11 de out. de 2019

Aprendendo todos os dias. A ABRAMUS é show!!

          

      Edinho Silva de óculos, Airton dos Anjos, Bira Mattos, Daniele Freitas e Jéssica Souza -          Acervo pessoal


          Posentão ...

          A vida é  uma coisa mágica mesmo...
          No período em que antecedeu a preparação e lançamento de um Projeto Musical de um "parça" Bira Mattos percorri alguns espaços de Cultura e música até então desconhecidos. Nestas andanças visitei a ABRAMUS.
         Para quem não sabe a ABRAMUS é uma organização responsável pela distribuição de direitos (autorais e conexos) promovendo e realizando projetos, tornando realidade muitos sonhos e "fantasias" de artistas , cantores e compositores. A ABRAMUS Porto Alegre é preparada para oferecer aos titulares: atendimento personalizado, filiação, cadastro de obras e fonogramas, busca de créditos protegidos no ECAD, e todo o suporte necessário para os demais serviços oferecidos pela associação
          Localizada num endereço aprazível que apresenta o Guaíba e seus encantos como cenário, a unidade de Porto Alegre, criada há 8 anos e presidida pelo talentoso e energético Ayrton dos Anjos, o Patineti. Ao seu lado, integrando sua equipe, os experientes colaboradores Daniele Freitas, Caetano Biachi e Jéssica Souza atendem telefonemas de forma simultânea, enquanto emendam uma tarefa na outra. O líder Airton dos Anjos impulsiona o astral do ambiente narrando  uma história atrás da outra, sobre alguma vivência envolvendo o cancioneiro brasileiro.
           Além de representante da ABRAMUS no RS, Ayrton é desenvolvedor de projetos e curadoria de novas possibilidades, aproximando diretamente a ABRAMUS aos seus artistas. As ações da ABRAMUS, escritório de Porto Alegre, estão sempre juntos aos titulares locais, participando de show’s, produções, work shops, entre vários outros eventos da região voltados para a música e o Direito Autoral.
           Vale ou não vale, andar por todos os cantos que envolvam arte e cultura? #conviviobembom

            Edinho Silva

Fonte: https://www.abramus.org.br/noticias/8737/a-abramus-porto-alegre/

7 de out. de 2019

Amizades que fortalecem "os movimentos". Simples.




Posentão...
Em tempos de tristeza, as amizades costumam estar por perto. Assim como nas alegrias. Nestes casos ELAS POTENCIALIZAM uma energia indescritível. Pura verdade.
Testemunhei o brilho nos olhos do cantor. Espaço lotado, vibrante e animado cantar com "Um pouco de CHARME fica muito melhor e fácil.

Edinho Silva - #palavrasaeradas2020

Retaguarda possante em novos tempos "charmosos", por Bira Mattos



Posentão...
Apresentar algo diferente em relação aos tradicionais repertórios da noite de Porto Alegre era o grande desafio proposto. Por onde começar?? Inicialmente, pesquisando  um repertório de nomes clássicos, hits modernos, muito balanço e suingue "preto" dos bons.
Caminhar no sentido contrário ao que tem se visto nos bailes da Cidade era a meta. Propor mais força, energia e por que não(?) mais "charme" aos novos processos era o objetivo idealizado. Assim nasceu a idéia do tal "Um pouco de charme em sua vida, por Bira Mattos".
Após um "mergulho" na composição autoral contemporânea, nos variados repertórios que integram o lado B da música no Brasil e de hits que não transitam nas programações das rádios na atualidade foi definindo-se a criteriosa seleção de repertório do show. Tinha de tudo um pouco: Do inesquecível Tim Maia, passando por Vercilo, Zoli, Benjor, Gabriel Moura, Valmir Borges, Tonho Croco, entre outros.
E a banda? Desde o primeiro contato o acolhimento de todos os músicos envolvidos ocorria naturalmente. Do mais experiente ao mais novato, a motivação e envolvimento com a proposta era muito bem acolhida. E assim foi formando-se a "Confraria do BIRA".

Edinho Silva -#temposmaisaerados2020

"Um pouco de charme em sua vida, por Bira Mattos" - parte 1

                                                                                 Créditos: Régis Verna


              Posentão...
              Imagino que quando o rapper, cantor e compositor Emicida escreveu a obra "Passarinhos" estava prevendo o quanto seria importante, em tempos duros e cinzentos, estarmos próximos uns dos outros. E por que não com a cabeça no peito do outro. Seja no inverno, no verão, outono ou PRIMAVERA.
              Assim foi o recomeço no percurso musical e artístico do Bira Mattos. Nesta nova faz marcada por releituras de clássicos da MPB (Música Preta Brasileira), agregada a hits contemporâneos o cantor aceitou o desafio de retornar aos palcos de forma leve, ousada e sensível, onde a "satisfação e alegria de todos envolvidos, músicos, técnicos, staff e parceiros, prevalecessem.
             A "função" partiu de um encontro casual de velhos amigos de infância onde o assunto principal eram espaços de entretenimento, repertórios desgastados, rotinas inexpressivas, ausência de ousadia e outros tantos motivos que colaboravam, e colaboram, para o esvaziamento das pistas dos bailes de Porto Alegre.
Edinho Silva       #buscandoprodutosaerados2020

Em breve mais relatos...sobre a noite de "Um pouco de charme em sua vida, por Bira Mattos"



https://www.youtube.com/watch?v=IJcmLHjjAJ4

10 de set. de 2019

Banda da Saldanha, de casa nova...Pericão no "Sambão"

                                                                             Acervo da Banda da Saldanha



Posentão...

Se tem algo que admiro é a ousadia nas pessoas. Ousadia positiva, manja?? A quadra da Banda da Saldanha, um movimentado ponto de encontro do "povo do Samba" de Porto Alegre tem acolhido grandes públicos a partir de sua agenda de shows nacionais.
Sempre apostando nas diferentes formas de receber e investindo em novos públicos, no ano em que comemora 41 de existência a BANDA DA SALDANHA, através de seu herdeiro genético, Dioguinho Fonseca e sua equipe decidiu fechar por alguns dias, reformar, reestruturar a partir da opinião de seus amigos frequentadores e botou novas idéias em prática.
Resultado de tudo isso, foi a reabertura com uma roda de samba comandada por  um dos maiores sambistas e intérpretes da MPB, na atualidade no Brasil. Dia 06 de outubro, a partir das 12h, num domingo que, certamente estará ensolarado, ninguém menos do que o PERICÃO e sua roda de samba. Uma festa imperdível. De parar o transito da Padre Cacique. Público de final de campeonato.
O Julio Balhego, meu parceiro e camarada, me enviou uma mensagem dizendo que, honrosamente, estava fazendo parte de nova fase na equipe de Gestão. Na companhia de outros tantos profissionais o evento tem tudo para ser a melhor e maior função do segmento de 2019.
Putz!! Ainda tem gente que os "Gigantes do samba" estarão na Cidade numa outra data. Bah!! Gigante?? Pensei que estavam falando no Péricles.
É verdade que os camarotes gold acabaram?? E os quiosques?? Paciência...vacilamos na corrida. Vamos de convites normais. O Churras faremos no estacionamento e o samba curtimos no meio da galera.
Tem caravanas do Interior do RS vindo para a festa. A "função" promete.
Eu vou...até na passagem de som.... 

Serviço:
Roda de samba do Pericão
06/10/2019 - domingo - 12h
Ingressos: vários valores no endereço abaixo

https://minhaentrada.com.br/evento/pagode-do-perico-porto-alegre-rs--14333



4 de set. de 2019

E se EU chorar?...por Deborah Rosa


         Posentão...
       Já escrevi sobre um encontro bem bacana que misturava Cultura, Arte, sensibilidade, percepção, boa música e doses de religiosidade. O nome do show era "Saravá" e o espaço reservado para a função era um cantinho aconchegante da Companhia de Arte, no Centro Histórico de Porto Alegre.
        No microfone principal, a cantora Deborah Rosa, era acompanhada pelos competentes músicos Daniel Rosa, Diego Ciocari e Ricardo Vivian, na bateria e percussão. Era uma tarde fria que era aquecida a canta música interpretada.
        O tempo passou voando e as pessoas presentes se deliciam com um repertório escolhido a dedo que misturava coisas do batuque e clássicos do samba. Putz!! Pura "devoção".
    Ao final da apresentação, peguei um guardanapo de papel e uma caneta e registrei meus sentimentos. naquela tarde. Entreguei à cantora e fizemos uma foto para a posteridade. Nascia uma relação de respeito, parceria, afeto e idolatria. ELA costuma dizer que é mútua idolatria. Sei lá...
      O tempo passou e o Freud, estampado na minha camiseta, talvez possa explicar (se ELE não conseguir, peço ajuda para a Paty, a psicóloga e estudiosa lá de casa) a sintonia. De lá para cá foram Saraus do Armazém, shows em outros espaços, encontros e desencontros, muita coisa rolou em nome da MPB ou seria Música Preta Brasileira??
        Percorrendo diferentes espaços seja em festivais de música nativa e regional, teatros e espaços de shows, a cantora Deborah Rosa nascida num berço de artistas, com "avô materno compositor, pai seresteiro, mãe artista plástica e irmão guitarrista,  tem como berço artístico a cidade Santa Maria.
         Bacharel em Comunicação Social, Relações Públicas pela Universidade Federal
de Santa Maria, desenvolveu atividades no cenário Cultural em Santa Maria, durante
muitos anos circulando por diferentes partes do Brasil apresentando seu trabalho musical em reconhecidos Festivais nacionais.
         Nos Pampas circulou por espetáculos como a Tafona da Canção Nativa, onde foi premiada com o Troféu Origens do Programa Galpão Crioulo/RBS TV. Em meio ao vendaval de arte e boa música, circulou pela MPB e pela música de raízes africanas, a cultura litorânea do Rio Grande do Sul, representada pela cantora pernambucana/gaúcha Loma.
         Foram tantas andanças que finalmente, o maior, mais belo e emblemático palco do Estado irá receber dia 25 de setembro de 2019, uma quarta-feira de muitas estrelas no céu, segundo as previsões a cantora Deborah Rosa e seu time "de grife", seus músicos e sua produção.
         E se por acaso a cantora chorar durante a apresentação, poderá atrapalhar a performance? Claro que não. Afinal, na manhã seguinte após a primeira apresentação na vida, acordou de um sonho bom, com lágrimas nos olhos por imaginar-se no Palco do São Pedro.
        E se chorar durante os ensaios? Tá liberado. Afinal, muitas vezes já chorou de dores no corpo depois de longas viagens pelo Interior do Estado e agendas apertadas. Agora a lágrima será de emoção. Simples.
        E se chorar durante a maquiagem antes de ir para o Teatro? Pode chorar. A atenta produção dá um jeito de organizar e produzir um trabalho de make, melhor ainda.
        E se chorar a partir da primeira música interpretada?? Tudo certo, afinal foi dada a largada em nome da interpretação fiel e a "entrega da alma" em nome da arte e da música do Brasil.
         E se chorar na metade do show, não corre riscos? Nenhum a banda atenta, segura o ritmo e mantém a melodia, enquanto a produção disponibiliza um lenço do tecido mais nobre para enxugar a lágrima.
        E se chorar ao visualizar pessoas queridas ou desconhecidas nas primeiras filas do Teatro?? Grande coisa. A tarefa está sendo bem executada. Nada que o Universo não tenha previsto em termos de emoção e "recado direto" do coração.
         E se ao final do espetáculo as lágrimas tomarem conta do rosto da cantora, poderão atrapalhar os registros de filmagem ou fotografia? Nem um pouco. A tarefa foi cumprida. E um novo ciclo apenas começou:
         Os dois pés, o coração, a cabeça, o corpo e a alma presentes no mais clássico e renomado espaço de cultura e arte do Rio Grande do Sul reverenciando as "Divas do rádio". 
           Eu e meu Coletivo, iremos...

Serviço:
Theatro São Pedro
25/09/2019 - quarta-feira
21 horas
Ingressos na bilheteria no Theatro e nos locais credenciados

28 de ago. de 2019

"Samba agoniza mas não morre!" Por acaso esfria? Sim...o meu ficou morno

    Do meu acervo pessoal - Quadra de Bambas da Orgia - Algum 02 de dezembro. O ano? Não importa...a função estava boa demais.

            Posentão...

           Onde o samba nasceu? Na Bahia, no Rio de Janeiro, em Minas Gerais, no Maranhão...Mero detalhe. Por acaso, no Rio Grande do Sul, terra de chamamés, milongas, xotes, churrasco, chimarrão e tradições regionais fortes é possível imaginar uma cena sambista. Lógico que sim. Temos compositores, cantores, ritmistas, intérpretes, de todos os gêneros e idades. E dos bons.
            Fui apresentado a este gênero musical pelos meus pais: seu Baixinho e dona Carminha que com seus discos de vinil de Jamelão, Benito di Paula, Ataulfo Alves, Lupi, Martinho da Vila, Alcione  e tantos outros nomes consagrados no cenário nacional. E as experimentações ao vivo, na fonte, na muvuca de um violão, um cavaco, um surdo e um pandeiro quem me apresentou? MEU IRMÃO Manoel Jeronimo Fraga da Rosa ou como carinhosamente era chamado o Nego Lon, da Vila Floresta, filho da dona Jura e do seu Osvaldo. Irmão do Dadinho, da Neca, da Zete, do Maurinho e tiozão do Marcelo Leandro. Este povo citado esquentava o samba do Centro de Porto Alegre nas sextas-feiras e nos pagodes da Zona Norte. 
             Mas por que esquentava? Acredito que era PURA ENERGIA, afinal o tal SAMBA QUENTE "entrava na mente" e nos requebros do pessoal. Aquecia as disputas da Zona Sul e da Zona Norte. Quem eram os melhores sambistas da Cidade Sorriso? A familia da Vila Floresta nem entrava na discussão. Incendiava o Centro. El Bodegon, Fada, Panela de Barro, Sabor e Cor. O SAMBA esquentava de verdade.
           O tal Nego Lom Samba Quente me pegou pelo braço e me apresentou às rodas de samba em eventos inesquecíveis. Um deles era conhecido como Tarde de Sucessos da MARAVILHOSA RÁDIO PRINCESA. Reuniam-se grupos como Bom Ambiente, Samba Autêntico, Pagode da Kasa e muitos outros. Os comunicadores da emissora e um público fiel que sambava muito nas tarde de sábado. 
         E o Carnaval de Porto Alegre, como chegou até meus olhos e meu coração? Novamente, segurado pela mão fui apresentado pelo LOM à Vila do IAPI, num tempo em que a União da Vila do IAPI e seu trem tricolor partiam da estação da paz chamada AMOVI. Lá fui apresentado à Caco Rabelo, Claudião da Vila, Mestre Sarrinho e a muitos outros bambas do Carnaval. Ficaria tranquilamente, escrevendo muitas linhas para recordar os lugares que percorri na companhia e no olhar atento do meu anfitrião do samba.
         Há três meses, durante uma das muitas conversas que tínhamos sempre sobre Projetos Culturais, atual momento do samba na tribo e no Brasil, o nego Lom comentou sobre seu desejo de escrever sobre a história do Grupo Samba Quente. Acolhi num primeiro momento, mas logo o instiguei com outra desafio. Escreveríamos a "biografia quase não autorizada" do Nego Lom, seus gols perdidos, seus tropeços, seus erros, seus acertos, sua religião, seus amores proibidos, os permitidos, seus conceitos, suas inquietações, nossas divergências (que não eram poucas!) e os tantos momentos em que podemos nos abraçar e "gargalhar para o alto" de alguma gafe entre a irmandade que criamos.
           Infelizmente, sai em viagem profissional e não consegui rabiscar o prefácio do NOSSO LIVRO. Sei lá...tudo é tão rápido e inesperado. Ou seria imaginado, porém nosso egoismo de não nos afastar de quem amamos nos torna pecador? Tem um amigo comum que diz que lembrará do filho de Xangô, da melhor maneira possível...SEMPRE SAMBANDO ou cantando um BOM SAMBA. 
Sinceramente, não sei se consigo encarar dessa maneira. Ou melhor, o SHOW TEM QUE CONTINUAR, né mesmo? Que bom que inventei esta balbúrdia que chamo de Armazém do seu Brasil, meu blog cultural onde escrevo as histórias, meu programa de rádio onde escuto os NOSSOS SAMBAS (aliás, na última vez que estiveste lá em casa, pude te mostrar minhas recentes aquisições: o Jorginho do Império, o Grupo Raça e o Dominguinhos do Estácio).
          O SAMBA por aqui não irá morrer, tenho certeza disso. Nem agonizará, porém no meu coração, na minha alma e no meu peito ELE FICARÁ MORNO. Não será tão QUENTE, como foi um dia...
              Até qualquer hora, "AMIGO MEU..."
           Se EU for falar de tristeza meu tempo não dá...Mas falar dos "leais" tempo todo o tempo do Mundo. Pode até ser masoquismo, mas ouvirei por muito tempo teus áudios e tuas filmagens.
Putz!! Não preciso de cebolas para chorar...descobri outro dia, escrevendo aos meus especiais...