29 de out. de 2013

E a cultura popular não pára, em Porto Alegre



Depois da ABRH-RS ter trazido à Porto Alegre o talentoso  Paulo Barros, premiado carnavalesco carioca para discutir e propor reflexões sobre Gestão de pessoas, os festejados festivais de sambas enredos pelas escolas de Porto Alegre, os movimentos do deputado petista Paulo Ferreira em prol do Carnaval do RS, surge a iniciativa da Faculdade Monteiro Lobato  de propor seminário de dois dias para refletir a maior festa da cultura popular.
Vai perder?? Os painelistas, assim como os mediadores, são verdadeiros destaques na avenida.
Vamos?? O convite tá feito. Lembram de Sócrates?? "Só sei que nada sei"?? Então vamos, ora.

Já que o assunto é cultura popular. Que tal conversarmos numa roda de amigos, com bebida gelada num Puro Astrhal??




                 O conceito sobre cultura pode ser muito subjetivo. Ou como afirmam alguns, muito pessoal. Como são os narizes das pessoas e os CPFs. Enfim...para conversar sobre cultura não há necessidade de conhecer profundamente as obras de um artista plástico brasileiro, ou as peças de Villalobos, ou a poesia de Drummond, talvez a leitura de algum livro do João Ubaldo Ribeiro. Basta termos humildade de aprendizado, sutileza nos ensinamentos e generosidades em compartilhar todo o conhecimento que cruza nossos olhos e ouvidos.
                 E é assim quando converso com jovens como Juliano Barcelos (Grupo Puro Asthral) sobre samba e esportes coletivos; com a Karol Venturela e a MPB tocando nos Ipods da juventude, ou com o Luiz Palmeira (o professor eclético de violão) quando conversamos sobre Música Brasileira de todas as ordens. Com o artista plástico argentino, Ramon Alejandro e suas paixões pelo Brasil e suas negritudes. Falar de cultura me remete a discutir com meu colega Juarez Alves sobre a influência do folclore andino na música gaúcha. É conversar com meu sogro, Carlão e seu jeito polêmico de contestar as afirmações banais de ver e viver cultura. Trocar conceitos com meu amigo filósofo João Paulo Silveira. Produzir meu programa de rádio de todos os domingos. Escrever e oferecer aos leitores da coluna "Na arquibancada" do Baticumbum e "tentar caprichar" nas linhas expostas.
                Na minha modesta opinião, a construção do Capital Cultural começa por uma concentração de pessoas amigas, interesses em comum e distantes de preconceitos e pré-julgamentos, num ambiente agradável. Poderia ser numa casa de chá, ou ouvindo bolero num boteco, ou quem sabe passeando numa praça. E se for num bar descolado, ao som de um samba bacana junto a pessoas agradáveis?? Melhor ainda. Então, seguinte...independente do conceito de cultura popular que possa ter,  agrega-te aos Amigos da Cultura Popular liderados pela Vera Daisy Barcelos e nos acompanha numa  segunda-feira inesquecível.
              Vamoooo?? Eu vou!!

Edinho Silva   

28 de out. de 2013

Os reis também choram


            Eu ainda era criança quando o Roberto Carlos - o Rei (?) cantava e dizia..."Eu quero ter um milhão de amigos e bem mais forte poder cantar...". Acho que, ELE queria mesmo é investir em quem comprasse seus discos, comparecesse aos seus shows, viajassem nos Cruzeiros e coisas parecidas.
            Pois, chegou o FACEBOOK uma ferramenta de aproximar as pessoas mais distantes, proporcionar reencontros, manifestações e tudo mais. Por ocasião, da comemoração do aniversário da Batucada do Armazém, no último dia 27/10/2013  realizada no Clube Silêncio, uma bela casa noturna da Cidade Baixa, que nos recebeu de uma forma simpática, acolhedora e muito respeitosamente  no domingo acionei todos mecanismos de comunicação que dispunha para arregimentar uma galera significativa para o evento. Fiz material gráfico, boca a boca, nossos amigos da imprensa, da coluna de samba e Carnaval mais lida do Estado - Chora cavaco colaboraram e anunciaram na coluna do Diarinho, os blogs de Carnaval BATICUMBUM e o Setor 1,  contribuiram igualmente, anunciei no meu programa de rádio e no armazemdoseubrasil.blogspot.com. Só faltavam as redes sociais. Sim, acreditem o facebook da Batucada possui 4.969 amigos no tal "Facis", como diria o Mussum. Todos os dias chegam inúmeros convites para novas amizades. A estes enviei, exatos 4.382 convites para o evento. O Volnei, a liderança do grupo possui 835 amigos. O Fabio Ananias outros 1.108 amigos. O Roberto Nascimento, 2.148 amigos. O Rogério Sete cordas, o do violão, possui 288 amigos. Eu, Edinho Silva, 606 amigos. O Mauro Peixoto, 653 amigos. O mailing da casa atinge os 8.000 endereços. Conseguiram contabilizar quantas pessoas envolvidas nos contatos?? Não?? Nem eu. Não vale a pena somar.
            Por que toda esta resenha?? Simples. Frustração e tristeza. Depois de 6 meses de negociação com o Arthur, do Silêncio, para que uma festa de samba de raiz ou partido alto (ou de verdade, como queiram??) ser incluído na disputadíssima agenda do bar, uma oportunidade legal para os ritmos brasileiros gradativamente retomar seus espaços na Cidade Baixa contabilizar um pouco mais de 15 pessoas. É muito pra minha cabeça!!! Uma sonorização muito boa, lustre luxuoso, cortina requintada, bebidas geladas, segurança de primeira, banheiros limpos, mesas e cadeiras confortáveis. Tudo para favorecer uma boa festa. Meses e meses de ensaios dos grupos. Ufa...às vezes acho que a Alcione exagera um pouco, quando afirmou..."Não deixem o sambar morrer...". Chego a pensar que ELE, o samba poderia morrer numa noite como ontem, para num dia ensolarado como hoje, renascer melhor, diferente. Nas composições?? Não, nas posturas de quem o aprecia.
           Confesso. Eu não queria um milhão, 2.000 ou 500 pessoas presentes. Pretenciosamente, eu só queria uma parcela daqueles que postam convites, deixam recados, ou um pequeno grupo dos que fazem parte da legião que NAS REDES SOCIAIS (nas banais relações de redes sociais) e até mesmo daqueles que vivem de alguma forma convidando a Batucada para uma "canjinha" nos aniversários, nos batizados, nos galetos e sei lá aonde.
E os convites via redes sociais?? Nos poupem. Não vai na minha, não vou na tua. 
E aos fiéis e "confirmados" que compareceram puderam compartilhar muitos sambas legais, boas conversas e risadas. A estes, nas suas, parafraseando Sidnei Magal  "...me chama que eu vooouuuu!"...
Abraços,

Edinho Silva

22 de out. de 2013

Terapia do tambor

              
             


 

                Um dos sambas que ficou chapado em minha cabeça era Caxambu, do Almir Guineto. Tinha um trecho muito legal que dizia o seguinte: "...o tambor tá batendo pra valer, e na dança do jongo que eu quero vê...". Pois toda a vez que um tambor, um surdo, pandeiro, tarol ou outro instrumento de percussão é confusão geral. Na certa. Coisa bem boa, uma percussão bem pegada. Se o analista de Bagé, do Veríssimo conhecesse o poder do "bombo leguero", certamente dispensaria os joelhaços nos pacientes. Né, mesmo??
Abaixo uma transcrição do texto publicado no Baticumbum desta semana:

                 "Atualmente, Porto Alegre seguindo uma tendencia que cresce no Brasil recebe o ressurgimento dos blocos de rua e cordões de sociedades e clubes. A função rola nos parques das cidades e agrega pessoas de diferentes origens. Eu já fiz a minha opção. Fui convidado para integrar a ZIRIGUIDUM Batucada Social Clube e, juntamente com professores, profissionais liberais, policiais, academicos, estudantes, donas de casa, funcionários públicos, pessoas comuns acionarmos nossos "brinquedos percussivos" e tomar as ruas num clima de euforia e descontração. Confesso que minha coordenação motora não ajuda muito, mas a paciencia dos mestres Márcio e Luiz Jaka favorecem muito o aprendizado. Acrescido com os demais parceiros das cordas do bloco a energia que rola é sempre garantida.

                  Sabem a endorfina liberada depois de um treino puxado na academia, ou uma reconfortante sessão de terapia?? Participar de qualquer função próxima a uma batucada tem a mesma função que um cartão de crédito, simplesmente NÃO TEM PREÇO. Meu carinho e respeito a todos os mestres de bateria do Brasil e, principalmente, aos da tribo - a dupla de Sandro Gravador e Brinco, Chiquinho, Biscui, Aruanda Jr, Boneco, Estevão, Guto e todos aqueles que não foram lembrados e que de alguma forma são os responsáveis pela alegria, descontração e energia nas quadras, ruas e avenidas. Simples. Arrebenta, bateriaaaaa!!  "
 
Quer conhecer as outras partes do texto?? Acessa www.baticumbum.com.br     

O SAMBA QUENTE da Zona Norte



 

            Ainda adolescente, conheci um sujeito pra lá de especial. Seu nome? Manoel Jeronimo.Seu apelido?? Nego Lon. Gostávamos de coisas em comum. Uma boa disputa de futsal, um bom churrasco e um sambinha de qualidade. Quando o conheci era um sujeito alto e franzino. O tempo foi passando e seu interesse por atividades físicas aumentou e com isso sua simpatia por ferros e halteres da academia aumentou. Resultado: Ganhou uma massa muscular bacana.

            E o samba onde entra na história?? Na companhia dos seus irmãos, Dadinho (já falecido) e do Maurinho, integravam a bateria da União da Vila do IAPI. Suas irmãs, Zete e Neca também gostavam muito de uma boa roda de samba. E o resultado disso refletiria direto no Marcelo Leandro, neto mais velho, do seu Osvaldo e da Dona Juraci. Moradores da Vila Floresta, a família Fraga da Rosa, mantinha a casa sempre muito agitada cercada de amigos ao som de muita batucada. E nesse clima foi concebido o grupo Samba Quente.

            Dentre as muitas situações que vivenciei perto deste "povo", destaco uma comemoração de aniversário realizada por lá. A anfitriã, dona Jura, mãe do Lon, já atingida pela diabetes, mantinha o comando das panelas e da energia que rolava em sua casa. Comemorando seu aniversário, distribuía mocotó para alguns, churrasco para outros, salgadinhos e macarronada. Na parte dos fundos da casa, uma animada roda de samba. Na sala, a Black music pegava no som mecânico. Na cozinha, os sons se cruzavam e a tia Jura, apoiada numa cadeira (pois tinha tido uma perna amputada), sorria e sambava. Retrato da euforia e resistência, herdada pelo nego Lon.

             Através deste moço, pude me aproximar da Batucada do Iapi e de muitos outros sambistas da Zona Norte. Conheci Caco Rabelo, nego Isolino, alemão Charles e muito mais sambistas que circulavam pela Zona Norte e conviviam com o Samba Quente. Nos anos 90, o samba migrou para o Centro de Porto Alegre e explodiu as sextas-feiras com os sambas do El Bodegon e do Panela de Barro. Era muita gente sambando sob o ritmo do Samba Quente e da turma do nego Lon. Passado algum tempo, a vida não poupou o moço.Veio perdas irreparáveis de paredes e sérios problemas de saúde. Com muita força e perseverança enfrentou as agruras e a hemodiálise sucessiva. Constituiu família, gerou filhos e, inquieto, não se acomodava para alavancar e esquentar novamente a Zona Norte com muito samba de qualidade.

            E assim, driblando as flechas e lanças na sua direção, permanece apostando nas pessoas, nas relações, engolindo e digerindo "sapinhos" de todas as formas, valorizando o samba cantado pela marron Alcione..."Não deixe o samba morrer...não deixeo samba acabar" e como FÊNIX, ressurgindo das cinzas para recomeçar todos os dias, um novo dia com muito SAMBA ARDENTE, digo, quente na Zona Norte. Era isso.
           Com todos os defeitos de cada um de nós, conseguimos construir ao longo do tempo uma mistura de admiração, amizade e apreço. Simples. Edinho Silva
 
Da série – Grandes amigos do Armazém – "Um pouco da história do Nego Lon, do Samba Quente"
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 



 

21 de out. de 2013

Meus presentes favoritos




               Sempre apreciei rabiscar frases, linhas, textos e coisas do gênero. Tornar pública a produção textual requer coragem e um pouco de audácia. Não é mole? Colocar no papel, jogar na internet, nossos pensamentos, nossos causos, inquietações, posicionar-se sobre assuntos diversos, pretensiosamente achar graça da vida nas pequenas ações. Enfim, "abrir a porteira" de nossa cabeça e "soltar o verbo" requer muito aprendizado.
              Tenho buscado este conhecimento diariamente seja nas conversas, nas aulas, nos textos,  em família, entre pessoas desconhecidas, no trabalho, revendo um filme, ouvindo uma música velha com um ouvido novo,  uma música nova com o ouvido velho e tantas outras coisas.
             Em 20 de outubro de 2010, tomei coragem e tornei público um projeto pessoal: o Armazém do seu Brasil - o boteco virtual, com seus personagens imaginários, histórias verdadeiras com o merecido sigilo, informação, cultura, canal de divulgação e promoção de samba, eventos, as coisas dos amigos, de tendências e acima de tudo, de reflexão deste "mundão". Contando com 125 seguidores, 18.426 acessos, centenas de ouvintes e alguns produtos de sucesso como a Batucada do Armazém e o programa de rádio web (www.radioestacaoweb.com - todos os domingos, das 13h às 15h), por exemplo, o blog permitiu manter vivo o sonho de torna-lo material gráfico que possa estar ao alcance de um grande número de pessoas. Doideira?? Não creio, afinal consegui atingir marcas nunca antes imaginadas, conhecer locais e pessoas fora de minhas rotinas. Enfim, o Armazém do seu Brasil mexeu com a vida do Edinho Silva.
              Se um dia falo e escrevo sobre uma situação cotidiana como o comportamento humano, num outro presto homenagem a algum anônimo que cruzou meu caminho. E dos famosos, eu não falo?? É óbvio que sim.
            Ao acessar o computador no dia de hoje, 21/10/2013 - aniversário da minha filhota Kaká, visualizei as inúmeras manifestações de aniversário que recebi no facebook. Em verdade, minha data de nascimento é 19/12 e não 20/10. A manutenção da data nas redes sociais integra um conjunto de ações para promover e alavancar, ainda mais o número de seguidores, ouvintes e leitores do blog. Então minhas amigas e amigos MEU MUITO OBRIGADO pelas manifestações e anuncio atualmente, meus presentes favoritos (na linha do aniversário de "mentirinha"). Gostaria de obter mais seguidores, mais leitores, mais ouvintes e que possamos juntos multiplicar todos estes números.
            Meu carinho a todos e os aguardo dia 27/10/2013 - domingo, a partir das 18h, no clube Silêncio - João Alfredo, 449 - Cidade Baixa.

Edinho Silva - Armazém do seu Brasil - ano III

18 de out. de 2013

E o Sócrates, onde anda??



 
 
Um pouco de filosofia em nossas vidas não faz mal a ninguém. Leia com atenção o texto abaixo:

"Pois então, quando ouvi pela primeira vez a expressão "Só sei que nada sei", frase atribuida a Sócrates, o filósofo grego, nascido em Atenas, provavelmente no ano de 470 aC, considerado pelos seus contemporâneos um dos homens mais sábios e inteligentes, achei um certo exagero. Ora bolas, como encarar a vida assim. Se estudei, segui orientações, agi com disciplina, fui testado com experimentações e situações que antes não dominava e acabei me saindo bem, depois de algum empenho. Como explica-se não saber nada então??

Simples. Não sabia mesmo. Depois de percorrrer os mais diferentes ensaios de Carnaval e quadras da Cidade. Ouvir o Dodô cantar os sambas nos Acadêmicos, me embalar com a empolgação do Jajá (suas máscaras e assemelhados na Praiana), as manifestações alegres e descompromissadas das tribos de Porto Alegre (os Tapuias, Comanches, Guaianazes, Navajos) e apreciar os movimentos no Força e Luz, com os Bambas, os Imperadores vibrando com o Povo meu um belo dia, cercado por cervejas geladas e um animado papo com amigos intimamente ligados ao Carnaval resolvi "dar um pitaco" sobre Carnaval, os resultados e atuação dos jurados (julgadores)."

Quer continuar a leitura?? Acessa www.baticumbum.com.br Todas as sextas-feiras, na Coluna "Na arquibancada". Chega lá