4 de fev. de 2016

Para que Casas de Cultura??





Um dia, li em algum lugar a seguinte citação de um fragmento de Eduardo Alves da Costa do texto intitulado: No caminho com Maiakovski ..."[...] Na primeira noite eles se aproximam
e roubam uma flor do nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem;
pisam as flores, matam nosso cão,
e não dizemos nada.
Até que um dia, o mais frágil deles
entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a luz, e,
conhecendo nosso medo, arranca-nos a voz da garganta.
E já não podemos dizer nada. [...]"




           Hoje pela manhã, avistei pelas redes sociais que a Casa de Cultura Mário Quintana foi fechada. Sinceramente, quero acreditar que o fechamento é temporário.
            Num momento em que Porto Alegre atravessa momentos de tristezas, intolerâncias entre as pessoas, violência urbana em todos os cantos e bairros, eventos naturais como os ventos e chuvas dos últimos dias, incompatilidade de interesses e conceitos entre o que é viver em paz pelas ruas da cidade NÃO PRECISÁVAMOS de mais esta arbitrariedade contra a Cultura, Poesia e Arte Popular, né mesmo??
        
Um amigo do Armazém do seu Brasil, o professor e músico José Aloisio Prediger, liderança mor da Escola de Música Prediger, tradicional espaço cultural e de aprendizado em Porto Alegre publicou em sua linha do tempo (04/02/2016) uma postagem que compartilho com o máximo prazer.

"Hoje, nosso Centro Histórico ficou um tanto mais triste...É com imenso pesar que recebo a notícia de que um dos nossos grandes ícones culturais, a Casa de Cultura Mário Quintana, fechou suas portas.

Há quase cinco anos desfruto da honra de poder contar semanalmente com uma das vistas mais privilegiadas do fim de tarde porto-alegrense. No Café Santo de Casa não há por do sol que se repita e todos são lindíssimos....
É realmente uma dádiva poder trabalhar com música em um lugar assim.


Vocês podem imaginar que o motivo do fechamento é irreparável...

Até mesmo pq, em q momento um indivíduo ligado à cultura pensa "Casa de Cultura... Não precisamos disso aí, não..."?

Pois bem...O motivo foi a interrupção do pagamento pelos serviços de limpeza e segurança...Isso mesmo!

O que será que passa com nossos governantes??? A Casa é um centro pulsante, vivo, intenso... A Casa é uma manifestação da essência do que há de mais belo nessa nossa cidade já tão retalhada por más escolhas...

E plural! Abraça a todos! Indistintamente! Há espaço para todos os gostos, estilos e interesses. O silêncio que hoje irrompe na Casa precisa da minha voz, da tua voz, da nossa voz... Se há uma boa causa a se abraçar é a de não se conformar com o retrocesso! Chega de incompetência e descaso! As portas que se fecham são nossas assim como a força para reabri-las! Zé Prediger.

Algo precisa ser feito imediatamente...Apelarei para meu amigo Zé Evandro, do Clube do Pandeiro, para organizar um Pandeiraço. À galera do Falos e stercus para a promoção de atos teatrais. Ao Bloco da Laje para uma batucada ensurdecedora diante do CCMQ. Ao Sindicato dos músicos para organizar Saraus e serestas. Aos cinéfilos de plantão para acionarem o "povo intelectual" e os amantes da grande tela para organizarem ações que promovam a imediata reabertura.

Enfim, na Porto Alegre dos Fóruns Mundiais, da Feira do Livro, do Iberê Camargo não PODEMOS PERDER MAIS UM ESPAÇO DE CULTURA. Mário Quintana, Lupicinio Rodrigues e tantos outros devem estar chorando em algum lugar.

Principe CUSTÓDIO!!! "Ajuda nóis!!!"







           







 





               








 


 

22 de dez. de 2015

Aniversário do Edinho - parte II



               Nominar pessoas é sempre um risco para a memória falhar. Azar!! Correrei o risco...
              Começarei pela minha casa. MUITO OBRIGADO, minha doce Patricia Venturela pela parceria de sempre. Se for para comer sopa de garfo, macarrão de colher ou churrasco com talheres plásticos nem te aborrece, estás a meu lado. Às minhas filhas, a pretinha Karol (produtora e responsável pela Ventu Produções) e a clarinha Polyanna, que levou  no ventre, o Ricardinho (quem sabe um futuro roqueiro, um sertanejo ou quem sabe um pagodeiro??), ao Nelson (meu primogênito), à Rosangela (não esqueci tuas aulas de percussão...), ao Manoel Jeronimo - Nego Lom (responsável por me apresentar esta terra de Malrboro chamada SAMBA), ao Denis e à Raquel (amigos novos na conta do LOM), ao Rogério Costa (discreto sambista. Conhecem algum XAVANTE silencioso??), às gurias da Urguis (Cris, Sô, Jacira, Amanda, Lisete, Salete), aos afilhados Morenos (Aninha e Diogo), ao Leonardo Verna (e seu tênis retrô...vai me emprestar no verão) e a Vic representando o povo dos Verna, ao Jaime Eduardo, à Tamara e à Cintia (trio que cantava todos os sambas que vinham do palco) e por fim, o Ciríaco Fernandes - o dog chefe, direto do Samba do Cachorro para o meu convívio. Faltou alguém na mesa?? Talvez, porém os compromissos pessoais foram impeditivos.
              Ia esquecendo...MEU MUITO OBRIGADO ao Carlinhos Presidente e à Sandra de Brito e demais envolvidos no Quintal do Presidente pela acolhida. E a homenagem "Irreverência do samba"?? Putz...soco no peito!! Já tá na estante de casa. Ao lado do texto indicado no Concurso Nacional Edison Carneiro, do Rio de Janeiro.
              Acho que, todas os sonhos e devaneios em nome do Armazém do seu Brasil lentamente vão tornando real a fantasia de participar de uma animada roda de samba, tolerante com o  próximo, solidária com quem precisa, energética, ousada e perseverante como víamos no Pagode do Andaraí (como diz o Rogério no samba "Encontro de Paz") e no Samba do Cachorro.
Acho que era isso!!!
 
Valeu muito!! Abração,   Edinho Silva
  
 

Festa presidenciavel - Quintal do Carlinhos Presidente e aniversário do Edinho







                 Dezembro é um mês agitado para todas as famílias. Já repeti esta afirmação infinitas vezes. São os impostos e taxas de todos os anos, decepções, alegrias, frustrações, doações de alimentos e de afeto, corridas natalinas, comilança, etc. Além disso, festejo meu aniversário (19/12) como já falei outro dia numa outra postagem.
               Costumo reunir pessoas (ou tentar reuni-las) em locais diferentes a cada ano. Existem aqueles que estão sempre por perto. Outros, por força de suas atividades pessoais acabam não comparecendo. As justificativas são as mais variadas. Do batizado de capoeira do filho, à dor de barriga da neném, passa pela festa da firma, ou porque não gosta de samba. Tem uns que não aparecem porque imaginam que convidei outros desafetos. Tem aqueles que não dizem nada e, alguns meses depois, dizem que lembraram, mas que não lembram a razão, porém ficaram impedidos de comparecer. Sei lá!! Fazem falta?? Nem sei ao certo...
                Em 2015, envolvido com a arrecadação de brinquedos à uma Escola Pública da Zona Norte fui buscar parcerias a um amigo  novo - Carlinhos Presidente que apresentaria no dia 20/12/2015, no Boteco Tipo Exportação seu Natal Solidário e último Quintal do Presidente do ano. Acolheu a idéia prontamente e, através da Edna Souza, responsável pela Produtora 7 Marias, disponibilizou os tais brinquedos. Tão logo confirmei que comemoraria meu aniversário no Quintal do Presidente, recebi a notícia de que o material de divulgação estava sendo providenciado e os convidados do samba avisados.
              Consegui reunir para a roda de samba minha querida família (até meu neto Ricardinho, na barriga da Poly mexia diferente ao som do samba), amigos próximos, velhas amizades e algumas que estão num processo inicial. Enfim, a mesa reservada ao meu aniversário registrava muita coisa legal. Sambistas e amigos chegavam sozinhos ou acompanhados (Juliano Barcelos, do Puro Asthral, por exemplo, desembarcou com seu núcleo familiar, seu pai Cadinho e sua mãe Vera Daisy). A festa era pura empolgação. Meu parceiro blogueiro que "milita" no samba, Régis Ochoa, cruzou a cidade para me abraçar e ofertar um mimo do SAMBA RS.
              O mais surpreendente estava sendo reservado pelo anfitrião da noite, Carlinhos Presidente. Fui agraciado com a "Comenda Irreverência do Samba" pelo trabalho que faço (embora num formato formiga!!) na conta do Armazém do seu Brasil. É pouco?? Nada. Compartilhar de honraria ao lado do jornalista José Augusto Barros, especialista em música e colunista do Diário Gaúcho já paga o ingresso.
                Além do "Parabéns a você" interpretado pela banda Sem Jabá (Alequis Luis, Rovanir Bombom, Sassá, um outro parceiro que não lembro o nome e pelo baterista/percursionista Wainer, dos tempos de Cantakgente), tivemos no palco e nas homenagens o Willians do Cavaco, Nego Lom do Samba Quente, o caxiense Leno Bueno (a maior manifestação de Beto sem braço do RS), o Cecé, o Juliano, o Beto Ortiz (e a galera xavante que o acompanhava) e o anfitrião Carlinhos Presidente (comprometido fisicamente com um problema de voz) fizeram a trilha sonora do evento. Ou melhor, da festa PRESIDENCIAL.
                      Valeu demais!!!

                                  Edinho Silva 

21 de dez. de 2015

Pra combater a dureza da vida? Precisamos falar "na lata"

 
 
                  Durante o mês de dezembro, o espírito natalino atinge muita gente. Os parceiros do Armazém do seu Brasil não são diferentes. Então BORA LÁ ajudar teu próximo.
 
                    "Meus queridos...
                  Preciso ser direto. "NA LATA". Literalmente. Um casal de amigos, Marta Helena Rocha Maciel e Antonio Nene, prepararam algumas ceias de Natal diferenciadas à familias necessitadas. O que são cestas diferenciadas?? Aquelas que não possuem apenas os alimentos básicos (feijão, arroz, açúcar, sal, farinha, entre outros).
                  Como é Natal, meus amigos, planejaram montar uma cesta com panetones, espumantes, especiarias, biscoitos, enlatados. Produtos que constam na lista de cestas natalinas de fato.
Qual nossa tarefa?? Reunir latas de compotas de qualquer fruta para oferecermos algo diferente nas tais cestas.
                Vem comigo??
Uma lata = 01 abraço do Edinho Silva /
3 latas = 01 cd autografado do sambista Carlos Bernardes - Carlinhos Presidente.
               Apanhamos onde for necessário. Fechado??
                Em nome do Armazém do seu Brasil e do parceiro Carlos Bernardes (Presidente) uma das muitas correntes do Bem que circulam por aí agradecem.
A doçura do teu gesto certamente deverá ser uma pequena mostra do néctar da solidariedade.
OBRIGADO,
 
Edinho Silva

18 de dez. de 2015

Sociedade de Vida - por João Paulo Silveira, o filósofo



  
                Hoje é uma data muito especial: estamos reunidos para testemunhar a promessa que fazem entre si e para si, Nelson Richter e Polyana Venturela da Silva para celebrarem a sua Sociedade de Vida.
               Eles querem partilhar com todos aqueles que são importantes em suas vidas, que sempre lhe serão a companhia certa seja pra comemorar ou pra enxugar as lágrimas, pra ouvir a palavra acolhedora ou apenas um “Conta comigo! Vai em frente! Estamos juntos!”
O momento nos honra a todos e nos dá a oportunidade de juntar nossos melhore votos de que sejam felizes. 
               Nelson e Polyana:
                Estas alianças que em breve vocês vão trocar, é mais que um símbolo do propósito que os une, pois elas são a demonstração que fazem um ao outro e para o mundo que agora se tornaram sócios de vida. E é isso o que é o casamento: uma sociedade de vida, pela partilha dos sonhos, de projetos, de esperanças, de solidariedade, de comprometimento, da vontade sincera de serem a força e o amparo um do outro para o que der e vier. E falando nisto, está vindo aí o Ricardo!
Convido a que pensem, e sei que já pensaram nisto: o que leva duas pessoas a buscarem uma sociedade de vida?
A amizade ?
A afinidade de ideias e ideais?
O desejo mutuamente correspondido?
A vontade de somar alegrias, sonhos, planos, esperanças?
O sentimento de desamparo e solidão, tão humanos?
Ou seria, o desejo de juntos se tornarem mais fortes?
Pois tudo isso é o que chamam de AMOR.
Lembrem-se, queridos :
                Nessa jornada que inicia agora, vocês continuarão a ser quem vocês sempre foram e devem permanecer assim, pois o casamento, não significa jamais a anulação de quem somos mas apenas a oportunidade mágica de partilhar, de forma radical, a vida. É bom que não esqueçam que cada um tem o seu tempo e o seu jeito de partilhar esta vida e nem sempre estará pronto com a mesma intensidade e entrega, pois sendo seres singulares vemos as coisas cada um com sua história de vida, com sua personalidade, com suas expectativas. A partilha é um processo. Precisa tempo e adaptação. Sabe aquele silêncio necessário e inadiável? Aquele gosto só seu de comer pão dormido com geleia de feijão às 3 da madrugada? Pois é… nem sempre os seus gostos serão partilhados, mas a mesa, esta sim, poderá e deverá ser.
Vocês não são metades, e esse é o maior dos enganos. Vocês são dois, inteiros e singulares. E é exatamente por serem completos que estão se propondo a partilhar a sua completude com alguém especial, alguém que vai entender, cuidar e respeitar a sua inteireza. Vocês descobriram que ser feliz é muito bom, mas ser feliz com quem já é feliz, é melhor ainda. Por isso querem partilhar a vida, para somar as suas felicidades.
                Sejam cúmplices, parceiros, a confiança e o porto seguro um do outro, pois nada nem mesmo ninguém será capaz de ajudá-los mais do que vocês um ao outro. E como é doce poder contar com esta parceria e cumplicidade.
                Desfrutem-na!
               E se alguma dor se fizer sentir nesta caminha que se inicia, porque a dor existencial é uma condição humana inescapável, lembrem-se ambos que de agora em diante ela poderá ser acolhida, compreendida e dividida.
Não esqueçam que perdoar não é esquecer mas conviver amorosamente com aquilo que julgamos ser a falha no outro. Lembrem-se que qualquer de nossas convicções é sempre de um ponto de vista e isso não corresponde, nem deve corresponder a certezas, pois a única certeza que deveríamos ter é o preceito socrático de que nada sabemos. A dúvida nos move, as certezas paralisam. Só isto já seria de grande ajuda para resolver a maioria de nossos conflitos. E, amados, perdoar não é bondade, apenas, racionalidade.
                 Comemorem a cada dia, fazendo de cada minuto um brinde, das horas uma festa e dos dias a estação das flores, para não esquecer que a alegria não nasce da zanga, a felicidade não nasce da preguiça e a vitória não acontece sem luta. Pois se viver com sabedoria não é uma tarefa fácil, a dois é sempre um desafio, mas é tão doce... tão reconfortante, tão mágico quanto o melhor dos abraços.
Sendo assim, repitam comigo a sua Promessa:
Eu te prometo, a cada dia,
Fazer o meu melhor pra te fazer feliz,
O meu melhor pra te proteger e amar,
O meu melhor pra te respeitar e compreender
Honrando a nossa promessa de Sociedade de Vida.
                                         João Paulo Silveira/JP - filósofo, professor, poeta








10 de dez. de 2015

Entrar de cabeça nos alimentos é pecado?? Confira...




                     Pois, o tamborim número 1, dos Imperadores do Ritmo, o Cesar Paulo não se conteve. Abriu mão de sua marmita e da comidinha gostosa da sua musa - Terezinha Chocolate.
Era uma manhã fria de agosto e Cesar Paulo rumava para mais um dia de batalha. O seu porte físico avantajado e sua experiência nas tarefas noturnas como agente de segurança lhe garantiam um bom espaço no mercado de trabalho.
                    Ganhava bom salário, bons prêmios de bonificação e muita coisa legal. Trabalhava como segurança particular de um executivo da Capital. Sua rotina diária era uma só. Para economizar uns trocados, o ritmista e segurança César Paulo saia "bem fardado" de terno alinhado, com sua sacolinha e sua viandinha debaixo do braço. Por ser um sujeito "graúdo", a nega Terezinha, sua mulher caprichava   no tempero e na quantidade de comida. Enchia o "tambor" do moreno.
                    Dias desses, ônibus lotado, nosso amigo do samba viajando de pé, no corredor apertado, pois havia embarcado numa outra parada, concentrado nas tarefas que o aguardavam ouviu xingamentos de dois jovens que estavam sentados em bancos reservados para passageiros especiais. Por que?? Incomodavam-se pelo aroma de comida caseira que vinha da marmita do César Paulo. Ironias para um lado, cara torcida para outro. Um deles atreveu-se e falou: "Pô, meu!! Não tinha outro lugar para colocar esta panela de comida??". De forma educada, o César Paulo respondeu que não estava destratando ninguém. Respeitosamente,  respondeu que estava indo ao trabalho com seu uniforme, sua calma e comidinha de sua patroa. O outro jovem, mais arrogante, respondeu de forma agressiva: "Pô, nego véio vai comer ração canina?? Pelo cheiro que vem desta marmita, vai tratar o cãozinho da madame".
                   O César Paulo contou até 30 e de forma silenciosa, não revidou a provocação. Lastimando que, o passageiro idiota e provocador não teria respeitado a "milagrosa e saborosa panqueca da nega Choco - como ele chamava sua mulher. Desta vez, em coro, os dois malandros, lascaram uma piadinha: "como pode um homem deste tamanho, levar lanchinho na merendeira??". Bastou. Paciência tem limite. O César Paulo simplesmente "jogou" a marmita na cabeça de um dos folgados. Era panqueca para todos os lados. Gritos apavorados. Choros, sangue, bofetada e muito galo na cabeça. Os jovens não acreditavam que aquele senhor. Respeitoso senhor, perderia a classe com as piadinhas. Aos gritos ELE dizia aos  jovens "abro mão das minhas panquecas e da minha marmita de valor estimativo em troca de um pouco de respeito".
               Assim, cheios de galos na cabeça os "folgados" foram convidados a descer do onibus queixando-se da dor e da vergonha que passaram. Do lado do César Paulo que continuou a viagem, restaram a fome e o alivio pela decisão tomada. Perdeu a marmita, mais ganhou meia dpúziasvergonhacom a certeza da fome, mas aliviado com as reações adotadas.

7 de dez. de 2015

Comemorar aniversário é tudo de bom!!!



                Sempre é muito prazeroso comemorar aniversário. Opinião pessoal. Seja em um jantar à luz de velas com a pessoa amada, num churrascão com os amigos do futebol (cada um leva seu quilinho), ou na  suculenta macarronada da sogra, no chopp com o pessoal da Firma, no pagode no boteco do seu Zé, no piquenique com o familião, enfim VALE TUDO PARA CELEBRAR mais um ano de vida.
             Minhas experiências pessoais ao longo dos anos também registraram muitas marcas. Algumas muito boas e inesquecíveis e outras nem tanto. Nascido em dezembro, próximo ao Natal, já não ganho dois presentes há muito tempo. Coisas do mundo econômico.
Quando completei 15 anos de idade, liderados por um grande amigo, Zé Carlos Quadros - "o poeta", um grupo de amigos adolescentes, entre homens e mulheres, organizaram uma festinha surpresa na minha casa. E qual a novidade da festa! As rosas brancas que recebi. Isto mesmo: ROSAS BRANCAS. Já imaginaram tal situação em 1981!! Coisas da sensibilidade e generosidade do tal poeta.
               Algum tempo depois, numa outra comemoração, a Paty, minha adorável  companheira reuniu parentes e amigos para uma comemoração especial. Destaco três motivos marcantes: o principal deles foi o fato deste encontro ter sido o último convívio com minha querida Carminha - minha mãe; o segundo foi a Paty ter reunido amigos que não via há muito tempo e que raramente se encontravam; e o terceiro motivo foi a criativa decoração do espaço. Com balões brancos e fitas douradas suspensos pelo lado contrário no teto do salão. Espumantes gelados e comidas deliciosas. Coisa chique, afú.
               Numa outra oportunidade preparamos um galeto e "convocamos"  centenas de amigos. Como ocorre nas redes sociais, apareceu uma dezena, Resultado: Por dois meses, percorri semanalmente as ruas da minha casa ofertando risoto de frango aos moradores de rua. Valeu muito a pena. Coisa novas pessoas e novas histórias. Chega um tempo de compartilhar alegrias e despesas. As comemorações por adesão. Cada um paga suas próprias despesas e confraterniza de forma coletiva. Coisa muito boa em tempos bicudos. 
               Decidi então, reservar algumas mesas no Boteco Tipo Exportação (rua Lima e Silva, 898 - Cidade Baixa), no dia 20/12/2015, a partir das 19h30min, para comemorar meu pré-cinquentenário. A animação fica por conta do meu amigo Carlinhos Presidente, idealizador do Natal solidário, neste mesmo dia e local.
             Vamos?? O sambista irreverente e "cheio de graça"(como Ave Maria) Carlinhos Presidente promete balançar o boteco com um repertório de sambas autorais e os clássicos que toda boa roda de samba deve ter.
           Não aceito desculpas...Todo mundo lá, como dizia o slogan da Cervejaria famosa em Porto Alegre.

Edinho Silva 

Serviço:

Convites antecipados: R$10,00 (via facebook / https://www.facebook.com/carlos.bernardes.7169?fref=photo ) + doação de brinquedos no dia = ingresso para o Samba do Presidente + cd autografado + abraço do Edinho Silva