era tinto, branco, seco, suave, nacional, estrangeiro. Valia tudo e o Janjão foi aproveitando as duas horas que restavam antes da van chegar. Resultado da gula animalesca, foi um estômago cheio de queijos e frios   e o Janjão torto de tanta bebida. Em pouco tempo as dores de barriga foram aparecendo e o homem de confiança do mestre de bateria rumou para o banheiro mais próximo. Estava à beira de uma tragédia (lambendo as cuecas, como dizem as más linguas...rs). Estava tão bêbado e apressado que mal deu tempo de abrir a porta do banheiro e tentar sentar no vaso sanitário. Sim, tentar, pois a diarréia não o perdoou. Largou todo o volume acumulado sobre a tampa. Os respingos de cores discretas, mas odor insuportável, espalharam-se pelas calças e sapatos brancos.
Depois de algum tempo o moço foi resgatado por um companheiro do samba para embarcar na van. Algumas lideranças não permitiram, conduzindo o moço para um táxi e pagando a corrida adiantado. O motorista ganancioso nem percebeu o estrago e conduziu o cara para casa. Por sorte do Janjão, o mestre Jorgito já havia ido embora do clube com alguns membros da Diretoria.
O Carlito Trovão comenta que, até os dias de hoje o Mestre Jorgito não descobriu por que sua bateria NUNCA MAIS foi chamada para as festas no clube. E o Janjão?? Não come queijo nem em torrada e não ingere vinho nem no sagú. Que coisa, né??    

A vida manda sinais



A experiente profissional da saúde, Janaína Monteiro - a Janinha, parceira e amiga do Zé Prettin e porta-estandarte nas horas vagas contou-nos uma história de arrepiar cabelos. Estava de plantão, juntamente com a colega Solange, numa CTI de um dos movimentados hospitais de Porto Alegre, onde o silêncio impera e "apenas" o ruido dos aparelhos e instrumentos são ouvidos nas noites sem fim quando a ausência do som de um dos equipamentos próximos a um paciente em recuperação é percebida. Assustada, a enfermeira Solange corre até o leito do sr. Paulo Chaves, que recuperava-se de procedimento cirúrgico e aplica, literalmente "uma porrada" no peito do homem. Na tentativa de reanimá-lo, ELA insistiu e o socou novamente. Estes movimentos provocaram uma reação no paciente que chegou a sentar-se na cama. A Janinha aproximou-se apressadamente para ajudar a colega  e observou um pequeno detalhe que lhe chamou a atenção. Um dos muitos acessórios que estavam conectados entre o aparelho que acompanhava os batimentos cardíacos e o peito do paciente havia desprendido-se. Isto fez com que o som da máquina parasse e assustasse a profissional responsável pelo ambiente. Se o "moço" não tivesse com complicações pela paralisação da máquina, quase o teve pelos socos de reanimação. Pode??

20 de jul. de 2011

Dia do amigo



Poemas, livros, músicas, obras de arte, presentes criativos, locais decorados, vitrines vistosas. Tudo isso encontramos em dias como este: DIA DO AMIGO. O que infelizmente, não encontramos nos shoppings, no Mercado Livre da internet, nos “livrinhos” da AVON e nos catálogos dos freeshops são boas doses de tolerância, solidariedade, justiça, afeto, educação, humildade, franqueza, parceria, bom humor, honestidade, comprometimento e amabilidade.

Hoje, quando ligarmos nossos computadores iremos nos deparar com nossa caixa de email lotada, nosso facebook bombando com mensagens de algumas pessoas que talvez nem saibamos de onde surgiram. Seria ruim ampliar nosso número de “amigos”?? Há quem diga, inclusive que a amizade ficou banalizada nos tempos modernos. Acrescento que, muitas outras coisas tomaram o mesmo formato, porém resisto a pensar na redução do grupo daqueles que sonham com um mundo diferente e melhor.
Poderia citar algum teórico bonito, com uma frase de efeito para finalizar o texto de uma forma elegante e bonita, mas  optei em saudar os velhos amigos, abraçar meus os novos e aqueles que ainda não conheci com o samba do Arlindo – O bem. Minhas desculpas e minha consideração àqueles a quem não ligo e boto a culpa na agenda apertada, ou aos outros que desconheço a importância da nossa amizade em nossas vidas, ao chato que tenta se aproximar (liga não, todos nós temos dias cinzentos). Enfim, aos que conseguem ouvir as coisas que falo por 15 minutos,  ler 3 linhas do que escrevo ou até mesmo ficar em silêncio no mesmo espaço a meu lado ofereço um cantinho no meu guarda-chuva, uma mentalização nas minhas orações, um brinde na próxima cerveja.
Se não tiveres 448 amigos para enviar um scrap, não te assusta. Ouve com ouvidos de ouvir, olha com olhos de enxergar, fala e deixa falar e acima de tudo, ABRAÇA.
Com carinho

Edinho Silva, João do Brasil, Tianinha, Dr. Totonho, Dona Morena, Zé  Prettin, Carlito Trovão, Zeca do Surdo, Tia Cenira e toda a galera da Batucada do Armazém.

O Bem, ilumina o sorriso
Também pode dar proteção
O Bem é o verdadeiro amigo
É quem dá o abrigo
É quem estende a mão
Num mundo de armadilhas e pecados
Armado, tão carente de amor
Às vezes é bem mais valorizado
Amado endeusado quem é traidor
E o Bem é pra acabar com o desamor
Se a luz do sol não para de brilhar
Se ainda existe noite e luar
O mal não pode superar
Quem tem fé pra rezar diz amém
E ver que todo mundo é capaz
De ter um mundo só de amor e paz
Quando faz só o bem
Quando faz só o bem (2x)

18 de jul. de 2011

Reunião dos amigos do Seu Samba


                                 Jorge Seu Samba Vieira - no surdo          

               A noite estava estrelada, as pessoas felizes, as bebidas com a temperatura no ponto, o samba "redondo", o serviço de bar funcionando legal, os músicos concentrados e o Jorge Seu Samba Vieira com brilho nos olhos. Sabem por que? Simples. Estavam reunidos alguns dos muitos amigos que o Bar aconchegante da Joaquim Nabuco agregou no seu tempo de existência naquele endereço.
              Pude ouvir Paulinho da Viola, Guilherme de Brito, Manacéa, Elton Medeiros, Ivone Lara, Serginho Meriti e muitos outros. Energia verde e amarela pura.
             E eu, Edinho Silva, juntamente com minha familia e amigos da Batucada estávamos por lá.
            Que o próximo encontro não demore.Valeu demais.

14 de jul. de 2011

Batucada do Armazém no Mundo do Samba



Se o samba ganhará um novo formato a partir do dia 30/07/2011, sábado ainda não sabemos, mas que a energia e vibração de todas as pessoas envolvidas na história a Batucada do Armazém não tem dúvidas. O cavaco do Roberto Nascimento vai falar alto, o surdo do Gilmar Dornelles vai sofrer pancada firme, os dedos do Rogério Sete Cordas, neste dia, serão ainda mais mágicos, o Fábio Ananias  vai interpretar do Xandi de Pilares a Jorge Aragão e o Volnei Neves, orquestrando tudo e prometendo função com seu tantan.
E como disse um dia, o Benito de Paula, "Queremos ver o sorriso estampado, bem na cara desta gente!!". Onde tem Batucada do Armazém, as coisas estão no seu lugar quando o assunto é samba.  Valeu, Jackson Reinaldo...é "nóis".
Abraço,

Edinho Silva


Serviço:

O Mundo do samba
Onde? Armazém Pub 8 (João Alfredo, 199 -Cidade Baixa) bem pertinho da Perimetral
Quando? 30/07/2011 - sábado - 22h
Quanto? Preços especiais e promoções aos aniversariantes
Diferencial? Gente bonita e alegre, segurança, lugar amplo, samba bacana, bebida gelada e a preços acessíveis (litrão a R$6,00)
Informações? Em breve....

Vidro ruim não quebra



O Carlito Trovão nos conta que, quando nasceu a filha mais nova do Joãozinho do Cavaco, Maria Clara, o Vilmar do Tantan foi visitá-la logo na primeira semana em que havia chegado em casa. Gisele, a mãe da criança, recuperava-se do parto em repouso domiciliar enquanto o bebezinho acostumava-se à casa nova. Joãozinho foi pego de surpresa pela visita inesperada do amigo que chegou perto das 18h, com um saco cheio de balas de mel e dois pirulitos. "Nenê novo gosta de doce", dizia Vilmar. Ligeiramente alterada (etilicamente, falando) Vilmar foi impedido de visitar mãe e filha que estavam no quarto. Joãozinho, o dono da casa, o amigo até a cozinha para conversarem um pouco e depois providenciar algo para comer. Próximo à geladeira da casa, Vilmar avistou um vidro grande de cachaça com butiá guardado há algum tempo. Em meio às funções de criança nova na casa, Joãozinho pediu licença ao amigo e foi atender à mulher e filha. Fez isso sem antes recomendar ao Vilmar que este ficasse muito à vontade que ELE já retornaria. O amigo então, sozinho naquele espaço, ouvindo um radinho, mirando o vidro com o butiá, não teve dúvidas. Localizou um copinho de vidro e se atracou.
Joãozinho cansado das novas rotinas adormeceu ao lado da cama da mulher e esqueceu do amigo. Quase duas horas depois, acordou repentinamente e ao lembrar da visita rumou para a cozinha em passo acelerado. Chegando lá teve uma surpresa. O amigo roncava com a cabeça descansando sobre a mesa diante de um livro vazio e alguns caroços de butiá espalhados pelo chão. O bandido havia chupado até os butiás.
Ao acordar o amigo Vilmar este pediu desculpas por ter cochilado e disse que iria dar um beijo na nenê e iria embora. O pai zeloso, Joãozinho agradeceu alertando que, mãe e filha estavam dormindo naquele momento. Na realidade, temeu o BAFO do amigo que diante do alto teor de álcool faria a criança dormir 3 dias ininterruptos. O Carlito afirma que o nego Vilmar não desmente e ainda conclui que "a coisinha era forte, mas bem docinha"...hehehehehe.

O cheque nosso de cada dia





  • Toninho Correa, amigo de capoeira e de drinques do Zé Prettin "baixou" num badalado Boteco da Cidade Baixa para tomar algumas biritas e ser apresentado à umas amigas novas estudantes da FAMECOS, da PUCRS. Galera bonita, perfumada e bem vestidas, morenas, loiras, ruivas, negras...o "cardápio" era grande e variado segundo moço. Petiscos à mesa, cervejas e mais cervejas e a noite foi avançando. Já passava da meia noite quando a música iniciou. O ritmo era um genuíno samba, daqueles de fazer a Lapa tremer. E a noite foi ficando animada. E a cerveja tomando conta das cabeças. Lá pelas 5 da madrugada, boa parte do grupo já havia tomado o rumo de sua casa ou um outro lugar mais aconchegante. O Toninho já estava pra lá de Tóquio ou Moscou. Mal podia falar, pois tinha bebido TUDO - cerveja, tequila, uísque, caipirinha, vodka pura, Absinto, coca-cola. Bebeu geral e o que serviam ELE tomava. Foi até o caixa e de comanda na mão pediu para  ser somada sua despesa. Pegou o talão de cheque, preenchendo a folha quase psicografando e na hora de assinar borrou tudo. Passou para a segunda tentativa. Novamente, psicografou o valor do cheque e acabou assinando fora da folha. Literalmente, sobre o balcão do bar. Por sorte como era velho conhecido da casa, foi colocado num táxi pelo gerente da balada e só veio buscar o carro e pagar a conta na noite seguinte. E logicamente, só tomou água tônica, para tentar recuperar a imagem diante do público feminino frequentador do lugar.