27 de fev. de 2013

Viajar em boa companhia



      Quem não conhece o senhor Sérgio Moacir Pereira?? Muita gente. Entretanto, se abrisse o texto com o nome artístico do moço, certamente a resposta seria diferente. Que tal Serginho Moah?? Agora ficou mais fácil, né mesmo?? Pois, o cara simpático, talentoso, de voz diferenciada, distante dos microfones é exatamente o mesmo que vemos nos palcos, nos dvds e ouvimos nos cds. IGUAL. 
       A primeira estória que ouvi do cara foi por intermédio de um amigo comum, o poeta urbano José Serpa Tumax, nascido como o cantor nas Uruguaianas, fronteira com a Argentina. Certa vez, após apresentar um show intimista e empolgado no Cult Bar, na Lima e Silva, em Porto Alegre, Serginho foi abordado por um "engraçadinho" que portava uma faca e tentava assaltar-lhe, levar dinheiro e seu violão. Pois, o boa praça, intérprete da memorável Blusinha branca, saiu no soco com o vagabundo e não deixou barato. "Índio da fronteira não aceita migué de malandro da Capital" - como mesmo afirma. Ficou levemente ferido e com o instrumento lascado, mas foi só. A turma que acompanhava suas apresentações no Bar Trivial não ficou órfã naquela semana.
         Meu primeiro encontro ao vivo e a cores foi num trailer de lanches, vizinho à rádio Atlântida FM, no morro Santa Teresa. O carinha deliciava-se com um cheese bacon cheio de mostarda e ovo, enquanto o resto da turma dos Papas o aguardavam aflitos no estúdio para uma gravação. Entre uma mordida e outra rolou o maior papo. Outro dia, cruzei com o cara no Shopping Praia de Belas se refrescando numa casquinha da Petisqueira. Não falei?? Astro também gosta de coisas triviais.
       Num outro momento gastronômico cruzei com o cantor encostado na parede do Colégio Rosário. Fazendo o que?? Comendo um cachorro-quente com 3 salsichas e de-lhe simpatia nas conversas. Quem acompanha a narrativa deve pensar o quanto come o tal Serginho?? A intenção não é essa e sim, mostrar como se comporta um artista internacional que é a cara de Porto Alegre. Seja no Sheraton, no Naval, na Padre Chagas ou no Partenon cantando hip hop com o Da Guedes. É o mesmo SEMPRE.
A oportunidade mais inusitada foi dentro do Supermercado Nacional, da Miguel Tostes, quando estava na companhia de seus filhos, vestindo uma jaqueta Adidas retrô bem bacana, o cara escolhia uns vinhos internacionais para o jantar em família. Putz, já havia escolhido uns italianos. Duas garrafas, coisa chique!! Cheguei junto e interpelei. "Pô, Serginho!! Não leva europeu, leva os argentinos. Estão com preços acessíveis e a safra é boa". Sacanagem a minha, pois não entendo coisa nenhuma de vinho. E o "bacana" de passaporte carimbado, com a agenda lotada de amigos entendidos engoliu o blefe. Trocou as garrafas e levou a bebida com jeito de Maradona. E é assim o cara. Simplicidade pura.
          Teatro Renascença lotado num eletrizante show de Papas da Língua, fãs clubes espalhados, histeria feminina na platéia, pessoas dançando e cantando, público satisfeito e eu e minha mulher, discretos na quarta fila num cantinho da sala. Pois, o cara nos descobriu e acenou, mandando abraços num gesto pra lá de carinhoso. Coisa bem bacana.
          Agora para minha surpresa o "homi" curvou-se às redes sociais. Seu amigo e parceiro, Zé Natálio, costumava dizer que o cara era avesso aos computadores e disparava das máquinas. Agora tá no facebook. Lotado, né??
         Se Nova York é bom, Paris é demais!!! Só se for ouvindo o Papas da Língua e seu vocalista legal Serginho Moah que canta um Rolling Stones numa danceteria da moda com o mesmo entusiasmo que canta um partido alto da Jovelina Pérola Negra entre os parceiros de adolescência. E assim segue cantando e encantando como fez na gravação do disco especial "Um barzinho, um violão - novela 70", ao interpretar a música Pensando Nela (Don Beto/Reina), direto do Morro da Urca, no Rio de Janeiro em 2008.

       Edinho Silva
 

26 de fev. de 2013

Cartões malvados




Na conta do Carlito Trovão.

           A Judith e o Moreira resolveram pegar um cineminha em época de Oscar. Rumaram a um grande   shopping da Cidade em busca de boas acomodações, oferta de filmes, estacionamento seguro, coca-cola e pacotão de pipocas. Dos grandes para ter graça.
          Ao final do filme, passaram no quiosque do estacionamento, pagaram a respectiva taxa e rumaram para o carro. Na saída, junto à cancela, a Jujú (como chamava o Moreira), motorista da familia, pediu ao marido que alcançasse o cartão magnético para introduzir no espaço receptor de cartões. Pois, não é que o "bocaberta" do marido alcançou o cartão do estacionamento do condomínio e não do "shoppis"?? Verdade.                                  Como a cancela não abriu, o casal tascou o dedo no botão que chama o atendente. Inesperadamente, a cancela abriu-se e o Moreira recomendou que a "patroa" acelerasse e fosse embora dali, deixando para trás o cartão que não foi aceito.
         Ao chegar em casa, quando foram introduzir o cartão do estacionamento perceberam o erro. Putz, e agora?? Retornaram às pressas ao shopping para procurar o cartão perdido. Óbvio, não acharam. resultado disso?? Uma despesa de R$36,00 por um cartão novo do estacionamento. O equivalente a dois ingressos de cinema para assistir mais um premiado do OSCAR. Só isso?? Nada. Mais 180 minutos de discussão de relação de casal.

25 de fev. de 2013

Selo ou não sêlo, eis a questão


               Hoje à tarde me dirigi a uma agência dos Correios para postar algumas cartas a amigos. Mesmo com a velocidade da internet não abro mão de corresponder-me e enviar cartas escritas com o próprio punho a meus "especiais". Por que?? Simples. Prestigio os serviços dos Correios, ajudo a manter algumas pessoas empregadas (no caso o carteiro e todos envolvidos no processo de entrega de correspondências), oportunizo quem gosta dos meus traçados a ter uma recordação de uma grafia e possibilito que minhas parcerias recebam diferentes tipos de cartas (nem me fale, das famigeradas...). 
              Costumava utilizar os serviços da CARTA SOCIAL. Já ouviram falar nesta modalidade?? O custo é R$0,01, a carta não deve pesar mais do que 10gr, redigida de próprio punho, pessoa física e um número restrito de 5 cartas por dia para cada remetente. Não é uma boa?? ERA, pois algum infeliz e desconectado vinculou o tal serviço a programas sociais do Governo. Ou seja, uma pessoa comum que não recebe bolsa-familia ou qualquer outro tipo de benefício NÃO PODE MAIS UTILIZAR O SERVIÇO. Precisa usar o selo mais barato e popular que custa R$0,80. Fiquei triste e indignado principalmente, porque as pessoas já não escrevem tanto assim. Alguns sequer sabem da existência dos Correios (principalmente, os que são atendidos pelos Projetos sociais). Foi duro receber tal informação.
             Precisava compartilhar meu sentimento de ira com alguém. Procurei o Zeca do Surdo e desabafei. Na metade da fala, o cara lascou: "Mermão! Em 2010, um entidade não governamental aqui do Sul organizou um curso de restauração de obras de arte voltado às comunidades da periferia de Porto Alegre. Idéia genial e sem custo aos alunos, onde os mais desprovidos economicamente pudessem qualificar-se e ingressar no mercado de trabalho. Né, mesmo?? Faltou um detalhe: as inscrições só eram aceitas pela internet. Ah, dá licença, mermão?? - esbravejou o cara. "Neguim, não tem uma moeda para pagar a lan house, não tem note book em casa e muito menos computador. Como fazer a inscrição??" - indignava-se.
             Ouvimos falar que as escolas públicas receberão tablets, notebooks, computadores e impressoras de última geração. Mas, alguém perguntou se as bibliotecas destas mesmas escolas não precisavam de novos livros e profissionais bibliotecários para atuarem nestes espaços??
              Coisas do Brasil?? Não. No Chile, na Argentina, em Portugal, na Espanha é tudo muito parecido. O que fazer?? Já combinei com o Zeca, vamos pegar o jornalzinho mensal do gabinete do nosso deputado federal e lascar email e outras cartinhas na direção dele. Afinal, se o assunto é federal que se mexa, ora. Nosso senador, votou no Renan Calheiros, mas vai levar carta também...
              Espernear é preciso. Creio que, Sócrates concordaria comigo.

Edinho Silva

19 de fev. de 2013

"Da série - Personagens top do Armazém - 2" - ImagiNANDO mil coisas





             Sabe aquelas relações de afeto e amizade que, atravessam os tempos?? E o desafio de conviver com as diferenças?? Pois assim é minha ligação com o Nando Laitano. Somos completamente diferentes e ao mesmo tempo, muito iguais. Não nos vemos há muito tempo, mas tenho a impressão que ELE mora na casa ao lado. Sujeito generoso, criativo, fiel, apaixonado pela vida, pelas artes e pelas coisas do mundo da comunicação. Isto mesmo? comunicação. Atualmente, o  cara trabalha com publicidade e nutre há muito tempo uma paixão comum: o rádio. Prova disso é a dezena de aparelhos de rádio espalhados pela casa do moço. Na cozinha do cara, sobre a geladeira, existe uma simpática coleção de pingüins. De todos os tamanhos e formas. E o que tem entre, eles?? Um rádio, daqueles antigos herança de seu pai. Na sala de estar, existe um daqueles modernos, última geração e tal. No seu quarto, o tal “ninho do amor” podem  faltar morangos, espumantes, aromatizantes, luz baixa, estas coisas. O que não pode faltar?? Rádio. Tem dois inclusive. E no banheiro social??   Qualquer visita que  deseje fazer o tal “número 2” estará bem acompanhada, além de revistas e jornais atualizados, encontrará o bom e velho PHILLIPS. Um detalhe: todos em estações diferentes.
                E o coloradismo do moço?? Impressionante. Herdada do pai, a paixão rubra o acompanha desde os tempos de menino, ou do tip top  e das fraldas. ELE não lembra muito bem. Depois de crescido, quando ouvia o sambista Roberto Ribeiro cantar “Todo o menino é um rei...Eu também já fui rei...”, só acreditava se o gurizinho fosse colorado, pois segundo ELE, guri gremista não era rei de nada. Entenderam agora aquele papo de conviver com as diferenças?? Como um gremista como EU poderia conviver e gostar tanto de colorado?? Tive que ouvir muitas histórias sobre o Falcão, Figueroa, Valdomiro, Tafarel, etc.
              E a fidelidade às amizades e ao mundo das artes?? Tanto o conceito de amizade como o mundo das artes lhe foram apresentadas por seus pais, Cosmo e Cordélia,  desde cedo. Até hoje sua mãe e melhor amiga, dona Déia registra seu talento em telas que enfeitam as casas e ambientes dos amigos mais próximos.
           E o coração do cara?? Ocupadíssimo. Coloca uma meia dúzia de camisetas, algumas bermudas na mochila, o “carrinho” ou skate como chamam alguns, CDs de rock gaúcho no porta mala do carro e pisa fundo rumo à casa da metade de sua laranja, Alice, localizada no morro das pedras, próximo à Praia do Campeche, em Santa Catarina. E assim quando a caranga invade o solo catarinense ao som do Ney Lisboa, do Replicantes ou do velho Rolling Stones é sinal de que o ImagiNANDO tá pintando na área. Cheio de amor, energia e todo colorado (com as fotos do Dunga e do D’Alessandro na carteira).

         Edinho Silva


Em tempo: Aliciador de menores colorados!!!!

Comidinha brasileira com toque napolitano




                  Quem pensa que gastronomia italiana é apenas representada por um cardápio de massas e molhos autênticos, carnes e temperos fortes. Engana-se. Outro dia, na companhia do Dr. Totonho e da tia Cenira, conheci o Basilico Restaurante – na 24 de outubro, em Porto Alegre.
                  Com a oferta de saborosos pratos brasileiros com um toque de mama italiana servidos em panelas mineiras, carnes suculentas, variadas e criativas saladas, frutas aromáticas, sobremesas diversificadas, um qualificado serviço de garçons, uma decoração temática e de bom gosto, uma aconchegante área externa, preço justo e atendimento personalizado pela proprietária, sra. Marlene o Basílico credencia-se na condição de uma boa opção para um agradável almoço no bairro.
                 Na oportunidade em que fomos, no mesmo Buffet onde foi servido uma deliciosa massa com molho de ervas finas festejadas nas cantinas de Genova, podemos nos deliciar com um peixe regado a um molho de leite de côco. Tia Cenira não dispensou a feijoadinha e suas guarnições num estilo bem brasileiro. Segundo ela: “Impecável”.
                Então tá feito o convite. Quer conhecer mais um espaço em Porto Alegre, simpático, acessível no preço e comida de sabor parecido ao tempero da Nona Maria?? Apareça no Basílico.

            Edinho Silva

Serviço:
Basílico Restaurante – av. 24 de outubro, 1344 – Porto Alegre
De segunda a sábado – das 11h15min às 15h
Reservas e contatos: (51) 3343-3939/(51) 99405930 Marlene Sartori
  

30 de jan. de 2013



Estimados amigos do Armazém:

O final de semana de todos nós foi marcado por aflições, lágrimas, tristezas  e de reflexões. Identificar responsáveis ou culpados pela tragédia de Santa Maria não minimizará a dor das pessoas. O que de fato nos revolta, a mim e o Zeca do surdo - o polêmico do Armazém, é o maldito pecado chamado GANÂNCIA. Sim, a enlouquecida e podre disposição de arrecadar dinheiro a qualquer preço. Assim os promotores de festas superlotam os ambientes, os artistas apresentam-se em mais de um local, os valores cobrados pelo ingressos disparam, seguranças destreinados e mal remunerados são contratados, comes e bebes são "batizados" e com seus valores cobrados nas alturas, manobristas cobrando estacionamentos que não existem, truculência no tratamento oferecido em algumas situações na relação cliente-prestadores de serviço, maior investimento em flyer e nenhum investimento em medidas de segurança. Tudo em nome do "vil metal".
No caso caso da casa noturna de Santa Maria, a banda comprou artefato impróprio para não gastar muito e produzir um efeito de pirotecnia. Os donos da casa não gastaram seus recursos para as alterações no layout e nos equipamentos de segurança. Muito menos em treinamento aos seus prestadores de serviço (seguranças, atendentes e demais funcionários). Quanto menor o investimento, maior o lucro final.
Eta, gente triste...estes gananciosos.
O nosso Armazém do seu Brasil de todos os domingos não foi ao ar no último dia 28/01, mas ao preparar o recomeço de nossas vidas orando pelos que partiram e pelos entes queridos que ficaram com a saudade anuncio que no próximo dia 03/02/2013, das 13h às 14h,  no www.radioestacaoweb.com mais uma edição inédita do programa de rádio WEB que cresce a cada semana. 
Minha solidariedade e orações às familias, aos amigos e a todos que sensibilizaram-se com a tragédia. O resto é piada de mal gosto e humor barato.

Edinho Silva

Abaixo o texto do Fabrício Carpinejar, poeta gaúchoPublicado na capa do Globo do dia (28/01/2012).

 Morri em Santa Maria hoje. Quem não morreu?
TRAGÉDIA EM SANTA MARIA
Morri em Santa Maria hoje. Quem não morreu? Morri na Rua dos Andradas, 1925. Numa ladeira encrespada de fumaça. / A fumaça nunca foi tão negra no Rio Grande do Sul. Nunca uma nuvem foi tão nefasta. / Nem as tempestades mais mórbidas e elétricas desejam sua companhia. Seguirá sozinha, avulsa, página arrancada de um mapa. / A fumaça corrompeu o céu para sempre. O azul é cinza, anoitecemos em 27 de janeiro de 2013. / As chamas se acalmaram às 5h30, mas a morte nunca mais será controlada. / Morri porque tenho uma filha adolescente que demora a voltar para casa. / Morri porque já entrei em uma boate pensando como sairia dali em caso de incêndio. / Morri porque prefiro ficar perto do palco para ouvir melhor a banda. / Morri porque já confundi a porta de banheiro com a de emergência. / Morri porque jamais o fogo pede desculpas quando passa. / Morri porque já fui de algum jeito todos que morreram. / Morri sufocado de excesso de morte; como acordar de novo? / O prédio não aterrissou da manhã, como um avião desgovernado na pista. / A saída era uma só e o medo vinha de todos os lados. / Os adolescentes não vão acordar na hora do almoço. Não vão se lembrar de nada. Ou entender como se distanciaram de repente do futuro. / Mais de duzentos e trinta jovens sem o último beijo da mãe, do pai, dos irmãos. / Os telefones ainda tocam no peito das vítimas estendidas no Ginásio Municipal. / As famílias ainda procuram suas crianças. As crianças universitárias estão eternamente no silencioso. /Ninguém tem coragem de atender e avisar o que aconteceu. /As palavras perderam o sentido.

29 de jan. de 2013

Homenagem às Velhas Guardas do Brasil



O dr. Totonho, consultor cultural do Armazém do seu Brasil recomenda a "fita". Segundo ele, o filme "é Romantismo e sensibilidade aos 4 ventos", diz o moço.
Eu também assisti. De fato é muito bom, mesmo.

Edinho Silva



 
"O Mistério do Samba" mostra beleza das coisas simples
MIGUEL ARCANJO PRADO da Folha Online

       O documentário "O Mistério do Samba" apresenta-se como um retrato simples e poético da Velha Guarda da Portela. Dirigido por Lula Buarque de Hollanda (sobrinho de Chico Buarque) e Carolina Jabor (filha de Arnaldo Jabor), a obra foi produzida pela cantora e compositora Marisa Monte.
        Durante seus 88 minutos, o longa faz com que a platéia adentre pela porta da frente no cotidiano da comunidade da agremiação carnavalesca da Portela, uma das mais tradicionais do Carnaval e do samba carioca, em Oswaldo Cruz, na zona norte do Rio.
Enquanto os personagens surgem com seus casos pitorescos e histórias de sambas do passado, um clima de melancolia fica no ar.
       "Não sei se a palavra é melancolia, mas é fato que eles são saudosos. O cara é da Velha Guarda da Portela: ele é velho, tem uma estrada de vida longa, sofrida, cheia de dificuldades e de decepções. Tem sofrimento, sim, até pela proximidade da morte, que deve mexer muito com eles; mas, sem tristeza não tem samba bom", diz Carolina Jabor, uma das diretoras do filme.
        O filme foi feito em dez anos, desde 1998, quando Marisa Monte resolveu resgatar sambas esquecidos para seu disco "Tudo Azul". Até o chamado da cantora amiga, os dois diretores sequer freqüentavam ocasionalmente a quadra da escola azul e branca. O contato começou com o pessoal da Velha Guarda, através da Marisa, para depois passarmos a freqüentar a Portela e Oswaldo Cruz. 
 
Fonte: Extraido da Folha de São Paulo - 27/08/2008 - 11h01