29 de ago. de 2016

E o discurso?? Confesso...voz embargada!!!


 
 
Excelentíssimo senhor professor Hamilton de Moura Figueiredo, pró-reitor de Ensino e reitor substituto do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS),  Ilmo senhor professor Gleison Nascimento, Diretor do IFRS – Campus Restinga. Estimada professora Hernanda Tonini, paraninfa, estimados professores homenageados, Neudy Alex Demichel e Cristina Rorig. Estimada servidora homenageada, Maria de Fátima Lopes. Estimados colegas e amigos formandos, demais acadêmicos do GDL, aos familiares e amigos presentes....

Meu cordial boa noite...

Toda a “fala” que encerra um ciclo de conquistas e vitórias costuma iniciar com agradecimento a Deus, ao Criador. Em respeito às diferentes religiões representadas neste ambiente e ao heterogêneo grupo de formandos optei em fazê-lo de forma diferente.

O sambista cantarolou no samba intitulado “Força maior” ...que sua força é a fé que carrega no fundo do peito, quando nada dá pé é amém é axé não tem jeito. No terreiro ELE é Oxalá,  no Oriente ele é Alá. Ninguém sabe explicar essa força maior. ELE sempre estende a mão, não importa a religião. Não tem raça, não tem nação, porque Deus é um só. **** Diante disso, convido os presentes a silenciar por 15 segundos e assim realizarmos juntos, cada um, do seu modo o “seu agradecimento pessoal”. Obrigado...
Prezados....Quando os poetas compuseram a canção “Encontros e partidas” certamente havia uma motivação muito forte como tônica principal. “...Tem gente que vai pra nunca mais ....Tem gente que vem... quer voltar ...Tem gente que vai... quer ficar ...Tem gente que veio só olhar ...Tem gente a sorrir e a chorar... E assim, chegar e partir ... São só dois lados da mesma viagem...”. E assim que sinto este momento.

Resumir num breve discurso toda a força e energia na jornada do Curso pioneiro no Estado que aborda e discute a importância do lazer, em  nossas vidas cotidianas não é uma tarefa fácil. Embora, assegurado como um direito constitucional de todo cidadão brasileiro – o Lazer, e suas variantes e conceitos exigiu e exigirá, cada vez mais, um aprofundamento de pesquisas e de ações práticas.

Partindo de uma fundamentação teórica, passando pelas empolgadas discussões e reflexões em salas de aula, nos intervalos ou nos botecos da vida a construção foi intensa.

O grupo dos 8, carinhosamente identificado por alguns, ilustra muito nosso efetivo exercício de convivência entre pessoas completamente diferentes num mesmo espaço.  Assim registra-se nossas inúmeras vivências, enquanto grupo heterogêneo.

Walter Benjamin afirma que, “uma vivência, algo pelo qual simplesmente passamos ou atravessamos, ou algo que ocorreu, não tem valor nenhum se não puder ser transformada em alguma narrativa que possa ser compartilhada e transmitida ao grupo que pertenço. É a transmissão, é o compartilhar, que transforma a vivência em experiência”.

Enquanto alguns quebravam a cabeça com a tecnologia, outros em poucos minutos resolviam as questões. Em muitos momentos alguns apressavam-se para apresentar seus trabalhos, outros atuavam de bloco e caneta na mão para questionar, levantando discussões, “ligeiramente polêmicas”. Sem dúvida, muitos de nós devem ter sentido cansaço por ouvirem histórias repetidas, semestre após semestre. Entretanto, posso afirmar que outros tantos vibraram com as mesmas histórias. Possivelmente, a maturidade do mais jovem tenha ofuscado a juventude do mais velho. Ou quem sabe até empolgado o mais tímido e por que não freado o mais vibrante??
Em relação à satisfação da convivência represento e ilustro como uma das muitas atividades realizadas ao longo do Curso. Refiro uma trilha na Zona Sul da Cidade, onde devidamente orientados em relação ao nível de risco apresentado, percorremos caminhos desconhecidos e que, ao nos deparar com algum trecho ameaçador não vacilemos em estender a mão (e por que não pedir apoio?), nos apoiar no parceiro e buscar ajuda para prosseguirmos. Independente dos humores, da cor da pele, do gênero e de tudo mais. A simbologia exata de como foi nossa caminhada até aqui. E como deve ser o enfrentamento ao mundo acelerado e as múltiplas facetas da VIDA.
Com o diploma na mão e o devido registro profissional nossa colocação no mercado de trabalho estará garantida?? De forma alguma. O investimento deve ser ampliado como mostra o Mundo à  nossa volta.
Nossos docentes, nossas discussões e descobertas nos levaram às prateleiras da Biblioteca, aos núcleos de investigação acadêmica, às fontes de pesquisa virtual, às discussões coletivas em Congressos e Seminários. Tudo isto foi fácil?? Nada.
Nesta etapa mais avançada da fala, onde cabem os agradecimentos gostaria de iniciar destacando o agradecimento à Reitoria do IFRS que tão prontamente sinaliza e acolhe nossas demandas institucionais. Num outro momento, ao Diretor Geral do Campus Restinga, professor Gleison que não mediu esforços para ir ao encontro dos acadêmicos, seja via email, ou nas salas de aula e corredores. Mantendo efetivamente a porta aberta de sua sala.
Aos servidores do IFRS, representados pela colega Maria de Fátima queria expressar nossa gratidão aos demais colegas servidores e trabalhadores em educação. Dos vigilantes atentos que, logo cedo nos acolhiam com um “bom dia”, aos responsáveis pela higiene e limpeza dos espaços da Instituição; aos servidores da Biblioteca, por encontrarmos as obras e os livros no lugar certo; àqueles que nos prestaram orientações e informações nas áreas administrativas; aos responsáveis pela manutenção dos equipamentos e computadores.
Aos colegas acadêmicos que nos prestigiam e darão continuidade aos nossos estudos sobre Desporto e Lazer.
Aos professores homenageados, professor Neudi e professora Cristina para que possam transmitir nossa gratidão aos demais docentes pela dedicação e envolvimento com NOSSO SABER.

À professora Hernanda, atual coordenadora do GDL, que contribuiu desde a implantação do curso até os dias de hoje.  (convido o colega JUAREZ para entregar um “mimo”)

À professora Cintia Stochero...Aretê.... Obrigado por dividir teus sonhos, pelos conhecimentos compartilhados, pelo brilho nos olhos, pela idealização e realização do GDL.  (convido o colega Renata para entregar um “mimo”)

Aos familiares dos colegas formandos: à dona Ceres por fortalecer a retaguarda do Juarez, cedendo muitas vezes doses de estímulo e algumas peças de roupa (boina vermelha na visita técnica ao CETE); à Aninha por apoiar e contribuir com os conhecimentos de informática da vovó Rejane; à “Rô” por ceder seus livros de pedagogia, seu computador ao Alexandre; ao Marcelinho, por apoiar constantemente e enfrentar de forma heroica a TPM da Renata (coisas que todas as mulheres atravessam); ao João pelo apoio à Jaque, oferecendo o ombro sempre que foi necessário; aos familiares do Roberto, que pela discrição, porém pela disciplina e entusiasmo colaboraram muito, mesmo com suas identidades preservadas; à Vanessa e aos manos e manas do Thiago por significarem apoio e  motivação para a conclusão do curso; à Patrícia e as gurias pelas caronas à Restinga, ao chá quente das madrugadas, à parceria e torcida de todas as horas. Muito obrigado a todos. 

Aos aguerridos moradores da Restinga que, há alguns anos percorrendo órgãos públicos, numa caminhada de porta a porta, acreditando no sonho de oportunizar seus filhos, netos, familiares e cidadãos de todos os locais, um espaço de excelência acadêmica como é o IFRS/Restinga. O sonho de trazer para a Comunidade da Restinga o Ensino Superior de altíssimo nível, público e gratuito (Políticas públicas de educação) transformando-se em realidade. Se tudo isto que vivemos, neste dia especial, foi possível pelo esforço desta gente!! Nosso muito obrigado.
Enquanto aguardava ansioso o momento da “fala”, segurava na mão, minha identidade estudantil para simbolizar que por onde andar, carregarei meu crachá e minhas melhores recordações nestes últimos anos que marcaram meu retorno à vida acadêmica.
Outrora um bom discurso entusiasmado serviu para as pessoas se unirem e se ajudarem. Porém, o tempo atual é diferente e requer atitudes concretas e resultados para que as pessoas se entusiasmem novamente. É assim. Bem simples.
Por fim convido a todos, a aplaudir de forma entusiasmada o povo da Restinga (o acadêmico Luiz Ventura e seus companheiros de lutas sociais e comunitárias) e todos aqueles que acreditaram na transformação do Brasil através de novas e desafiantes Políticas Públicas de Educação. Embora jovem ainda, porém MUITO PROMISSORA como solução para alcançar um País mais justo e mais igual.
Boa noite a todos....

Trilha sonora para a vida ou para a Colação de grau?? Eis a questão ...



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          Definir a música que irá compor a trilha sonora pessoal na cerimônia de Colação de grau poderá ser mais difícil do que a escolha do tema ou o orientador do TCC. Inicialmente, buscamos escapar daqueles hits que tocam em todas as formaturas. As tais "canções chavões".
            Particularmente, acho pouco inspirador não aprofundar a pesquisa. A oferta de composições e músicas é tão grande que,  considero "preguiça" não vasculhar o expressivo e valoroso repertório disponível. É mais ou menos, como um dj repetir músicas em festa. NÃO!!! Tem muita coisa por aí.
           Destaco alguns critérios que julgo ser importante na referida escolha. Por exemplo:- a letra da música e seu significado para o formando e não para quem assiste a solenidade (se conseguirmos as duas coisas melhor!!); a melodia - precisa ser agradável ou impactante (dependendo da vontade do formando!); estar afinada com o contexto do Curso e com suas vivências pessoais; expressar algum recado à platéia ou reforçar algum ponto de vista pessoal.
            Não esquecer as coisas de praxe (mídia correta, ponto da música a ser executado, entre outras coisas). Considero fundamental conferir com a produção do evento, se a música tocará no ponto certo. Tal ação pode evitar muitas frustrações em relação a este "pedaço" da formatura.
             Quando parti para a escolha da minha música confesso que, ouvi muita coisa. Todas elas, brasileiras. Não abro mão de entender o que estarei ouvindo. Como tenho limitações em idiomas como o ingles, por exemplo, invisto nas "brasileirinhas". Depois de um mergulho no mundo do samba, encontrei um clássico de Wilson Batista (letra) e José Batista (melodia) intitulado "Meu mundo é hoje", composto no ano de 1963 (nem era nascido, ainda).
            Embora muitos não conseguiram ouvir, acredito que tenha feito uma boa escolha sob todos os aspectos. A letra é forte ..."Eu sou assim, quem quiser gostar de mim...Tenho pena daqueles, que agacham  até o chão. Porque sei que além de flores, nada mais vai no caixão...". E a interpretação??Impecável, na voz da Teresa Cristina e Grupo Semente do Samba.,Todo o cuidado é pouco, afinal não nos graduamos a todo momento e a situação comemorativa poderá ser única.
Querem ouvir?? Por favor....

https://www.youtube.com/watch?v=Kasz2aeY-PI

Quem foi Wilson Batista de Oliveira no mundo do samba?? Compositor carioca, nascido em Campos/RJ no dia 03/07/1913 e falecido em 07/07/1968 autores de muitos sambas conhecidos e interpretados por sambistas renomados.  Era um contumaz vendedor de sambas e não tocava nenhum instrumento, embora fosse afinado, a não ser sua caixinha-de-fósforos. Foi casado e tornou-se pai de dois filhos, embora a vida boêmia o levasse a ficar até três dias sem aparecer em casa, para desespero da esposa. Foi morador da Ilha de Paquetá e costumava chamar a todos de "Major", fazendo o pedido de costume: "Tem um dinheirinho aí pro Cabo Wilson? ". 

fonte:  http://dicionariompb.com.br/wilson-batista/biografia

25 de ago. de 2016

Minha vida um pouco mais rara...né, meu amor??




                 Faltam poucas horas para "colar grau" no Curso Tecnólogico de Gestão Desportiva e de Lazer. Nunca ouviu falar nada sobre o tema?? Acompanhou as Olímpiadas? A Copa do Mundo? Foi em algum Parque público no final de semana? Aprecias alguma atividade de lazer e aventura? Ou um bom livro? Ou um cinema? Teatro? Caminhadas ao ar livre? Ou qualquer outra atividade que faça, por alguns instantes, seu rigor profissional?
                Saibas que LAZER não é luxo. É, sim DIREITO CONSTITUCIONAL do brasileiro. Aprofundei meus estudos sobre o assunto nos últimos três anos participando da PRIMEIRA TURMA de GESTORES DESPORTIVOS e DE LAZER, do IFRS/Restinga. Ou melhor, do RS. É pouco?? Nada. Foi difícil, porém muito gratificante. E para minha felicidade e alegria, a Paty Venturela, minha parceira de todas as horas, sempre andou por perto.
                 No dia em que me inscrevi no vestibular, ELA estava comigo. Na festa que antecedeu a prova e  no outro dia, me conduzindo à sala do IFRS para prestar o vestibular, também. Entre um Rogers e um Freud, sempre encontrava espaço para ouvir um pouco dos meus (Marcelino, Ortiz, Bordieu e outros tantos). E nas madrugadas em claro, quando "lascava" caneta a escrever e a estudar para as provas acadêmicas?? Entre um bocejo e outro, acordava para alcançar um café, biscoito ou chá. E quando chegou o TCC?? Não compartilhei, pois a vida moderna de muita gente aposta em caminhadas isoladas. Quis assistir a apresentação. Não permiti, pois ficaria nervoso com a presença da moça. Os momentos de tensão passaram e junto chegava 20 minutos depois da apresentação uma ligação do seu celular. Era ELA, preocupada com minha performance diante dos avaliadores. Agora na parte melhor - o dia da Colação de grau - preocupou-se com a roupa, o arranjo do bolo na comemoração, a lista de convidados, seu vestido, a roupa das crianças, o discurso do orador, etc. Tudo para que não houvesse nenhuma frustração em relação a um momento especial de titulação.
                Diante disso, o que poderia dizer sobre esta moça: "Patricia, há muito tempo tu fazes MINHA VIDA FICAR MAIS RARA. Você me dá sorte na vida." Te amo.
Beijo grande,
 
 
 
 

22 de ago. de 2016

Café - Bebida nacional...Aqui ou em Dubai, Carlinhos Presidente??


                                          Carlinhos Presidente no meio das feras do novo trabalho

            Outro dia, fui tomar um café no Bonfim, requintado bairro de Porto Alegre, com meu amigos Carlos Bernardes, ou Carlinhos Presidente. O cara tinha retornado do Rio de Janeiro de onde havia passado alguns dias "lapidando" seu mais recente trabalho fonográfico a ser lançado nos próximos meses em rede nacional.
            Com a irreverência de sempre, o sambista foi narrando o prazer de ter gravado seu trabalho sob o comando do lendário Milton Manhaes, ao lado de craques como Márcio Hulk, Márcio Vanderlei, Esguleba, Paulão, Dirceu Leite e muito mais. Vem coisa muito boa por aí...
             Aproveitei a oportunidade para pedir-lhe um disco "promo" para sortear entre meus amigos durante a comemoração de formatura. Como SEMPRE acontece, o sujeito me respondeu: "Quantos tu queres??" Não abusei pedi apenas um. Com o cd na mão ainda ouvi o comentário afetuoso: "Edinho - gosto de quem gosta das minhas coisas e de mim. És um incentivador do meu trabalho e reconheço muito isto".
              Em forma de agradecimento pela delicadeza do gesto, resolvi pagar o café que tomamos. Pedi a conta e puxei "algumas moedas graúdas". Para nossa surpresa, a balconista disse a meu amigo que ELE havia "pendurado" alguns cafés no ano passado. O Carlinhos lembrava e concordou em pagar. Perguntou qual era o valor da dívida?? De forma rápida, ELA respondeu: "Além dos cafés tinham dois pães de queijo pequenos e a soma total daria R$25,00." CHOQUE TOTAL. Como dizem os antigos: "Bom cabrito não berra. Imagem animal de raça??".
                Pagamos e combinamos duas coisas: a primeira - não voltaríamos no Café que nos vendeu produto nacional a preços de Montevideo ou Buenos Aires; e a segunda coisa é que quando o disco ficar pronto, terei direito a um autografado e dois lugares na primeira fila do show de lançamento do disco a ser realizado num teatro em Porto Alegre. Putz!!! Lava-jato NELES.
Abração,
 
Edinho
 

19 de ago. de 2016

Dá-lhe Doutor Lúcio...A gente pode?? Claro, é só chegar mais perto da prateleira dos livros, né mesmo??



                  Foi numa festa sindical e social no Bar Opinião que, marcava o encontro de novos e reencontro de velhos amigos que fui apresentado ao Lúcio Antônio Machado Almeida, marido de uma colega de trabalho e companheira de atividades sindicais. Num espaço de música alta, de bebidas geladas e pouco tempo para conversas mais profundas ainda achávamos "brechas" para uma ligeira troca de idéias, entre um balde e outro de cervejas geladas. Companhia boa e papo bom. Nossas mulheres e outros amigos já preparavam a saída do lugar e nós, eu e o DOUTOR Lúcio, nem ligávamos para o relógio. Assim começava uma relação de afeto, parceria e admiração pelo trabalho de cada um de nós. Em nosso papo, em meio a goles, rolava de tudo: paixão clubística, literatura, música, resiliência, antropologia, receita de churrasco, justiça social, oportunidades e tolerância. Era muito assunto para pouco tempo.
                  Nos encontramos em outras oportunidades e sempre com o mesmo entusiasmo. Como se fôssemos velhos conhecidos. Num belo dia ao abrir um jornal de publicação local visualizei uma bela matéria sobre a trajetória vitoriosa do meu parceiro advogado e professor universitário. História muito bonita de um menino pobre de 13 anos que abandona a escola para trabalhar e ajudar no sustento da família. Filho de pescador e de uma doméstica, natural de Rio Grande, no sul do RS. Com uma infância marcada por ousadia e coragem para buscar seus sonhos na fase adulta. E as brincadeiras e brinquedos de infância? Buscava-os catando e vendendo latas de alumínio, vidros e ferro velho. Fez isso dos 8 aos 12 anos. Um ano mais tarde, a pedido do pai, empregou-se como empacotador de supermercado abandonando os estudos. Não os sonhos. Triste, tinha certeza de que um dia retomaria a busca de seus sonhos através dos livros.
                    Em busca de novas oportunidades, Lúcio migrou para Capital em busca de novas oportunidades. Fez de tudo. Da venda de lanches em bares populares, sorvetes pelas ruas e até a tarefa de vendedor ambulante. A oportunidade de trabalho como pedreiro na obra de uma escola numa vila periférica de Porto Alegre reavivou suas esperanças em resgatar suas esperanças em buscar através da educação o sucesso na carreira profissional. A biblioteca da escola tinham o papel reconfortante de devolver seus sonhos de menino. Sonhava em ser advogado.
Trabalhando como vigilante no Hospital São Lucas, da PUC/RS, carteira assinada e um pouco mais de dinheiro no bolso conseguiu retornar às salas de aula. Aos 21 anos, concluiu a sétima e a oitava séries pelo ensino supletivo. No ano seguinte, completou o ensino médio, também no supletivo. Em 1994, passou no vestibular de Matemática na Federal (UFRGS). Fez uma meia dúzia de anos do curso e acabou trocando para Filosofia. Não concluiu nenhuma. "Vida segue", como diz o samba do Serginho Meriti. 
                 Em 2001, foi aprovado em um concurso para ser monitor da Fase. Local onde foi possível relembrar parte de sua vida, através do contato com os adolescentes, muitos deles com histórias de vida muito parecidas com a sua. Dois anos depois,  Lúcio começou a investir no seu projeto de ingressar no mundo do Direito. Ingressou na PUC/RS, trabalhando à noite e pela manhã para estudar à tarde.
                Atualmente, atua como professor universitário e assessor legislativo na Câmara Municipal de Porto Alegre. Questionado sobre qual o segredo do sucesso? Responde de forma tranquila: "Não há muitos mistérios. Basta sonhar e tornar realidade seu sonho, através de conhecimento e respeito aos direitos dos teus próximos". Em verdade, embutida na resposta estão valores como a ética, tolerância, respeito às diferenças, inquietação à concentração de rendas, combate efetivo ao preconceito.
             E assim, repassando lições aos filhos, aos alunos, aos amigos e a todos que desejarem apropriar-se da oportunidade de crescimento através da reflexão e do conhecimento. Afinal, este não ocupa espaço. NUNCA.

             E assim prosseguiu na vida, entre códigos, apostilas, livros e mais livros. E hoje, o atualmente,  Doutor Lúcio Almeida, da federal, parou por aí?? Que nada... O cara me convidou para lançamento do seu livro, que acontecerá no dia 31 de agosto, às 19h, Livraria Bamboletras na Cidade Baixa. Nem seu qual o título, mas fala sobre cotas raciais e Rui Barbosa. É pouco?? Eu não acho.
            Reserva meu lugar, hein??
 
                                    Edinho Silva


fonte:  http://zh.clicrbs.com.br/rs/noticia/2015/06/catador-de-latinhas-na-infancia-advogado-esta-prestes-a-virar-doutor-em-direito-4773132.html#

https://www.facebook.com/ProfessorLucioAntonio

30 de jun. de 2016

Nasci sem saber nada e vou morrer sem aprender tudo - Um TCC na minha vida

Minha Banca Examinadora: professores Marzo Vargas e Cristina Goularte (lado direito) e professor orientador Mauro Melo (grande incentivador das minhas construções acadêmicas)
 
                  O mundo acadêmico tem seus segredos e desafios diários. Já pertenci ao grupo de pessoas que afirmam que se ficarmos presos ao mundo teórico, não atingiremos a plenitude da prática. Será verdade?? Não creio. O ideal, certamente, é o equilíbrio das coisas. Quem ingressa na "Acadimia" sabe que o negócio não é brincadeira!! É Projeto de pesquisa, prova, Seminários, Congressos, leituras diferenciadas, Lattes, power point, artigos, publicação e tudo que podemos pensar em termos de "pedreira". Mas é bacana, afinal se fosse fácil que graça teria??
                Pois, tem o tal TCC...Trabalho de Conclusão de Curso - na reta final. Coisa de tirar o sono. As dúvidas começam quando vamos escolher o tema e o orientador. O primeiro de nossa preferência não agrada o segundo. E vice versa. O orientador tá afinado e o tema é chato. O orientador tá sem tempo e a temática escolhida maravilhosa. Enfim, incerteza por um longo tempo.
Reune artigos, planeja a pesquisa, identifica o problema (que neste caso, necessariamente não precisa ser um problema, conhecido pelo senso comum...kkkk). Depois vem a pesquisa> Quantitativa, qualitativa, exploratória, descritiva e "trocentos" nomes que não lembro. Descobri que minha técnica de pesquisa preferida é o GRUPO FOCAL (roda de conversa e transcrições e interpretações).
               Ontem na madrugada, enquanto repassava os últimos detalhes da apresentação do meu TCC, minha querida parceira, PATY, aproximou-se. Afagou minha cabeça e perguntou novamente se eu ficaria nervoso com a presença dela no evento. Respondi que sim, pois não dominava muito bem o assunto e estava tenso em relação à performance. Ela imediatamente me alcançou sua "medalha da Nossa Senhora das Graças" me desejando sorte. Acordei muito cedo, mesmo dormindo tarde, tomei um café, vesti minha camiseta de São Jeronimo, juntei minhas anotações e parti rumo à Restinga.
                Na hora definida, já com a Banca Examinadora posicionada, a sala foi enchendo de colegas para torcer e prestigiar a apresentação. As mãos suavam friamente, mas a fala fluía. O tempo estava controlado. Minha colega Renata sinalizou da plateia alertando que faltavam 10 minutos. Tempo suficiente para dissertar um pouco mais sobre o "Abandono das práticas esportivas no ambiente escolar".
               Ao final ouvindo atentamente as considerações realizadas pelos professores, membros da Banca Examinadora, professores Marzo Vargas, Mauro Melo e Cristina Goularte, fui relaxando um pouco mais. Após os tradicionais questionamentos, a conversa foi fluindo melhor. Detalhes da pesquisa e coisas do gênero.
               Anunciada a  nota e a respectiva aprovação, a emoção tomou conta da sala. Um pouco de riso, em meio a lágrimas e momentos de puro relaxamento por mais uma etapa ultrapassada. Falta pouco para a graduação estar completa.
               Seguimos o baile. Agora um pouco mais "enfeitiçado" pela busca da aproximação do mundo acadêmico ao mundo empírico. Aproximar a teoria da prática é tudo de bom. Obrigado a todos envolvidos na conquista, às Políticas Públicas do nosso querido Brasil que possibilita a existência de uma Instituição de Ensino Superior numa comunidade periférica de Porto Alegre que ainda não descobriu a riqueza e a excelência encontrada no IFRS/Restinga.
               Confesso...To MUITO FELIZ!!! \0/\0\/\0/\0/\0/\0/ 
 
"Nasci sem saber nada e vou morrer sem saber tudo". Mestre Marçal - sambista carioca

19 de mai. de 2016

E o samba não pára!! Né, mesmo Juliano Barcelos e Puro Asthral??







             Posentão...

             Uma tréguas  nos tempos difíceis de muita turbulência. E se for para celebrarmos com muita cultura e produções autorais de qualidade?? Melhor ainda.
             E se for uma animada roda de samba a pedida? Coisa bem boa...E se neste reencontro convivermos com muitos amigos novos e velhos conhecidos?? Bah, nem me fale. EU particularmente, tenho todas as razões para prestigiar o evento liderado pelo "meu bruxo", compositor e sambista, Juliano Barcelos e seu timaço PURO ASTHRAL, que nesta noite receberá muitos convidados.
             No clássico Memorial do RS, um dos muitos espaços públicos de cultura de nossa Porto Alegre que, possivelmente, por opção de seus habitantes não registra um fluxo significativo de pessoas. O o encontro intitulado "Nosso samba, nossa raiz", traz no seu programa composições autorais inéditas e alguns clássicos do samba.
            Tem dúvida se o programa é de valor?? EU GARANTO..."jóia de penhor da CEF".
            Eu vou e queria muito que os amigos do Armazém fossem também para a roda de samba ficar mais encorpada. Vamos??

Edinho Silva