Acervo pessoal das jornalistas - A Vera Cardozo é a da direita, identificada com a camiseta da Campanha de defesa da TVE e FM Cultura (camiseta branca)
Posentão...
Foi através de um amigo comum, Luis Fernando Silva, produtor musical, que fui apresentado à jornalista Vera Cardozo. Na ocasião, entre outras tarefas era produtora do Programa Nação, da extinta TVE e defensora incansável de temas que me agradam bastante.
De trajetória reconhecida na defesa de jornalismo sério que envolvesse as minorias e lutas associadas à Negritude e coisas do Brasil, formava nos últimos tempos uma "dupla de grife" ao lado da também, jornalista Fernanda Carvalho.
E foi assim, numa tarde de temperatura fria que fui recebido na sede da TVE para conversarmos sobre a participação do Armazém do seu Brasil no FESTEJADO PROGRAMA NAÇÃO. Imaginem, compartilhar espaços, com outras personalidades entrevistadas.
Por duas oportunidades registramos as resenhas, a roda de samba e todo material necessário para uma grande edição que circularia pelo Brasil, via Canal Brasil e pelo Mundo nas redes da internet. Assim, rolou na quadra dos Bambas da Orgia e no outro ano, no acolhedor espaço do Quintal Tia Acácia, um dos mais personalizados espaços de samba de Porto Alegre.
E os resultados das gravações? Não poderiam ser diferentes. Os amigos e espectadores tiveram um primor de material que foi conduzido pela inesquecível Vera Cardozo, desde a captação das imagens nas duas edições até o processo final de edição.
Sabem aquelas sensações de tristeza que nos abate pela passagem de pessoas queridas que cruzam nossa vida?? Elas não são parentes, nem amigos próximos...mas pela acolhida e generosidade demonstrada nas vezes em que falei sobre minhas coisas dificilmente sairão da minha memória nossos encontros onde falávamos de Cultura Popular, Negritude, Comunicação, Gente e coisas do Brasil em geral.
A camiseta da TVE, da Campanha de Proteção e Defesa, outra hora pego contigo, mas o adesivo guardarei, assim como as melhores lembranças de convívio.
Mesmo triste, meus olhos percorrerão a Rua da Praia na busca em meio à multidão um reencontro imaginário com pessoas queridas como TU. Assim como faço com outras pessoas acrescento mais uma na minha seleta lista.
Um primo querido, o Toninho Rocha, costumava dizer uma frase bem bacana "Foi muito bom ter vindo neste Mundo e ter te conhecido."
Simples. Bem simples, mas cheio de tristeza e emoção.
2 de ago. de 2019
Avante, seu motorista...
Posentão...
O Robertão "da cuíca" depois de sacudir o esqueleto na roda de samba num famoso e clássico boteco da Cidade Baixa, ligeiramente acompanhado de alguma "coisinha forte" na cabeça saiu do ambiente, um pouco apressado.
Sem cambalear, mas com as pernas trêmulas de tanto "drinque" queria fugir da Naná, uma mulata faceira, que havia chegado no pagode na companhia dele. ELA bebia muito mais que ELE, portanto depois de 3 horas de samba e "litrão", já imaginaram o resultado.
Ao sair do bar, avistou um carro estacionado com o motorista no volante. Era um veículo de aplicativo que havia sido acionado. O motorista baixou o vidro e perguntou: "Seu Paulo? É o senhor?". Sim - respondeu o cuiqueiro, antes de entrar no carro.
O motorista perguntou se o passageiro tinha alguma preferência de rota. O Robertão respondeu, imediatamente: "Amigo! O senhor é o motorista e saberá o melhor caminho."
Depois de circular pela Cidade em ruas distantes ao endereço do moço o motorista chega ao destino final. Infelizmente, no outro extremo de Porto Alegre. O cara mora na Zona Sul e foi parar na Zona Norte.
Depois de algumas voltas, o motorista parou o carro e anunciou a chegada. Prontamente, o Robertão disse "Mas EU não moro aqui...o senhor está enganado!". O motorista pegou o celular e disse: "Seu Paulo...foi o endereço que o senhor marcou no aplicativo. Não foi?". O sambista respondeu: "Que aplicativo? Eu queria sair do samba, fugir daquela mina".
Indignado o motorista indaga: "Mas seu nome não é Paulo?". Sim, Paulo Roberto, mas pode me chamar de Robertão.
Furioso, ligou o carro e saiu em disparada, deixando o Robertão na Assis Brasil.
Pode uma coisa destas?? Não. Mas acontece...com os melhores motoristas.
25 de jun. de 2019
O lambe-lambe na alma da gente!!
Acervo pessoal dos artistas - Feira do Brincar, na Travessa dos Venezianos na Cidade Baixa/Poa
Posentão...
Em 2018, conheci o ator e diretor, artista circense Isaque Santos na capacitação e troca de saberes intitulada "Gestão em artes circenses" promovida pela parceria do Conselho Estadual de Cultura e IFRS/Porto Alegre. Foram muitos momentos de aprendizado, troca de energias e parceria boa.
Uma das missões para não permitir que a chama das artes, da vida e das coisas legais que surgem diante de nossos olhos era prosseguir acompanhando os diferentes trabalhos e performances artísticos que cruzei na caminhada.
O Isaque e sua companheira de vida e de arte, a Aline Helena estão à frente do Grupo Teatral Realejo Emcena, responsável pela "Casa Amarela, seu Rodolfo e tudo que acontece nas proximidades do lar de cor vistosa.
Fui, na companhia do Coletivo lá de casa, o trabalho dos amigos artistas. Onde? Na Feira do Brincar, da Travessa dos Venezianos, um tradicional ponto histórico e turístico de Porto Alegre. Na companhia do Caixa de Pandora - coletivo de teatro lambe-lambe destacaram-se na animação de crianças e adultos que passaram por lá.
Muito em breve estaremos juntos novamente. #da-lhepranãotomalhe.
Posentão...
Em 2018, conheci o ator e diretor, artista circense Isaque Santos na capacitação e troca de saberes intitulada "Gestão em artes circenses" promovida pela parceria do Conselho Estadual de Cultura e IFRS/Porto Alegre. Foram muitos momentos de aprendizado, troca de energias e parceria boa.
Uma das missões para não permitir que a chama das artes, da vida e das coisas legais que surgem diante de nossos olhos era prosseguir acompanhando os diferentes trabalhos e performances artísticos que cruzei na caminhada.
O Isaque e sua companheira de vida e de arte, a Aline Helena estão à frente do Grupo Teatral Realejo Emcena, responsável pela "Casa Amarela, seu Rodolfo e tudo que acontece nas proximidades do lar de cor vistosa.
Fui, na companhia do Coletivo lá de casa, o trabalho dos amigos artistas. Onde? Na Feira do Brincar, da Travessa dos Venezianos, um tradicional ponto histórico e turístico de Porto Alegre. Na companhia do Caixa de Pandora - coletivo de teatro lambe-lambe destacaram-se na animação de crianças e adultos que passaram por lá.
Muito em breve estaremos juntos novamente. #da-lhepranãotomalhe.
21 de jun. de 2019
Eu, ELA e o Arrelia...Pode ter alegria maior??
Posentão...
A requintada e luxuosa escadaria é de uma das nossas casas. Explico: É o hal de entrada do IFRS/Porto Alegre, tradicional endereço do centro de Porto Alegre (Quem não lembra da antiga Loja Mesbla, na esquina da Voluntários da Pátria e da Cel. Vicente??).
Atualmente, acolhe um sede do Instituto Federal de Ciencia e Tecnologia do RS, um espaço que oferece cursos de Ensino Superior e de Pós-Graduação com qualificados corpos docentes com professores de diferentes regiões do País. Aliás, destaco que Porto Alegre é uma das poucas Capitais que mantém 2 unidades de Ensino nestes moldes. A outra fica na querida Comunidade da Restinga.
Foi a partir de uma parceria do Conselho Estadual de Cultura e o IFRS, numa iniciativa de artistas, profissionais, atores ligados às artes circenses ´que uma ação de extensão intitulada "Gestão em artes circenses", foi proposta em 2018. Por quase um ano de troca de saberes, entre classe, professores, público, foi possível vivenciar diferentes olhares sobre a arte circenses das ruas, das lonas e dos palcos.
"Time de grife" de instrutores colegas, de colegas instrutores, de platéia, de produtores, um verdadeiro mosaico de energia positiva em nome da arte milenar que é o CIRCO. Vibrações tão escassas em tempos atuais.
Na imagem, fica registrada boa parte da minha euforia com a nova titulação - Gestor em artes circenses. A meu lado, minha apoiadora, fiel escudeira, parceira, feliz, bela e sorridente Patricia Venturela, minha mulher prestigiando o ato de formatura da turma. E no peito a imagem do palhaço Arrelia, em homenagem aos colegas, professores e a todos circenses que puder atingir.
Elencar todas as novas impressões que surgiram após o tempo em que estive participando das aulas, três dias, por semana seria prazeroso, porém exaustivo. Foram "tantas emoções", como diria o Rei que não beija as rosas (desculpem a piada, mas o reinado do Roberto me cansa um pouco...). Destaco algumas coisas como meu olhar para o artista que apresenta sua arte nas ruas, no cotidiano da vida de um artista de circo, seja ele de grande companhia ou de coletivo familiar (ambos de muita dureza), no chapéu que cruza nossos olhos ao final de cada apresentação, na disciplina e capricho ao construir um Projeto artístico, nos cuidados legais e de segurança física no envolvimento das pessoas, no depoimento de quem labuta "quase uma vida inteira" em meio a tudo isso. E muito mais...Querem saber muito mais sobre o Circo?? Perguntem...Não sei quase nada, mas aposto que conheço pessoas que possam nos ajudar a esclarecer um pouco mais nossas curiosidades. Afinal, devemos ser um "pouco de Sócrates"...ao reconhecer que sempre nos falta algum conhecimento.
Tenho sim, uma mania de estudar, pesquisar e aprender...Conhecimento não ocupa espaço e "governantes" não determinam o que devo saber. Tirem as mãos dos meus livros, dos meus discos, da Arte, da Cultura, das Manifestações Populares, do meu lazer e da minha educação. Saia pra lá!!!
Em texto produzido para homenagear um dos principais professores envolvidos no Curso, reuni algumas considerações novas sobre o Circo. Espia só...
“A
vida é dura. Devemos matar um leão por dia”. Ledo engano. O Circo nos mostra
algo bem diferente. Não
é preciso matar “nada e nem ninguém”, basta
buscar o equilíbrio na corda bamba, a ousadia nos malabares, a
concentração nos arcos e o riso estampado no rosto do palhaço.
Assim
a leveza e o colorido da alma florescerá todos os dias em nossas vidas.
O que tinha na legenda da camiseta??
Nas legendas as seguintes inscrições: "Circo é coisa séria!" e "A arte e o riso tornam a vida mais leve"...To mentindo??
Edinho Silva - o Gestor circense e "o palhaço Beringela" para os mais chegados.
19 de jun. de 2019
O valor da arte ou seria o preço??
Posentão...
Por muito tempo engrossei o coro daqueles críticos aos valores cobrados por números artísticos, sejam estes em ambientes fechados ou ao ar livre. Pela originalidade e questões de espaços pré-determinados, geralmente a arte ao ar livre não prevê acomodações e nem bilheterias.
Em ambientes fechados sempre há uma planilha de custos e um planejamento em relação ao evento/espetáculo. Segundo produtores especialistas no assunto e segundo consulta a um site especializado no assunto "...De um lado, o público reclama do preço dos ingressos dos espetáculos de música. Do outro, os produtores respondem e abrem suas caixinhas mágicas de cálculos, mostrando os custos envolvidos na estrutura da apresentação dos artistas nos palcos da cidade...". Sinceramente, percebo que na maioria das vezes o público queixa-se dos valores cobrados em diferentes situações e contextos. Muitas vezes, segundo pesquisa: "As pessoas preferem sentar num bar e gastar R$ 100,00 em bebidas e comidas e não gastar R$20,00 no couvert artístico." O grande desafio seria desconstruir tudo isso. Seja, prestigiando com uma contribuição espontânea, pagando o ingresso (utilizando os descontos previstos em Lei) ou na hipótese mais simples, APLAUDINDO DE PÉ o artista e sua arte.
Talvez, muitos perguntem: "Tá, Edinho mas aplausos enchem a barriga de alguém??" Claro que não. Entretanto, tente ir além da crítica ou do preconceito em relação aos valores cobrados por companhias modestas que circulam pelas Cidades ou até mesmo ao show daquele artista de rua que apresentou um número de mágica, de malabares, pirofagia, música ou palhaçaria ao ar livre. Se o valor de R$5,00 é barato demais e por esta razão possa parecer que só o Circo ou o show que veio de fora com um ingresso bem caro é o melhor??
Procure pensar na possibilidade de identificar pessoas de seu convívio e andando pelas ruas e pague o ingresso para que ESTES ou ESTAS tenham a possibilidade de ter um primeiro contato com a arte e o artista.
Quando seu filho, chegar em casa com um bilhete da escola pedindo a contribuição de R$5,00 ou R$10,00 para ir ao Circo numa sessão fechada e especial, "junte as moedas" e oportunize outras crianças a vibrarem e a sorrir com a oportunidade. Garanto que a despesa será muito menor do que uma tarde de jogos eletrônicos em qualquer shopping da Cidade.
Experimente...a arte e o riso deixam a vida mais leve.
Edinho Silva - Gestor em artes circenses
Fonte: https://atarde.uol.com.br/muito/noticias/1802659-quanto-vale-o-show
11 de jun. de 2019
E as parcerias se aproximam
Posentão...
Depois de algum tempo transitando pelo universo do entretenimento, do lazer, das artes e da cultura entendemos que chegou a hora de novos rumos para prosseguirmos no compartilhamento de coisas legais.
Depois de muitas conversas e tratativas iniciaremos a partir da segunda quinzena uma série de novas ações na conta do Armazém do seu Brasil. Uma destas ações é "capitanear" e lapidar a carreira de artistas musicais, parceiros de longa data.
O primeiro nome que chega no cast do Armazém é do compositor e cantor R&B e MPB (Música Preta Brasileira) Bira Mattos. Com reconhecida experiência e trajetória nos palcos da vida, o moço nos repassou o compromisso de difundir e produzir sua carreira artística que chega em formatos ousados e repaginados de composições autorais e clássicos das músicas de bailes pretos de todos os tempos.
O primeiro dos parceiros que aproxima-se do Armazém é a GRASSE - Moda e acessórios, de propriedade do Djimi e da Fabiane. Um espaço de moda jovem e moderna com marcas que primam o bom gosto dos figurinos para todos os sexos. Confere lá.
Em breve, um ponto de comercialização dos ingressos dos eventos idealizados por mim e pelo Armazém do seu Brasil.
MUITO OBRIGADO pela confiança. E o Programa de rádio?? Em julho...estaremos retomando as atividades com a melhor trilha musical brasileira.
6 de jun. de 2019
Eu, minha infância e o Circo - parte 1
Posentão ...
No final dos anos 70, minha mãe, dona Carminha levou-me ao Centro de Porto Alegre para comprarmos materiais para as aulas de Técnicas Manuais da Escola, mais precisamente "tapeçaria". A grana da familia era curta e deveríamos caprichar nos orçamentos de linhas, agulhas e telas. Sempre que fazíamos estas andanças por lojinhas populares em busca do material escolar acessível, a dona Carminha sempre buscava o menor preço, por várias razões, uma delas era "premiar" seu filhote com um pedaço gigante de bolo de uma movimentada confeitaria da Praça Parobé, junto ao Mercado Público. Eu falei movimentada e não requintada. E o refrigerante vinha junto?? Não, né...o lanchinho era "no seco". Mas era muito gostoso principalmente, a companhia e as conversas com "mainha".
Depois de muitas caminhadas, encontramos uma loja de bons preços, telas vibrantes e alegres. A escolhida foi a de uma imagem de um simpático palhaço, que nos dias atuais ganhou o nome de BERINGELA.
Por que minha escolha por uma tela com imagem de um palhaço?? Acredito que tenha sido pelas boas impressões que tinham ficado em minha memória, quando fui com a escola num pequeno circo que passava pela Cidade..Nossa familia não tínha o hábito de ir ao Circo, talvez pelos custos, preconceitos, falta de oportunidades (lembram da estória da grana curta?).
Manuseando alguns "guardados" em meus armários o que encontro?? A tela, ainda inacabada, do simpático e colorido palhaço. Ou seria uma palhaça? Por que não? Por acaso já assistiram o documentário sobre a palhaça Xamego? SUPER RECOMENDO.
A vida anunciava que no futuro me aproximaria das estórias e das histórias do Mundo do Circo. E assim aconteceu minha aproximação ao Curso de Gestão em artes circenses, promovido pelo Coletivo de artistas, integrantes da parceria do Conselho Estadual de Cultura e do IFRS/Porto Alegre. #respeitávelpúblicoEUTOCHEGANDO
https://www.folhape.com.br/diversao/diversao/artes-visuais/2017/06/12/NWS,30917,71,584,DIVERSAO,2330-DOCUMENTARIO-CONTA-HISTORIA-PRIMEIRA-PALHACA-NEGRA-BRASIL.aspx
Assinar:
Postagens (Atom)







