12 de nov. de 2013

Os canários do Sul

Mais uma postagem do Baticumbum...


Na foto, uma homenagem dos Bambas da Orgia ao GRANDE Jajá. Ao fundo, o Batuqueiro do Armazém, Fábio Ananias

 
Outro dia escrevi em algum informativo, não lembro se era no Armazém do seu Brasil ou no BATICUMBUM, ou até mesmo um outro espaço, sobre a forma como acordava no período pré-Carnaval na minha adolescência. Dormia mais tarde nos finais de semana, pois o canto da grande Maria Helena Montierr, na época primeiro microfrone dos Imperadores do Samba, chegava até minha casa. Coisa boa.

Depois, quando podia, chegava com os amigos até a Unidos do Umbú, na Medianeira, para conferir o Luiz Fernando Lima, também conhecido como MENECA, para conferir o canto e as composições de sambas daquela escola. Os corneteiros afirmavam que o moço não podia pensar em algum enredo ou samba que inibisse seu pedido para os céus mandarem água. E como chovia quando o Umbú desfilava.

Certa vez, um parceiro que era o passista principal da Escola desfilou com uma fantasia bem bacana de guerreiro tribal, tecido de tigre e tal. No meio da avenida, caiu o "toró" e o cara chegou na dispersão parecia o Tarzan. Da roupa do príncipe negro só sobrou a sunga. Todo molhado a "realeza".

Quer conhecer o final da história?? Acessa www.baticumbum.com.br  - na Coluna "Na arquibancada", todas as sextas-feiras.

7 de nov. de 2013

Visita ilustre para aliviar um momento de dura reflexão



           O sujeito da foto chama-se Matheus de Assis, guitarrista, solidário, sensível e talentoso. Integrante da banda regueira Orio Jah, um produto cultural prá lá de bacana, do bairro Restinga (https://www.facebook.com/pages/Banda-Ori%C3%B4-Jah/462506957150830) veio, na companhia da parceira Kerollen Luana (o desenho na filosofia), visitar a primeira turma do curso Superior em Gestão Desportiva e de Lazer, do IFRS/Restinga. Na companhia de meu colega e parceiro, Rodrigo Dutra, fazíamos uma pesquisa para um seminário em sala de aula sobre um tema bastante pesado. "Associações filantrópicas - a recreação como função social".
            Pela amplitude a ser abordada, decidimos elaborar um trabalho por amostragem. Escolhemos 6 instituições (3 abrigos e casas lares e 3 asilos) próximas ao terceiro setor (entidades sem fins lucrativos que mantém-se através de parcerias e doações). Definimos que, 4 destes endereços seriam de instituições bastantes conhecidas e as outras duas sem tanta projeção na Cidade. Por que o critério?? Simples. Com o estudo tivemos a certeza de que, as quatro mais conhecidas da comunidade portoalegrense são atingidas por diversas vias. Enquanto as demais, apostavam nas novidades do cotidiano.
              Nossa apresentação foi tensa, pois o tema é bastante delicado. Identificar em crianças que são abandonadas ou órfãos, os idosos que são "esquecidos" pelas famílias o que mais os agrada enquanto entretenimento é uma dureza sem fim. Identificamos um grupo de acadêmicos da UFRGS que através de um projeto voluntário conta histórias num lar de idosos. O que isto tem de novidade? Nada. Alguns foram abandonados pelos parentes e querem mesmo uma visita para conversar, contar suas histórias. Numa reconstrução de relação de amizade. Em relação às crianças, percebemos muitos casos de "uma invisível rejeição" da sociedade. Afinal, na equivocada ótica de alguns, filhos de abrigos assistenciais e casas lares (sem famílias) estão condenados a serem pessoas não tão "boas" assim. Ou por questões genéticas ou por educação mesmo. Enfim, manhã tensa.
             Modificada, ao final, quando de violão em punho, nosso convidado Matheus interpretou 3 músicas (uma de Cazuza e duas do Legião Urbana). Depois de cantarmos juntos, eu e meus colegas, fomos para casa com os versos do Renato Russo na cabeça..."É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã... Porque se você parar pra pensar, na verdade não há..."
Valeu Matheus e até a próxima. Vida longa à Orio Jah.
Abraços,
 
Edinho Silva

4 de nov. de 2013

Paixões verdadeiras

Na semana passada publiquei na íntegra o post fragmentado abaixo no Baticumbum. Quer conhece-lo por inteiro?? Acessa lá www.baticumbum.com.br  - na coluna "Na arquibancada".



...Enquanto o atleta era recebido com a camiseta do novo clube, beijando o distintivo (aquelas coisas de paixão fugaz), EU recebia meus amigos com um caloroso abraço e a promessa de algumas Polar, churrasco e muito samba. O jogador dirigia-se para o estádio, onde daria uma entrevista coletiva. E nós para minha "humilde residência". Por alguns momentos ficamos observando a empolgação das pessoas, os "famosos beijos" no simbolo do time. O que um time tem de mais sagrado. Mais ou menos parecido com um pavilhão de uma escola de samba.

Falando em samba, a mulher do meu amigo, perguntou se aachava que a demonstração de afeto do atleta era sincera, de coração. Seu marido, corintiano roxo, participante atento da conversa disparou uma pergunta que não soube responder. Perguntou ele: "Quando os destaques de Carnaval do Sul, trocam de escola (alguns ao final do desfile, inclusive) ou em meio à temporada, também distribuem juras de amor à nova escola como em outras capitais?? E a fidelidade, onde fica?? Pergunta o cara. Não soube responder. ..

Boa leitura. Abraços, Edinho Silva

31 de out. de 2013

Improviso do bem




                 O alemão Vilmar é um especialista em driblar adversidades em nome da animação e uma boa batucada. O cara é bom de surdo, de piada e de Arlindo Cruz. Por que?? Simples. Engoliu 2 discos de vinil, 4 cds e dois dvds do ex-parceiro do Sombrinha. Numa roda de samba pediu Arlindinho, o Vilmar salta da cadeira e "abre o bico" a cantar.
                 No último final de semana, numa apresentação de gala, o alemão e seus parceiros iriam comemorar o quinto aniversário de seu regional "Os moleques de pileque", um time de muito samba de raiz. Chegou o Zezão do cavaco, o Pitoco do violão, Zaqueu do pandeiro, o Batista da percussão geral e o Vilmar, com o seu "Contemporânea" bem afinadinho. Ajustados os instrumentos e microfones minutos antes de começar o sambão, o alemão Vilmar percebeu que seu surdo balançava.  Isto mesmo, pois estava sem o apoio das partes que sustentam o instrumento. Geralmente os músicos colocam pedaços de esponja no "pé" do apoio. E agora, o que fazer?? Não tem esponja. O cara não teve dúvidas. Olhou para os lados, tirou o casaco e os dois blusões que vestia fazendo uma "bola de lã" e ajustando na base do suporte. Pronto. O samba estava garantido.
                O bar lotado, os casais dançavam e sambavam, mas os mais atentos não tiravam o olho do tal ajuste (digo, gambiarra do samba). Uma moça, mais curiosa, perguntou ao Vilmar: "Moço, qual a razão de colocar os blusões no suporte do surdo?? O cara prontamente respondeu: "É simpatia, moça!! Pra dar sorte e vida longa ao samba". E seguiu cantando..."Não deixe o samba morrer..."
                É mole?? O Carlito Trovão jura que é verdade. Eu não duvido, de nada!!       

29 de out. de 2013

E a cultura popular não pára, em Porto Alegre



Depois da ABRH-RS ter trazido à Porto Alegre o talentoso  Paulo Barros, premiado carnavalesco carioca para discutir e propor reflexões sobre Gestão de pessoas, os festejados festivais de sambas enredos pelas escolas de Porto Alegre, os movimentos do deputado petista Paulo Ferreira em prol do Carnaval do RS, surge a iniciativa da Faculdade Monteiro Lobato  de propor seminário de dois dias para refletir a maior festa da cultura popular.
Vai perder?? Os painelistas, assim como os mediadores, são verdadeiros destaques na avenida.
Vamos?? O convite tá feito. Lembram de Sócrates?? "Só sei que nada sei"?? Então vamos, ora.

Já que o assunto é cultura popular. Que tal conversarmos numa roda de amigos, com bebida gelada num Puro Astrhal??




                 O conceito sobre cultura pode ser muito subjetivo. Ou como afirmam alguns, muito pessoal. Como são os narizes das pessoas e os CPFs. Enfim...para conversar sobre cultura não há necessidade de conhecer profundamente as obras de um artista plástico brasileiro, ou as peças de Villalobos, ou a poesia de Drummond, talvez a leitura de algum livro do João Ubaldo Ribeiro. Basta termos humildade de aprendizado, sutileza nos ensinamentos e generosidades em compartilhar todo o conhecimento que cruza nossos olhos e ouvidos.
                 E é assim quando converso com jovens como Juliano Barcelos (Grupo Puro Asthral) sobre samba e esportes coletivos; com a Karol Venturela e a MPB tocando nos Ipods da juventude, ou com o Luiz Palmeira (o professor eclético de violão) quando conversamos sobre Música Brasileira de todas as ordens. Com o artista plástico argentino, Ramon Alejandro e suas paixões pelo Brasil e suas negritudes. Falar de cultura me remete a discutir com meu colega Juarez Alves sobre a influência do folclore andino na música gaúcha. É conversar com meu sogro, Carlão e seu jeito polêmico de contestar as afirmações banais de ver e viver cultura. Trocar conceitos com meu amigo filósofo João Paulo Silveira. Produzir meu programa de rádio de todos os domingos. Escrever e oferecer aos leitores da coluna "Na arquibancada" do Baticumbum e "tentar caprichar" nas linhas expostas.
                Na minha modesta opinião, a construção do Capital Cultural começa por uma concentração de pessoas amigas, interesses em comum e distantes de preconceitos e pré-julgamentos, num ambiente agradável. Poderia ser numa casa de chá, ou ouvindo bolero num boteco, ou quem sabe passeando numa praça. E se for num bar descolado, ao som de um samba bacana junto a pessoas agradáveis?? Melhor ainda. Então, seguinte...independente do conceito de cultura popular que possa ter,  agrega-te aos Amigos da Cultura Popular liderados pela Vera Daisy Barcelos e nos acompanha numa  segunda-feira inesquecível.
              Vamoooo?? Eu vou!!

Edinho Silva   

28 de out. de 2013

Os reis também choram


            Eu ainda era criança quando o Roberto Carlos - o Rei (?) cantava e dizia..."Eu quero ter um milhão de amigos e bem mais forte poder cantar...". Acho que, ELE queria mesmo é investir em quem comprasse seus discos, comparecesse aos seus shows, viajassem nos Cruzeiros e coisas parecidas.
            Pois, chegou o FACEBOOK uma ferramenta de aproximar as pessoas mais distantes, proporcionar reencontros, manifestações e tudo mais. Por ocasião, da comemoração do aniversário da Batucada do Armazém, no último dia 27/10/2013  realizada no Clube Silêncio, uma bela casa noturna da Cidade Baixa, que nos recebeu de uma forma simpática, acolhedora e muito respeitosamente  no domingo acionei todos mecanismos de comunicação que dispunha para arregimentar uma galera significativa para o evento. Fiz material gráfico, boca a boca, nossos amigos da imprensa, da coluna de samba e Carnaval mais lida do Estado - Chora cavaco colaboraram e anunciaram na coluna do Diarinho, os blogs de Carnaval BATICUMBUM e o Setor 1,  contribuiram igualmente, anunciei no meu programa de rádio e no armazemdoseubrasil.blogspot.com. Só faltavam as redes sociais. Sim, acreditem o facebook da Batucada possui 4.969 amigos no tal "Facis", como diria o Mussum. Todos os dias chegam inúmeros convites para novas amizades. A estes enviei, exatos 4.382 convites para o evento. O Volnei, a liderança do grupo possui 835 amigos. O Fabio Ananias outros 1.108 amigos. O Roberto Nascimento, 2.148 amigos. O Rogério Sete cordas, o do violão, possui 288 amigos. Eu, Edinho Silva, 606 amigos. O Mauro Peixoto, 653 amigos. O mailing da casa atinge os 8.000 endereços. Conseguiram contabilizar quantas pessoas envolvidas nos contatos?? Não?? Nem eu. Não vale a pena somar.
            Por que toda esta resenha?? Simples. Frustração e tristeza. Depois de 6 meses de negociação com o Arthur, do Silêncio, para que uma festa de samba de raiz ou partido alto (ou de verdade, como queiram??) ser incluído na disputadíssima agenda do bar, uma oportunidade legal para os ritmos brasileiros gradativamente retomar seus espaços na Cidade Baixa contabilizar um pouco mais de 15 pessoas. É muito pra minha cabeça!!! Uma sonorização muito boa, lustre luxuoso, cortina requintada, bebidas geladas, segurança de primeira, banheiros limpos, mesas e cadeiras confortáveis. Tudo para favorecer uma boa festa. Meses e meses de ensaios dos grupos. Ufa...às vezes acho que a Alcione exagera um pouco, quando afirmou..."Não deixem o sambar morrer...". Chego a pensar que ELE, o samba poderia morrer numa noite como ontem, para num dia ensolarado como hoje, renascer melhor, diferente. Nas composições?? Não, nas posturas de quem o aprecia.
           Confesso. Eu não queria um milhão, 2.000 ou 500 pessoas presentes. Pretenciosamente, eu só queria uma parcela daqueles que postam convites, deixam recados, ou um pequeno grupo dos que fazem parte da legião que NAS REDES SOCIAIS (nas banais relações de redes sociais) e até mesmo daqueles que vivem de alguma forma convidando a Batucada para uma "canjinha" nos aniversários, nos batizados, nos galetos e sei lá aonde.
E os convites via redes sociais?? Nos poupem. Não vai na minha, não vou na tua. 
E aos fiéis e "confirmados" que compareceram puderam compartilhar muitos sambas legais, boas conversas e risadas. A estes, nas suas, parafraseando Sidnei Magal  "...me chama que eu vooouuuu!"...
Abraços,

Edinho Silva