11 de jan de 2018

Quando o coração aperta?? Saudades...ora!




          Posentão...

         Francamente, não lembro os dias das "passagens" dos meus pais, seu Edison "Baixinho" e dona Carminha. Tristeza pura. Então prefiro ficar com as lembranças boas, entre estas, as comemorações de seus aniversários - dia 04/09 DELE e 11/01 DELA.
     Nestes dias NÓS que continuamos deste lado, choramos, sorrimos, celebramos, oramos, recordamos, escrevemos, nos emocionamos, comemos "de montão", bebemos um pouco, transgredimos, afagamos e outras tantas coisas que um ser humano pode simbolizar em coisas bacanas. 
        Cada um a seu modo, EU e meus dois irmãos, manifesta-se a seu modo sem perder a "doçura" que nos foi oferecida enquanto estivemos todos juntos. As lembranças são muitas e caso decidisse relatar em postagens ocuparia muitas páginas. Destaco algumas delas, entre estas, algumas relacionadas ao Natal.
         Sempre viva na minha memória, lembro do meu pai nos primeiros dias de dezembro chegar em casa com um galho grande de pessegueiro (em muito casos) e uma lata de tinta vazia nas mãos. Residindo numa casa simples de madeira, de 3 cômodos e banheiro fora, iniciávamos os preparativos natalinos bem cedinho. Minha mãe, sempre de forma silenciosa, foi uma pessoa muito atenta e criativa. Isto mesmo...Ambos com limitações de educação formal, conseguiam nos transferir conhecimentos e saberes capazes de contribuir muito na nossa formação como PESSOA.
        Meu pai, marceneiro dos bons, olhava uma modelo de móvel numa revista ou ouvia a idéia de algum arquiteto e em poucos dias entregava a encomenda pronta. ELA, minha mãe e aniversariante do dia, muito antes dos "Masterchef da vida", da Ana Maria Braga e das fórmulas mágicas propostas para que as crianças provem e comam todos os alimentos oferecidos era "craque" na maquiagem e apresentação dos pratos. Se hoje, SOMOS CHATOS, na hora da refeição foi porque o Mundo moderno nos transformou. Na minha casa simples, uma salada ou até mesmo um chuchu "sem graça" tinha um apelo sedutor. A "Minha" era xarope!! Sem requinte, pois as condições não permitiam, mas muita criatividade e ousadia.
        Putz!! Estava falando do Natal, né?? Pois, a dona Carminha revestia a lata de tinta com papel de presente (geralmente vermelho - Olha a Coca-Cola aí gente!!!) e a enchia com terra do pequeno quintal  de nossa casa. O passo seguinte era passar um cal (não havia tinta disponível) no galho do pessegueiro e enterrar na lata de tinta. Próximo passo seria decorá-la com as bolinhas de Natal, algodão, caixinhas de fósforo revestidas de papel de presente e partir para a decoração. Juntar cartões de Natal (velhos e bons tempos que tínhamos a caligrafia das pessoas na companhia da gente).
E os presentes da tal árvore?? Como disse no início, a grana era curta, mas árvore decente merece ter pacotes de presentes a seus "pés". Como fazer?? Pergunte à dona Carminha...Forrava caixas de medicamentos vazias, de sapatos, latas de conservas e estruturava um cenário natalino bem bonito.           Tinha presépio?? Claro. A manjedoura com capim seco, os reis magos feitos com soldados plásticos doados ao longo do ano. Os bichos eram produzidos na criatividade também. O gado e alguns outros partiam de frutos de um mamoneiro com as pernas de palito de fósforo. Estrela no topo da árvore seca, também não poderia faltar...E não faltava.
          E a mesa no dia de Natal?? EU ainda, não tive a oportunidade de comer em algum hotel chique e, tampouco, viajar num Cruzeiro, porém alguns livros, imagens de revistas e a criatividade da Dona Carminha com seu conhecimento empírico, criatividade e disposição em oferecer SEMPRE o melhor para sua familia "arrebentava" na produção. As bebidas nem lembro, mas e os pratos?? Nossa!!!                 Nada chique (o orçamento não dava), porém a apresentação era para encantar os olhos. Lembram que referi a limitação de grandes estudos?? Os especialistas costumam afirmar que os "olhares chegam primeiro nos manjares". Era isso que acontecia...  
          Acho que escrevi demais, né??
        Azar! Tenho saudade DELA e DELE...enquanto escrevo, choro, recordo e agradeço a quem me deu a honra de compartilhar um pedaço da minha vida tão legal que EU JAMAIS ESQUECEREI.
         A certeza do reencontro conforta?? Sei lá...a gente escreve, a gente quer acreditar nisso ou nos fizeram acreditar nisso. O fato é que SAUDADE É COISA DE GENTE GRANDE. Não é pra fracos!!
        Se sou EDINHO, é por tua causa seu "Baixinho". Se sou SILVA é para não te esquecer, Dona CARMINHA. Muito obrigado, Carlão e Xú que me presentearam com este apelido que permite lembrar dos meus pais sempre quando alguém me chama.
Onde quer que estejam, queria que soubessem que mesmos diferentes, cada um com seu jeito, humores e rancores, teus filhos resultaram "COISAS POSITIVAS" e sempre que podem expressam através de abraços como registrado na foto todo o respeito, afeto e paixão.
Amorosamente,

Teu filho, Edinho Silva

13 de dez de 2017

MR. SKULL - um novo espaço que chegou pra ficar...

 
 
             Quem duvida de sonhos tornando-se realidade?? Nem me atrevo.
             Dizem as BOAS LINGUAS que os casais de amigos Cláudio Silva e a Rosana, a Cristina e o Thiago sonhavam em um dia montar um negócio para atender o público de uma forma que gostariam de ser atendidos.
            Não é nada fácil "sair de um lado do balcão e pular para o outro". Sair da condição de cliente e transformar-se em proprietário. Mas quem disse que fácil é melhor?? Pois, em meio a caipirinhas nos finais de semana, férias em família, muita folha de papel e muitas anotações, algumas economias o ousado quarteto entrou em campo.
           Cheios de idéias e muita disposição de colocar a mão na massa com o compromisso coletivo de misturar bom gosto, felicidade, amigos, dedicação. simplicidade e bons serviços o MR. Skull nasceu.
           E desembarcou "cheio de marra" e com o conceito bacana de ser o primeiro Bar BRAHMA de Porto Alegre. Uma franquia exclusiva agregando uma marca conhecida nacionalmente (AMBEV) num ambiente agradável, com serviços de atendimento personalizado, "comidinhas" temáticas de qualidade, seguindo rigorosas normativas, cardápio exclusivo de drinques e coquetéis, espumantes e cervejas sempre na melhor temperatura. E os valores?? Diria que justos...
           Falamos de tudo e não comentamos sobre a música que rola no bar?? Gosta de POP? ROCK ? MPB? BLACK SOUL MUSIC, ou prefere uma autêntica roda de samba?? É com este desafio que iremos comemorar meu aniversário, no próximo dia 19/12/2017 - terça-feira, a partir das 20h, com uma roda de samba de nego véio. No comando "Os Brasileiros", a trilha sonora do Armazém do seu Brasil - Nego Izolino Nascimento, Rogério Sete Cordas, Silvinho e muito mais.
             A impressão que tenho é que 2018 nos reserve muitas parcerias legais e que, a chegada do MR. SKULL no cenário de Porto Alegre reforce muito mais tudo isso.
           Um forte abraço
 
                       Edinho Silva
 
Em tempo: Cristina Meira, Thiago Ferreira, Rosana Della Pace e Claudio Nunes que o MR. SKULL tenha toda longevidade desejada e que possamos ser muito felizes com espaços de reunião de amigos, boas comidas e bebidas.



 
 

30 de nov de 2017

"Soy louco por ti América" - Dá-lhe tricolor....


                                                    imagem do blog Freud EXPLICA - blog uol
 
           Posentão...
            Hoje pela manhã, assisti uma reportagem diferente no SPORTV. O protagonista era um torcedor gremista, seu José, que viajou à Argentina para assistir a sexta Final da Libertadores da América de sua vida. A partida tinha do lado argentino a equipe do Lanus e do lado brasileiro, o Grêmio. Até nada atípico, afinal, como a composição do Lupi já fala “...Até a pé nós iremos, para o que der e vier...”. O gremista, com seus aparentes 60 anos, torcedor fanático, vestia uma camiseta do Lanus, equipe adversária. Perguntado sobre a razão ELE explicou que os ingressos haviam se esgotado na torcida gremista e com isso, só restava espaço no lado argentino. Seu José não teve dúvidas, foi até o comerciante ambulante e comprou uma camiseta do adversário para assistir a partida.
              “O senhor conseguiu controlar a emoção?? Não temeu ser descoberto??” perguntou o jornalista. Seu José imediatamente respondeu: “Filho, acompanho o Grêmio a tanto tempo e venho de tão longe para prestigiar meu time, como não fazer o IMPOSSÌVEL para estar na torcida??”. Putz... Baita lição, diria Eduardo Galeano. Futebol acima de tudo.
               Ontem no dia do jogo, depois de algum tempo longe das partidas finais da Competição e da surra que tomamos do BOCA, do Riquelme e sua turma, chegou a vez de disputar o jogo contra uma outra equipe. O modesto LANUS, já havia feito várias proezas na Competição e todo o cuidado seria pouco. Nosso Gremio, treinado pelo narciso e marrento Renato Portalupi, anunciava diferentes ações para não deixar escapar o título de TRI-CAMPEÃO DAS AMÉRICAS. O Luan estava confiante numa boa atuação, tínhamos uma baixa na defesa, mas tínhamos também a garantia do “Geromito”. O Artur estava tranquilo e o goleirão Grohe em boa fase. Tudo conspirava para um final feliz.
               Arena lotada numa ação do Clube. A avenida Goethe e demais ruas da cidade tomada de bandeiras e camisetas tricolores. Era só alegria. A “flauta colorada” no ar. Um sentimento de “secação colorada”. Minha camiseta gremista perfumada. Meu amado Ricardinho fardado. Cerveja no ponto para acompanhar os petiscos da noite. Enfim...tudo “azeitado”.
                 Decidi voltar para casa caminhando e passei pelo Parque Moinhos de Vento para testemunhar a energia e o movimento. Coisas de supersticioso. Reencontrei amigos e parceiros de longo tempo. Em eventos como estes, finais de campeonatos ao ar livre, é bem fácil reencontrar pessoas. E assim fui “atacado” pelo nego Betinho, uma pessoa especial, amigo de longa data, coloradaço, que um dia me apresentou a “Coréia” – um setor do Beira-rio onde os torcedores assistiam as partidas em pé e curtiam muito todo o espetáculo. EU, mesmo com todo meu “Gremismo”  tive o prazer de aplaudir Falcão e Escurinho (dois craques colorados) ao lado de muitos “coreanos”. “Tá, mas tu não és gremista, Edinho?? Como pode ir no campo adversário??. Respondo sem pestanejar: “Sou gremista, mas gosto de futebol bem jogado (ou BOM FUTEBOL)”. Bem simples.
               O Betinho de camiseta azul vendia latas de cerveja (os famosos latões...rsrsrsrsrs) antes da partida final. Fiquei curioso e perguntei no seu ouvido: “Bah, nego triste!! Virou a casaca?? Tu não eras colorado, afú??”. O cara que guardava punhados de cédulas de R$10,00 num dos bolsos da calça, me respondeu: “Edinho, meu nego!! Nem o Portaluppi, nem o Dalessandro, nem o Luan, nem o Sasha me pagarão o panetone dos neguinhos. E o “meu gelo”, quem banca?? E a boneca da Ritinha, minha caçula?? Não quero nem saber de Segunda Divisão, nem Campeão da América, de fiasco da Seleção Brasileira. Preciso e quero recuperar meus trocos, né mesmo?? ” Coberto de razão. Nem o Presidente Bolzan, nem o outro da Padre Cacique pagam o botijão de gás, a conta da CEEE e nem a costela do Rissul. Então, acho que o Betinho tem razão. E como tem??
            Ontem ainda, postei nas redes sociais uma brincadeira sobre o momento argentino rubro. Não era aplauso ao talentoso D’alessandro, mas sim ao esforço que muitos fizeram para torcer para a equipe argentina. Numa torcida contrária à do Grêmio. Tá errado?? Sei lá...cada um tem a sua razão. EU NÃO SECARIA!! JURO...
            Se meu adversário tá bom, meu dirigente precisa “se puxar”. Se ELE está ruim, meus atletas relaxam e meus dirigentes não se movem. Para finalizar, EU também, sou contra a tal estátua do Renato. Se o Everaldo não teve, por que o Portallupi, treinador da era moderna teria??
E digo mais...se o “Nóia” tivesse o Artur, o Nico Lopes, Luan e o argentino gremista daria 2 gols para o LANUS.
Edinho Silva

    


22 de nov de 2017

"Referências" - Samba genuíno e muito astral. Aliás PURO ASTHRAL


                                                Na imagem: EU, Eninho e Vera Daysi Barcelos no Samba na praça.
 
Posentão...
O primeiro contato que tivemos, confesso não recordar muito bem, mas não sei se isto apresenta toda a relevância. Existem coisas mais importantes a serem destacadas. Por exemplo, quando me aproximei do Puro Asthral e do Juliano Barcellos, o moço tinha um Projeto Cultural de nome bastante peculiar para a proposta. "Bebendo na fonte" era  algo que traduzia meu "olhar" e minha opinião sobre o que penso sobre Samba e suas repercussões. O Grupo propunha através do Projeto o oferecimento de lazer musical gratuito em diferentes espaços públicos. Com um repertório que trazia os sambas clássicos até os mais populares, de Luiz Gonzaga e Lupi, passando por Chico Buarque, Nelson do Cavaquinho e tantos outros.
Depois do "Bebendo da fonte" vieram  outros dois momentos marcantes do Grupo. O Tributo ao samba, um trabalho que primava composições autorais locais e "Samba de rua" - novamente uma releitura de sambas de todos os tempos.
O Puro Asthral passou a ocupar espaços públicos que agregavam muitas pessoas. O vocalista principal e idealizador do Grupo, Juliano Barcellos, mostrou sua versatilidade em blocos. Em 2017, o Grupo mantendo sua ousadia idealizou o espetáculo "Referências" que nasce com o propósito de contar as histórias e as vivências e as  influências musicais recebidas pelos seus integrantes ao longo da vida de sambista.
Partindo da direção e roteiro, vinda das terras cariocas a produção do Grupo nomeou o experimentado  produtor carioca Marcos Salles, jornalista e dono de um expressivo currículo no acompanhamento da carreira  de vários músicos, compositores e cantores do eixo Rio e São Paulo desde os anos de 1980.
Nesta edição o Puro Asthral (Juliano Barcelos, Alemão Charles, Finho e Marcelo Rossi) traz sambas e composições favoritas de autoria de nomes como Candeia, João Nogueira, Lupi Rodrigues, Almir Guineto e muitos outros. Da Terrinha também haverá muita coisa bacana, com destaque para a presença ao vivo dos sambistas compositores Wilson Ney e "nego" Izolino Nascimento.
Além do carioca Marcos Salles a produção do Puro Asthral envolverá profissionais de reconhecidos feitos nas terras gaúchas. Tudo isto já é motivação suficiente para garantir o lugar no Teatro de espaço limitado.
Eu vou e você??
Edinho Silva
 
Serviço:
-  O que:  Show do Grupo Puro Asthral no evento “Referências”.

 - Quando: 28 de Novembro,Terça-feira.
 - Horário: 20 horas.
- Onde: Teatro Bruno Kiefer, Casa de Cultura Mario Quintana - R. dos Andradas, 736 -  6º andar - Centro Histórico, Porto Alegre.
Quanto: Ingresso gratuito.
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Distribuição de senhas:  a partir das 19 horas na bilheteria do Teatro Bruno Kiefer.
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Capacidade do Teatro Bruno Kieffer: 166 lugares.

- Classificação: Livre
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Direção do show: Marcos Salles/RJ .
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Arranjadores musicais: Marcelo Rossi e Alemão Charles.
- Figurino: Luciano Paiva.
- Produção do evento: Grupo Puro Asthral/Vera Daisy Barcellos  (51)99287-9735
- Contatos para entrevistas: Juliano Barcellos -  whatsapp (51) 99926-9900.

 

 

13 de nov de 2017

Aniversário do Armazém do seu Brasil - parte 1


                               Imagem extraída do acervo pessoal do Samuka - na foto, a parceira e filha, Duda Guedes

               Posentão...
               Há 7 anos, de forma despretensiosa iniciei os textos que, algum tempo depois transformaram-se em uma bela ferramenta de comunicação, reflexão e "válvula" de escape para escapar da chatice que a vida muitas vezes apresenta. Pensava em relatar estórias engraçadas ou algo do gênero. Precisava manter discrição e preservar fontes, identidades dos protagonistas, algo no campo imaginário. Este seria o primeiro passo, pois o seguinte seria registrar em pequenos livros para leitura de férias dos amigos. Assim, nasceu o Armazém do seu Brasil, o meu, o NOSSO BOTECO imaginário, espaço de encontros, resenhas e muito samba.
               Iniciei com um layout amador e tal. O sambista, publicitário, contador e gremistão, Samuel Guedes, diretor artístico e executivo da agencia de publicidade STA Stúdio, um dos mentores do Pagode do Andaraí - movimento cultural do Bairro Santo Antônio, em Porto Alegre ao conferir meu trabalho, generosamente "meteu um toque profissional" no negócio. Já perceberam como é bonita a imagem do blog?? Pois, o "carinha" parceiro "das antigas" colocou seu dedo e contribuiu para o sonho ganhar corpo. E assim a "roda foi girando"...
               Hoje, com um número que atinge os 100.000 acessos, 115 seguidores e uma média de quase 550 acessos mensais nos últimos tempos, festejamos sete anos de existência. Não é legal tudo isso?? Muito. Transformei um sonho em Programa de Rádio e consegui através do blog conhecer muitas pessoas, suas estórias, seus mistérios, sonhos e fantasias. E isto é ruim? Claro que não. É ótimo.
              No ano passado, o acadêmico de artes visuais e artista plástico criou e desenhou a imagem visual dos doze personagens. Assim, o livro ganha de fato os "contadores de estórias" do mundo imaginário.
              Em 2018, se as coisas soprarem a favor...o livro ou livros serão publicados. Lógico que, na companhia de efervescentes rodas de samba. Então como primeiro agradecimento pós comemoração, segue meu abraço ao Samuka por ter embarcado comigo na "função do Armazém".
      Valeu demais....

6 de nov de 2017

A arte "suavizando" a dureza de nossas vidas - Por Ramon Alejandro, do Ateliê 1



Posentão...

Conheci o artista, filósofo da vida, agente cultural e pensador moderno Ramon Alejandro, um dos artistas plásticos do Atelie 1 - parceiro do Armazém há pouco mais de 3 anos. Através de um conhecido cheguei até ao Ateliê e ao artista para a produção de uma obra de arte que homenageava um professor da UFRGS, homenageado numa de muitas atividades que fazíamos no trabalho.
Em todas as vezes em que visitava o espaço de arte, SEMPRE FUI ACOLHIDO com um bom papo, um chimarrão, biscoitos e muita resenha sobre a negritude latino americana. O "carinha" que foi Secretário de Cultura de São Leopoldo, temista de escola de samba e responsável pela (talvez) única oportunidade em que a Academia, através do Instituto de Artes da UFRGS aproximou-se da Cultura Popular (no caso o Carnaval de Porto Alegre e a escola de Samba Bambas da Orgia) de fato.
Juntamente com seus parceiros, Titi, Michele e Rafa Braz acolheu por duas oportunidades nosso Sarau do seu Brasil. Situações marcantes.
E por fim, retratou a imagem da acadêmica de Pedagogia, Vitória Santana da Silva, filho de um amigo. RECOMENDO COM LETRAS GARRAFAIS a visita à EXPOSIÇÃO que inicia amanhã.
Lá estarão retratadas a Vitória, a Maria, a Helena e todas as mulheres negras representadas pelos pincéis do artista.
Meu CARINHO, ABRAÇO e APLAUSOS...TU e a força que o Ateliê 1 representa no cenário de arte de Porto Alegre estão de parabéns.

E o texto abaixo?? Não mexi em nada...Respeito as obras e a produção textual...
"as duas maneiras de perder-se são: por segregação, sendo enquadrado na particularidade, ou por diluição no universal”.   Aimé Césaire

 Porto Alegre, o ano é 2017, quase 130 anos passados da lei que extinguiu a escravidão no Brasil.

O ano é 2017 e não há como fugir ao debate sobre a opressão que nós, mulheres negras, ainda sofremos; não há como negar que nossas vidas são negligenciadas e que sim, democracia racial é um mito, pois o racismo silencia, subestima, mata.

O ano é 2017. Reivindicamos e conquistamos espaços, não nos calamos diante da violência, lutamos diariamente para afirmar nossa identidade, lutamos para combater o escárnio disfarçado de elogio que nos acompanha desde a idade mais tenra. Lutamos pa...ra defender nosso lugar de fala!
Mas e o lugar de escuta?

Poderá a arte subverter a lógica da hegemonia? Ser esse espaço de escuta, de visibilidade e de compreensão. Essa é uma pergunta que não pretendemos responder, mas sim tê-la como norte para apresentar ao público a exposição NOME PRÓPRIO.

O conjunto de 13 telas traz retratos de mulheres que dispuseram uma narrativa própria ao olhar do artista e que por tal particularidade, não se condiciona ao imaginário ou à expectativa do mesmo. Em sua obra, Alejandro parte da estética do Muralismo Latinoamericano, os grandes retratos redimensionam o olhar, trazem à tona para o espectador uma visão que tanto nas artes quanto no cotidiano, parecem estar destinadas à invisibilidade.

NOME PRÓPRIO é um registro que tem por desejo enaltecer a potência das possibilidades múltiplas, na contramão da visão simbólica construída e culturalmente sedimentada no Brasil sobre as mulheres negras, visão que ainda nos atribui uma perspectiva meramente utilitária, descartando a humanidade em nossas vivências.

A exposição dá continuidade ao trabalho de Alejandro Ruíz, artista que tem como tema recorrente a cultura afrodescendente no Uruguai e Brasil, países esses onde iniciou suas atividades na militância e nas artes, respectivamente, tendo contribuído com o Carnaval de Porto Alegre aproximando a Academia da Arte Popular e Semana da Consciência Negra.

Convite feito! Visita ansiosamente aguardada.
Aline Gonçalves, curadora.
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EXPOSIÇÃO NOME PRÓPRIO
Local: Centro Cultural CEEE Erico Verissimo
(Rua dos Andradas, 1223 - Porto Alegre, Rio Grande do Sul)
Abertura: 07 de Novembro de 2017
Término: 15 de dezembro de 2017

19 de out de 2017

Casa de DONGA - o samba de nego véio

                                      Acervo pessoal: Fábio (de azul) e Dodô Ananias (vermelho)



               Quando presenciamos familiares reunidos num clima de alegria, amizades e muito afeto logo pensamos na possibilidade de um comercial de margarina. Ou seja, um agrupamento de gente feliz.
               Sinceramente, tenho identificado poucas situações como estas. Enfim, o SER HUMANO anda tão doido nos últimos tempos. E quando este "ajuntamento" acontece numa roda de samba entre parentes?? Putz!! Estou começando a gostar desta função. Era um sábado iluminado por estrelas, a quadra da Praiana lotada para assistir o show nacional da sambista paulista Eliana de Lima e a galera da Batucada do Armazém era um dos convidados para abrir a noite de muito samba. Lá estavam Volnei Neves, Rogério Pereira, Roberto Nascimento, Fábio Ananias e o Titi. Nos arredores, participando da passagem de som havia um jovem e inquieto sambista - Douglas Ananias, que experimentava todos os instrumentos com uma desenvoltura muito positiva.
                Pois, o Dodô cresceu em todos os sentidos. Sambando, batucando e cantando sempre com o tiozão Fábio Ananias por perto, provocavam uma curiosidade entre as pessoas que se aproximavam. Afinal, quem era o Criador ou a Criatura, quando as coisas se misturam?? O "tal" Dodô, o mais jovem já trazia um parentesco com um grande intérprete de Carnaval que conheci - um tal de Nego EDU!! Bah!! Então estes almoços e festinhas familiares não poderiam resultar em outras coisas se não belas e animadas rodas de samba.
"Tá, Edinho, mas onde entra ou fica a tal "Casa de Donga?". Ah, nunca ouviram falar no Vô Donga? Pois, o tal "nego véio" imaginário busca saudar e prestar uma homenagem a todos os sambistas que marcaram as rodas de samba Brasil afora. Quem nunca viu, um nego véio animado numa roda de samba com seu cavaco, ou violão, surdo, pandeiro ou até mesmo, no prato ou no agogô.
Então, caros romanticos e saudosistas...preparem-se...Vem aí o Regional "CASA DE DONGA" e seu samba de nego véio.
            O Fábio Ananias e o Dodô Ananias estão preparando muito Roberto Ribeiro, João Nogueira, Guineto, Zeca, Beth Carvalho, Candeia, Aniceto, Marçal, Jovelina e muito mais. "Tá e se eu quiser ouvir o Ferrugem ou Sorriso Maroto?" Desculpem...é em outra roda de samba!
            EU to convidando e garantindo o sucesso. Vem chumbo grosso aí, hein?? Os "Ananias" estão prometendo coisinhas...

Serviço:

Casa de DONGA - e seu samba de nego véio
Onde? Buteco do Aldo - rua André Belo, 584 - Menino Deus
Quando? 19/11/2017 - domingo (Com qualquer tempo!)
Investimento cultural: R$20,00 - Roda de samba e almoço
Resenhas, reencontros, brindes e muito coisa legal