12 de set. de 2016

Quem canta; seus males espanta...né mesmo, Jamelão??

                            imagem extraída de http://www.sambariocarnaval.com/index.php?sambando=rixxa24

                A máxima "Quem canta, seus males espanta..." é prá lá de verdadeira. Funciona mesmo. Tenho amigos que cantam em corais, no chuveiro, nos palcos, nas praças, em rodas de samba, em cultos, karaokês, pelo mundo afora.
                Começo a postagem falando em cantoria por que, meu parceiro Zeca do Surdo me fez uma pergunta e EU soube responder. Por favor, me socorram: "Por que os principais intérpretes das escolas de Samba de Porto Alegre participam dos festivais de samba enredos das concorrentes?? Tentei argumentar dizendo o que ouvi outro dia de um amigo carnavalesco próximo à realidade há muito tempo. Respondi: "Meu amigo Zeca - segundo, ouvi dizer quando isto ocorre os intérpretes acabam realizando um intercâmbio". Ou seja, quando o principal da Restinga, da Imperatriz e dos Imperadores cantam no Festival dos Bambas todos ganham. A Comunidade azul e branco, o público e os sambas que são interpretados por verdadeiros coletivos de puxadores - respondi. O cara me devolveu a indagação: "E se o principal da Escola B, estiver na Comissão Julgadora e tiver que escolher entre outros dois bons, ou quem sabe melhores que ELE próprio??" Respondi, sem pensar muito: "Quem vence é a Comunidade da Escola que ouvirá seu samba enredo para o ano seguinte interpretado por um grupo formado, em alguns casos, pelos melhores." E o Zeca do Surdo, sempre polêmico, me devolveu: "Mesmo que, o que estava escolhendo não esteja entre os melhores??"
             Putz...estava difícil a conversa, que começou descontraída. Estava me complicando nas respostas. O Zeca insistia: "Edinho, você consegue imaginar um puxador que beija o estandarte de uma escola vermelho e branco durante todo o ano e no Festival de Samba enredo, começar o samba cantando...Alô, minha AZUL e BRANCO do coração...Agora quero ouvir, meu povo cantando junto comigo...". Putz!! Enrolei os pés para responder.
              Já tentando desviar o assunto, pedi mais uma cerveja, quando o cara "socou" mais uma indagação: "E os novos intérpretes, quando terão a chance de mostrar sua técnica?? Os mais antigos e tradicionais intérpretes não abrem espaços...Estou errado, mermão??" perguntou com seu carioques cheio de chiados. Segundo ELE, aparentemente TODOS estão felizes, mas na real os novos não entram e os melhores não se preservam como "cereja do bolo".
              Buscando encaminhar a discussão para outras reflexões, perguntei: "Tá bom ZECA, tu és sabido, né?? Responda rápido - Como proceder nos casos em que, os presidentes e suas diretorias manterem seus desejos de ter os melhores puxadores das escolas concorrentes nos seus festivais??". O carioca, sem pensar muito, devolveu na lata: "Bem simples, gaúcho. Paga cache para os caras apresentar um show de sambas enredos...momentos antes de serem anunciados os vencedores e IMPEDE que participem do Festival. Por exemplo, no Festival de Samba Enredo da Escola da Restinga, o show da final seria de algum outro intérprete de uma outra escola. Na casa dos Bambas, cantam no show principal a harmonia da Imperatriz. E assim por diante. Estrela no lugar de estrela."
             Mesmo não sendo carnavalesco e respeitando todas as ações que envolvam a Cultura Popular confesso, que meu amigo provocou reflexões sobre o tema. Afinal, "os melhores ocupariam um espaço de reconhecimento, sem as disputas silencionsas e os novatos ganhariam oportunidades de serem conhecidos.
              Posentão...com a palavra, "quem milita no meio..."!!!

Edinho Silva








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5 de set. de 2016

Suicidio é brinquedo?? Claro que não. Vamos "amarelar" a vida...




       Embora o tema não seja abordado com a importância que merece, o suicídio pode ser considerado como um grande problema a ser enfrentado. O mundo contemporâneo, suas relações, suas tecnologias, o comportamento humano, suas doenças (embora antigas, porém cada vez mais modernas), entre elas, a depressão podem representar uma das muitas causas deste mal.
        A depressão conceituada como um distúrbio afetivo que acompanha a Humanidade ao longo de sua história, apresenta no sentido patológico, uma presença de tristeza, pessimismo, baixa autoestima frequente, entre outras coisas, aponta uma necessidade extrema de acompanhamento tanto para o diagnóstico quanto para o tratamento adequado.
       Em relação ao índice de suicídios, o Brasil apresenta dados preocupantes. Embora ocupe o décimo segundo lugar na lista de países latino-americanos com mais mortes neste segmento, um dado alarmante aponta uma incidência significativa na faixa dos 15 a 29 anos. Verifica-se um número de 6,9 casos para cada 100 mil habitantes.     Outro dado alarmante é a alta incidência de mortes entre as mulheres. Segundo,  Alexandra Fleischmann, especialista da OMS e pesquisadora do tema, "Para a faixa etária de 15 a 29 anos, apenas acidentes de trânsito matam mais. E se você analisar as diferenças de gênero, o suicídio é a causa primária de mortes para mulheres neste grupo". De acordo com a OMS, 800 mil pessoas cometem suicídio todos os anos. E para cada caso fatal há pelo menos outras 20 tentativas fracassadas.
         O isolamento, depressão e rejeição entre as pessoas é considerado ingredientes básicos que "podem empurrar" os indivíduos para ações mais drásticas em relação à vida. Sentir-se rejeitado é algo doloroso e difícil de aceitar, mas mais comum do que imaginamos.  Muitas vezes, para não sermos rejeitados, traímos a nós mesmos. Fazemos determinadas coisas para conseguirmos a aceitação dos demais, quando por dentro queríamos agir de forma totalmente diferente.
         No Brasil, o CVV — Centro de Valorização da Vida, fundado em São Paulo em 1962, reúne grupos de voluntários espalhados pelo País que presta serviço gratuito de apoio emocional e prevenção do suicídio para todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo. Por que sei ou me interesso por estas questões?? Simples. O assunto é sério demais e requer um esforço coletivo de combate e esclarecimento. Acrescento que, na minha casa, mora uma pesquisadora, acadêmica de Psicologia e estudiosa do assunto com trabalhos publicados sobre o tema.
         No mês de setembro acontece a Campanha Nacional de Prevenção ao Suícidio - Setembro amarelo. Vamos amarelar o Brasil e colaborar da forma que podemos??
          Eu vou....
 

Em tempo: Como chegar no CVV??  Esses contatos são feitos pelo telefone 141 (24 horas), pessoalmente (nos 72 postos de atendimento) ou pelo site www.cvv.org.br via chat, VoIP (Skype) e e-mail. Em Porto Alegre, iniciamos o atendimento pelo telefone 188, primeiro número sem custo de ligação para prevenção do suicídio que, neste primeiro momento só funciona no estado do Rio Grande do Sul, onde o 188 é operado pelo CVV em fase de teste para ampliação a todo território nacional.

 
http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/09/150922_suicidio_jovens_fd?SThisFB

http://www.cvv.org.br/cvv.php

http://www.setembroamarelo.org.br/



29 de ago. de 2016

E o discurso?? Confesso...voz embargada!!!


 
 
Excelentíssimo senhor professor Hamilton de Moura Figueiredo, pró-reitor de Ensino e reitor substituto do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS),  Ilmo senhor professor Gleison Nascimento, Diretor do IFRS – Campus Restinga. Estimada professora Hernanda Tonini, paraninfa, estimados professores homenageados, Neudy Alex Demichel e Cristina Rorig. Estimada servidora homenageada, Maria de Fátima Lopes. Estimados colegas e amigos formandos, demais acadêmicos do GDL, aos familiares e amigos presentes....

Meu cordial boa noite...

Toda a “fala” que encerra um ciclo de conquistas e vitórias costuma iniciar com agradecimento a Deus, ao Criador. Em respeito às diferentes religiões representadas neste ambiente e ao heterogêneo grupo de formandos optei em fazê-lo de forma diferente.

O sambista cantarolou no samba intitulado “Força maior” ...que sua força é a fé que carrega no fundo do peito, quando nada dá pé é amém é axé não tem jeito. No terreiro ELE é Oxalá,  no Oriente ele é Alá. Ninguém sabe explicar essa força maior. ELE sempre estende a mão, não importa a religião. Não tem raça, não tem nação, porque Deus é um só. **** Diante disso, convido os presentes a silenciar por 15 segundos e assim realizarmos juntos, cada um, do seu modo o “seu agradecimento pessoal”. Obrigado...
Prezados....Quando os poetas compuseram a canção “Encontros e partidas” certamente havia uma motivação muito forte como tônica principal. “...Tem gente que vai pra nunca mais ....Tem gente que vem... quer voltar ...Tem gente que vai... quer ficar ...Tem gente que veio só olhar ...Tem gente a sorrir e a chorar... E assim, chegar e partir ... São só dois lados da mesma viagem...”. E assim que sinto este momento.

Resumir num breve discurso toda a força e energia na jornada do Curso pioneiro no Estado que aborda e discute a importância do lazer, em  nossas vidas cotidianas não é uma tarefa fácil. Embora, assegurado como um direito constitucional de todo cidadão brasileiro – o Lazer, e suas variantes e conceitos exigiu e exigirá, cada vez mais, um aprofundamento de pesquisas e de ações práticas.

Partindo de uma fundamentação teórica, passando pelas empolgadas discussões e reflexões em salas de aula, nos intervalos ou nos botecos da vida a construção foi intensa.

O grupo dos 8, carinhosamente identificado por alguns, ilustra muito nosso efetivo exercício de convivência entre pessoas completamente diferentes num mesmo espaço.  Assim registra-se nossas inúmeras vivências, enquanto grupo heterogêneo.

Walter Benjamin afirma que, “uma vivência, algo pelo qual simplesmente passamos ou atravessamos, ou algo que ocorreu, não tem valor nenhum se não puder ser transformada em alguma narrativa que possa ser compartilhada e transmitida ao grupo que pertenço. É a transmissão, é o compartilhar, que transforma a vivência em experiência”.

Enquanto alguns quebravam a cabeça com a tecnologia, outros em poucos minutos resolviam as questões. Em muitos momentos alguns apressavam-se para apresentar seus trabalhos, outros atuavam de bloco e caneta na mão para questionar, levantando discussões, “ligeiramente polêmicas”. Sem dúvida, muitos de nós devem ter sentido cansaço por ouvirem histórias repetidas, semestre após semestre. Entretanto, posso afirmar que outros tantos vibraram com as mesmas histórias. Possivelmente, a maturidade do mais jovem tenha ofuscado a juventude do mais velho. Ou quem sabe até empolgado o mais tímido e por que não freado o mais vibrante??
Em relação à satisfação da convivência represento e ilustro como uma das muitas atividades realizadas ao longo do Curso. Refiro uma trilha na Zona Sul da Cidade, onde devidamente orientados em relação ao nível de risco apresentado, percorremos caminhos desconhecidos e que, ao nos deparar com algum trecho ameaçador não vacilemos em estender a mão (e por que não pedir apoio?), nos apoiar no parceiro e buscar ajuda para prosseguirmos. Independente dos humores, da cor da pele, do gênero e de tudo mais. A simbologia exata de como foi nossa caminhada até aqui. E como deve ser o enfrentamento ao mundo acelerado e as múltiplas facetas da VIDA.
Com o diploma na mão e o devido registro profissional nossa colocação no mercado de trabalho estará garantida?? De forma alguma. O investimento deve ser ampliado como mostra o Mundo à  nossa volta.
Nossos docentes, nossas discussões e descobertas nos levaram às prateleiras da Biblioteca, aos núcleos de investigação acadêmica, às fontes de pesquisa virtual, às discussões coletivas em Congressos e Seminários. Tudo isto foi fácil?? Nada.
Nesta etapa mais avançada da fala, onde cabem os agradecimentos gostaria de iniciar destacando o agradecimento à Reitoria do IFRS que tão prontamente sinaliza e acolhe nossas demandas institucionais. Num outro momento, ao Diretor Geral do Campus Restinga, professor Gleison que não mediu esforços para ir ao encontro dos acadêmicos, seja via email, ou nas salas de aula e corredores. Mantendo efetivamente a porta aberta de sua sala.
Aos servidores do IFRS, representados pela colega Maria de Fátima queria expressar nossa gratidão aos demais colegas servidores e trabalhadores em educação. Dos vigilantes atentos que, logo cedo nos acolhiam com um “bom dia”, aos responsáveis pela higiene e limpeza dos espaços da Instituição; aos servidores da Biblioteca, por encontrarmos as obras e os livros no lugar certo; àqueles que nos prestaram orientações e informações nas áreas administrativas; aos responsáveis pela manutenção dos equipamentos e computadores.
Aos colegas acadêmicos que nos prestigiam e darão continuidade aos nossos estudos sobre Desporto e Lazer.
Aos professores homenageados, professor Neudi e professora Cristina para que possam transmitir nossa gratidão aos demais docentes pela dedicação e envolvimento com NOSSO SABER.

À professora Hernanda, atual coordenadora do GDL, que contribuiu desde a implantação do curso até os dias de hoje.  (convido o colega JUAREZ para entregar um “mimo”)

À professora Cintia Stochero...Aretê.... Obrigado por dividir teus sonhos, pelos conhecimentos compartilhados, pelo brilho nos olhos, pela idealização e realização do GDL.  (convido o colega Renata para entregar um “mimo”)

Aos familiares dos colegas formandos: à dona Ceres por fortalecer a retaguarda do Juarez, cedendo muitas vezes doses de estímulo e algumas peças de roupa (boina vermelha na visita técnica ao CETE); à Aninha por apoiar e contribuir com os conhecimentos de informática da vovó Rejane; à “Rô” por ceder seus livros de pedagogia, seu computador ao Alexandre; ao Marcelinho, por apoiar constantemente e enfrentar de forma heroica a TPM da Renata (coisas que todas as mulheres atravessam); ao João pelo apoio à Jaque, oferecendo o ombro sempre que foi necessário; aos familiares do Roberto, que pela discrição, porém pela disciplina e entusiasmo colaboraram muito, mesmo com suas identidades preservadas; à Vanessa e aos manos e manas do Thiago por significarem apoio e  motivação para a conclusão do curso; à Patrícia e as gurias pelas caronas à Restinga, ao chá quente das madrugadas, à parceria e torcida de todas as horas. Muito obrigado a todos. 

Aos aguerridos moradores da Restinga que, há alguns anos percorrendo órgãos públicos, numa caminhada de porta a porta, acreditando no sonho de oportunizar seus filhos, netos, familiares e cidadãos de todos os locais, um espaço de excelência acadêmica como é o IFRS/Restinga. O sonho de trazer para a Comunidade da Restinga o Ensino Superior de altíssimo nível, público e gratuito (Políticas públicas de educação) transformando-se em realidade. Se tudo isto que vivemos, neste dia especial, foi possível pelo esforço desta gente!! Nosso muito obrigado.
Enquanto aguardava ansioso o momento da “fala”, segurava na mão, minha identidade estudantil para simbolizar que por onde andar, carregarei meu crachá e minhas melhores recordações nestes últimos anos que marcaram meu retorno à vida acadêmica.
Outrora um bom discurso entusiasmado serviu para as pessoas se unirem e se ajudarem. Porém, o tempo atual é diferente e requer atitudes concretas e resultados para que as pessoas se entusiasmem novamente. É assim. Bem simples.
Por fim convido a todos, a aplaudir de forma entusiasmada o povo da Restinga (o acadêmico Luiz Ventura e seus companheiros de lutas sociais e comunitárias) e todos aqueles que acreditaram na transformação do Brasil através de novas e desafiantes Políticas Públicas de Educação. Embora jovem ainda, porém MUITO PROMISSORA como solução para alcançar um País mais justo e mais igual.
Boa noite a todos....

Trilha sonora para a vida ou para a Colação de grau?? Eis a questão ...



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          Definir a música que irá compor a trilha sonora pessoal na cerimônia de Colação de grau poderá ser mais difícil do que a escolha do tema ou o orientador do TCC. Inicialmente, buscamos escapar daqueles hits que tocam em todas as formaturas. As tais "canções chavões".
            Particularmente, acho pouco inspirador não aprofundar a pesquisa. A oferta de composições e músicas é tão grande que,  considero "preguiça" não vasculhar o expressivo e valoroso repertório disponível. É mais ou menos, como um dj repetir músicas em festa. NÃO!!! Tem muita coisa por aí.
           Destaco alguns critérios que julgo ser importante na referida escolha. Por exemplo:- a letra da música e seu significado para o formando e não para quem assiste a solenidade (se conseguirmos as duas coisas melhor!!); a melodia - precisa ser agradável ou impactante (dependendo da vontade do formando!); estar afinada com o contexto do Curso e com suas vivências pessoais; expressar algum recado à platéia ou reforçar algum ponto de vista pessoal.
            Não esquecer as coisas de praxe (mídia correta, ponto da música a ser executado, entre outras coisas). Considero fundamental conferir com a produção do evento, se a música tocará no ponto certo. Tal ação pode evitar muitas frustrações em relação a este "pedaço" da formatura.
             Quando parti para a escolha da minha música confesso que, ouvi muita coisa. Todas elas, brasileiras. Não abro mão de entender o que estarei ouvindo. Como tenho limitações em idiomas como o ingles, por exemplo, invisto nas "brasileirinhas". Depois de um mergulho no mundo do samba, encontrei um clássico de Wilson Batista (letra) e José Batista (melodia) intitulado "Meu mundo é hoje", composto no ano de 1963 (nem era nascido, ainda).
            Embora muitos não conseguiram ouvir, acredito que tenha feito uma boa escolha sob todos os aspectos. A letra é forte ..."Eu sou assim, quem quiser gostar de mim...Tenho pena daqueles, que agacham  até o chão. Porque sei que além de flores, nada mais vai no caixão...". E a interpretação??Impecável, na voz da Teresa Cristina e Grupo Semente do Samba.,Todo o cuidado é pouco, afinal não nos graduamos a todo momento e a situação comemorativa poderá ser única.
Querem ouvir?? Por favor....

https://www.youtube.com/watch?v=Kasz2aeY-PI

Quem foi Wilson Batista de Oliveira no mundo do samba?? Compositor carioca, nascido em Campos/RJ no dia 03/07/1913 e falecido em 07/07/1968 autores de muitos sambas conhecidos e interpretados por sambistas renomados.  Era um contumaz vendedor de sambas e não tocava nenhum instrumento, embora fosse afinado, a não ser sua caixinha-de-fósforos. Foi casado e tornou-se pai de dois filhos, embora a vida boêmia o levasse a ficar até três dias sem aparecer em casa, para desespero da esposa. Foi morador da Ilha de Paquetá e costumava chamar a todos de "Major", fazendo o pedido de costume: "Tem um dinheirinho aí pro Cabo Wilson? ". 

fonte:  http://dicionariompb.com.br/wilson-batista/biografia

25 de ago. de 2016

Minha vida um pouco mais rara...né, meu amor??




                 Faltam poucas horas para "colar grau" no Curso Tecnólogico de Gestão Desportiva e de Lazer. Nunca ouviu falar nada sobre o tema?? Acompanhou as Olímpiadas? A Copa do Mundo? Foi em algum Parque público no final de semana? Aprecias alguma atividade de lazer e aventura? Ou um bom livro? Ou um cinema? Teatro? Caminhadas ao ar livre? Ou qualquer outra atividade que faça, por alguns instantes, seu rigor profissional?
                Saibas que LAZER não é luxo. É, sim DIREITO CONSTITUCIONAL do brasileiro. Aprofundei meus estudos sobre o assunto nos últimos três anos participando da PRIMEIRA TURMA de GESTORES DESPORTIVOS e DE LAZER, do IFRS/Restinga. Ou melhor, do RS. É pouco?? Nada. Foi difícil, porém muito gratificante. E para minha felicidade e alegria, a Paty Venturela, minha parceira de todas as horas, sempre andou por perto.
                 No dia em que me inscrevi no vestibular, ELA estava comigo. Na festa que antecedeu a prova e  no outro dia, me conduzindo à sala do IFRS para prestar o vestibular, também. Entre um Rogers e um Freud, sempre encontrava espaço para ouvir um pouco dos meus (Marcelino, Ortiz, Bordieu e outros tantos). E nas madrugadas em claro, quando "lascava" caneta a escrever e a estudar para as provas acadêmicas?? Entre um bocejo e outro, acordava para alcançar um café, biscoito ou chá. E quando chegou o TCC?? Não compartilhei, pois a vida moderna de muita gente aposta em caminhadas isoladas. Quis assistir a apresentação. Não permiti, pois ficaria nervoso com a presença da moça. Os momentos de tensão passaram e junto chegava 20 minutos depois da apresentação uma ligação do seu celular. Era ELA, preocupada com minha performance diante dos avaliadores. Agora na parte melhor - o dia da Colação de grau - preocupou-se com a roupa, o arranjo do bolo na comemoração, a lista de convidados, seu vestido, a roupa das crianças, o discurso do orador, etc. Tudo para que não houvesse nenhuma frustração em relação a um momento especial de titulação.
                Diante disso, o que poderia dizer sobre esta moça: "Patricia, há muito tempo tu fazes MINHA VIDA FICAR MAIS RARA. Você me dá sorte na vida." Te amo.
Beijo grande,
 
 
 
 

22 de ago. de 2016

Café - Bebida nacional...Aqui ou em Dubai, Carlinhos Presidente??


                                          Carlinhos Presidente no meio das feras do novo trabalho

            Outro dia, fui tomar um café no Bonfim, requintado bairro de Porto Alegre, com meu amigos Carlos Bernardes, ou Carlinhos Presidente. O cara tinha retornado do Rio de Janeiro de onde havia passado alguns dias "lapidando" seu mais recente trabalho fonográfico a ser lançado nos próximos meses em rede nacional.
            Com a irreverência de sempre, o sambista foi narrando o prazer de ter gravado seu trabalho sob o comando do lendário Milton Manhaes, ao lado de craques como Márcio Hulk, Márcio Vanderlei, Esguleba, Paulão, Dirceu Leite e muito mais. Vem coisa muito boa por aí...
             Aproveitei a oportunidade para pedir-lhe um disco "promo" para sortear entre meus amigos durante a comemoração de formatura. Como SEMPRE acontece, o sujeito me respondeu: "Quantos tu queres??" Não abusei pedi apenas um. Com o cd na mão ainda ouvi o comentário afetuoso: "Edinho - gosto de quem gosta das minhas coisas e de mim. És um incentivador do meu trabalho e reconheço muito isto".
              Em forma de agradecimento pela delicadeza do gesto, resolvi pagar o café que tomamos. Pedi a conta e puxei "algumas moedas graúdas". Para nossa surpresa, a balconista disse a meu amigo que ELE havia "pendurado" alguns cafés no ano passado. O Carlinhos lembrava e concordou em pagar. Perguntou qual era o valor da dívida?? De forma rápida, ELA respondeu: "Além dos cafés tinham dois pães de queijo pequenos e a soma total daria R$25,00." CHOQUE TOTAL. Como dizem os antigos: "Bom cabrito não berra. Imagem animal de raça??".
                Pagamos e combinamos duas coisas: a primeira - não voltaríamos no Café que nos vendeu produto nacional a preços de Montevideo ou Buenos Aires; e a segunda coisa é que quando o disco ficar pronto, terei direito a um autografado e dois lugares na primeira fila do show de lançamento do disco a ser realizado num teatro em Porto Alegre. Putz!!! Lava-jato NELES.
Abração,
 
Edinho
 

19 de ago. de 2016

Dá-lhe Doutor Lúcio...A gente pode?? Claro, é só chegar mais perto da prateleira dos livros, né mesmo??



                  Foi numa festa sindical e social no Bar Opinião que, marcava o encontro de novos e reencontro de velhos amigos que fui apresentado ao Lúcio Antônio Machado Almeida, marido de uma colega de trabalho e companheira de atividades sindicais. Num espaço de música alta, de bebidas geladas e pouco tempo para conversas mais profundas ainda achávamos "brechas" para uma ligeira troca de idéias, entre um balde e outro de cervejas geladas. Companhia boa e papo bom. Nossas mulheres e outros amigos já preparavam a saída do lugar e nós, eu e o DOUTOR Lúcio, nem ligávamos para o relógio. Assim começava uma relação de afeto, parceria e admiração pelo trabalho de cada um de nós. Em nosso papo, em meio a goles, rolava de tudo: paixão clubística, literatura, música, resiliência, antropologia, receita de churrasco, justiça social, oportunidades e tolerância. Era muito assunto para pouco tempo.
                  Nos encontramos em outras oportunidades e sempre com o mesmo entusiasmo. Como se fôssemos velhos conhecidos. Num belo dia ao abrir um jornal de publicação local visualizei uma bela matéria sobre a trajetória vitoriosa do meu parceiro advogado e professor universitário. História muito bonita de um menino pobre de 13 anos que abandona a escola para trabalhar e ajudar no sustento da família. Filho de pescador e de uma doméstica, natural de Rio Grande, no sul do RS. Com uma infância marcada por ousadia e coragem para buscar seus sonhos na fase adulta. E as brincadeiras e brinquedos de infância? Buscava-os catando e vendendo latas de alumínio, vidros e ferro velho. Fez isso dos 8 aos 12 anos. Um ano mais tarde, a pedido do pai, empregou-se como empacotador de supermercado abandonando os estudos. Não os sonhos. Triste, tinha certeza de que um dia retomaria a busca de seus sonhos através dos livros.
                    Em busca de novas oportunidades, Lúcio migrou para Capital em busca de novas oportunidades. Fez de tudo. Da venda de lanches em bares populares, sorvetes pelas ruas e até a tarefa de vendedor ambulante. A oportunidade de trabalho como pedreiro na obra de uma escola numa vila periférica de Porto Alegre reavivou suas esperanças em resgatar suas esperanças em buscar através da educação o sucesso na carreira profissional. A biblioteca da escola tinham o papel reconfortante de devolver seus sonhos de menino. Sonhava em ser advogado.
Trabalhando como vigilante no Hospital São Lucas, da PUC/RS, carteira assinada e um pouco mais de dinheiro no bolso conseguiu retornar às salas de aula. Aos 21 anos, concluiu a sétima e a oitava séries pelo ensino supletivo. No ano seguinte, completou o ensino médio, também no supletivo. Em 1994, passou no vestibular de Matemática na Federal (UFRGS). Fez uma meia dúzia de anos do curso e acabou trocando para Filosofia. Não concluiu nenhuma. "Vida segue", como diz o samba do Serginho Meriti. 
                 Em 2001, foi aprovado em um concurso para ser monitor da Fase. Local onde foi possível relembrar parte de sua vida, através do contato com os adolescentes, muitos deles com histórias de vida muito parecidas com a sua. Dois anos depois,  Lúcio começou a investir no seu projeto de ingressar no mundo do Direito. Ingressou na PUC/RS, trabalhando à noite e pela manhã para estudar à tarde.
                Atualmente, atua como professor universitário e assessor legislativo na Câmara Municipal de Porto Alegre. Questionado sobre qual o segredo do sucesso? Responde de forma tranquila: "Não há muitos mistérios. Basta sonhar e tornar realidade seu sonho, através de conhecimento e respeito aos direitos dos teus próximos". Em verdade, embutida na resposta estão valores como a ética, tolerância, respeito às diferenças, inquietação à concentração de rendas, combate efetivo ao preconceito.
             E assim, repassando lições aos filhos, aos alunos, aos amigos e a todos que desejarem apropriar-se da oportunidade de crescimento através da reflexão e do conhecimento. Afinal, este não ocupa espaço. NUNCA.

             E assim prosseguiu na vida, entre códigos, apostilas, livros e mais livros. E hoje, o atualmente,  Doutor Lúcio Almeida, da federal, parou por aí?? Que nada... O cara me convidou para lançamento do seu livro, que acontecerá no dia 31 de agosto, às 19h, Livraria Bamboletras na Cidade Baixa. Nem seu qual o título, mas fala sobre cotas raciais e Rui Barbosa. É pouco?? Eu não acho.
            Reserva meu lugar, hein??
 
                                    Edinho Silva


fonte:  http://zh.clicrbs.com.br/rs/noticia/2015/06/catador-de-latinhas-na-infancia-advogado-esta-prestes-a-virar-doutor-em-direito-4773132.html#

https://www.facebook.com/ProfessorLucioAntonio