28 de nov. de 2013

A COISA TÁ PRETA...e dai?? Chega mais perto e confere



           Ousadia, sensibilidade, bom gosto e refinamento. Esta é a definição mais apropriada para a publicação que chega no mercado editorial. Hoje, confesso que foi um pouco difícil guardar segredo para "guardar a quatorze chaves" a notícia sobre a revista "A COISA TÁ PRETA". Não entenderam nada, né?? Pois, tive o prazer de ser convidado pelas jornalistas Thais Silveira e Renata Lopes, na companhia da administradora e gestora de negócios Cintia Bicca para junto das coisas do Armazém do seu Brasil me agregar neste projeto especial que se transformou em revista.
           Com uma tiragem trimestral de 10 mil exemplares, a publicação será distribuída em Universidades, Clubes, Sociedades, Instituições Públicas e Privadas, Escolas de samba, redutos culturais, Escolas de músicas, lugares públicos de circulação de pessoas, Estabelecimentos de ensino e por onde cruzar pessoas contagiadas em difundir de forma contextualizada e com enfoque positivo a história e cultura da população negra. "Com a representatividade negra atingindo estimados 50% da população brasileira é fundamental incentivar a visibilidade dos negros ao destacar referências em áreas diversas como: cultura, beleza, literatura, empreendedorismo, história, turismo, entre outros", enfatizam as editoras Thais e Renata.
             E assim como ficar de fora de uma função desta grandeza e de outras parcerias entre a Coisa tá preta e o Armazém?? Não dá, né??
              Então sintonizarei meu rádio e chamarei seu João do Brasil, Tianinha, dona Morena, doutor Totonho, os demais personagens e todos os amigos do Armazém e me jogarei para o evento. Água de cheiro nos punhos, manga da camisa dobrada, a pomada preta no sapato, a agenda com os contatos dos amigos na mão e o Tony Tornado berrando no ouvido.
Vamos??

Edinho Silva

 http://www.youtube.com/watch?v=cN-NSLBOrvw
     


22 de nov. de 2013

Visita ilustre no Estado - que também fala de samba


 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Outro dia recebi via facebook  um convite  que me sensibilizou muito. A origem era da conta do Sérgio Peixoto, temista, pesquisador, estudioso, tricolor, artista, cenógrafo e inquieto  batalhador da Cultura Popular em nosso Estado. Idealizador de muitas iniciativas no mundo do Carnaval do RS, com destaques para o varal do samba – a exposição itinerante de camisetas alusivas às escolas de samba do Brasil e a criação do CETE - Centro de Estudos e Pesquisas de Tema Enredo e Memorial do Carnaval. O convite era para participar de um encontro, audiência, palestra  ou aula (como queiram?) com uma das mais importantes e respeitadas autoridades do mundo do samba na atualidade e grande amiga da galera do CETE. Convidada de grife. Trata-se da carioca  Rachel  Valença,  professora, filóloga, pesquisadora, jornalista  e Mestre em Língua Portuguesa pela Universidade Federal Fluminense.

No próximo dia 30/11/2013, a partir das 14h, na  Assembléia  Legislativa, o Sérgio Peixoto, o Gerson Brisolara e a rapaziada do CETE estarão recebendo  a pesquisadora e autora de obras e publicações do mundo do samba, entre elas  “Serra, Serrinha, Serrano: o império do samba” (1981), escrito em parceria com Suetônio Valença, sobre a escola de samba Império Serrano, “Carnaval: pra tudo se acabar na quarta-feira” (1996) e “Carnaval: para saber mais” (2003) e outros tantos periódicos sobre o tema que falará de tudo, das suas pesquisas e projeto de elaboração do dossiê “Matrizes do samba no Rio de Janeiro”, para registro do samba carioca como patrimônio cultural do Brasil e dos seus mais de 30 anos como pesquisadora na Casa de Rui Barbosa e atualmente ocupa a vice-presidência do Museu da Imagem e do Som. Da Academia, com seus conhecimentos na área de Linguistica, aos terreiros e quadras de samba, de ritmista à vice-presidente do Império Serrano.

Tá sem rumo?? Te agrega e vamos conversar sobre samba, cultura popular, gente, Carnaval e Brasil. Eu, já reservei minha credencial. Vai pipocar??

Abraços a todos e não esqueçam...parafraseando Sócrates ”Só sei que nada, sei”. Aos estudos e aprendizados.

Edinho Silva

19 de nov. de 2013

Funções natalinas




           Para alguns a data não passa de um forte apelo comercial quando dezenas de pessoas invadem lojas, free shops e todos os tipos de estabelecimentos comerciais na busca de presentes para os parentes, amigos e "amores". É décimo terceiro que fica curto, são receitas da ceia natalina trocadas entre comadres e um espírito de bondade que invade a todos. As questões religiosas ficam afloradas e as ruas centrais enfeitadas.
Particularmente, o mes de dezembro me agrada muito - meu aniversário, festa da firma, Natal e Revellion.              Pois, meu parceiro e amigo, Edinho Souza, da G3 Sonorizações bolou uma festança bem bacana, regada a muita música de qualidade, empolgação, amigos, comida boa, roupas temáticas, brindes surpresas e muitas brincadeiras.
            Quando?? dia 07/12/2013, sábado, a partir das 21h, no Salão da FDRH.
Vamos? Eu vou. Juntarei minha galera, meu trenó e as renas, o saco vermelho e vou cair na festa.  
Quem não for ficará condenado a ouvir o tema de Natal interpretado pela cantora Simone nos próximos 10 anos. Algumas cidades do Interior de São Paulo e do Nordeste já proibiram a execução em Shoppings locais.   

12 de nov. de 2013

Os canários do Sul

Mais uma postagem do Baticumbum...


Na foto, uma homenagem dos Bambas da Orgia ao GRANDE Jajá. Ao fundo, o Batuqueiro do Armazém, Fábio Ananias

 
Outro dia escrevi em algum informativo, não lembro se era no Armazém do seu Brasil ou no BATICUMBUM, ou até mesmo um outro espaço, sobre a forma como acordava no período pré-Carnaval na minha adolescência. Dormia mais tarde nos finais de semana, pois o canto da grande Maria Helena Montierr, na época primeiro microfrone dos Imperadores do Samba, chegava até minha casa. Coisa boa.

Depois, quando podia, chegava com os amigos até a Unidos do Umbú, na Medianeira, para conferir o Luiz Fernando Lima, também conhecido como MENECA, para conferir o canto e as composições de sambas daquela escola. Os corneteiros afirmavam que o moço não podia pensar em algum enredo ou samba que inibisse seu pedido para os céus mandarem água. E como chovia quando o Umbú desfilava.

Certa vez, um parceiro que era o passista principal da Escola desfilou com uma fantasia bem bacana de guerreiro tribal, tecido de tigre e tal. No meio da avenida, caiu o "toró" e o cara chegou na dispersão parecia o Tarzan. Da roupa do príncipe negro só sobrou a sunga. Todo molhado a "realeza".

Quer conhecer o final da história?? Acessa www.baticumbum.com.br  - na Coluna "Na arquibancada", todas as sextas-feiras.

7 de nov. de 2013

Visita ilustre para aliviar um momento de dura reflexão



           O sujeito da foto chama-se Matheus de Assis, guitarrista, solidário, sensível e talentoso. Integrante da banda regueira Orio Jah, um produto cultural prá lá de bacana, do bairro Restinga (https://www.facebook.com/pages/Banda-Ori%C3%B4-Jah/462506957150830) veio, na companhia da parceira Kerollen Luana (o desenho na filosofia), visitar a primeira turma do curso Superior em Gestão Desportiva e de Lazer, do IFRS/Restinga. Na companhia de meu colega e parceiro, Rodrigo Dutra, fazíamos uma pesquisa para um seminário em sala de aula sobre um tema bastante pesado. "Associações filantrópicas - a recreação como função social".
            Pela amplitude a ser abordada, decidimos elaborar um trabalho por amostragem. Escolhemos 6 instituições (3 abrigos e casas lares e 3 asilos) próximas ao terceiro setor (entidades sem fins lucrativos que mantém-se através de parcerias e doações). Definimos que, 4 destes endereços seriam de instituições bastantes conhecidas e as outras duas sem tanta projeção na Cidade. Por que o critério?? Simples. Com o estudo tivemos a certeza de que, as quatro mais conhecidas da comunidade portoalegrense são atingidas por diversas vias. Enquanto as demais, apostavam nas novidades do cotidiano.
              Nossa apresentação foi tensa, pois o tema é bastante delicado. Identificar em crianças que são abandonadas ou órfãos, os idosos que são "esquecidos" pelas famílias o que mais os agrada enquanto entretenimento é uma dureza sem fim. Identificamos um grupo de acadêmicos da UFRGS que através de um projeto voluntário conta histórias num lar de idosos. O que isto tem de novidade? Nada. Alguns foram abandonados pelos parentes e querem mesmo uma visita para conversar, contar suas histórias. Numa reconstrução de relação de amizade. Em relação às crianças, percebemos muitos casos de "uma invisível rejeição" da sociedade. Afinal, na equivocada ótica de alguns, filhos de abrigos assistenciais e casas lares (sem famílias) estão condenados a serem pessoas não tão "boas" assim. Ou por questões genéticas ou por educação mesmo. Enfim, manhã tensa.
             Modificada, ao final, quando de violão em punho, nosso convidado Matheus interpretou 3 músicas (uma de Cazuza e duas do Legião Urbana). Depois de cantarmos juntos, eu e meus colegas, fomos para casa com os versos do Renato Russo na cabeça..."É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã... Porque se você parar pra pensar, na verdade não há..."
Valeu Matheus e até a próxima. Vida longa à Orio Jah.
Abraços,
 
Edinho Silva

4 de nov. de 2013

Paixões verdadeiras

Na semana passada publiquei na íntegra o post fragmentado abaixo no Baticumbum. Quer conhece-lo por inteiro?? Acessa lá www.baticumbum.com.br  - na coluna "Na arquibancada".



...Enquanto o atleta era recebido com a camiseta do novo clube, beijando o distintivo (aquelas coisas de paixão fugaz), EU recebia meus amigos com um caloroso abraço e a promessa de algumas Polar, churrasco e muito samba. O jogador dirigia-se para o estádio, onde daria uma entrevista coletiva. E nós para minha "humilde residência". Por alguns momentos ficamos observando a empolgação das pessoas, os "famosos beijos" no simbolo do time. O que um time tem de mais sagrado. Mais ou menos parecido com um pavilhão de uma escola de samba.

Falando em samba, a mulher do meu amigo, perguntou se aachava que a demonstração de afeto do atleta era sincera, de coração. Seu marido, corintiano roxo, participante atento da conversa disparou uma pergunta que não soube responder. Perguntou ele: "Quando os destaques de Carnaval do Sul, trocam de escola (alguns ao final do desfile, inclusive) ou em meio à temporada, também distribuem juras de amor à nova escola como em outras capitais?? E a fidelidade, onde fica?? Pergunta o cara. Não soube responder. ..

Boa leitura. Abraços, Edinho Silva

31 de out. de 2013

Improviso do bem




                 O alemão Vilmar é um especialista em driblar adversidades em nome da animação e uma boa batucada. O cara é bom de surdo, de piada e de Arlindo Cruz. Por que?? Simples. Engoliu 2 discos de vinil, 4 cds e dois dvds do ex-parceiro do Sombrinha. Numa roda de samba pediu Arlindinho, o Vilmar salta da cadeira e "abre o bico" a cantar.
                 No último final de semana, numa apresentação de gala, o alemão e seus parceiros iriam comemorar o quinto aniversário de seu regional "Os moleques de pileque", um time de muito samba de raiz. Chegou o Zezão do cavaco, o Pitoco do violão, Zaqueu do pandeiro, o Batista da percussão geral e o Vilmar, com o seu "Contemporânea" bem afinadinho. Ajustados os instrumentos e microfones minutos antes de começar o sambão, o alemão Vilmar percebeu que seu surdo balançava.  Isto mesmo, pois estava sem o apoio das partes que sustentam o instrumento. Geralmente os músicos colocam pedaços de esponja no "pé" do apoio. E agora, o que fazer?? Não tem esponja. O cara não teve dúvidas. Olhou para os lados, tirou o casaco e os dois blusões que vestia fazendo uma "bola de lã" e ajustando na base do suporte. Pronto. O samba estava garantido.
                O bar lotado, os casais dançavam e sambavam, mas os mais atentos não tiravam o olho do tal ajuste (digo, gambiarra do samba). Uma moça, mais curiosa, perguntou ao Vilmar: "Moço, qual a razão de colocar os blusões no suporte do surdo?? O cara prontamente respondeu: "É simpatia, moça!! Pra dar sorte e vida longa ao samba". E seguiu cantando..."Não deixe o samba morrer..."
                É mole?? O Carlito Trovão jura que é verdade. Eu não duvido, de nada!!