22 de mai. de 2012

Bailão cultural?? É tudo nosso...


" Papel e caneta na mão pra anotar
A receita que agora nós vamos passar
Uma pitada de felicidade
Com alegria pra começar”
                      Assim começa a música O COZINHEIRO, de autoria de Kako Xavier e Amaro Radox




            Neste clima de batuques, maçambiques, violões, palmas na mão, sorrisos largos e muita energia a  Tamborada  prepara-se para subir no palco da Tafona da Canção, reconhecido festival de arte, música e cultura que acontece nos dias 25 e 26 de maio, na cidade de Osório/RS.
            E a ginga de corpo não pára por aí, pois no dia 27/05/2012 (domingão), a partir das 19h, o famoso João Gilberto Bar, casa noturna localizada no coração de Pelotas, recebe a quinta edição do Bailão Cultural.
            Com muitos convidados especiais os requebros, as gingas, a sensibilidade e os ritmos garantirão toda a emoção que o encontro propõe.
             Eu, o Kako Xavier, a turma do Armazém do seu Brasil e a galera da Tamborada esperamos todos, hein??                                                                        

Serviço:
Quinto Bailão Cultural - Tamborada recebe seus amigos
Onde? João Gilberto Bar - Pelotas/RS
Quando? 27/05/2012 - domingo - a partir das 19h
Maiores informações? acesse http://www.bailaocultural.com.br/

21 de mai. de 2012

Deficiencia física não é brincadeira



  1. Pois, o Vladimir do pandeiro, era bom de samba e sedução. Não poupava ninguém do seus galanteios. O bicho era triste. Logicamente que, a maioria batia na trave e o moço quase sempre errava "o tiro". 
  2. Certa vez conheceu uma moça pelas redes sociais e engatou um namoro virtual firme. Detalhe da condição do mocinho - o cara era casado. Ginástica completa para o primeiro encontro. Compras de roupas e sapatos novos, desculpas em casa, aquela função toda.
         O cara iria trabalhar a durante o dia, no intervalo do almoço compraria a "beca nova" e o "pisante" e na noite iria ao encontro da nova presa. Em casa, a desculpa esfarrapada da hora extra já havia rolado. Tudo sob controle.
        Finalzinho do dia, o nego Vladi, bem vestido rumou para a parada de onibus quando foi interceptado por um colega de trabalho e sua motoca. "Não quer uma carona, Vladimir!!" - perguntou o amigo. "Te levo na carona da moto. É mais rápido!!". O cara aceitou e rumou ao encontro da "princesa" como ele se referia.
        Ao desembarcar da moto, seu parceiro percebeu uma forma estranha de caminhar do Vladimir (andando com alguma dificuldade, parecendo com alguma deficiência física na perna). Assustado o condutor da motocicleta perguntou ao moço: "Negão!! Queimou tua panturrilha na surdina da moto!!O que aconteceu!!". Os dois amigos forma verificar o que havia ocorrido e descobriram que o Vladimir encostou o salto do sapato novo na correia da moto. E com isso , logicamente, caminhava torcendo a perna. Dona Morena afirma que, o "triste" era cara de pau mesmo e que iria de qualquer jeito ao tal encontro.
        O Vladi com um sorriso maroto no rosto afirmava, "pior do ter problemas físicos é não ser correspondido no amor". Que lindo, não acham!!

18 de mai. de 2012

Até os brutos choram

                 

 
                  Numa madrugada fria de julho, a turma do Gilsão recebeu uma notícia muito triste. O cara havia "passado para o outro lado" repentinamente. Seu colegas de trabalho num órgão municipal de Porto Alegre foram avisados e a tristeza tomou conta da galera. Apesar de trabalharem em turnos diferentes, todos eram muito unidos. No futebol, nos bailes, nas tristezas, etc.
                  O Ademir, sujeito sério, de poucos sorrisos, considerado um homem rígido com as coisas da vida, fragilizava-se com situações como esta - morte de amigo. Com isto não se brinca, mesmo!! O Luis Ronaldo foi quem trouxe a noticia e os detalhes de velório e enterro para que os amigos pudessem acompanhar os atos fúnebres.
                  Reuniram-se em três carros e rumaram para o cemitério anunciado pelo Luis Ronaldo. Chegando lá, por cruzarem-se poucas vezes com as respectivas familias, não conheciam muito bem a viúva, assim como os filhos do falecido.
                  Ao chegar, o sisudo Ademir, não conteve as lágrimas e chorou compulsivamente. Nenhum integrante da turma teve coragem de aproximar-se do corpo do falecido e era uma choradeira coletiva. O Donato, o mais calmo da turma, aproximou-se da viúva e apresentou os pêsames do resto do grupo. Ela agradeceu e perguntou de onde conheciam o falecido?? Enquanto rolava a conversa, o Ademir não parava um só minuto de chorar. Era pura emoção. Quando o Donato respondeu - "No nosso plantão, na vigilância, éramos muito amigos, sabia, senhora?". A viúva respondeu, um pouco assutada: "Nossa, nem sabia que o Vicente era vigilante??". E concluiu "E sempre trabalhou com eletricidade, na CEEE e nunca onde o senhor acabe de me dizer que conhece ele". Putz, o Donato foi percebendo que algo estava errado. E o Ademir não parava de chorar. E cada vez mais emotivo, chorava, soluçava de forma incontrolável. Após uma ligeira investigação o Donato descobriu que estavam no cemitério e no enterro errado. E quem disse que, o Ademir acreditava ou parava de chorar??
                   Depois de um longo tempo entre lágrimas e perplexidade, foi sensibilizado a acompanhar o restante da turma até o cemitério certo, do outro lado da cidade. 
Como diz, o Carlito Trovão outro integrante da turma: "Os brutos também amam e até choram, né mesmo??"

23 de abr. de 2012

Sopapo poético: Ponto negro da poesia



Na noite de ontem, na companhia de alguns amigos sambistas fomos recebidos pelos parceiros e amigos Alex Bagé e Renato Araújo nos estúdios da Rádio Guaíba para divulgar no Passarela do Samba, programa semanal de samba que reúne, discute, diverte, informa e concentra pessoas representantes das mais variadas manifestações da Cultura Popular. A razão da visita era a divulgação do show Luminosidade – encontro de luz e paz, onde o músico Rogério Sete Cordas receberá amigos e parceiros para uma grande e animada roda de samba.
A noite estava animada com a versatilidade dos apresentadores, o samba do Arlindo Cruz ao fundo, nossa galera dando o recado e o serviço sobre o show. Energia multiplicando-se. Haviam no espaço inúmeros convidados, entre eles, uma turma bacana (Vera Lopes, Vladimir Rodrigues e a atriz e percursionista Pâmela) que divulgaria o Sopapo Poético: Ponto Negro da Poesia. A novidade cultural que chega a Porto Alegre para incrementar, difundir e oportunizar que os talentos afros possam manifestar-se em mais um ponto cultural da cidade.
Com a primeira edição do Sopapo ocorrida em março deste ano, seu surgimento foi inspirado em outros saraus de poesia existentes no Brasil. Um grupo de artistas, intelectuais e militantes de movimento negro tiveram a iniciativa de criar, em Porto Alegre, um espaço para a poesia falada, ritmada, cantada.
Na noite de sábado, em meio a energia das pessoas e dos instrumentos ocorreu uma pausa na programação. O silêncio tomou conta do ambiente, dando espaço a um momento de pura emoção quando uma das convidadas, Vera Lopes recitou um poema. Ao final, lágrimas silenciosas tomaram conta do lugar, novamente aquecido pelo pandeiro e o canto dos demais convidados, Pamela e Vladimir. Os demais convidados acompanhando com palmas contribuíram com a energia espalhada no estúdio. Noite inesquecível.
Então tá!! Encontro marcado. Sempre na última terça-feira de cada mês, na Associação das Entidades Carnavalescas (Av. Ipiranga, número 311), a partir das 19h, com entrada franca, venha curtir um toque de tambor, um poema recitado com emoção, um abraço amigo, observar um artesanato, uma pintura inspirada.
Edinho Silva
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SERVIÇO
O Quê: Sopapo Poético: Ponto Negro da Poesia
Quando: 24 de abril de 2012 (terça-feira) – 19h
Onde: Associação das Entidades Carnavalescas (Av. Ipiranga, número 311)
Entrada Franca 
Convidado da noite: Giba Giba e seu sopapo 
Contato dos Organizadores:
Vera Lopes - (51) 9155-9118
Imprensa: camila4p@hotmail.com

10 de abr. de 2012

Oportunidade sagrada de ficar calado

         Habitualmente, não costumo ingressar em polêmicas da internet. Mas o assunto era de interesse máximo nas rodas de bate papo no Armazém do seu Brasil. Qual era? O SAMBA NOSSO DE CADA DIA. Sim, isto mesmo, o assunto começou numa entrevista de revista de circulação nacional e invadiu o país. Ou pelo menos, os lares verdes e amarelos que apreciam um dos maiores patrimônios culturais brasileiros - O SAMBA.

     Pois, o atrevido, pretencioso e príncipe do le-le-le, Thyaguinho (ex-Exaltasamba), agora em carreira solo, declarou numa revista que "É uma métrica diferente. Eu até influencio outros artistas do meu meio. Eu me sinto honrado em poder ter mudado um pouco a história do samba". Diz o cara.

     É muita soberba do moço. Se foi mal interpretado? Pagou caro a vaidade. A roda de samba foi paralisada por alguns minutos para discutirmos as repercussões de tudo isso. O João do Brasil, abriu o notebook no meio da roda e mostrou a todos os interessados seu facebook e uma postagem da renomada jornalista, sambista, estudiosa e inquieta Vera Daisy Barcellos, nossa amiga de longa data. Nesta postagem, havia um texto de autoria doéMarcos Salles , também jornalista, roteirista, produtor, diretor de shows, CDs, DVDs e eventos e colunista do SITE PAPO DE SAMBA desde 2007. jCoisa bacana e generosa.

        Passado a sessão debate, a galera do Puro Astrhal e o Juliano Barcellos, cheios de luz e energia e "pegaram firmes no couro" e botaram o povo para sambar. Logo em seguida, como agradecimento, Tianinha e a Dona Morena, correram para servir um suculento prato de feijoada brasileira a cada vez mais amiga do Armazém do Brasil, a verde-rosa  VERA DAISY Barcellos.  

Acessa lá, na contribuição da moça: http://papodesamba.com.br/noticia.php?id=3411
Abraços a todos.

Edinho Silva

28 de mar. de 2012

Jorge Aragão x cervejas na conta alheia




                    Era inicio do mês de dezembro e o verão já se anunciava. Um grupo de amigos, funcionários públicos estaduais, entre eles o João do Brasil, organizaram uma excursão à cidade de Rio Grande para a disputa de uma partida de futebol e uma roda de samba.
Num total de 30 pessoas - alguns comportados, outros "moleques", uns sérios e outros desordeiros, enfim, gente do bem com espírito juvenil. Logo no primeiro desembarque, já em Rio Grande, para o devido reabastecimento das bebidas (afinal, comer para que??), o samba correu solto. Os integrantes da excursão, casais, solteiros e solteiras, sambavam e cantavam na maior euforia. Os adeptos a uma gelada, aproveitavam a parada para tomar mais algumas. Enfim, alegria geral.
                      O recatado Leonardo - o Leozinho Batucada, ligeiro como ele só, ao dirigir-se para o banheiro ouviu dois senhores bem vestidos conversando num dos corredores do restaurante/paradouro sobre a discografia do Jorge Aragão. O Leozinho ao voltar para a mesa da roda de samba e ávido por mais algumas geladas na conta alheia, puxou pelo braço o Carlinhos do cavaco, o gogó do grupo, e confidenciou o que havia ouvido dos senhores. Sim. Acreditem!! O danado queria sensibilizar os "doutores" a pagar mais algumas.
                       E não é que o Carlinhos entrou na dele. Arrancou com "Alvará", emendou com "Enredo do meu samba", "Coisinha do pai" e foi cantando, enquanto os senhores bacanas aproximavam-se do samba. E o esperto do Leozinho, arredou duas cadeiras e acolheu os "convidados especiais" pescados pelo esperto. Um deles, dr. Romeu, o mais animado, funcionário do Ministério da Fazenda aposentado, perguntou ao moço sobre a grata coincidência que presenciou. Um grupo de sambistas executar justamente o compositor que ELE e seu amigo mais gostavam. O esperto Leozinho não só reforçou a coincidência, como disse que o grupo inteiro AMAVA o Jorge Aragão. O dr. Romeu chamou o garçon e bancou cerveja. Ouvia um samba, pedia uma meia dúzia. Ouvia outro, seu parceiro bancava outra meia dúzia. Assim a continuidade da excursão foi retardada, os amigos felizes, o Leozinho completamente embriagado e o Carlinhos até hoje, nunca mais cantou qualquer música do Jorge Aragão. Por que?? O tio João do Brasil, desafia - " Experimenta cantar o mesmo artista por duas horas ininterruptas?? Nem pagando, né??
                    Pois, o Carlinhos do cavaco, tocou inúmeras vezes a "Ave Maria", pedindo baixinho para dupla de convidados irem embora e o chato do Leozinho parar de pedir cerveja na conta alheia. 

27 de mar. de 2012

Jornal de vizinho

                 Ricardinho adora uma leitura pode ser uma boa revista, um livro da moda ou um jornal do dia. Bah!! Um jornal fresquinho é com ELE mesmo. E se for de graça então?  Nem se fala. Pois, o moço, pagodeiro de quatro pandeiros, começava sua semana de samba na quinta-feira. Direto até domingo. Nas sextas-feiras  e nos sábados voltava para casa ao nascer do dia, com um pãozinho debaixo do braço e cheio de geladas na cabeça.
                    Pois, numa destas noitadas de final de semana, o Ricardinho “bem turbinadinho”  ao chegar em casa avistou o jornal do vizinho na porta. Acho que, não comentei sobre isso - O moço não gostava muito de gastar nas tais leituras . Respirou fundo e passou a mão no jornal do vizinho, o mais rabugento do prédio, diga-se de passagem. Como era muito cedo (6h da manhã) o cara de pau, nem titubeou. Passou a mão no jornal do vizinho assinante.
                 Entrou no seu apartamento, tomou um cafezinho e foi deitar-se. O sono demorou algo mais de uma hora. A campanhia tocou forte. O Ricardinho nem moveu-se da cama, abriu um olho e o outro manteve fechado. Lá pelas 8h, novos toques na campanhia. Era o vizinho. Às 9h30min, mais toques e desta vez, insistentes e furiosos. Resolveu atender e abrir a porta. Cheio de sono, bafo de cerveja, de cuecas samba canção e cara de poucos amigos.
                  O vizinho com uma expressão mais furiosa ainda, com cara de poucos amigos foi incisivo: “Não quero nada com o senhor, nem sua amizade, seu sorriso, seu cumprimento APENAS MEU JORNAL  DE VOLTA !!! SE NÃO QUER DEVOLVER PELO MENOS EMPRESTA, PÔ!!! Pois, não é que o vizinho tinha espiado pelo olho mágico o Ricardinho “descuidando” seu jornal??
                Completamente, desconcertado devolveu e evita até hoje reunião de condomínio quando descobre que o seu Anacleto, o aposentado ranzinza está presente. Pelo menos, o Zé Prettin nunca o viu por lá.