16 de abr. de 2013

O Kiko não me representa....Isso, isso



Ainda adolescente, quando circulava pelas ruas centrais de Porto Alegre lá pelos anos 80 ouvia com atenção um tiozinho simpático, bem humorado e corajoso que, na companhia de seu violão, surrado de tantos movimentos, um pandeiro velho preso ao pé direito e um saco de folhas verdes que acompanhavam seus hits de MPB. É quem não conheceu o famoso e bem humorado ZÉ da FOLHA??
E falando em arte de rua, quem não lembra de outro pop star do Portinho!! Com seu surdo ritmado e cheio de graça encantava os dias cinzentos da nossa Cidade Sorriso. Agora, em tempos contemporâneos, o amigo do Armazém do seu Brasil - o inquieto agitador cultural, antropólogo, músico, professor e gente do BEM - Zé Evandro, do pandeiro e do Serrote Preto.


Então, caros amigos, com um trio da pesada que marcou Porto Alegre - os Zés - o da Folha, o da Terreira e o Zé Evandro o pessoal recomenda o Kiko para representar a cidade na Copa!! Só falta a Banda da Saldanha ser substituída por algum grupo de Maracatú de Alagoas ou o Borghetinho ceder o espaço para alguma guitarra do Distrito Federal.

To errado?? O Zeca do surdo concorda comigo. Duvidou da notícia?? Acessa lá   
http://diariodonordeste.globo.com/noticia.asp?codigo=357443

Abração, Edinho Silva



   
600 × 900 - serrotepreto.blogspot.com

15 de abr. de 2013

Tristeza e revolta - Holocausto brasileiro: 50 anos sem punição


  Meus queridos, 
  
           A vida poderia ser eternamente uma grama verde no pátio de nossa casa, um riso nos lábios, um abraço apertado, um bom prato de arroz com feijão temperado, um beijo do neto ou do filho, uma taça de espumante com o amor da nossa vida, um bom filme no cinema, um naco de chocolate, um chopp gelado, mas infelizmente, não é.
           Existem coisas tristes. Muito tristes. Injustiças sociais, concentração de renda, corrupção, má gestão dos recursos públicos, ganância, soberba e alguns fatos como a brutalidade da situação apresentada em matéria publicada pela Tribuna de Minas Gerais.
           Leia e se possível, acesse o site do post. O resto é lágrima no nosso olho.
Beijo.  

Edinho Silva   

-  Por DANIELA ARBEX –
Milhares sucumbiram de  frio, fome, tortura e doenças curáveis; 50 anos depois, ninguém foi punido por este genocídio
fonte: http://www.tribunademinas.com.br/cidade/holocausto-brasileiro-50-anos-sem-punic-o-1.989343

Mulheres eram mantidas em condições subumanas. Ociosidade contribuía para morte social


Não se morre de loucura. Pelo menos em Barbacena. Na cidade do Holocausto brasileiro, mais de 60 mil pessoas perderam a vida no Hospital Colônia, sendo 1.853 corpos vendidos para 17 faculdades de medicina até o início dos anos 1980, um comércio que incluía ainda a negociação de peças anatômicas, como fígado e coração, além de esqueletos. As milhares de vítimas travestidas de pacientes psiquiátricos, já que mais de 70% dos internados não sofria de doença mental, sucumbiram de fome, frio, diarréia, pneumonia, maus-tratos, abandono, tortura. A reportagem descortinou, ainda, os bastidores da reforma psiquiátrica brasileira, cuja lei sobre a proteção e os direitos das pessoas portadoras de transtornos mentais, editada em 2001, completa dez anos, embora nenhum governo tenha sido responsabilizado até hoje por esse genocídio.
Criado pelo governo estadual, em 1903, para oferecer "assistência aos alienados de Minas", até então atendidos nos porões da Santa Casa, o Hospital Colônia tinha, inicialmente, capacidade para 200 leitos, mas atingiu a marca de cinco mil pacientes em 1961, tornando-se endereço de um massacre. A instituição, transformada em um dos maiores hospícios do país, começou a inchar na década de 30, mas foi durante a ditadura militar que os conceitos médicos simplesmente desapareceram. Para lá eram enviados
Sem qualquer critério para internação desafetos, homossexuais, militantes políticos, mães solteiras, alcoolistas, mendigos, pessoas sem documentos e todos os tipos de indesejados, INCLUSIVE inclusive, doentes mentais. Eles abarrotavam os vagões de carga de maneira idêntica aos judeus levados, durante a Segunda Guerra, para os campo de concentração nazista de Auschwitz, na Polônia. Wellerson Durães de Alkmim, 59 anos, membro da Escola Brasileira de Psicanálise e da Associação Mundial de Psicanálise, jamais esqueceu o primeiro dia em que pisou no hospital em 1975. "Eu era estudante do Hospital de Neuropsiquiatria Infantil, em Belo Horizonte, quando fui fazer uma visita à Colônia 'Zoológica' de Barbacena. Tinha 23 anos e foi um grande choque encontrar, no meio daquelas pessoas, uma menina de 12 anos atendida no Hospital de Neuropsiquiatria Infantil”. A metáfora que “tenho sobre aquele dia é daqueles ônibus escolares que foram fazer uma visita ao zoológico, só que não era tão divertido, e nem a gente era tão criança assim”. Segundo o psicanalista, o sentimento unanime era de impacto causando lágrimas coletivas.
Em meio a ratos, insetos e dejetos do lugar, até 300 pessoas por pavilhão deitavam sobre a forragem vegetal, capim que servia de colchões. "O frio de Barbacena era um agravante, os internos dormiam em cima uns dos outros, e os debaixo morriam. De manhã, tiravam-se os cadáveres", contou o psiquiatra Jairo Toledo, diretor do Centro Hospitalar Psiquiátrico de Barbacena (CHPB).
Atualmente 190 pacientes asilares estão sob a guarda do Centro Hospitalar Psiquiátrico de Barbacena (CHPB), mas sua sobrevida é estimada em, no máximo, mais uma década. Para que a memória não seja enterrada, o Museu da Loucura vai continuar lembrando o que, convenientemente, poderia ser esquecido. Idealizado por Jairo, o museu foi inaugurado, em 1996, no torreão do antigo Hospital Colônia, e pretende ser um tributo às dezenas de milhares de vítimas da lendária instituição. Em 2008, a publicação do livro "Colônia", também organizado por Jairo, expôs as feridas de uma tragédia silenciosa abafada pelos muros do hospital. "Por mais duro que seja, há que se lembrar sempre, para nunca se esquecer - como se faz com o holocausto - as condições subumanas vividas naquele campo de concentração travestido de hospital. Trazer à tona a triste memória dessa travessia marcada pela iniquidade e pelo desrespeito aos direitos humanos é uma forma de consolidar a consciência social em torno de uma nova postura de atendimento, gerando uma nova página na história da saúde pública", afirmou o ex-secretário de estado da saúde de Minas, o deputado federal Marcus Pestana. (PSDB/MG).

Vida longa à sacola plástica




               
         


            O Carlão foi às compras. Juntou uma grana e queria trocar de carro. Nada de seminovo, pois o desejo era buscar um zero. Escolheu o modelo, conversou com o gerente, ajustou a situação no banco, coisa e tal. Apanhou a noiva, a exuberante nega Xú, primeira passista da Escola do bairro e rumou à Concessionária de automóveis. Depois de algumas horas, abre e fecha portas, observa motor e acessórios e o negócio fluiu. Comprou o carro na cor e modelo que sonhara. Coisa linda.
             Após três meses rodando por Porto Alegre e suas vias, o moço enfrentou a primeira chuva, Putz, foi surpreendido por algo inusitado. Pingos d´agua caiam sobre os pedais do carro direto no seu pé esquerdo. Na medida que chovia sobre o capô, mais pingos o vazamento dava mais sinais de algum problema. Nesta ocasião, sua mulher - a Xú, estava dentro do carro e foi categórica na recomendação: "Vá amanhã mesmo, reclamar teus direitos e providenciar o conserto, Seu carro é muito novo para ter problemas desta ordem". No dia seguinte, o Carlão teimoso que era, não tomou nenhuma providencia, Afinal, tinha parado de chover e não pingava mais.
              Diante de tal situação, o malandro adotou um hábito esquisito. Toda vez que fechava o tempo ou alguma ameaça de chuva ocorria o cara cobria o pé esquerdo com um sacola plástica e saía rua afora. Literalmente, ensacava o pé. Segundo ELE, assim não molharia. Que doido, decidiu apelar para a sacola plástica do que reivindicar seus direitos.
             Pois, não é que numa bela quinta-feira, o "dia internacional da fé", quando muitas familias buscam juntar-se a outras pessoas para orar, rezar, concentrar-se em nome de alguma crença espiritual, o Carlão foi à Sociedade Espírita, na companhia da Xú, no seu carrão. Lógico, com o pé ensacado, pois chovia muito naquele dia. Ao contrário do que, costumava fazer, na pressa acabou esquecendo de tirar a sacola e assim, participou de toda a atividade religiosa e depois foi jantar com os amigos. Acompanhado da preta Xú e a maldita sacola nos pés, que só foi percebida na hora de pagar a conta da janta, no caixa do Restaurante. Bah!! Déficit de atenção é pouco. 

14 de abr. de 2013

Samba de qualidade, informação e entretenimento



Caros amigos...

Todas as vezes que, sento diante dos discos de sambas, das anotações, das matérias culturais e de tudo que cerca nosso dominical Armazém do seu Brasil- todos os domingos, das 13h às 15h, na www.radioestacaoweb.com .
Na edição de hoje tem Pablo Neruda, Jorge Aragão, Ivone Lara, Péricles, Ruben Alves, Bedeu, receita afrodisíaca, Alcione, Diogo Nogueira, racismo no futebol entre tantas coisas.
Tá esperando o que??
Chega mais.
Abraço forte e boa semana a todos

Edinho Silva

7 de abr. de 2013

Abril sambado







          No primeiro domingo de abril, 07/04/2013, nós do Armazém do seu Brasil - seu programa de informação, entretenimento e muito samba bacana, preparamos uma edição clássica, ousada e versátil. Na abertura um Ney Matogrosso cantarolando o Mestre Cartola. Ao longo do programa, o Barão Vermelho com a liderança do Frejat  batuca forte na companhia do Fundo de Quintal. A Leci Brandão convida os Demonios da Garoa para cantar Adoniran Barbosa. O Reinaldo, Beth Carvalho, Alcione, Jorge Aragão e muito coisa legal de pandeiro, cavaco e viola.
          No Balaio do Armazem, um pouco da obra do Wilson das Neves - compositor, arranjador, baterista, pensador e sambista. Um artista inquieto que já acompanhou músicos consagrados de blue ao samba. Tem também, receitas da Dona Tianinha - Costeletas suinas ao molho de Ilhéus.
         Não perde!! Das 13h às 15h, www.radioestacaoweb.com  - Armazém do seu Brasil - inédito.
         To te esperando.

          Abração,

                 Edinho Silva

1 de abr. de 2013

Eu quero uma casa no campo...Zé Rodrix, estava certo

Pousada do Sobrado - Bagé, Brazil


           Uma receita infalível para vivermos dias felizes, de muitas vibrações e intensas vibrações é estarmos próximos a pessoas que amamos, natureza, arte, história, gastronomia gaúcha, dóceis animais, o amor de sua vida, histórias do seu povo, afetos e carinhos dos anfitriões de um espaço pra lá de bacana. Que lugar é este?? Pousada do Sobrado, no coração da querida cidade de Bagé, bem pertinho de meus antepassados.
          Pois este lugar mágico e de bons fluídos capazes de atingir pessoas famosas na mesma proporção que movimenta os corações de hóspedes anônimos, profissionais liberais, políticos, artistas e pessoas comuns, com seus dóceis bichos de estimação cães e gatos, seus animais do meio rural - cavalos e búfalos, suas belas aves - os energéticos cisnes, os vistosos faisãos, as caturritas, as galinhas e os elegantes galos de outras nacionalidades e a simpática e eficiente turma de trabalhadores que sob o comando da "de bem com a vida", super gerente e fotógrafa de mão cheia, Cátia Souza conseguem oferecer excelentes momentos de descontração, calmaria para atualizar nossas leituras, devolução da paz interior, um bom e autêntico chimarrão e um astral de pura leveza de espírito.
         Quando minha filha mais velha, Polyka, e seu noivo Nelson, nos convidaram (eu e minha metade de laranja -Paty) para o passeio à fronteira conhecer a famosa Pousada não titubeamos pelo prazer que temos em realizar programas em familia. Particularmente, meu coração pulava, pois visitaria parentes que não via há muito tempo. Saímos de Porto Alegre rumo à Bagé, terra do churrasco, do Guarani e do Grêmio Bagé, do ex-Presidente Médici, da agitada avenida Sete de Setembro e da sua Praça de Esportes na sexta-feira e chegamos no destino algumas horas depois. Fomos recebidos pela Cátia - incansável e cordial gerente do lugar e pela proprietária, sra. Elisabete Terra. Que honraria, hein?? Ser acolhidos pela proprietária.
          Depois de sermos apresentados aos funcionários e às belas e históricas acomodações da Pousada partimos para a produção do roteiro de atividades. Que nada!! Deixa o coração dar o ritmo...cavalgar, nadar na piscina, jogar sinuca, ouvir canto de pássaro, assar churrasco, embalar-se na rede, brincar no pedalinho, referenciar história e móveis do passado, passear de mãos dadas entre outras coisas.
          Quer saber mais?? Liga para lá e reserva teu período enquanto, eu continuo comendo a romã que me foi ofertada.
Recomendo e muito...e acrescento o que diziam, os simpáticos funcionários do lugar, quando agradecíamos uma gentileza oferecida.."MERECE". Quem merece de fato nossa gratidão são voces.
Até breve,

Beijos e abraços a todos,

Edinho Silva

Serviço:

Pousada do Sobrado
5km do Centro de Bagé-RS/Brasil
Região dos Pampas - 385 Km de Porto Alegre
www.pousadadosobrado.com.br
pousada@pousadadosobrado.com.br
fones: (53) 3242-2713 - (53) 9956-0610

http://www.facebook.com/pages/Pousada-do-Sobrado/301650043245249?id=301650043245249&sk=info