18 de nov. de 2016

As coisas do povo são sérias, meu senhor!!!




           Posentão...

            Não bastasse a avalanche de "surpresinhas" propostas pelos Governos Federais, Estaduais e Municipais, denúncias de corrupção por todos os lados, violência urbanas crescente nas cidades, salários parcelados, "transgressões constitucionais" em nome da SALVAÇÃO dos tempos. UFA!!! Nem sei por onde começar a espernear...Ou melhor, acredito que já sei...Começarei por um registro no instrumento legítimo que foi criado para divertir e compartilhar sentimentos acerca de CULTURA POPULAR, ARTE e GENTE. To falando do Armazém do seu Brasil - meu blog e meu programa de rádio (www.radioestacaoweb.com, todos os domingos, das 13h às 15h).
          Sr. Governador do RS, lendo um jornal de circulação local fiquei sabendo que "...integrantes do núcleo do Executivo trabalham nos detalhes dos projetos que integram o pacote que será enviado à Assembleia Legislativa na próxima terça-feira, 21/11. Uma das análises é sobre as mudanças que necessitam obrigatoriamente do aval do plenário do Legislativo e as que poderão ser implementadas por meio de decretos do governador José Ivo Sartori." Putz!! O que fazer?? Sei lá...EU irei buscar e divulgar os abaixos-assinados, identificar os deputados e enviar mensagens, buscar grupos organizados e movimentos sociais, enfim ESPERNEAR.
          O texto do jornal informa ainda que "...Cercado por sigilo, o pacote será o mais amplo e profundo já discutido na história do Rio Grande do Sul e internamente está sendo chamado de “refundação”, sendo batizado de “Um novo Estado, um novo futuro”. As propostas, se aprovadas, irão atingir todos os setores. O próprio Executivo, com a extinção e fusão de três a cinco secretarias e de órgãos da administração indireta. Secretarias como Planejamento, Obras, e Turismo estão na mira.    
          Entre as extinções dadas como certas estão as da FDRH, Corag e TVE, consideradas desnecessárias à prestação de serviços à população."DESNECESSÁRIAS, meus senhores??? Não sabem do que falam...EU já ando um pouco incomodado com Deputados Federais que querem votar a PEC 241 com duração de 20 anos, quando ELES mesmo não sabem se voltarão daqui há dois quando houver novas eleições. Agora o Governador que "não parcela geral os salários - só de alguns" e os deputados estaduais aliados desejam ACABAR com os órgãos de Pesquisas Internacionais (Fundação Zoobotânica), com a responsável pela qualificação profissional dos servidores estaduais (FDRH) e a querida TVE - a emissora que mantém rádio e TV divulgando nossos artistas e nossa Cultura.
           Se a proposta é privatizar, vender imóveis, equipamentos?? POR FAVOR, não NEGOCIEM HISTÓRIAS, SONHOS e as VIDAS das pessoas.
Como diziam os Titãs..."A gente não quer só comida...". Diversão, cultura e arte também me pertencem.

Edinho Silva
Fonte: http://www.correiodopovo.com.br/Noticias/Politica/2016/11/603246/Governo-do-Rio-Grande-do-Sul-prepara-pacote-para-refundar-o-Estado

28 de out. de 2016

Não é conto de fadas!! A LINDA CINDERELA voltou....

Pagode do Dorinho – o  som tri legal do Sul celebrando 3 décadas de sucessos 

No início dos anos 80, nascia sob a sombra de frondosas árvores do bairro Santana, um animado grupo de samba, formado por jovens sambistas oriundos da bateria da Escola de Samba Acadêmicos da Orgia. A concentração se dava defronte à casa do “seu Dorinho”(morador do bairro e tio de um dos músicos formadores do grupo). E quem não dançou ao som de Alagados, do Herbert Vianna? Ou Guitarreiro, de Luis Vagner? Ou então, Minha “linda cinderela”? Havia alguma fórmula mágica? Não. O que havia de fato era a identidade dos “novos arranjos”, ritmos e a forma peculiar dos “Dorinhos” apresentarem seu som.
            A “função verde amarela” ,  de muito samba-rock, axé, romântico, reggae, raiz e swing, produzida pelo Pagode do Dorinho foi tão marcante nas três últimas décadas no cenário musical do RS que, o produtor artísitico Luis Fernando Silva (Produtora Reversos) e seus parceiros apostaram neste novo trabalho a ser gravado ao vivo, num dos melhores espaços de shows que Porto Alegre possui – o Bar Opinião.
O que falar mais sobre isso? Nem me atreveria. Faça como eu. Arregaça as mangas e vem para o baile...afinal, a LINDA CINDERELA está de volta!!!


Edinho Silva – radialista e blogueiro (armazemdoseubrasil.blogspot.com)

19 de out. de 2016

Longevidade do samba - Sambas da atualidade


  • Quando o grande e iluminado Candeia, em seu samba “Testamento de partideiro” anunciava que “... o sambista não precisa ser membro da academia...e sim ser natural com sua poesia e o povo lhe faz imortal” não havia exageros. Com toda razão afirmava o que as diferentes rodas de samba pelo Brasil anunciavam. Pra sambar é preciso ter alma, colocar o coração a serviço do gingado e da poesia.
  • Com o Carlinhos Presidente, compositor e sambista, a experiência não foi diferente. Ainda na adolescência, costumava reunir os amigos na laje da casa de seus pais, no Jardim Botânico, tradicional bairro em Porto Alegre, para animadas rodas de samba que varavam as madrugadas. Inicialmente, menino costumava ouvir na companhia dos adultos de sua casa os discos de vinil de sambistas consagrados como Jamelão, Noite Ilustrada, Beth Carvalho, Clementina de Jesus, Cartola, João Nogueira e outros tantos.
  • Em meio ao convívio e aprendizado com sambistas mais experientes, Carlinhos Presidente foi aproximando-se do pandeiro, apresentado por um amigo e  conhecendo uma outra forma de “respirar samba”. E bebendo direto da fonte  foi se moldando na direção de um sambista popular que sonhava ser um dia. Assim com novos desafios, diferentes pesquisas e um aprofundamento nos variados estilos de samba o ousado sambista foi conquistando seu espaço. Um dia no partido alto, outro no samba de terreiro. Em outros momentos, no samba dolente, no de raiz, alternando sambas irreverentes com composições de cunho social, o sambista com sua voz diferenciada, seu bom humor e seu timbre peculiar foi percorrendo diferentes rodas de samba pelo Brasil afora. Convicto de que estando cercado de pessoas de diferentes espaços, com cara e jeito brasileiro, com a energia do samba pairando no ar não demoraria a aproximar-se cada vez mais do ritmo do povo.
  • Caminhávamos por uma famosa rua de Porto Alegre, em meio a conversas sobre o cenário nacional do samba, quando seu telefone tocou. Era uma ligação direta do Rio de Janeiro. Do outro lado da linha era ninguém menos do que o produtor e arranjador carioca Milton Manhaes que, anunciava e confirmava o "time de grife" que acompanharia seu novo trabalho. O Carlinhos Presidente me perguntou: "Edinho, tu conheces o trabalho do cavaquinhista Márcio Hulk? Beloba e Marquinhos Diniz (filho do Monarco e irmão do Mauro)? Do Ivan Paulo, famoso arranjador brasileiro?  E do Adilson Ribeiro e do Renato Santos (Renato da Rocinha)? Todos "monstros". Respondi "na lata".
  • Pois, foi com este time de  "números baixos" e mais alguns virtuosos sambistas do Centro do País que, nasceu o mais recente trabalho que tem o título "Sambista do povo". Quer conhecer o resultado e dar um abraço no "Presidente"?
  • Apareça no Teatro do Sesc - no Centro de Porto Alegre, no dia 12/11/2016, sábado. A função tem acesso liberado e limitado (senhas distribuídas uma hora antes do espetáculo) e será apresentado em dois momentos: o primeiro às 17h30min e o outro às 20h.
  • Queria ir nos dois, mas como sou simpático ao compartilhamento de saberes, música e arte IREI no primeiro para garantir lugar na fila.
  • Como dizia Candeia: “...Quem rezar por mim que o faça sambando, na paz do Senhor...” e deverá ser desta maneira que, o samba do Carlinhos Presidente - o sambista do povo -  ecoará nos pagodes e nas rodas.
    • Vida longa, ao samba do Presidente!
  •                            Edinho Silva – radialista, blogueiro(armazemdoseubrasil.blogspot.com) e pesquisador de cultura popular

12 de set. de 2016

Quem canta; seus males espanta...né mesmo, Jamelão??

                            imagem extraída de http://www.sambariocarnaval.com/index.php?sambando=rixxa24

                A máxima "Quem canta, seus males espanta..." é prá lá de verdadeira. Funciona mesmo. Tenho amigos que cantam em corais, no chuveiro, nos palcos, nas praças, em rodas de samba, em cultos, karaokês, pelo mundo afora.
                Começo a postagem falando em cantoria por que, meu parceiro Zeca do Surdo me fez uma pergunta e EU soube responder. Por favor, me socorram: "Por que os principais intérpretes das escolas de Samba de Porto Alegre participam dos festivais de samba enredos das concorrentes?? Tentei argumentar dizendo o que ouvi outro dia de um amigo carnavalesco próximo à realidade há muito tempo. Respondi: "Meu amigo Zeca - segundo, ouvi dizer quando isto ocorre os intérpretes acabam realizando um intercâmbio". Ou seja, quando o principal da Restinga, da Imperatriz e dos Imperadores cantam no Festival dos Bambas todos ganham. A Comunidade azul e branco, o público e os sambas que são interpretados por verdadeiros coletivos de puxadores - respondi. O cara me devolveu a indagação: "E se o principal da Escola B, estiver na Comissão Julgadora e tiver que escolher entre outros dois bons, ou quem sabe melhores que ELE próprio??" Respondi, sem pensar muito: "Quem vence é a Comunidade da Escola que ouvirá seu samba enredo para o ano seguinte interpretado por um grupo formado, em alguns casos, pelos melhores." E o Zeca do Surdo, sempre polêmico, me devolveu: "Mesmo que, o que estava escolhendo não esteja entre os melhores??"
             Putz...estava difícil a conversa, que começou descontraída. Estava me complicando nas respostas. O Zeca insistia: "Edinho, você consegue imaginar um puxador que beija o estandarte de uma escola vermelho e branco durante todo o ano e no Festival de Samba enredo, começar o samba cantando...Alô, minha AZUL e BRANCO do coração...Agora quero ouvir, meu povo cantando junto comigo...". Putz!! Enrolei os pés para responder.
              Já tentando desviar o assunto, pedi mais uma cerveja, quando o cara "socou" mais uma indagação: "E os novos intérpretes, quando terão a chance de mostrar sua técnica?? Os mais antigos e tradicionais intérpretes não abrem espaços...Estou errado, mermão??" perguntou com seu carioques cheio de chiados. Segundo ELE, aparentemente TODOS estão felizes, mas na real os novos não entram e os melhores não se preservam como "cereja do bolo".
              Buscando encaminhar a discussão para outras reflexões, perguntei: "Tá bom ZECA, tu és sabido, né?? Responda rápido - Como proceder nos casos em que, os presidentes e suas diretorias manterem seus desejos de ter os melhores puxadores das escolas concorrentes nos seus festivais??". O carioca, sem pensar muito, devolveu na lata: "Bem simples, gaúcho. Paga cache para os caras apresentar um show de sambas enredos...momentos antes de serem anunciados os vencedores e IMPEDE que participem do Festival. Por exemplo, no Festival de Samba Enredo da Escola da Restinga, o show da final seria de algum outro intérprete de uma outra escola. Na casa dos Bambas, cantam no show principal a harmonia da Imperatriz. E assim por diante. Estrela no lugar de estrela."
             Mesmo não sendo carnavalesco e respeitando todas as ações que envolvam a Cultura Popular confesso, que meu amigo provocou reflexões sobre o tema. Afinal, "os melhores ocupariam um espaço de reconhecimento, sem as disputas silencionsas e os novatos ganhariam oportunidades de serem conhecidos.
              Posentão...com a palavra, "quem milita no meio..."!!!

Edinho Silva








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5 de set. de 2016

Suicidio é brinquedo?? Claro que não. Vamos "amarelar" a vida...




       Embora o tema não seja abordado com a importância que merece, o suicídio pode ser considerado como um grande problema a ser enfrentado. O mundo contemporâneo, suas relações, suas tecnologias, o comportamento humano, suas doenças (embora antigas, porém cada vez mais modernas), entre elas, a depressão podem representar uma das muitas causas deste mal.
        A depressão conceituada como um distúrbio afetivo que acompanha a Humanidade ao longo de sua história, apresenta no sentido patológico, uma presença de tristeza, pessimismo, baixa autoestima frequente, entre outras coisas, aponta uma necessidade extrema de acompanhamento tanto para o diagnóstico quanto para o tratamento adequado.
       Em relação ao índice de suicídios, o Brasil apresenta dados preocupantes. Embora ocupe o décimo segundo lugar na lista de países latino-americanos com mais mortes neste segmento, um dado alarmante aponta uma incidência significativa na faixa dos 15 a 29 anos. Verifica-se um número de 6,9 casos para cada 100 mil habitantes.     Outro dado alarmante é a alta incidência de mortes entre as mulheres. Segundo,  Alexandra Fleischmann, especialista da OMS e pesquisadora do tema, "Para a faixa etária de 15 a 29 anos, apenas acidentes de trânsito matam mais. E se você analisar as diferenças de gênero, o suicídio é a causa primária de mortes para mulheres neste grupo". De acordo com a OMS, 800 mil pessoas cometem suicídio todos os anos. E para cada caso fatal há pelo menos outras 20 tentativas fracassadas.
         O isolamento, depressão e rejeição entre as pessoas é considerado ingredientes básicos que "podem empurrar" os indivíduos para ações mais drásticas em relação à vida. Sentir-se rejeitado é algo doloroso e difícil de aceitar, mas mais comum do que imaginamos.  Muitas vezes, para não sermos rejeitados, traímos a nós mesmos. Fazemos determinadas coisas para conseguirmos a aceitação dos demais, quando por dentro queríamos agir de forma totalmente diferente.
         No Brasil, o CVV — Centro de Valorização da Vida, fundado em São Paulo em 1962, reúne grupos de voluntários espalhados pelo País que presta serviço gratuito de apoio emocional e prevenção do suicídio para todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo. Por que sei ou me interesso por estas questões?? Simples. O assunto é sério demais e requer um esforço coletivo de combate e esclarecimento. Acrescento que, na minha casa, mora uma pesquisadora, acadêmica de Psicologia e estudiosa do assunto com trabalhos publicados sobre o tema.
         No mês de setembro acontece a Campanha Nacional de Prevenção ao Suícidio - Setembro amarelo. Vamos amarelar o Brasil e colaborar da forma que podemos??
          Eu vou....
 

Em tempo: Como chegar no CVV??  Esses contatos são feitos pelo telefone 141 (24 horas), pessoalmente (nos 72 postos de atendimento) ou pelo site www.cvv.org.br via chat, VoIP (Skype) e e-mail. Em Porto Alegre, iniciamos o atendimento pelo telefone 188, primeiro número sem custo de ligação para prevenção do suicídio que, neste primeiro momento só funciona no estado do Rio Grande do Sul, onde o 188 é operado pelo CVV em fase de teste para ampliação a todo território nacional.

 
http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/09/150922_suicidio_jovens_fd?SThisFB

http://www.cvv.org.br/cvv.php

http://www.setembroamarelo.org.br/



29 de ago. de 2016

E o discurso?? Confesso...voz embargada!!!


 
 
Excelentíssimo senhor professor Hamilton de Moura Figueiredo, pró-reitor de Ensino e reitor substituto do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS),  Ilmo senhor professor Gleison Nascimento, Diretor do IFRS – Campus Restinga. Estimada professora Hernanda Tonini, paraninfa, estimados professores homenageados, Neudy Alex Demichel e Cristina Rorig. Estimada servidora homenageada, Maria de Fátima Lopes. Estimados colegas e amigos formandos, demais acadêmicos do GDL, aos familiares e amigos presentes....

Meu cordial boa noite...

Toda a “fala” que encerra um ciclo de conquistas e vitórias costuma iniciar com agradecimento a Deus, ao Criador. Em respeito às diferentes religiões representadas neste ambiente e ao heterogêneo grupo de formandos optei em fazê-lo de forma diferente.

O sambista cantarolou no samba intitulado “Força maior” ...que sua força é a fé que carrega no fundo do peito, quando nada dá pé é amém é axé não tem jeito. No terreiro ELE é Oxalá,  no Oriente ele é Alá. Ninguém sabe explicar essa força maior. ELE sempre estende a mão, não importa a religião. Não tem raça, não tem nação, porque Deus é um só. **** Diante disso, convido os presentes a silenciar por 15 segundos e assim realizarmos juntos, cada um, do seu modo o “seu agradecimento pessoal”. Obrigado...
Prezados....Quando os poetas compuseram a canção “Encontros e partidas” certamente havia uma motivação muito forte como tônica principal. “...Tem gente que vai pra nunca mais ....Tem gente que vem... quer voltar ...Tem gente que vai... quer ficar ...Tem gente que veio só olhar ...Tem gente a sorrir e a chorar... E assim, chegar e partir ... São só dois lados da mesma viagem...”. E assim que sinto este momento.

Resumir num breve discurso toda a força e energia na jornada do Curso pioneiro no Estado que aborda e discute a importância do lazer, em  nossas vidas cotidianas não é uma tarefa fácil. Embora, assegurado como um direito constitucional de todo cidadão brasileiro – o Lazer, e suas variantes e conceitos exigiu e exigirá, cada vez mais, um aprofundamento de pesquisas e de ações práticas.

Partindo de uma fundamentação teórica, passando pelas empolgadas discussões e reflexões em salas de aula, nos intervalos ou nos botecos da vida a construção foi intensa.

O grupo dos 8, carinhosamente identificado por alguns, ilustra muito nosso efetivo exercício de convivência entre pessoas completamente diferentes num mesmo espaço.  Assim registra-se nossas inúmeras vivências, enquanto grupo heterogêneo.

Walter Benjamin afirma que, “uma vivência, algo pelo qual simplesmente passamos ou atravessamos, ou algo que ocorreu, não tem valor nenhum se não puder ser transformada em alguma narrativa que possa ser compartilhada e transmitida ao grupo que pertenço. É a transmissão, é o compartilhar, que transforma a vivência em experiência”.

Enquanto alguns quebravam a cabeça com a tecnologia, outros em poucos minutos resolviam as questões. Em muitos momentos alguns apressavam-se para apresentar seus trabalhos, outros atuavam de bloco e caneta na mão para questionar, levantando discussões, “ligeiramente polêmicas”. Sem dúvida, muitos de nós devem ter sentido cansaço por ouvirem histórias repetidas, semestre após semestre. Entretanto, posso afirmar que outros tantos vibraram com as mesmas histórias. Possivelmente, a maturidade do mais jovem tenha ofuscado a juventude do mais velho. Ou quem sabe até empolgado o mais tímido e por que não freado o mais vibrante??
Em relação à satisfação da convivência represento e ilustro como uma das muitas atividades realizadas ao longo do Curso. Refiro uma trilha na Zona Sul da Cidade, onde devidamente orientados em relação ao nível de risco apresentado, percorremos caminhos desconhecidos e que, ao nos deparar com algum trecho ameaçador não vacilemos em estender a mão (e por que não pedir apoio?), nos apoiar no parceiro e buscar ajuda para prosseguirmos. Independente dos humores, da cor da pele, do gênero e de tudo mais. A simbologia exata de como foi nossa caminhada até aqui. E como deve ser o enfrentamento ao mundo acelerado e as múltiplas facetas da VIDA.
Com o diploma na mão e o devido registro profissional nossa colocação no mercado de trabalho estará garantida?? De forma alguma. O investimento deve ser ampliado como mostra o Mundo à  nossa volta.
Nossos docentes, nossas discussões e descobertas nos levaram às prateleiras da Biblioteca, aos núcleos de investigação acadêmica, às fontes de pesquisa virtual, às discussões coletivas em Congressos e Seminários. Tudo isto foi fácil?? Nada.
Nesta etapa mais avançada da fala, onde cabem os agradecimentos gostaria de iniciar destacando o agradecimento à Reitoria do IFRS que tão prontamente sinaliza e acolhe nossas demandas institucionais. Num outro momento, ao Diretor Geral do Campus Restinga, professor Gleison que não mediu esforços para ir ao encontro dos acadêmicos, seja via email, ou nas salas de aula e corredores. Mantendo efetivamente a porta aberta de sua sala.
Aos servidores do IFRS, representados pela colega Maria de Fátima queria expressar nossa gratidão aos demais colegas servidores e trabalhadores em educação. Dos vigilantes atentos que, logo cedo nos acolhiam com um “bom dia”, aos responsáveis pela higiene e limpeza dos espaços da Instituição; aos servidores da Biblioteca, por encontrarmos as obras e os livros no lugar certo; àqueles que nos prestaram orientações e informações nas áreas administrativas; aos responsáveis pela manutenção dos equipamentos e computadores.
Aos colegas acadêmicos que nos prestigiam e darão continuidade aos nossos estudos sobre Desporto e Lazer.
Aos professores homenageados, professor Neudi e professora Cristina para que possam transmitir nossa gratidão aos demais docentes pela dedicação e envolvimento com NOSSO SABER.

À professora Hernanda, atual coordenadora do GDL, que contribuiu desde a implantação do curso até os dias de hoje.  (convido o colega JUAREZ para entregar um “mimo”)

À professora Cintia Stochero...Aretê.... Obrigado por dividir teus sonhos, pelos conhecimentos compartilhados, pelo brilho nos olhos, pela idealização e realização do GDL.  (convido o colega Renata para entregar um “mimo”)

Aos familiares dos colegas formandos: à dona Ceres por fortalecer a retaguarda do Juarez, cedendo muitas vezes doses de estímulo e algumas peças de roupa (boina vermelha na visita técnica ao CETE); à Aninha por apoiar e contribuir com os conhecimentos de informática da vovó Rejane; à “Rô” por ceder seus livros de pedagogia, seu computador ao Alexandre; ao Marcelinho, por apoiar constantemente e enfrentar de forma heroica a TPM da Renata (coisas que todas as mulheres atravessam); ao João pelo apoio à Jaque, oferecendo o ombro sempre que foi necessário; aos familiares do Roberto, que pela discrição, porém pela disciplina e entusiasmo colaboraram muito, mesmo com suas identidades preservadas; à Vanessa e aos manos e manas do Thiago por significarem apoio e  motivação para a conclusão do curso; à Patrícia e as gurias pelas caronas à Restinga, ao chá quente das madrugadas, à parceria e torcida de todas as horas. Muito obrigado a todos. 

Aos aguerridos moradores da Restinga que, há alguns anos percorrendo órgãos públicos, numa caminhada de porta a porta, acreditando no sonho de oportunizar seus filhos, netos, familiares e cidadãos de todos os locais, um espaço de excelência acadêmica como é o IFRS/Restinga. O sonho de trazer para a Comunidade da Restinga o Ensino Superior de altíssimo nível, público e gratuito (Políticas públicas de educação) transformando-se em realidade. Se tudo isto que vivemos, neste dia especial, foi possível pelo esforço desta gente!! Nosso muito obrigado.
Enquanto aguardava ansioso o momento da “fala”, segurava na mão, minha identidade estudantil para simbolizar que por onde andar, carregarei meu crachá e minhas melhores recordações nestes últimos anos que marcaram meu retorno à vida acadêmica.
Outrora um bom discurso entusiasmado serviu para as pessoas se unirem e se ajudarem. Porém, o tempo atual é diferente e requer atitudes concretas e resultados para que as pessoas se entusiasmem novamente. É assim. Bem simples.
Por fim convido a todos, a aplaudir de forma entusiasmada o povo da Restinga (o acadêmico Luiz Ventura e seus companheiros de lutas sociais e comunitárias) e todos aqueles que acreditaram na transformação do Brasil através de novas e desafiantes Políticas Públicas de Educação. Embora jovem ainda, porém MUITO PROMISSORA como solução para alcançar um País mais justo e mais igual.
Boa noite a todos....

Trilha sonora para a vida ou para a Colação de grau?? Eis a questão ...



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          Definir a música que irá compor a trilha sonora pessoal na cerimônia de Colação de grau poderá ser mais difícil do que a escolha do tema ou o orientador do TCC. Inicialmente, buscamos escapar daqueles hits que tocam em todas as formaturas. As tais "canções chavões".
            Particularmente, acho pouco inspirador não aprofundar a pesquisa. A oferta de composições e músicas é tão grande que,  considero "preguiça" não vasculhar o expressivo e valoroso repertório disponível. É mais ou menos, como um dj repetir músicas em festa. NÃO!!! Tem muita coisa por aí.
           Destaco alguns critérios que julgo ser importante na referida escolha. Por exemplo:- a letra da música e seu significado para o formando e não para quem assiste a solenidade (se conseguirmos as duas coisas melhor!!); a melodia - precisa ser agradável ou impactante (dependendo da vontade do formando!); estar afinada com o contexto do Curso e com suas vivências pessoais; expressar algum recado à platéia ou reforçar algum ponto de vista pessoal.
            Não esquecer as coisas de praxe (mídia correta, ponto da música a ser executado, entre outras coisas). Considero fundamental conferir com a produção do evento, se a música tocará no ponto certo. Tal ação pode evitar muitas frustrações em relação a este "pedaço" da formatura.
             Quando parti para a escolha da minha música confesso que, ouvi muita coisa. Todas elas, brasileiras. Não abro mão de entender o que estarei ouvindo. Como tenho limitações em idiomas como o ingles, por exemplo, invisto nas "brasileirinhas". Depois de um mergulho no mundo do samba, encontrei um clássico de Wilson Batista (letra) e José Batista (melodia) intitulado "Meu mundo é hoje", composto no ano de 1963 (nem era nascido, ainda).
            Embora muitos não conseguiram ouvir, acredito que tenha feito uma boa escolha sob todos os aspectos. A letra é forte ..."Eu sou assim, quem quiser gostar de mim...Tenho pena daqueles, que agacham  até o chão. Porque sei que além de flores, nada mais vai no caixão...". E a interpretação??Impecável, na voz da Teresa Cristina e Grupo Semente do Samba.,Todo o cuidado é pouco, afinal não nos graduamos a todo momento e a situação comemorativa poderá ser única.
Querem ouvir?? Por favor....

https://www.youtube.com/watch?v=Kasz2aeY-PI

Quem foi Wilson Batista de Oliveira no mundo do samba?? Compositor carioca, nascido em Campos/RJ no dia 03/07/1913 e falecido em 07/07/1968 autores de muitos sambas conhecidos e interpretados por sambistas renomados.  Era um contumaz vendedor de sambas e não tocava nenhum instrumento, embora fosse afinado, a não ser sua caixinha-de-fósforos. Foi casado e tornou-se pai de dois filhos, embora a vida boêmia o levasse a ficar até três dias sem aparecer em casa, para desespero da esposa. Foi morador da Ilha de Paquetá e costumava chamar a todos de "Major", fazendo o pedido de costume: "Tem um dinheirinho aí pro Cabo Wilson? ". 

fonte:  http://dicionariompb.com.br/wilson-batista/biografia