25 de mar. de 2015

Alguém falou em Artes Plásticas, aí?? Um pouco de tudo...





                                 tela produzida pelo artista plástico Ramon


            Esta compartilhei com o Carlito Trovão que tem a mesma opinião que a minha...
Ambos entendem pouca coisa a respeito do mundo das artes plásticas. É uma verdadeira heresia, afinal existem várias manifestações artísticas espalhadas por galerias, atelier e outros espaços em Porto Alegre. A partir de uma bate papo esclarecedor com o parceiro do Armazém, o artista plástico argentino, professor, pesquisador e agitador cultural, Ramón Alejandro, membro do Atelier 1 pude reunir subsídios e uma boa dose de curiosidade sobre o mundo das Artes. Lógico, sai correndo na direção do Carlito Trovão para buscarmos parcerias para as reflexões. Por exemplo: Por que há tão poucas obras com a temática afro nas Pinacotecas e galerias de Porto Alegre?? Somente em 2011,  foi concluída a primeira etapa do Museu de Percurso Negro cujo desenvolvimento partiu das reivindicações da comunidade negra local, onde sua falta de representatividade no patrimônio cultural remetia à invisibilidade social desta parcela da população. O projeto se constitui através da colaboração de diversas entidades do movimento negro, reunidas pelo Centro de Referência Afro-brasileiro (http://www2.portoalegre.rs.gov.br/gpn/default.php?p_secao=158).
             O professor Ramon, assim como seus colegas de atelier, desenvolve projetos culturais junto à escolas públicas de comunidade na Capital e na Região Metropolitana. Segundo ELE,  o contato com telas, tintas, história da arte, ousadia e criatividade colaboram fundamentalmente na educação e num outro olhar para o mundo entre estas crianças. Sua proximidade com as manifestações da cultura popular da América Latina, do Carnaval, da negritude e de gente o aproxima ainda mais das coisas do Armazém.  Dentro do atelier e falando sobre coisas interessantes as horas voam.
             Particularmente, assim como o Carlito Trovão (que como EU não entende nada!!), enriqueço meus conhecimentos em nome das artes plásticas. Depois de alguns dias passei a refletir sobre as informações sobre a escassez de nomes afros na cena das artes do RS. O reduzido número de acadêmicos que ingressam na Universidade poderia ser maior também. Torço muito e assim como nos cursos de dança e da música popular a Federal acolherá uma galerinha bacana. E assim recomendo o filme Trinta (biografia do Joãozinho Trinta que migrou do Maranhão para o RJ com o propósito de ser bailarino do Municipal) e mais tarde transformou-se num dos GIGANTES do Carnaval de todos os tempos festejo como a Dona Morena: "Coisa linda!! A academia e arte moderna misturar-se com o povão!".
 
Edinho Silva


Recomendo a visitação ao Espaço Ibere Camargo, Casa de Cultura Mário Quintana e Centro Cultural Érico Veríssimo (http://www.cccev.com.br/)




23 de mar. de 2015

Um mundo jovem? A boca do sapo, em Aracaju




                 Tenho muitos jovens ao meu redor na família. Em casa são duas e na família outros tantos. Todos cheios de qualidades. E os defeitos?? Quem não os tem?? Crianças, adultos e os JOVENS também.A grande maioria dos jovens marcam seus espaços através de coisas bem peculiares. A timidez, por exemplo, é uma destas situações. Quando estão na presença dos mais velhos costumam falar pouco, comunicação ágil nas redes sociais entre seus amigos, transgressores na hora de comer e surpreendentes nos figurinos.
                 Há tribos para todos os gostos e apelos. Conheço a juventude sambista, geração saúde, os vadios, roqueiros, esportistas, os de "papo para o ar", os surfistas, os estudiosos (ou nerds, como queiram), os namoradores, os desligados, os agitados, enfim como falei, exemplares de todos os tipos. Com o boom da tecnologia e cada vez mais individualista o mundo moderno, por vezes chego a imaginar uma geração sem rumo. Felizmente, são devaneios da minha cabeça, pois de tempo em tempo, ouço depoimentos emocionados de amigos e amigas sobre seus rebentos. Para homenagear esta nova geração que pouca fala com adultos e sim entre seus pares, porém não abandona seus sonhos de estudar no Exterior, aprimorar seus conhecimentos, zelar pela mãe e seus cuidadores decidi escolher um local (pista de skate de Aracajú - Boca do Sapo onde diariamente muitos jovens reúnem-se) e um rapazinho que nos momentos de folga das lidas com "seu carrinho", retoma seus estudos para um dia trabalhar na GRINGA cuidando da saúde alheia. Acelera Daniel Diak, pisa fundo na busca do teu sonho. Na retaguarda sabes que tem gente na torcida e no apoio.
Abração,

Edinho Silva










    

20 de mar. de 2015

Armazem do seu Brasil chegando em São Paulo nas mãos da ENFOQUE




                Outro dia conversava com meu amigo Luis Fernando Silva - produtor musical de Porto Alegre sobre as dificuldades de um artista do mundo do samba. A manutenção na agitada vitrine do show bussines contemporâneo e estas coisas da modernidade. Listamos nomes e mais nomes de grupos e sambistas, bandas novas e renovadas, produções autorais, públicos, mercados, cena do Centro do país, enfim reflexões das boas.
                Tem investidor que não solta grana, artista meia-boca que já ir no "Esquenta da Regina Casé" com duas músicas próprias e umas covers de quinta categoria no repertório, dono de casa noturna que não entende a diferença entre lucro justo X trabalho sério. Banda boa na opinião de alguns deve tocar de graça, pois é um favor abrirem a casa para tocarem. E as bandas que recebem caches justos e "baixam" estoques de bebidas enquanto se apresentam?? A verdade é que tem muita gente boa espalhada por aí sem a oportunidade de mostrar seu trabalho, enquanto tem muita "cigarra achando que é vagalume". Irmão explora irmão, músico explora roadie, produtor que explora dono de festa e vice versa. Exploração para todos os lados.  Coisas do mundo da música!!
               Porém nem tudo está perdido...afinal, existem uma turma de gente que tenta correr por fora e difundir o trabalho de qualidade, provocando situações legais onde as pessoas possam ouvir uma boa música, um resgate aos velhos sucessos e brechas aos que estão chegando. Uma destas pessoas é nosso amigo Edgar, idealizador e responsável pela Revista ENFOQUE Musical que a partir de São Paulo percorre os mais distantes espaços do Brasil divulgando bandas, músicos, compositores, arranjadores, novidades do mundo do samba e todas as iniciativas em nome da cultura popular. Seja pagodinho ou samba de raiz. Tem cavaco e pandeiro na jogada tem espaço garantido nas "coisas do Edgar".
             Pois este "inquieto agitador cultural" me dará a honra de colaborar mensalmente com as coisas da ENFOQUE falando(ou escrevendo como queiram) da cena sambista do RS. Como dizemos em nossos programas de rádio: "No ar a mais nova parceria em verde e amarelo - Coluna Sambando no Armazém, com a assinatura do Edinho Silva e a grife ENFOQUE". É mole??
           Confesso que "to nervosão com a novidade", mas não fujo de desafios. Bora lá!!!

Abraços e conto com a audiência de sempre.  Edinho Silva

 http://www.radioenfoquefm.net/

17 de mar. de 2015

Os meninos do basquete e o alto rendimento no Brasil - Mais uma de Aracajú



 
 
                    Durante os 62 Jogos Universitários Brasileiros enquanto acompanhava a equipe feminina de basquete que representava o RS pude observar belas imagens nas arquibancadas. A partida em questão havia sido prevista para uma quadra localizada numa das melhores escolas do ensino privado de Aracajú localizado no Centro da Capital Sergipana. A Comissão Organizadora dos jogos distribuiu as partidas em diferentes locais, de clubes sociais a escolas da Cidade.
                   Em meio a arremessos e cestas, um grupo de alunos de ensino fundamental de uma escola pública vizinha ao charmoso colégio onde o jogo era realizado comandados por duas professoras adentrou o ginásio e passou a acompanhar atentamente o jogo. Pelas roupas e pelo material escolar que conduziam as crianças evidenciavam suas origens humildes. Nada disso, entretanto, reduzia sua vibração e sua torcida entusiasmada. E assim ao me aproximar conheci um pouco mais os pequenos Luiz Gustavo, o Wikson Tadeu, a Yasmin, o Ricardo Gabriel, a Letícia, a Michele, o Leonardo e a Synara, alunos e alunas da Escola Municipal Tancredo Neve - 3o. ano. Conversa boa e animada confirmou o que pensava sobre os "queridos torcedores". Muitos (se não todos??) desconheciam completamente os fundamentos de basquete, nenhum nome expressivo que representou o Brasil em alguma Olimpíada e sequer tocado numa bola de basquete. A função naquela manhã tinha um propósito: Por alguns minutos, naquele belo ginásio de esportes, os pequenos aproveitariam seu intervalo de aula para ver de perto uma partida com este formato.
                  Depois do papo tentei retomar a atenção na partida, porém confesso que não consegui. Por que?? Lembrei da triste realidade brasileira e seus projetos de incentivo ao esporte e suas práticas. O "grosso" dos recursos públicos seguem direto na direção de atletas de alto rendimento e seus clubes de grife. E as comunidades mais carentes de educação e incentivo ao esporte?? Prefiro não responder.             
                Outro dia, escrevo sobre o assunto...#tristezalheia.
 
Edinho Silva
     

5 de mar. de 2015

Preservar o patrimônio histórico do Brasil. Pra que??





 
Leia mais: http://extra.globo.com/noticias/religiao-e-fe/berco-da-umbanda-em-sao-goncalo-pode-ser-salvo-pela-prefeita-aparecida-panisset-que-evangelica-2692960.html#ixzz3QgtzkPcH



3 de mar. de 2015

Eventualmente um abraço é bom


                Em novembro de 2014, por iniciativa de uma professora de Biologia, Religião, Formação e Cidadania da Rede Pública de Ensino do RS, Andréia Rörig quatro turmas (90 alunos) do 3 ano do Ensino Médio abandonaram seus livros por algumas horas, suas salas e seus celulares para juntos propor uma ação "transformadora" de afeto e aceitação ao próximo.
             A "função" consistia em oferecer abraços às pessoas que cruzassem a esquina mais movimentada de Porto Alegre - conhecida como Esquina Democrática (Andradas com a Borges de Medeiros). A aceitação da proposta foi tão bem acolhida que uma outra professora (aposentada pela Rede Municipal) ao cruzar o local no momento da atividade, emocionada, afirmou: " Se meu coração não aguentar, avise a todos que morri de felicidade; É muito bom participar de tudo isso!"
             Particularmente, achei a idéia divina. Enquanto ficamos polemizando temas nas redes sociais, pensando no  nosso jardim e nosso quintal, semeando ranços e ressentimentos esquecemos dos abraços, da pessoa ao nosso lado, do vizinho, do colega de aula e de toda a tolerância que os diferentes nos propõe. Hoje, quando desci do ônibus reencontrei um velho amigo com sua filha. Tasquei um abraço bem apertado. E tu,?? Já abraçou alguém além do teu parente hoje??
Experimenta??
 
Edinho Silva

* Valeu demais, professora Andréia Galvarros Pizarro Rörig, da Escola Estadual Infante Dom Henrique, no Menino Deus.  

26 de fev. de 2015

Na finaleira Beija Flor, de Nilópolis na pauta - Carnaval 2015

beija-flor
                                                                                                                                alegoria da escola campeã

             Algumas semanas antes do Carnaval lendo um jornal de circulação no RS uma nota de um jornalista/colunista carioca Ancelmo Góis que anunciava a "injeção financeira" de R$10 milhões no desfile da Beija Flor de Nilópolis no Carnaval 2015. O parceiro generoso seria  o Governo africano de Guiné Equatorial conhecido por seu regime ditatorial e opressor capitaneado pelo presidente ditador Teodoro Obiang, há 35 anos no comando do país. Seu filho, o vice presidente,  Teodoro Obiang Mangue, considerado foragido pela Justiça francesa (condenado pelos crimes de lavagem de dinheiro e desvio de recursos públicos) chefiou uma delegação daquele país que hospedou-se no Copacabana Palace para acompanhar de perto as festas de Momo. Com a primeira colocação após a apuração instaurou-se a polêmica. De um lado, aqueles que alegam que a Agremiação não evidenciou os aspectos políticos da nação homenageada, e sim sua cultura, sua arte e seu povo. Do outro, os críticos dizendo que, todos estes temas caminham muito próximos. Juristas e especialistas em direitos humanos questionam o apoio financeiro, entre outras coisas, por entender que os dirigentes daquela Nação são acusados pela organização Human Rights Watch por violações dos direitos humanos e irregularidades no processo eleitoral. Relatório da referida Organização publicado em 2014 afirma que o país tem o maior PIB per capita da África, de US$ 32,026 mil, mas ocupa o 136º lugar, em um total de 187 países, no Índice de Desenvolvimento Humano da ONU. Apenas 44% da população têm acesso à água potável, e dados de 2011 mostram que os gastos do governo com educação e saúde, juntos, não passaram de 3% do PIB. O relatório cita ainda casos de tortura, detenções arbitrárias e cerceamento à liberdade de imprensa.
               O professor de Direitos Humanos da FGV Direito Rio, Michael Mohallem afirma o seguinte: "– Há uma contradição enorme em fazer uma homenagem ao povo pobre da Guiné Equatorial e, ao mesmo tempo, aceitar R$ 10 milhões que poderiam ter melhor aplicação naquele país". "– O episódio mancha a organização do carnaval, e em particular da Beija-Flor, ao não criar uma regra ética básica estabelecendo limites para que as escolas captem recursos" conclui o acadêmico.
Consultado sobre a polêmica instaurada, o sambista Neguinho da Beija Flor, tradicional nome da escola, manifestou-se em entrevista dizendo: "Se hoje temos um Carnaval organizado e com luxo, agradeçam à participação da Contravenção que ocorre há  muito tempo no Carnaval carioca". Para alguns críticos ainda, a Beija Flor repete um "equívoco" já cometido em outros anos 1973, 1974 e 1975, quando, com os enredos Educação para o desenvolvimento, Brasil ano 2000 exaltando “grandes feitos” da ditadura militar brasileira, apesar das acusações de tortura e perseguição a opositores. Em meio ao tumulto representantes da Escola posicionaram-se através de uma nota, onde afirma  que o maior compromisso seria divulgar e  “enaltecer a arte e a  força do povo da Guiné Equatorial,  bem  como a transformação dos  benefícios das  suas  riquezas  naturais em  melhorias para a população.produzido pelo Estadão é protegido por lei. Para compartilhar este conteúdo, utilize o link:http://brasil.estadao.com.br/noticias/rio-de-janeiro,se-hoje-temos-o-maior-espetaculo-agradeca-a-contravencao-diz-neguinho-da-beija-flor,1636600O material jornalístico produzido pelo Estadão é protegido por lei. Para compartilhar este conteúdo, utilize o link:http://brasil.estadao.com.br/noticias/rio-de-janeiro,se-hoje-temos-o-maior-espetaculo-agradeca-a-contravencao-diz-neguinho-da-beija-flor,1636600O material jornalístico produzido pelo Estadão é protegido por lei. Para compartilhar este conteúdo, utilize o link:http://brasil.estadao.com.br/noticias/rio-de-janeiro,se-hoje-temos-o-maior-espetaculo-agradeca-a-contravencao-diz-neguinho-da-beija-flor,1636600
                Em 2012, Marcelo Freixo, então candidato do PSOL a prefeito, declarou que a Secretaria Municipal de Cultura deveria assumir o controle da coisa e transferir recursos se houvesse “contrapartida cultural”. Na oportunidade Freixo citou o caso do Salgueiro, que foi patrocinado pela revista Caras. “Que sentido faz a prefeitura patrocinar um enredo sobre a Ilha de Caras?”, questionou na TV.
               A liga das escolas reagiu prontamente com um certo “Manifesto a favor da plena liberdade de expressão”. Políticos — que vão ao Sambódromo — chamaram a iniciativa de “autoritária”, “dirigista”. Seja lá o que Freixo quis dizer com “contrapartida cultural”, não deu tempo de explicar. A proposta sumiu na avenida para nunca mais ser vista.
              Particularmente, acredito que a Escola diante de toda motivação acumulada desde 2014, o talento, ousadia e criatividade de seus profissionais, entre eles, o GRANDE Laíla seria fortíssima candidata ao título independente do acolhimento da verba "africana". Embora os resultados apurados sejam muito próximos apostaria na vitória da Beija-Flor com seus próprios recursos: Beija-Flor - 269,9, Salgueiro - 269,5, Grande Rio, Unidos da Tijuca e Portela com 269 (http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/carnaval/2015/noticia/2015/02/veja-apuracao-do-desfile-do-grupo-especial-do-rio-no-carnaval-2015.html).
              No "olho da polêmica" fica uma questão?? Se a campeã com a ajuda polpuda ficou muito perto das outras primeiras colocadas, como explicar o desfile das outras?? Critérios de julgamento? Talento dos carnavalescos?? Sambas e temas enredos bons?? Respostas para profundos conhecedores. O que não é meu caso.
              Que venham os desfiles de 2016 e suas repercussões!!!

                              Edinho Silva


Fontes:
http://www.geledes.org.br/beija-flor-e-o-dinheiro-sangrento-no-carnaval-juiza-denise-frossard-critica-enredo-patrocinado-por-ditador-da-guine-equatorial-dinheiro-sujo/#axzz3Sbmez8uV
Polêmica sobre Beija-Flor e líder da Guiné é 'alerta' para o Brasil, diz Anistia - Geledés
 
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