26 de fev. de 2013

Cartões malvados




Na conta do Carlito Trovão.

           A Judith e o Moreira resolveram pegar um cineminha em época de Oscar. Rumaram a um grande   shopping da Cidade em busca de boas acomodações, oferta de filmes, estacionamento seguro, coca-cola e pacotão de pipocas. Dos grandes para ter graça.
          Ao final do filme, passaram no quiosque do estacionamento, pagaram a respectiva taxa e rumaram para o carro. Na saída, junto à cancela, a Jujú (como chamava o Moreira), motorista da familia, pediu ao marido que alcançasse o cartão magnético para introduzir no espaço receptor de cartões. Pois, não é que o "bocaberta" do marido alcançou o cartão do estacionamento do condomínio e não do "shoppis"?? Verdade.                                  Como a cancela não abriu, o casal tascou o dedo no botão que chama o atendente. Inesperadamente, a cancela abriu-se e o Moreira recomendou que a "patroa" acelerasse e fosse embora dali, deixando para trás o cartão que não foi aceito.
         Ao chegar em casa, quando foram introduzir o cartão do estacionamento perceberam o erro. Putz, e agora?? Retornaram às pressas ao shopping para procurar o cartão perdido. Óbvio, não acharam. resultado disso?? Uma despesa de R$36,00 por um cartão novo do estacionamento. O equivalente a dois ingressos de cinema para assistir mais um premiado do OSCAR. Só isso?? Nada. Mais 180 minutos de discussão de relação de casal.

25 de fev. de 2013

Selo ou não sêlo, eis a questão


               Hoje à tarde me dirigi a uma agência dos Correios para postar algumas cartas a amigos. Mesmo com a velocidade da internet não abro mão de corresponder-me e enviar cartas escritas com o próprio punho a meus "especiais". Por que?? Simples. Prestigio os serviços dos Correios, ajudo a manter algumas pessoas empregadas (no caso o carteiro e todos envolvidos no processo de entrega de correspondências), oportunizo quem gosta dos meus traçados a ter uma recordação de uma grafia e possibilito que minhas parcerias recebam diferentes tipos de cartas (nem me fale, das famigeradas...). 
              Costumava utilizar os serviços da CARTA SOCIAL. Já ouviram falar nesta modalidade?? O custo é R$0,01, a carta não deve pesar mais do que 10gr, redigida de próprio punho, pessoa física e um número restrito de 5 cartas por dia para cada remetente. Não é uma boa?? ERA, pois algum infeliz e desconectado vinculou o tal serviço a programas sociais do Governo. Ou seja, uma pessoa comum que não recebe bolsa-familia ou qualquer outro tipo de benefício NÃO PODE MAIS UTILIZAR O SERVIÇO. Precisa usar o selo mais barato e popular que custa R$0,80. Fiquei triste e indignado principalmente, porque as pessoas já não escrevem tanto assim. Alguns sequer sabem da existência dos Correios (principalmente, os que são atendidos pelos Projetos sociais). Foi duro receber tal informação.
             Precisava compartilhar meu sentimento de ira com alguém. Procurei o Zeca do Surdo e desabafei. Na metade da fala, o cara lascou: "Mermão! Em 2010, um entidade não governamental aqui do Sul organizou um curso de restauração de obras de arte voltado às comunidades da periferia de Porto Alegre. Idéia genial e sem custo aos alunos, onde os mais desprovidos economicamente pudessem qualificar-se e ingressar no mercado de trabalho. Né, mesmo?? Faltou um detalhe: as inscrições só eram aceitas pela internet. Ah, dá licença, mermão?? - esbravejou o cara. "Neguim, não tem uma moeda para pagar a lan house, não tem note book em casa e muito menos computador. Como fazer a inscrição??" - indignava-se.
             Ouvimos falar que as escolas públicas receberão tablets, notebooks, computadores e impressoras de última geração. Mas, alguém perguntou se as bibliotecas destas mesmas escolas não precisavam de novos livros e profissionais bibliotecários para atuarem nestes espaços??
              Coisas do Brasil?? Não. No Chile, na Argentina, em Portugal, na Espanha é tudo muito parecido. O que fazer?? Já combinei com o Zeca, vamos pegar o jornalzinho mensal do gabinete do nosso deputado federal e lascar email e outras cartinhas na direção dele. Afinal, se o assunto é federal que se mexa, ora. Nosso senador, votou no Renan Calheiros, mas vai levar carta também...
              Espernear é preciso. Creio que, Sócrates concordaria comigo.

Edinho Silva

19 de fev. de 2013

"Da série - Personagens top do Armazém - 2" - ImagiNANDO mil coisas





             Sabe aquelas relações de afeto e amizade que, atravessam os tempos?? E o desafio de conviver com as diferenças?? Pois assim é minha ligação com o Nando Laitano. Somos completamente diferentes e ao mesmo tempo, muito iguais. Não nos vemos há muito tempo, mas tenho a impressão que ELE mora na casa ao lado. Sujeito generoso, criativo, fiel, apaixonado pela vida, pelas artes e pelas coisas do mundo da comunicação. Isto mesmo? comunicação. Atualmente, o  cara trabalha com publicidade e nutre há muito tempo uma paixão comum: o rádio. Prova disso é a dezena de aparelhos de rádio espalhados pela casa do moço. Na cozinha do cara, sobre a geladeira, existe uma simpática coleção de pingüins. De todos os tamanhos e formas. E o que tem entre, eles?? Um rádio, daqueles antigos herança de seu pai. Na sala de estar, existe um daqueles modernos, última geração e tal. No seu quarto, o tal “ninho do amor” podem  faltar morangos, espumantes, aromatizantes, luz baixa, estas coisas. O que não pode faltar?? Rádio. Tem dois inclusive. E no banheiro social??   Qualquer visita que  deseje fazer o tal “número 2” estará bem acompanhada, além de revistas e jornais atualizados, encontrará o bom e velho PHILLIPS. Um detalhe: todos em estações diferentes.
                E o coloradismo do moço?? Impressionante. Herdada do pai, a paixão rubra o acompanha desde os tempos de menino, ou do tip top  e das fraldas. ELE não lembra muito bem. Depois de crescido, quando ouvia o sambista Roberto Ribeiro cantar “Todo o menino é um rei...Eu também já fui rei...”, só acreditava se o gurizinho fosse colorado, pois segundo ELE, guri gremista não era rei de nada. Entenderam agora aquele papo de conviver com as diferenças?? Como um gremista como EU poderia conviver e gostar tanto de colorado?? Tive que ouvir muitas histórias sobre o Falcão, Figueroa, Valdomiro, Tafarel, etc.
              E a fidelidade às amizades e ao mundo das artes?? Tanto o conceito de amizade como o mundo das artes lhe foram apresentadas por seus pais, Cosmo e Cordélia,  desde cedo. Até hoje sua mãe e melhor amiga, dona Déia registra seu talento em telas que enfeitam as casas e ambientes dos amigos mais próximos.
           E o coração do cara?? Ocupadíssimo. Coloca uma meia dúzia de camisetas, algumas bermudas na mochila, o “carrinho” ou skate como chamam alguns, CDs de rock gaúcho no porta mala do carro e pisa fundo rumo à casa da metade de sua laranja, Alice, localizada no morro das pedras, próximo à Praia do Campeche, em Santa Catarina. E assim quando a caranga invade o solo catarinense ao som do Ney Lisboa, do Replicantes ou do velho Rolling Stones é sinal de que o ImagiNANDO tá pintando na área. Cheio de amor, energia e todo colorado (com as fotos do Dunga e do D’Alessandro na carteira).

         Edinho Silva


Em tempo: Aliciador de menores colorados!!!!

Comidinha brasileira com toque napolitano




                  Quem pensa que gastronomia italiana é apenas representada por um cardápio de massas e molhos autênticos, carnes e temperos fortes. Engana-se. Outro dia, na companhia do Dr. Totonho e da tia Cenira, conheci o Basilico Restaurante – na 24 de outubro, em Porto Alegre.
                  Com a oferta de saborosos pratos brasileiros com um toque de mama italiana servidos em panelas mineiras, carnes suculentas, variadas e criativas saladas, frutas aromáticas, sobremesas diversificadas, um qualificado serviço de garçons, uma decoração temática e de bom gosto, uma aconchegante área externa, preço justo e atendimento personalizado pela proprietária, sra. Marlene o Basílico credencia-se na condição de uma boa opção para um agradável almoço no bairro.
                 Na oportunidade em que fomos, no mesmo Buffet onde foi servido uma deliciosa massa com molho de ervas finas festejadas nas cantinas de Genova, podemos nos deliciar com um peixe regado a um molho de leite de côco. Tia Cenira não dispensou a feijoadinha e suas guarnições num estilo bem brasileiro. Segundo ela: “Impecável”.
                Então tá feito o convite. Quer conhecer mais um espaço em Porto Alegre, simpático, acessível no preço e comida de sabor parecido ao tempero da Nona Maria?? Apareça no Basílico.

            Edinho Silva

Serviço:
Basílico Restaurante – av. 24 de outubro, 1344 – Porto Alegre
De segunda a sábado – das 11h15min às 15h
Reservas e contatos: (51) 3343-3939/(51) 99405930 Marlene Sartori
  

30 de jan. de 2013



Estimados amigos do Armazém:

O final de semana de todos nós foi marcado por aflições, lágrimas, tristezas  e de reflexões. Identificar responsáveis ou culpados pela tragédia de Santa Maria não minimizará a dor das pessoas. O que de fato nos revolta, a mim e o Zeca do surdo - o polêmico do Armazém, é o maldito pecado chamado GANÂNCIA. Sim, a enlouquecida e podre disposição de arrecadar dinheiro a qualquer preço. Assim os promotores de festas superlotam os ambientes, os artistas apresentam-se em mais de um local, os valores cobrados pelo ingressos disparam, seguranças destreinados e mal remunerados são contratados, comes e bebes são "batizados" e com seus valores cobrados nas alturas, manobristas cobrando estacionamentos que não existem, truculência no tratamento oferecido em algumas situações na relação cliente-prestadores de serviço, maior investimento em flyer e nenhum investimento em medidas de segurança. Tudo em nome do "vil metal".
No caso caso da casa noturna de Santa Maria, a banda comprou artefato impróprio para não gastar muito e produzir um efeito de pirotecnia. Os donos da casa não gastaram seus recursos para as alterações no layout e nos equipamentos de segurança. Muito menos em treinamento aos seus prestadores de serviço (seguranças, atendentes e demais funcionários). Quanto menor o investimento, maior o lucro final.
Eta, gente triste...estes gananciosos.
O nosso Armazém do seu Brasil de todos os domingos não foi ao ar no último dia 28/01, mas ao preparar o recomeço de nossas vidas orando pelos que partiram e pelos entes queridos que ficaram com a saudade anuncio que no próximo dia 03/02/2013, das 13h às 14h,  no www.radioestacaoweb.com mais uma edição inédita do programa de rádio WEB que cresce a cada semana. 
Minha solidariedade e orações às familias, aos amigos e a todos que sensibilizaram-se com a tragédia. O resto é piada de mal gosto e humor barato.

Edinho Silva

Abaixo o texto do Fabrício Carpinejar, poeta gaúchoPublicado na capa do Globo do dia (28/01/2012).

 Morri em Santa Maria hoje. Quem não morreu?
TRAGÉDIA EM SANTA MARIA
Morri em Santa Maria hoje. Quem não morreu? Morri na Rua dos Andradas, 1925. Numa ladeira encrespada de fumaça. / A fumaça nunca foi tão negra no Rio Grande do Sul. Nunca uma nuvem foi tão nefasta. / Nem as tempestades mais mórbidas e elétricas desejam sua companhia. Seguirá sozinha, avulsa, página arrancada de um mapa. / A fumaça corrompeu o céu para sempre. O azul é cinza, anoitecemos em 27 de janeiro de 2013. / As chamas se acalmaram às 5h30, mas a morte nunca mais será controlada. / Morri porque tenho uma filha adolescente que demora a voltar para casa. / Morri porque já entrei em uma boate pensando como sairia dali em caso de incêndio. / Morri porque prefiro ficar perto do palco para ouvir melhor a banda. / Morri porque já confundi a porta de banheiro com a de emergência. / Morri porque jamais o fogo pede desculpas quando passa. / Morri porque já fui de algum jeito todos que morreram. / Morri sufocado de excesso de morte; como acordar de novo? / O prédio não aterrissou da manhã, como um avião desgovernado na pista. / A saída era uma só e o medo vinha de todos os lados. / Os adolescentes não vão acordar na hora do almoço. Não vão se lembrar de nada. Ou entender como se distanciaram de repente do futuro. / Mais de duzentos e trinta jovens sem o último beijo da mãe, do pai, dos irmãos. / Os telefones ainda tocam no peito das vítimas estendidas no Ginásio Municipal. / As famílias ainda procuram suas crianças. As crianças universitárias estão eternamente no silencioso. /Ninguém tem coragem de atender e avisar o que aconteceu. /As palavras perderam o sentido.

29 de jan. de 2013

Homenagem às Velhas Guardas do Brasil



O dr. Totonho, consultor cultural do Armazém do seu Brasil recomenda a "fita". Segundo ele, o filme "é Romantismo e sensibilidade aos 4 ventos", diz o moço.
Eu também assisti. De fato é muito bom, mesmo.

Edinho Silva



 
"O Mistério do Samba" mostra beleza das coisas simples
MIGUEL ARCANJO PRADO da Folha Online

       O documentário "O Mistério do Samba" apresenta-se como um retrato simples e poético da Velha Guarda da Portela. Dirigido por Lula Buarque de Hollanda (sobrinho de Chico Buarque) e Carolina Jabor (filha de Arnaldo Jabor), a obra foi produzida pela cantora e compositora Marisa Monte.
        Durante seus 88 minutos, o longa faz com que a platéia adentre pela porta da frente no cotidiano da comunidade da agremiação carnavalesca da Portela, uma das mais tradicionais do Carnaval e do samba carioca, em Oswaldo Cruz, na zona norte do Rio.
Enquanto os personagens surgem com seus casos pitorescos e histórias de sambas do passado, um clima de melancolia fica no ar.
       "Não sei se a palavra é melancolia, mas é fato que eles são saudosos. O cara é da Velha Guarda da Portela: ele é velho, tem uma estrada de vida longa, sofrida, cheia de dificuldades e de decepções. Tem sofrimento, sim, até pela proximidade da morte, que deve mexer muito com eles; mas, sem tristeza não tem samba bom", diz Carolina Jabor, uma das diretoras do filme.
        O filme foi feito em dez anos, desde 1998, quando Marisa Monte resolveu resgatar sambas esquecidos para seu disco "Tudo Azul". Até o chamado da cantora amiga, os dois diretores sequer freqüentavam ocasionalmente a quadra da escola azul e branca. O contato começou com o pessoal da Velha Guarda, através da Marisa, para depois passarmos a freqüentar a Portela e Oswaldo Cruz. 
 
Fonte: Extraido da Folha de São Paulo - 27/08/2008 - 11h01

24 de jan. de 2013

"Da série - Personagens top do Armazém - I" - JP - o filósofo

          Essa é na minha conta pessoal

          A vida fica mais legal se estivermos atentos a todos os sinais que ELA nos oferece. Enxergar com olhos de colecionador de selos, ouvir como platéia de ópera e falar como conversa no baile de terceira idade(de forma pausada) são objetos fundamentais para a compreensão destes sinais. Há também as ferramentas provocadoras, imprescindíveis para o êxito no processo. O João Paulo Silveira - o JP, ou o tio João Paulo ou meu irmão Paulo (como diz o Carlão) é uma ferramenta provocadora.
          Por que?? Explico a seguir: Há 15 anos quando ouvi falar coisas a seu respeito, soube que o "carinha" era do tipo autodidata em várias coisas. Atacava em todas as áreas. Criava maravilhas na Publicidade, arranjos malucos no violino e em instrumentos de percussão, desdobrava os cálculos matemáticos mais malucos que surgiam no curso de Matemática Plena, questionava os injustos conceitos da Justiça e do Direito formal, ganhava grana e gastava grana (por que não?? Moeda e para circular mesmo), gerava filhos, escrevia textos e posições, falhava e acertava como todo SER HUMANO normal, criava peças e desafiava a informática. Eta, "homizinho" danado. Quando soube de tudo isso, tentei me aproximar. Pensa que foi fácil?? Claro, que foi...pois o sujeito, com toda fama de aterrorizar pessoas e "quebrar" argumentos ultrapassados de visão de mundo mostrou-se muito generoso. E provocador, pois mete a colher em temas polêmicos e aos mais triviais da vida moderna.               Possivelmente, pode ter tido comportamento diferente em outras situações, mas minhas experiências nos últimos 5110 dias de nossa convivência foram os mais provocantes, desafiadores e bem humorados. E não é que, o cara tornou-se filósofo. Na real, recebeu o papel, afinal, num tempo em que todas as pessoas aplaudem o mesmo indivíduo que um dia disse que "era terrível" e em alguns anos depois diz que "é o cara". Ser provocador e despejar reflexões nas cabeças, sejam elas jovens, como teus alunos, ou contemporâneas a ELE, como os amigos e parentes, é muito bom.                      Minha rainha e tua sobrinha Paty tem razão, TU és "pedra 90". Aliás, parafraseando um primo querido, que hoje habita um outro plano de vida..."Foi muito bom ter vindo neste mundo e ter te conhecido".  
          E era isso...com carinho,

Edinho Silva

Em tempo:  Se fosse "mala", não seria carregado pela juventude. A imagem simboliza o HOMEM à frente do olhar científico. Exatamente como pensa o JP, antes do cálculo ou da fórmula, está a pessoa, com seus defeitos, seus valores, suas qualidades e suas fraquezas.