30 de mai. de 2011

Feijão tem gosto de festa

Sucesso total, a feijoada do Boteco Dona Dalva com a animação da Batucada do Armazém.
Comida aromática e apetitosa, com o toque da Chef Rita Alves e sua equipe, um atendimento qualificado sob o comando da simpática Joyce e a coordenação geral sob as batutas do Fernando e do Luis Henrique. Ingredientes perfeitos para um anfitrião de qualidade. E o samba?? Como sempre maravilhoso e empolgante, com as participações ilustres do Vini do pandeiro e do Vitor Nascimento, compositor e sambista, diretor de harmonia da União da Vila do IAPI e integrante do grupo musical Louca Sedução que abrilhantaram os ritmos da Batucada especial. Outros convidados: o músico Cássio, que forma dupla swingueira com Ulisses e as sambistas, Luisa Helena e Jucélia. A própria tia Dalva percorria e transitava entre as mesas na maior alegria.
Muitas composições de Beth Carvalho, Arlindo Cruz, Luis Carlos de Vila, Zeca Pagodinho não faltaram na roda de samba.
O sucesso foi tanto que a dose deverá ser repetida nos próximos sábados.

Dona Dalva.jpg

Serviço:
Todos os sábados, das 12h às 20h,
Boteco Dona Dalva, rua Lima e Silva, 109 - Cidade Baixa.
Deliciosa feijoada e muito samba com a Batucada do Armazém.
Vamos?

Edinho Silva

E o vento levou e o bolo caiu!!


Carlito Trovão era um dos padrinhos de casamento da Toninha e do Bastião. Maior festança, samba ao vivo, churrascada, cerveja de balde, gente bonita, djs, decoração requintada, bolo de dois andares, filmagens, fotografias para todos os lados, enfim FESTÃO. Pois não é que o Getúlio da cuíca armou a maior confusão na festa? A Maristela, irmã da noiva e responsável em organizar os convidados para as fotos com os noivas junto à mesa do bolo  chamou o "Getulião" e a patroa (também padrinhos) para a foto oficial. O paizão todo orgulhoso chamou os três filhos para o registro, afinal familía unida, deve estar unida, inclusive nestes momentos.
Os noivos ajustaram suas roupas, os padrinhos posicionaram-se e os meninos foram chegando próximos à mesa, quando num gesto acidental e juvenil, um deles bate o ombro no canto da mesa. A parte de cima do bolo moveu-se para frente causando um tremendo acidente.
Os fotógrafos registraram a queda e os quatro pedaços de madeira que passaram a decorar a parte superior da iguaria. A noiva chorava e o noivo queria arrancar uma das orelhas do filho do Getulião. A mãe do menino sem saber que atitude tomar, afinal talvez tivesse falhado na educação domicilar, apenas comentava  que o episódio "era coisa de criança". E o Getulião, o que fazia? Entre um gole e outro dizia: "São coisas da vida. Pior seria um atropelamento ou um passeio de helicóptero com cantor sertanejo". E assim a familia ficou sem a foto e por sorte da noiva, já estava chegando ao final os registros fotográficos.
Este povo não convido para as minhas festas, dizia o Carlito.

Quem é do mar não enjoa



Esta fica na conta da Dona Morena. Dia 01 de fevereiro de um ano que ela não quer nem lembrar, nossa querida titia preparou sua bolsa, os quitutes, ajeitou os "pequenos" e encaminhou-se ao bairro Partenon, direto para terreira de uma amiga sua, Mãe Maria de Oxalá. De lá partiriam 3 ônibus direto para a praia de Tramandaí onde seriam realizados os festejos de Iemanjá. A "dona da casa", Mãe Maria, era uma pessoa muito generosa, acolhedora, mas também muito rígida nos fundamentos religiosos, quanto à postura dos filhos de religião e daqueles que participavam das oferendas e excursões organizadas pela Casa religiosa. Organizou os veículos da seguinte maneira: no primeiro ônibus viajariam os mais velhos membros da "Casa", as oferendas  e os santinhos (quem é do ramo, sabe o que estou falando). No segundo ônibus, os membros mais jovens e as crianças. No terceiro veículo, os convidados, parentes e agregados. Em todos os grupos havia uma regra básica a ser obedecida: "o respeito e a disciplina entre as pessoas e à religião deveria prevalecer SEMPRE". Não foi o que passou na cabeça do nego Mano (Régis, nome de batismo) e sua turma. Pois a galera do terceiro ônibus decidiu  levar escondido da Mãe Maria um isopor cheio de garrafas de bebidas alcoólicas e alguns instrumentos musicais. Bah, maior efervescência. Parecia excursão de time de futebol amador. Turma da pesada: Betinho do pandeiro, o Nado da viola, suas "namoradas", o nego Mano, a Janaína, a Tiquinha, o Kiko, a Pri. Só os furiosos. Antes de partir em direção ao litoral, Mãe Maria reuniu todas as pessoas e expos a importância que tinham as homenagens e  toda a ação de reverência de à rainha do mar. Ouvidos atentos, menos é claro, da turminha do barulho - a do terceiro ônibus.
Ao chegar na praia, por volta das 7h da manhã, as pessoas reuniam-se para tomarem um café coletivo e relaxar um pouco. Segundo Dona Morena, que vinha no primeiro ônibus, quase todos aceitaram o convite, exceto o time do Mano. De forma inconsequente (e cheio de biritas), correram ao mar e jogaram-se sobre as ondas. O Nado era um dos mais entusiasmados e mergulhava a todo momento. Cidinha, uma das filhas de santo de confiança da "Casa" veio reforçar o convite para o café e a pedido da Mãe Maria alertar que Iemanjá precisava ser saudada e homenageada antes dos banhos e do lazer da turma. Caso contrário poderia  zangar-se com tudo aquilo. O pequeno grupo de banhistas nem ligou para o alerta e continuou na fuzarca. Pois num destes mergulhos, o Nado bobeou, abriu a boca e deixou a dentadura cair na água. E quanto mais tentava resgatar, mais o acessório afastava-se. Chegou a aproximar sua mão, mas veio uma grande onda e arrastou um pouco mais. Depois de muitas braçadas, cansado e bastante chateado, desistiu da empreitada. Os "amigos"(?) tentaram ajudar na missão, mas foi em vão. Resignado, o amigo do Mano, Nado da viola, um pouco curado do porre, afirmou: "Tá Mãe das águas, quer levar minha louça?? Pode levar!!". "Sei que pisei na bola, fomos alertados e não respeitei. E agora? Vou voltar para Porto Alegre com o sorriso falhado??".
A notícia logo se espalhou e não se falava em outro assunto até a hora dos rituais religiosos. Após as cerimônias o Nado não foi mais visto por perto. Retornando ao ônibus, somente na hora do retorno. E quem cantou na volta, já que o Nado era um dos que puxava o samba do terceiro ônibus?? Ninguém. Optaram em conversar e dormir na volta, enquanto o moço da dentadura viajava quieto na companhia das crianças no segundo ônibus.
Atualmente, de sorriso novo, o "homi" que não tinha simpatia por religião nenhuma entrou na Igreja evagélica e NUNCA MAIS chegou perto do mar. A dona Morena jura que a história é verdadeira.

9 de mai. de 2011

Sambagé na área, genteeeeeeeee!!!!

     
      No último sábado, dia 07/05/2011, o casal do Brasil (Tio João e Tianinha) reuniu uma turma bem legal para uma função melhor ainda. Comer um costelão, tomar cervejas, fazer um samba e assistir num telão montado no Armazém a estréia do Sambagé – o programa semanal do Alex Bagé, da Rádio Guaíba. Quer melhor que isto?
            Chamou o Zeca do Surdo, dona Morena, Carlito Trovão, Zé Prettin, dr. Totonho, tia Cenira, a galera da Batucada do Armazém (Volnei, Roberto, Fabio Ananias, Rogério Sete Cordas e
Roberto Nascimento)  e muitos outros amigos especiais do mundo do samba. A parada seria desenvolvida durante todo sábado. Do almoço à janta.
            Tio João providenciou três “janelas” (costelas bovinas inteiras) para assar, “entupiu” os equipamentos refrigeradores de cervejas (para todos os gostos), afinou o equipamento de som e os instrumentos da roda de samba, providenciou as guarnições, ajeitou as mesas e convocou todos a partir do meio dia, para o pagode começar bem cedo, pois às 17h o som seria somente do equipamento de teve. Atenção total e plena estaria no canal 11 da NET, nas atrações e na performance do simpático, cortes e camarada Alex Bagé.
           O Carlito chamou o Sandrão e o Marzão para ajudá-lo a assar os costelões. Dona Morena convocou a Maira para colaborar na salada. E o exigente Zeca do Surdo cuidou dos músicos. Enquanto o casal dr. Totonho e Tia Cenira recebiam os convidados. E o Zé Prettin? Ficou com a responsabilidade de cuidar da infraestrutura (dos equipamentos de som e imagem). Os anfitriões estavam em festa. O Armazém movimentadíssimo e muita gente aguardando com expectativa  o churrasco e o Programa.
            Lá pelas 14:00, o samba corria solto e o braseiro à lenha aquecia e assava os costelões. As lingüiças, os pães, o queijinho e a caipirinha já rodava lá pelas três da tarde. E o povo animado não sentia fome, estávamos entre amigos e num alto astral. Pontualmente, às 16h40minutos os churrasqueiros anunciaram o churrasco pronto. Tio João, do alto da sua autoridade, pediu a seu filho que baixasse o volume do som e pediu a palavra. “Moçada!! Que tal reforçar a caipirinha, as cervejas, os pepinos e todos os aperitivos até agora servidos e pedir ao pessoal das “costelas” para erguer um pouco mais e comermos depois do Programa do Bagé?”. Um pouco temeroso com a reação da galera, surpreendeu-se. Depois de aplausos entusiasmados ouviu a manifestação positiva à sua sugestão.
           Chegou a hora, às 17h, e como combinado assistimos cada detalhe do programa. Ouvia-se comentários, apenas nos intervalos. Parecia Grenal. Nem vimos os 60 minutos do programa passarem e às 18h05minutos, após mais aplausos, começou a comilança.
Alguns lamentavam apenas uma coisa. Esqueceram de convidar o "homi" para a Batucada do Armazém depois do programa.
Tudo certo. O mais legal é que sábado que vem tem mais. Aliás, todos os sábados.
Eu estava no Armazém e testemunhei tudo.
 Sucesso, Alex Bagé.

Edinho Silva    

Serviço:
Programa SAMBAGÉ
Todos os sábados a partir das 17:00hs
TV Urbana - Canal 11 da NET, Canal 55 UHF
http://www.sambage.com.br/

5 de mai. de 2011

E viva o samba nosso de cada dia



Ao escolher o samba "Coração em desalinho", de autoria de Mauro Diniz e Ratinho, para a abertura de sua novela em horário nobre na TV GLOBO o autor/novelista global Gilberto Braga "oxigenou" ainda mais a cena sambista contemporânea.
Outros autores já fizeram tais referências ao patrimônio histórico e cultural chamado samba, porém a interpretação da Maria Rita deixará por muito tempo na memória dos brasileiros os versos como "Numa estrada dessa vida, eu te conheci...oh flor".
Que o Brasil continue a produzir novelas e filmes brasileiros por muito tempo e aproprie cada vez mais a energia das batucadas. Né mesmo, Karol???

Edinho Silva

Chuva de prata que cai sem parar!!!


                          
     Mariozinho e sua mulher Ritinha desembarcaram do ônibus naquela segunda-feira chuvosa, uma parada antes da habitual. Portando um guarda chuva colorido, mal conseguiam proteger-se dos pingos grossos que caía do céu nublado. Isto só ocorreu porque a moça havia esquecido de comprar a ração para o cão Bobby e a erva mate preferida da sua mãe, dona Elza.A senhora os visitaria no dia seguinte. Mariozinho que não tinha amores por animais domésticos e muito menos pela sogra, andava pela rua a passos largos, um pouco afastado da mulher e de forma apressada. Queria acabar com toda aquela função logo, tomar um banho quente e cobrir-se de edredom quando chegasse em casa.
                Parou na calçada e veio um ônibus e deu um verdadeiro banho no moço. Indignou-se, mas continuou a caminhada firme e sério, afinal a Ritinha não parava de falar um só  minuto. Quase chegando ao mercado, foi pular uma poça d'água e acabou escorregando, caindo sentado em meio à poça. Fúria geral.                 
                Levantou-se e quase correndo entrou no estacionamento do mercado que abria sua "cancela" naquele momento. A ira era tanta que não percebeu a tal  base de ferro que descia na direção da sua cabeça. Pimba!! Galo enorme na testa. Neste exato momento toca o telefone celular da Ritinha que chegava junto ao marido para ajudá-lo. Era sua mãe avisando que não iria visitar, pois faria um programa melhor com a outra filha. Como telefone da moça estava "no viva voz", Mariozinho ouviu toda a conversa. Ainda com dor na testa e todo molhado, arrancou o telefone de sua mulher e proferiu inúmeros palavrões à sogra. Na opinião do moço, todos os acidentes tem um nome: dona Elza.     

4 de mai. de 2011

Fragrância européia ou fedor dos Pampas?

            

                    Carlito Trovão conta que numa sexta-feira de verão, estava no bar Naval localizado no Mercado Público tomando uma cervejinha com seu amigo Zeca do Surdo quando surge o Anacleto, o “nego Quéto” como os amigos o chamavam. Falante como sempre e cheio de vantagens da vida pessoal para contar o moço simpatizou com a parceria. Estava muito calor e ELE resolveu convidar-se para uns goles. Pediu ao garçon um copo limpo (e gelado, de preferência) e passou a deliciar-se com a “gelada” alheia. Depois de ingerir várias delas  e provar da calabresa dos amigos (sem bancar nada)  foi levantando-se da cadeira, de forma decidida e provocativa,  e dirigindo-se ao banheiro público localizado próximo do botequim para “fazer uma lama sinistra” .
                Zeca do Surdo, furioso com o cara de pau do “Quéto”,  rogou praga para o espertinho e levantou-se também com o propósito de ir ao banheiro antes de ir embora. O solidário Carlito decidiu acompanhá-lo. Ao entrar no sanitário, o primeiro rostinho que avistaram era o do “Queto”, conversando e zombando dos amigos do Armazém. Zeca que, estava há alguns metros do folgado queria invadir o espaço reservado  e descer a porrada. Foi convencido a ficar próximo ouvindo a conversa. Desajeitado o “nego Quéto” ao fechar as calças deixou cair o molho de chaves que trazia no bolso dentro do vaso sanitário lotado de “iguarias de vários dias”. Encarando a prova de pescaria improvisada e o terrível odor que vinha da latrina, a cada vez que tentava atingir o molho, mais empurrava as chaves. E quanto mais mexia, mais fedia.
                  Os amigos Carlito e Zeca ficaram com dores abdominais de tanto gargalharem da cara do “Quéto”.  Nenhuma luva, nenhuma sacolinha plástica por perto. – “E agora como abrir a porta de casa” – murmurava o beberrão azarado.
                         Cá entre nós, que boca santa esta do Zeca, hein?