10 de dez. de 2015

Entrar de cabeça nos alimentos é pecado?? Confira...




                     Pois, o tamborim número 1, dos Imperadores do Ritmo, o Cesar Paulo não se conteve. Abriu mão de sua marmita e da comidinha gostosa da sua musa - Terezinha Chocolate.
Era uma manhã fria de agosto e Cesar Paulo rumava para mais um dia de batalha. O seu porte físico avantajado e sua experiência nas tarefas noturnas como agente de segurança lhe garantiam um bom espaço no mercado de trabalho.
                    Ganhava bom salário, bons prêmios de bonificação e muita coisa legal. Trabalhava como segurança particular de um executivo da Capital. Sua rotina diária era uma só. Para economizar uns trocados, o ritmista e segurança César Paulo saia "bem fardado" de terno alinhado, com sua sacolinha e sua viandinha debaixo do braço. Por ser um sujeito "graúdo", a nega Terezinha, sua mulher caprichava   no tempero e na quantidade de comida. Enchia o "tambor" do moreno.
                    Dias desses, ônibus lotado, nosso amigo do samba viajando de pé, no corredor apertado, pois havia embarcado numa outra parada, concentrado nas tarefas que o aguardavam ouviu xingamentos de dois jovens que estavam sentados em bancos reservados para passageiros especiais. Por que?? Incomodavam-se pelo aroma de comida caseira que vinha da marmita do César Paulo. Ironias para um lado, cara torcida para outro. Um deles atreveu-se e falou: "Pô, meu!! Não tinha outro lugar para colocar esta panela de comida??". De forma educada, o César Paulo respondeu que não estava destratando ninguém. Respeitosamente,  respondeu que estava indo ao trabalho com seu uniforme, sua calma e comidinha de sua patroa. O outro jovem, mais arrogante, respondeu de forma agressiva: "Pô, nego véio vai comer ração canina?? Pelo cheiro que vem desta marmita, vai tratar o cãozinho da madame".
                   O César Paulo contou até 30 e de forma silenciosa, não revidou a provocação. Lastimando que, o passageiro idiota e provocador não teria respeitado a "milagrosa e saborosa panqueca da nega Choco - como ele chamava sua mulher. Desta vez, em coro, os dois malandros, lascaram uma piadinha: "como pode um homem deste tamanho, levar lanchinho na merendeira??". Bastou. Paciência tem limite. O César Paulo simplesmente "jogou" a marmita na cabeça de um dos folgados. Era panqueca para todos os lados. Gritos apavorados. Choros, sangue, bofetada e muito galo na cabeça. Os jovens não acreditavam que aquele senhor. Respeitoso senhor, perderia a classe com as piadinhas. Aos gritos ELE dizia aos  jovens "abro mão das minhas panquecas e da minha marmita de valor estimativo em troca de um pouco de respeito".
               Assim, cheios de galos na cabeça os "folgados" foram convidados a descer do onibus queixando-se da dor e da vergonha que passaram. Do lado do César Paulo que continuou a viagem, restaram a fome e o alivio pela decisão tomada. Perdeu a marmita, mais ganhou meia dpúziasvergonhacom a certeza da fome, mas aliviado com as reações adotadas.

7 de dez. de 2015

Comemorar aniversário é tudo de bom!!!



                Sempre é muito prazeroso comemorar aniversário. Opinião pessoal. Seja em um jantar à luz de velas com a pessoa amada, num churrascão com os amigos do futebol (cada um leva seu quilinho), ou na  suculenta macarronada da sogra, no chopp com o pessoal da Firma, no pagode no boteco do seu Zé, no piquenique com o familião, enfim VALE TUDO PARA CELEBRAR mais um ano de vida.
             Minhas experiências pessoais ao longo dos anos também registraram muitas marcas. Algumas muito boas e inesquecíveis e outras nem tanto. Nascido em dezembro, próximo ao Natal, já não ganho dois presentes há muito tempo. Coisas do mundo econômico.
Quando completei 15 anos de idade, liderados por um grande amigo, Zé Carlos Quadros - "o poeta", um grupo de amigos adolescentes, entre homens e mulheres, organizaram uma festinha surpresa na minha casa. E qual a novidade da festa! As rosas brancas que recebi. Isto mesmo: ROSAS BRANCAS. Já imaginaram tal situação em 1981!! Coisas da sensibilidade e generosidade do tal poeta.
               Algum tempo depois, numa outra comemoração, a Paty, minha adorável  companheira reuniu parentes e amigos para uma comemoração especial. Destaco três motivos marcantes: o principal deles foi o fato deste encontro ter sido o último convívio com minha querida Carminha - minha mãe; o segundo foi a Paty ter reunido amigos que não via há muito tempo e que raramente se encontravam; e o terceiro motivo foi a criativa decoração do espaço. Com balões brancos e fitas douradas suspensos pelo lado contrário no teto do salão. Espumantes gelados e comidas deliciosas. Coisa chique, afú.
               Numa outra oportunidade preparamos um galeto e "convocamos"  centenas de amigos. Como ocorre nas redes sociais, apareceu uma dezena, Resultado: Por dois meses, percorri semanalmente as ruas da minha casa ofertando risoto de frango aos moradores de rua. Valeu muito a pena. Coisa novas pessoas e novas histórias. Chega um tempo de compartilhar alegrias e despesas. As comemorações por adesão. Cada um paga suas próprias despesas e confraterniza de forma coletiva. Coisa muito boa em tempos bicudos. 
               Decidi então, reservar algumas mesas no Boteco Tipo Exportação (rua Lima e Silva, 898 - Cidade Baixa), no dia 20/12/2015, a partir das 19h30min, para comemorar meu pré-cinquentenário. A animação fica por conta do meu amigo Carlinhos Presidente, idealizador do Natal solidário, neste mesmo dia e local.
             Vamos?? O sambista irreverente e "cheio de graça"(como Ave Maria) Carlinhos Presidente promete balançar o boteco com um repertório de sambas autorais e os clássicos que toda boa roda de samba deve ter.
           Não aceito desculpas...Todo mundo lá, como dizia o slogan da Cervejaria famosa em Porto Alegre.

Edinho Silva 

Serviço:

Convites antecipados: R$10,00 (via facebook / https://www.facebook.com/carlos.bernardes.7169?fref=photo ) + doação de brinquedos no dia = ingresso para o Samba do Presidente + cd autografado + abraço do Edinho Silva

28 de nov. de 2015

Afinal, qual é o Dia Nacional do Samba?


              imagem extraída do site: http://www.bahia.ws/samba-de-roda/
           

                 Nos últimos 10 anos já escrevi muita coisa sobre o tema. Os registros que encontrei falam que nasceu na Bahia, outros dizem que nasceu no Rio de Janeiro. Alguns falam que o primeiro samba foi “Pelo telefone”, uma composição de Donga. Enfim, discutir quem pode ser considerado o “pai da criança” nos momentos difíceis que a cultura popular enfrenta é mero detalhe. Num momento em que, as rádios pelo Brasil “preservaram” nosso querido samba, dando espaço a outros ritmos, frutos dos interesses do mercado(?) e do show bussines – este monstro silencioso que nos engole e entende como normal a apropriação do patrimônio cultural alheio devemos PROMOVER CADA VEZ mais toda e qualquer iniciativa na direção da preservação e exaltação deste legítimo  elo de ligação que atravessa fronteiras ligando Oiapoque ao Chui. Falei demais?? Acho que não. Sabemos identificar quais as regiões brasileiras cultuam o vanerão, o xote, o forró, a moda de viola, axé, o sertanejo. Porém, é o samba que desembarca com a mesma força em todas as rodoviárias do Brasil. Atravessando os tempos com os formatos tradicionais e clássicos (Monarcos, Cartolas, Adonirans, Geraldos, Ranchão, Lupicinio Rodrigues, Serginho Meriti, Wilson Ney e tantos outros brasileiros) até mesmo os criativos compositores da “nova” geração como Arlindo Cruz, Moisés Marques, Rodrigo Maranhão, Leandros e tantos outros.   
            Não conheço “de perto” a cena sambista, mas a de Porto Alegre acompanho bem. Reconheço ainda, que cada Estado e Região tem sua forma peculiar de tratar sua Cultura. O mesmo ocorrendo com as ações de entretenimento e demais manifestações populares. E nossa aldeia e tribo também tem suas particularidades. Se alguém organiza um samba na calçada, por exemplo, logo o público se movimenta. Em pouco tempo surgirão vozes para inibir tal iniciativa. Imediatamente, todos se dispersam para uma nova roda de samba. Se “caiu uma”, daqui há pouco haverá outra. Tá certo, isso?? Tá errado, pois não há nenhum esforço COLETIVO de resistência. Se um sambista novo aparece no pedaço, sempre surgirão críticos com a famosa pergunta: “Este cara de pau é um dos nossos??” Ora, se o samba deve ser agregador, independente da cor do cabelo e da pele, da marca do instrumento, da afinação “da cantoria”. Se o movimento é dito popular, que assim seja mantido. SEM DONO, sem regras, sem os pecados capitais à frente. Basta ser tolerante com teu próximo, se te instrumento e não sabe tocar?? Procura aprender, pois assim não atrapalha. Vai ficar de fora?? Claro que não. Vá estudar, compartilhar conhecimento com quem chegou antes no pedaço. Na maior humildade, tem muita gente boa espalhada pela Cidade que divide seus conhecimentos na maior camaradagem. Enquanto isso, acompanha na palma da mão e vai treinando para exibir seu aprendizado.
            É feio carregar o instrumento sem saber tocar?? Claro que não. Chato mesmo é não ter a nobreza de buscar conhecimento. É ruim não saber cantar uma dúzia de sambas?? Claro que não. Condenável mesmo é NUNCA ter ouvido falar nos mais populares. Constrangedor é conhecer toda a obra do Noel Rosa e nunca ter ouvido um samba do Nelson Rufino ou do Toninho Geraes.
            E o dia de samba lá do início do texto?? Na minha opinião deve ser como todos os outros dias. Dia da Consciência Negra, da Mulher, do pai, da mãe, do Marceneiro, do São Jorge, da Criança, da OXUM, da bandeira, do Músico, do Xangô e tantos outros. Tirando o apelo comercial das comemorações, devemos celebrar todos os dias uma coisa: a VIDA. E o samba?? Também. Afinal, representa um belo ingrediente para torná-la mais leve. #tododiaédesamba
            Quando os iluminados Sereno, Adilson Gavião e Robson Guimarães compuseram “A batucada dos nossos tantans”, samba imortalizado na voz do grupo Fundo de Quintal,  que dentre muitas expressões destaco  “...É bonito de se ver, o samba correr, pro lado de lá, fronteira não há, pra nos impedir, você não samba mas tem que aplaudir...” ratifico minha relação com “o moço”.

Edinho Silva

No próximo dia 02/112/2015, quarta-feira, estaremos no Porto Boteco Alegre (av. Érico Veríssimo, 627 - Menino Deus), a partir das 19h30min conversando e SAMBANDO com convidados especiais. Gravação do programa Armazém do seu Brasil e depois uma roda de samba com o grupo Seu Samba.

13 de nov. de 2015

Quando sonhamos sozinhos é apenas um SONHO. Quando sonhamos de forma coletiva, VIRA REALIDADE...

                
                 A letra do samba que "...um mundo com mais educação, pode garantir um futuro melhor..." Diz ainda que "...Cultura, igualdade, liberdade no direito de ir e vir...meu respeito ao Instituto Federal, minha ciência por você é comprovada..." Eu concordo com o carnavalesco.
               Diariamente percorro aproximadamente 60km em busca de conhecimentos, novas vivências, troca de saberes, energias, boas piadas, novos desafios, alguns desapontamentos, enfim, movimentando a "rota pessoal de cultura". Estou me referindo aos meus estudos sobre lazer e desporto que realizo com meus colegas e professores no IFRS/Restinga. Isto mesmo, de "boca bem cheia" anuncio aos quatro ventos minha satisfação em ser um dos alunos da primeira turma de Gestão Desportiva e Lazer, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul.
                 Participando de um grupo heterogêneo de alunos que mescla experientes de 18 e jovens de 67 anos, docentes de alto nível acadêmico que desfilam teóricos clássicos e contemporâneos, em debates constantes de discussões que, em muitas vezes contrariam minhas posições pessoais, porém provocam e desafiam a que eu busque aprofundar meus conhecimentos para "ou reforçar meu ponto de vista ou revê-los". Discutir o direito constitucional ao lazer sob os mais diferentes aspectos.                
               Refletir sobre a concentração do poder, show bussines e os investimentos no esporte de alto rendimento. E num segundo momento ter acesso a Projetos de Pesquisa e Extensão, Projetos Sociais e à realidades e discussões com temas como vulnerabilidade social, econômica, física, emocional e por que não conceitual?? O acolhimento dos servidores da Instituição, a atenção da galera da Biblioteca, a conversa franca com os docentes, circular pelos corredores e "esbarrar" no Diretor e no Diretor de Ensino e o DESAFIO MAIOR de buscar uma qualificação acadêmica Superior numa Instituição de Ensino Federal numa Comunidade de Porto Alegre, de fato não tem preço!!
Perdoem, meus amigos diletos...e sem entrar no mérito de bandeiras partidárias, mas não posso deixar de VIBRAR com a iniciativa das Políticas Públicas de Educação dos últimos tempos. CURSO SUPERIOR na "TINGA" é TUDO!!! 
              Precisa dizer mais?? Precisa...FELICIDADES, IFRS/RESTINGA e que venha mais 45 anos de vida plena, formando cada vez mais acadêmicos e qualificando através do "grande caldeirão" de saberes que são suas salas de aula.
           Que a União da Tinga, a segunda escola de samba do bairro, e forte ferramenta de cultura popular local possa ter toda a luminosidade na avenida como nós temos em sala de aula.
#toorgulhosodemais

Edinho Silva - acadêmico de Gestão Desportiva e de Lazer e Presidente do CAGEL

https://www.youtube.com/watch?v=_L62YOyn9FY#t=382

10 de nov. de 2015

Afinal, "Santo de Casa faz milagre" ou não?? Com a palavra o produtor Luis Fernando Silva




As andanças próximas à música popular brasileira (ou Música Pra Pular Brasileira, como chamava um Projeto de Verão do pagodeiro universitário Guilherme Alf, do Na  moral...lembram??) me apresentaram o Luis Fernando Silva. Produtor artístico e "agitador cultural" que à época trabalhava na Produtora Nova Hera, do saudoso Paulo César. Numa festa conhecida como o Revellion da Rádio Cidade FM, quando os melhores grupos daquele momento reuniram-se na quadra dos Imperadores para celebrar com o público o melhor do samba da época nossa apresentação foi ampliando-se.
Como nos dias atuais, a cena artística do RS não era muito diferente. Muitas bandas, inúmeros artistas, gente que brilhava, outros pensavam que brilhavam. Alguns ofuscavam, outros reclamavam. Os do "Centro do País", como ainda acontece nos dias de hoje eram os "queridinhos" e lotavam as casas locais. E quando tocavam os NOSSOS para NOSSA Gente?? O crítico público da terrinha torcia o nariz. Era preciso passar uma temporada em São Paulo, por exemplo, para retornar com uma chamada de "atração nacional"?? Parece engraçado, mas é a pura verdade. Era necessário "carimbar" o passaporte em alguma apresentação para depois voltar aos palcos gaúchos.
Pois, o inquieto Luis Fernando,  perseverante como poucos,  insistia em realizar um Projeto Musical que oportunizasse os grupos novos na cena e contemplasse os que de alguma forma haviam marcado a história da música do RS. Em meio aos seus pen drives, discos e pensamentos teve uma idéia luminosa: "Por que não lançar o volume 4 da Coletânea Sul, Samba & Swing?" Compartilhou seu sonho com várias pessoas e, entre elas, comigo. O Edinho Silva, do Armazém do seu Brasil. Completamente atarefado (como sempre) não pude contribuir com a intensidade que desejava, porém, queria colaborar de alguma forma. E assim, fui rabiscando o texto intitulado "Santo de casa faz milagre sim!!" para ilustrar a contracapa do cd.  Como referi em postagem anterior http://armazemdoseubrasil.blogspot.com.br/2015/10/o-criador-ta-olhando-hein.html o tão aguardado dia chegaria. E chegou. Com um simpático sol, delegações vindas do Interior do Estado para prestigiar o lançamento do disco, curtir seu grupo afetivo e sambar muito ia aproximando-se próximo à quadra da Saldanha. Infelizmente, por normas do anfitrião ou problemas na comunicação, foram identificadas algumas situações de desconforto, pois algumas pessoas não puderam acessar os espaços da Banda da Saldanha, mesmo tendo viajado muitos quilômetros para chegar até Porto Alegre. Isto "ofuscou" o brilho da festa?? Que nada!! Na companhia do Diego Cimirro, o responsável pelo backstage do evento pude conhecer um pouco da história do Saulo Marques, do colorado "seu Saraiva" que com sua família e amigos não via a hora de ingressar na Saldanha e "largar" a costela bovina da Fronteira nas brasas. Conheci também uma parte do grupo Nosso Stylo. E como sempre, o "eletrizante e competente" Paulinho Boy - o produtor mor de palco, nos acompanhava no acolhimento aos convidados do Interior. A hora foi passando e logo em seguida, com a chegada do Sérgio, representando a Banda da Saldanha, juntamente com a atenciosa galera da segurança e os demais integrantes da "fábrica de entretenimento popular" que transformou-se a Banda da Saldanha originalmente, criada pelo Pedro Diogo e de forma talentosa conduzida pelo Dioguinho. Reencontrei pessoas que não via há muito tempo. Por exemplo, o atencioso comunicador Paulo Vidal, uma das vozes marcantes da inesquecível Rádio Metro, que faria a apresentação das atrações do dia. O Bi Fernando, que atuaria na coordenação do palco com toda sua larga experiência na área da produção. Conheci gente também. O Serginho, primo do Luis Fernando, que apoiou o grupo que coordenava o acesso dos convidados da "festança".
Por conta de outros compromissos pessoais não consegui acompanhar o desenrolar da festa e conferir de perto a performance dos Medinas & Cia, com o seleto desfile de clássicos imortalizados na voz do pai. O reencontro no palco, do Odir e do Vidal (putz, que saudades!! De algum lugar o Roxo e o Delmar Barbosa estava rindo à toa!!!). Não consegui assistir a apresentação do meu bruxo Juliano Barcelos sendo acompanhado pelo cavaco do Alemão Charles (registro que onde vejo Alemão e o Reloginho do pandeiro do Sambeabá, lembro com saudades do Dadinho do Samba Quente). Não pude abraçar e cumprimentar o Matheus Santos pela força com que defende os sambistas locais em termos de divulgação. Não pude aplaudir o amigo do seu Saraiva, Saulo Marques. E direto do Alegrete o estiloso Nosso Stylo. Os Sambavox e os Arteiros. E meus conterrâneos, Dhamballá?? Terei que ir até os Zíngaros para conferir de perto. Não esqueci dos parceiros do Lua Cheia, de Pelotas. Quem me encontrou pela manhã conseguiu perceber minha homenagem ao swing da "princesa" Pelotas. Vestia uma camiseta do Xavante, bem no estilo do Seu João do Armazém. Faltou alguém?? Muita gente, porém registro meu pesar em não ter acompanhado o Dequinho na companhia do metal do Pastel.
Repetindo a pergunta: Faltou citar alguém?? Sim. O Diretor Executivo Junior Santanna da Silva, o Juninho da Reversos. Filho mais velho do Luis Fernando. Como podem perceber, possivelmente a função foi um sucesso porque foi selada por familiares e amigos. Conheci também o Edison Da Rosa Moncorvo (da Invoga).
Quais serão os próximos passos?? Acredito que outras festas de lançamento. Um passarinho me contou que a agenda é a seguinte: dia 28 de novembro em Bagé, dia 12 de dezembro em Livramento, dia 19 de dezembro em Porto Alegre, janeiro e fevereiro na praia. É isso, Luis Fernando??
Por favor...me respondam honestamente: "Santo de casa faz ou não milagres??"
Parabéns a todos envolvidos e até breve.

Edinho Silva

Em tempo: Quer conhecer o texto citado "Santo de casa faz milagre"?? Adquire o disco e te delicia com o repertório escalado.

4 de nov. de 2015

Aniversário do Porto Boteco Alegre - O Sombrinha prometeu fazer até o "Laçador" sambar



             De fato o tempo voa. Parece que foi ontem. Éramos todos jovens. Uns mais, outros nem tanto. Enfim, um "sambinha bacana" nos aproximava. Os caras haviam vencido a etapa Pagode do Chance do Diarinho. Isto mesmo!! O Cantakgente, um grupo de guri de apartamento misturado com uma galera de peso da Tinga (que atuava como banda de apoio) era o que bastava para explodir as noites do Cord com seu Pagode Universitário. 
             Em 2014, o grupo já não existia mais. Muita água rolou sob a ponte e as boas lembranças e amizades são as coisas mais bacanas que restaram. Em especial, o Fernando Maeda, sujeito de poucas palavras e muitas ações e o Rodrigo Bronquinha - um "sobrinho", afilhado, amigo, confidente...sei lá como tratar me proporcionaram uma surpresa bastante agradável - o tal Porto Boteco Alegre.
          Lembro que, quando comentavam sobre a idéia do nome e proposta cultural do bar, nossa conversa parecia uma reunião de uma agitada agência de publicidade. Era idéia de todos os lados. Só EU desembarquei com dois cardápios prontos, algumas sugestões de programação, folders de espaços culturais da Cidade. Verdadeira loucura. Acompanhava tudo de perto. Vi os caras subir no telhado, lixar paredes, negociar com fornecedores, bandas, fazer contatos com os clientes. A ousadia os forçou a fornecer almoço. Aliás, já experimentaram o rodízio de A la minuta do Porto Boteco Alegre?? Até o Laçador fica com água na boca.
            A seguir veio o desafio do conceito de "o novo espaço de samba da Cidade". Erros, acertos, os melhores sambistas, outros nem tantos, uma banda, duas ou três bandas, atração local, numa outra oportunidade atração nacional. Enfim, o Porto Boteco Alegre lentamente iria "escrevendo" seu nome na cena sambista da Capital. Nos dias 21 e Bronquinha, com o Laino e a equipe na retaguarda foram buscar o emblemático sambista carioca com nome de ator americano. Ninguém menos do que SOMBRINHA, direto do Rio de Janeiro, dos áureos tempos de Fundo de Quintal e da dupla formada com Arlindo Cruz.
            Quando a notícia ganhou as ruas, o telefone do bar não parou mais de tocar. Coisa boa, não?? E para provar que todo dia é DIA DE SAMBA no Porto Boteco Alegre e que "...é sempre assim...tem noites que não sei o que é dormir...é hora de toda a tristeza se acabar!!". Não pensa muito. Te joga no samba. A noite promete e para não comprometer o atendimento seleto de todas as noites, os ingressos são limitados.
             Vamo?? Eu vou......\0/\0/\0/\0/\0/


https://www.youtube.com/watch?v=hpvs2f3Hc28&index=3&list=RDAaYyVFTxuls

3 de nov. de 2015

Por que não usar uma "Bonder"? - Handebol na UFRGS em alta




              Há mais ou menos 3 anos venho acompanhando o handebol universitário na UFRGS. Quem me apresentou ao desporto foi o acadêmico, futuro educador físico, atleta(?), conhecedor das manhas do esporte, "inflexível" e estudioso Guilherme Caporal. Após acompanhar a performance das equipes masculina e feminina da UFRGS em competições como a Copa Unisinos, JUGs, Competições locais e estaduais e principalmente, nas duas edições dos JUBs 2014 e 2015 pude perceber por que tanta gente gosta de jogar o esporte da bolada pequena e cola nas mãos.
        Na edição de 2014 dos JUBs, em Aracajú/SE,  NOSSA equipe enfrentou algumas adversidades.A forte temperatura, o modelo de bola e algumas situações delicadas no comando da arbitragem dos jogos reforçaram a força das equipes adversárias para as coisas complicarem. Felizmente, um coletivo de garra e fibra que enfrenta desafios como a Copa Mercosul, na Cidade de Santa Maria - um dos redutos do handebol gaúcho - com a cabeça no alto, os pés firmes na quadra e a pontaria afiada na goleira adversária, não deixaria "barata" a derrota no certame universitário nacional. Não deu outra. A equipe masculina que representou o RS deixou sua marca na cidade sergipana. Na quadra, nos treinos, nas areias e no quiosque especializado em feijão tropeiro. Tudo na maior harmonia e afinidade.
              Chegou 2015 e com ele uma agenda lotada de compromissos. Destaco os JUGs 2015 - a fase classifcatória para os JUBs. A edição deste ano aconteceu na cidade de Pelotas, na adocicada e energética capital mundial do DOCE. Fui escalado para acompanhar as delegações de Basquete, Xadrez e Handebol da UFRGS. E a Competição como foi?? Alguma doçura?? Nada. Confrontos de altíssimo nível técnico. No Xadrez, não tivemos muito sucesso, porém nas modalidades de Basquete e Handebol, ambos masculino, fomos disputar as partidas finais com as competentes equipes da UFPEL. As equipes da FEEVALE encostando no pára-choque traseiro dos finalistas.
         Particularmente, na viagem de ida já percebia o alto astral que habitava o grupo. Jovens acadêmicos animados pela tarefa de representar a Universidade e conviver entre amigos, transformavam o barulhento ônibus em verdadeiro transporte coletivo de seminaristas, quando algum recado importante seria dado ou alguma manifestação motivadora seria compartilhada. Da "nega maluca" e de um outro bolo que não lembro aos sucos e goles quentes de chimarrão que rodavam no ônibus tudo era sinônimo de parceria. Em Pelotas, repetiam-se a solidariedade e companheirismo. Nas quadras, na pizzaria e na fábrica de doces (direto da escola confeiteira de Portugal). Resultado de tudo isso?? Nosso time masculino classificado para o JUBs 2015, em Uberlândia/MG.
           Para atender as duas demandas - Copa Unisinos e JUBs o grupo foi fragmentado. Em São Leopoldo, uma representação guerreira.  Literalmente, transpirando sangue na quadra. E nas terras mineiras como foi nosso desempenho?? Infelizmente, não ocorreu o que esperávamos. Algumas lesões antes do embarque, outras durante a Competição o que não impediu de repetirmos o desempenho da edição anterior. Permanecemos na divisão que disputamos no ano passado e mostramos  que no RS se joga HANDEBOL. E muito!! E a cola nas mãos e na bola?? Não fica "pra sempre". Sai com gelo ou esfregando na sola do tênis.
             E os doces de Uberlândia?? Os de Pelotas são infinitamente melhores.
                 Eu gostei muito da parceria....

Edinho Silva