21 de jul. de 2014

Um pouco de Sócrates, em tempos de Dunga




Pra matar a saudade das postagens no BATICUMBUM (blog de Carnaval da jornalista Alice Mendes). Postado em sexta-feira, 11 de outubro de 2013.
Confere aí....


Descendo da arquibancada...para propor um pouco de filosofia a meus leitores, amigos e parceiros do Baticumbum.

Pois então, quando ouvi pela primeira vez a expressão "Só sei que nada sei", frase atribuida a Sócrates, o filósofo grego, nascido em Atenas, provavelmente no ano de 470 aC, considerado pelos seus contemporâneos um dos homens mais sábios e inteligentes, achei um certo exagero. Ora bolas, como encarar a vida assim. Se estudei, segui orientações, agi com disciplina, fui testado com experimentações e situações que antes não dominava e acabei me saindo bem, depois de algum empenho. Como explica-se não saber nada então??

Simples. Não sabia mesmo. Depois de percorrrer os mais diferentes ensaios de Carnaval e quadras da Cidade. Ouvir o Dodô cantar os sambas nos Acadêmicos, me embalar com a empolgação do Jajá (suas máscaras e assemelhados na Praiana), as manifestações alegres e descompromissadas das tribos de Porto Alegre (os Tapuias, Comanches, Guaianazes, Navajos) e apreciar os movimentos no Força e Luz, com os Bambas, os Imperadores vibrando com o Povo meu um belo dia, cercado por cervejas geladas e um animado papo com amigos intimamente ligados ao Carnaval resolvi "dar um pitaco" sobre Carnaval, os resultados e atuação dos jurados (julgadores).

Muitos dos presentes não sabiam da minha relação de amizade com muitas pessoas do meio, portanto, ficaram, na ótica deles, liberados para "sentar o pé e descer a lenha". As expressões eram as mais contundentes - "Como tu te atreve a comentar sobre um assunto que não dominas ou não te pertence??". Sabem por que? Na oportunidade, afirmei que, para atribuir notas máximas para todas as escolas não precisava qualificação nem, tempouco, trazer julgadores de fora. Em 2004, decidi silenciosamente procurar a AECPARS e me matricular num curso de julgadores de Carnaval. Baita negócio. Conheci Maestro Motta, tive aulas com Deoclécio de Souza, noções inesquecíveis sobre os destaques com o Zé Cartola, o Roberto falando sobre regulamentos e pude ainda reencontrar meu amigo pessoal Claudinho Macedo, na época compositor de sambas enredos ao lado do Arilson Trindade. As aulas foram muito produtivas e pude observar o Carnaval e a cultura popular de uma outra forma.

O que pretendo ao propor um filósofo básico em nossas reflexões sobre Carnaval e Cultura popular? Simples. Além da emoção das batucadas, da beleza das fantasias, da proposta de agregar pessoas com interesses comuns é extremamente necessário que nos aproximemos de toda a ação proposta para aprendizado. Em Porto Alegre, existem grupos organizados que compartilham conhecimentos com todo o público interessado.

O CETE, por exemplo é uma boa proposta de troca de vivências. Há algum tempo atrás, o estudioso e carnavalesco por paixão, Álvaro Machado, propos uma qualificação de altíssimo nível formando gestores de Carnaval. Fácil tudo isso?? Não nada fácil, porém fundamental para uma melhor compreensão de tudo que cerca o tema, afinal se desejamos que as decisões, as representações e os conhecimentos tenham suas cadeiras trocadas, ou num legítimo processo de alternância com todas as novas entidades que nascem diariamente é fundamental buscar o CONHECIMENTO.

Através da ginga e do tambor o carnvalesco busca sua alegria e prazer. E o filósofo?? Em seus pensamentos, demonstra uma necessidade grande de levar o conhecimento para todas as pessoas para uma melhor compreensão da vida, sobre as coisas do o mundo e do ser humano. E parafraseando o moço do início do texto: "Sábio é aquele que conhece os limites da própria ignorância". E volta para arquibancada, na companhia de Sócrates.

Abraços a todos, boa leitura, curtam o armazemdoseubrasil.blogspot.com (ano III) e ouçam o programa na www.radioestacaoweb.com , todos os domingos, das 13h às 15h.

Edinho Silva - do Baticumbum para o mundo...

Juliano Barcellos - um moço de alto e Puro Asthral


Quando nasceu, em 25 de julho de 1984. o garoto Juliano Barcellos Costa recebeu uma homenagem ao vivo num programa de rádio em Porto Alegre. Seu tio, o saudoso Carlos Alberto Barcelos Roxo, anunciava no microfone que chegara na área do samba um guri que daria muito o que falar. Não errou. O tiozão, jornalista, músico, cantor, mestre de bateria e radialista não enganara-se. O cara tinha mesmo "genética de arte, música e cultura popular" nas veias. Seu avô paterno, Nadir Costa,  também era músico. Tocava piston, trombone e outros instrumentos de sopro nos clubes de Bagé.  
Infelizmente, não o conheci, mas devia agitar os Zíngaros o avô do Juliano. Segundo sua mãe, Vera Daisy, enquanto muitos bebês brincavam com brinquedos de borracha o moço costumava bater nos móveis com pedaços de pau simulando batucadas. O menino já tinha ritmo, inclusive. Na medida que ia crescendo os pedidos de presentes de Natal também variavam. Na lista, enquanto os amigos pediam bolas e carrinhos, Juliano pedia instrumentos musicais (violão, tamborim, teclado, tarol, tambor, entre outros). 
Na adolescência, os discos de vinil do paizão Ricardo (João Nogueira, Cartola, Jamelão, Candeia, Bezerra da Silva, Tim Maia, etc.) eram manuseados com muito gosto por Juliano. Ouvia tudo de samba e MPB. Dormia e acordava cantando. Aliás, até os dias de hoje acontece. Um pouco mais tarde descobriu o "surdo", instrumento percussivo que o habilitou a ingressar no Carnaval, como ritmista e como ensaiador auxiliar de bateria. E assim o moço, aproximou-se de sambas clássicos (dos anos 60, 70 e 80) populares e enredos. Em pouco tempo o Carnaval chegou na vida do moço. Participou de Concurso  para a escolha do samba-enredo da Academia de Samba Praiana, de Porto Alegre, e depois para a Bambas da Alegria, de Uruguaiana. Não venceu, mas saiu motivado para novas criações. Hoje seu vínculo afina-se com a Verde rosa, Praiana e a tricolor da COHAB Santa Rita de Guaíba. Mantém também um trabalho à frente do grupo de samba Puro Asthral, desde 2010, onde estabelecem um trabalho de pesquisa e resgate a todos clássicos de samba que encantaram o Brasil de todos os tempos.  
Em meio a tanta batucada, ainda sobra disposição e interesse pelo profissional e pelo social. Isto ocorre a partir de sua qualificação acadêmica na área da educação física. Educador físico e ex-jogador de basquete, dedicou parte de seu tempo a ministrar aulas para crianças, adolescentes e jovens numa comunidade de grande vulnerabilidade social da capital gaúcha, a Vila Cruzeiro do Sul. Atualmente, desenvolve atividades culturais, de arte, esporte e cidadania junto a adolescentes de uma escola da rede municipal no Morro dos Alpes.
E assim, apresento uma pequena síntese da trajetória de mais um amigo do Armazém do seu Brasil. Juliano Barcellos - o moço de alto e Puro Asthral.
Edinho Silva
 

18 de jul. de 2014

VENTU Produções e Armazém do seu Brasil - FAN Fest das boas



                                Ator global Thiago Lacerda posando para foto ao lado da Karol


               Em meio a tantas repercussões, festividades, goleadas, lágrimas e risos chega ao fim a Copa do Mundo no Brasil. Reorganizando nossas atividades e ações pelo Armazém do seu Brasil, gravação de programa de tv, retomada do programa de rádio, novas postagens (série especial sobre a COPA), enfim muito trabalho nos próximos dias.
              Tá curioso com as novidades?? Gradativamente, irei apresentando. Uma delas, e confesso, a mais empolgante foi um convite que recebi de minha fiel parceira, amada, ousada e inquieta filhota Karol - a diretora executiva da VENTU Produções. Uma parceria de trabalho e investidas em nome da Cultura Popular, do mundo das artes, da música, do show bussines e das coisas do entretenimento. Baita desafio, hein?? Trabalhar ao lado de quem amamos. Coisa boa.
              Pois, a moça que já colaborava com a produção do programa de rádio "Armazém do seu Brasil" na www.radioestacaoweb.com (todos os domingos, das 13h às 15h e nas quartas-feiras, a partir da meia noite)  acionou meus pretenciosos conhecimentos para alavancarmos juntos as coisas da VENTU e do Armazém. E assim, a "jogada ficará cada vez mais eclética". É samba de raiz, misturado com rock indie, MPB, reggae nacional. Coisa misturar as coisas do Brasil.
              Amanhã, na retomada das gravações do programa de rádio, celebrando a parceria nos microfones Edinho Silva e Karol Venturela. Falando de COPA, de samba, de cultura popular, de música e de tudo que pintar nas nossas cabeças.
              Vida longa à parceria. Te amo, Karol. Sucesso para ti, para nós e para nossos parceiros, ouvintes, leitores e simpatizantes.
               Beijão,

               Edinho Silva

Quer conhecer mais sobre a VENTU??     http://ventuproducoes.wix.com/ventuproducoes

Um pouco de Soul Music Brasileira no Armazém - Camila Toledo





                   Após algumas negociações e ajustes na movimentada agenda profissional e musical da versátil, vibrante e brasileiríssima cantora Camila Toledo o Armazém do seu Brasil aproxima-se um pouco de sua trajetória. Atualmente integrando o Grupo Mojave Jazz, juntamente com os músicos Rubem Penz, Zepa Pires, Marcelo Leal e Aleksander Kostylew percorre os bares e redutos de boa música de Porto Alegre. Nos intervalos da função atua ainda no grupo vocal cênico Mandrialis e na banda Graceland (banda de apoio ao cantor Di Presley, ganhador São Paulo Elvis Festival edição 2013 e Top Five do Ultimate Elvis Tribute Artist também em 2013). Nos últimos tempos, atendendo o convite da banda Calote Samba Rock, com o projeto Aqui é o país do Futebol, Camila desfila sua voz e suas interpretações no universo dançante do samba rock nacional. 
                   Na companhia da atriz e cantora Cibele Tubino, lidera os microfones da banda Teatro Vestiba, criada a partir de projeto homônimo - produzido e realizado desde 2013 para apresentação cênica das leituras obrigatórias para o vestibular da UFRGS, dentre elas o Álbum Tropicália de 1968.
             Graduada em Jornalismo pela UFRGS, a cantora nascida em Porto Alegre, apresenta-se desde a adolescência em eventos particulares e bares da Capital gaúcha acumulando parcerias com músicos da cena local como Luciano Fortes (Luciano Fortes e Banda), Gustavo Pessota e Leandro Hessel (Jazzgig), Rafael Silva (Central do Samba), Paulo Inchauspe (ManiMani), Miguel Neves, Rodrigo Gonçalves, Diego Abreu e Adão Rosa (Soul Addiction), Eduardo Soller (The Jalmas), Isnard Prates (Produto Nacional), Rodolfo Ribas, Ico Moreira Neto (Stereobox), entre outros. Com forte influência da black music, soul e jazz , Camila participou como vocalista da banda Dr. Funkenstein de 2010 até 2014, fazendo covers de bandas como Earth, Wind and Fire, Kool and The Gang e Jamiroquai e artistas como Aretha Franklin e Stevie Wonder.
               E o samba e carnaval na vida da moça?? Vai bem, sim senhor. Em 2014, agitou uma das datas do alegre e empolgante Carnaval de rua da Cidade Baixa. A frente do bloco Ziriguidum Batucada Social Clube, agitou com um repertório que desfilava frevos, sambas enredos e populares, hits pops e muita coisa boa da terra.  

             Quer mais?? Confere nas próximas edições do Armazém do seu Brasil, no canal 20, da NET, a participação bem legal da moça.

Edinho Silva

https://www.youtube.com/watch?v=aCQcXZKXqtI

Contatos profissionais a partir do email: camila.t.pereira@gmail.com ou pelo telefone +55 51 92663332."

30 de jun. de 2014

No embalo do Brasil, vamos sambar


Se há dúvidas sobre a origem do samba ou se devemos comemorar apenas no seu dia (02 de dezembro), eu tenho outras certezas. Alguns afirmam que o samba é originário da Bahia (século 19) a partir de uma mistura de ritmos africanos. Outros afirmam que foi no Rio de Janeiro, pouco tempo depois. Lá inclusive, registrava-se a gravação do primeiro samba (1917) – "Pelo telefone", uma composição de Mauro de Almeida e Donga. Francamente, acho esta discussão desnecessária por entender e reconhecer a importância do samba no poder de agregação, energia e vibração propostas pela execução, pelas danças e suas cantorias.

Ainda criança ouvia no colo de meu pai, nos finais de semana, o disco de vinil da maranhense Alcione, rodando na velha vitrola o samba "...Não deixe o samba morrer, não deixe o samba acabar..." Numa época em que também fui apresentado aos cariocas Jamelão e Martinho da Vila, dos paulistas Adoniram Barbosa e seus Demônios da Garoa, do gaúcho Lupicinio Rodrigues e de tantos outros nomes clássicos do cancioneiro nacional.

Pois, para nossa sorte o SAMBA não morreu e, tampouco, agoniza. Além disso,mesmo enfrentando narizes torcidos, caras amarradas, perseguições e preconceitos de todas as partes o gênero atravessou gerações. E nas composições de grandes e clássicos compositores como Noel Rosa, Cartola, Mário Lago, Guilherme de Brito, Nelson Cavaquinho, Monarco, Manacéa, Arlindo Cruz, Ivone Lara, Sérgio Meriti e tantos outros podem reforçar ainda mais sua força e seu valor como patrimônio cultural brasileiro. Repleto de histórias e personagens como dona Esther da Portela que, juntamente com seu marido, seu Euzébio tiveram papel importante na idealização da grande escola de samba carioca Portela. De dona Ciata que recebia seus parentes e amigos em deliciosas feijoadas animadas por rodas de samba em sua casa. De histórias como a da formação do grupo musical Fundo de Quintal, sua relação com o Cacique de Ramos, a tamarineira e tudo que foi concebido a partir da concentração dos amigos junto à referida árvore. Do saudoso trio portoalegrense Bedeu, Leleco Teles e Alexandre Rodrigues que na composição "O samba e suas origens" referia instrumentos musicais percussivos, ritos, magias, Zé Pereira e seu surdo original e, sobretudo, os cantos e versos onde se ouve que "o samba não é privilégio e se aprende no Colégio". Pois, é isto mesmo. Exatamente o que penso. Seja nos grandes desfiles de Carnaval Brasil afora, nos condomínios chiques, nos terreiros, nas casas noturnas, nos bares e botecos, em festas particulares, festivais de musica, programas televisivos, emissoras de rádio e nas rodas entre amigos o SAMBA é escrito em letras maiúsculas. Assim como seu povo, considero a cara do Brasil.

Pega o cavaco, o surdo e o pandeiro. Não tem?? Não fique triste, bate na palma da mão e cai no samba com a gente.
 
Edinho Silva
acadêmico de Jornalismo e de Gestão Desportiva e de Lazer, blogueiro, agitador cultural e outras coisitas.


Imagem extraída do site  http://catracalivre.com.br/…ads/2013/06/samba_1.jpg                

23 de jun. de 2014

Chorar é preciso




              Muitas vezes nos defrontamos com situações estarrecedoras, imagens chocantes do mundo moderno, desavenças, conflitos internos, injustiças, desigualdade entre as pessoas, momentos que, facilmente nos levam às lagrimas. Mas choramos apenas nas tristezas?? Claro que não. Podemos chorar de emoção e alegria, por exemplo. Foi o que aconteceu comigo.
               Há mais ou menos 15 dias, recebemos a noticia da aprovação de nossa filha mais velha na Seleção de Mestrado do PPGEDU/UFRGS. Não é bacana isso?? E como!! A mocinha e seus 24 anos dedicados a muita leitura e estudos comprometidos conseguiu, em fevereiro, colar grau na primeira turma da UFRGS no Curso de Politicas Públicas e em junho do mesmo ano emplacar o ingresso no Mestrado. Se agora chorei um pouquinho, imaginem na época da Bancas e Defesa da tese?? Virão muito mais.
                   Enquanto isso, em nome da alegria e do orgulho CHORAR É PRECISO.
                   Dá-lhe, Polyka.

Beijo grande, do "papi" Edinho Silva

Nas batucadas dos nossos tantans....

Na Arquibancada: terapia do tambor


               Descendo da arquibancada para compartilhar um sentimento que ecoa no corpo, transpira na pele e retumba direto no coração. Estou falando do som dos instrumentos musicais e de toda a parafernália que "habita" as baterias de escolas de samba. Seus ritmistas e suas peças de trabalho são verdadeiros artistas ao serem acionados. 
               Por algum tempo, busquei descobrir o que mais me atraia no Carnaval. Seria beleza e originalidade das fantasias?? Desenvoltura e ginga dos passistas?? A empolgação e a afinação dos puxadores (ou intérpretes, como dizia o Jamelão) e seus volumosos grupos de harmonia?? Ou a criatividade do carnavalesco em desenvolver o tema proposto pelo temista?? Não. Descobri que o que mexe comigo mesmo é a verdadeira "explosão interna" de emoção e prazer ao ouvir o som das batucadas. O coletivo de instrumentos acionados harmonicamente produzem um efeito nas pessoas, quase indescritível. Não conheço ninguém que tenha ficado imóvel ao lado de uma cozinha de escola de samba. 
              Por questões logísticas e econômicas, não consegui acompanhar de perto a bateria do saudoso Mestre André (Mocidade Independente de Padre Miguel), suas ousadas paradinhas. Nem a do Mestre Ciça ou do Loro, do Salgueiro e tantos outros bambas do Carnaval carioca. Entretanto, estive muito perto da bateria do Mestre Caloca, na Praiana, seus instrumentos percussivos e seus sopapos. Dos talentosos Nery Caveira (Imperadores do samba) e Nilton Deoclides (Bambas da orgia). Por que referi os dois?? Não considero nenhum demérito não citar outros nomes, mas confesso que, NUNCA mais cruzou meus ouvidos o que estes "homis" faziam. Enquanto um introduzia e apresentava com charme o BOLERO de Ravel na vermelho e branco, o outro no Força e Luz, sentindo-se provocado vinha com arranjos de Barry White. Era muita categoria e talento no ar. 

           Atualmente, Porto Alegre seguindo uma tendencia que cresce no Brasil recebe o ressurgimento dos blocos de rua e cordões de sociedades e clubes. A função rola nos parques das cidades e agrega pessoas de diferentes origens. Eu já fiz a minha opção. Fui convidado para integrar a ZIRIGUIDUM Batucada Social Clube e, juntamente com professores, profissionais liberais, policiais, academicos, estudantes, donas de casa, funcionários públicos, pessoas comuns acionarmos nossos "brinquedos percussivos" e tomar as ruas num clima de euforia e descontração. Confesso que minha coordenação motora não ajuda muito, mas a paciencia dos mestres Márcio e Luiz Jaka favorecem muito o aprendizado. Acrescido com os demais parceiros das cordas do bloco a energia que rola é sempre garantida. 
             Sabem a endorfina liberada depois de um treino puxado na academia, ou uma reconfortante sessão de terapia?? Participar de qualquer função próxima a uma batucada tem a mesma função que um cartão de crédito, simplesmente NÃO TEM PREÇO. Meu carinho e respeito a todos os mestres de bateria do Brasil e, principalmente, aos da tribo - a dupla de Sandro Gravador e Brinco, Chiquinho, Biscui, Aruanda Jr, Boneco, Estevão, Guto e todos aqueles que não foram lembrados e que de alguma forma são os responsáveis pela alegria, descontração e energia nas quadras, ruas e avenidas. Simples. Arrebenta, bateriaaaaa!! 
                   Gostaram?? Então comecem hoje mesmo a batucar em qualquer instrumento, né mesmo?? Eu recomendo o CLUBE do Pandeiro do Zé Evand.ro. Coisa muito chique