4 de ago de 2011

Resumindo em cacos


O Juvenal Escoteiro (sempre alerta, como costumava se auto anunciar) não perdia uma promoção de cervejas nos mercados da cidade. Poderia deixar a carne boa do macarrão de domingo, mas a bebida não podia faltar. Num sabadão de junho ao abrir um encarte de jornal avistou uma oferta sedutora de uma boa marca de cerveja a preço barato. Não teve dúvidas, pegou a chave do carro e rumou para o mercado. O estabelecimento estava lotado e o moço estacionou a duas quadras do local. Chegando na loja, lotou o carrinho "literalmente". Acomodou umas vinte garrafas e nem lembrou dos frangos (também em oferta)  que seriam preparados para o almoço do outro dia. Ao chegar no caixa pediu um reforço nas sacolas plásticas, já que não seria permitido conduzir o carrinho das compras até o carro. Pagou e rumou para a rua. Ao sair da área do mercado, feliz pois avistara o carro, acelerou o passo. Nesse momento, o acidente. Duas das 4 sacolas que conduzia furaram e o Juvenal viu 10 cervejas "explodirem" na calçada. Putz...Praga da Dona Irene, sua mulher. Sem dinheiro para o frango, sem a metade das cervejas tomou a direção de casa. Ao chegar depois de relatar a história foi repreendido e alvo de chacotas por parte da familia. O que restou foi um lamento "Ainda bem que não me cortei, poderia até ter morrido".

Futebol não é brincadeira, hein!!


Embora torça pelo Ameriquinha carioca, nosso parceiro Zeca do Surdo, ficou uma fera com os últimos acontecimentos no campo futebolístico gaúcho. Por onde andasse levantava a discussão "Que bosta é esta gauchada, quem pensam que são os senhores Giovani e o Odone?? Maiores que seus clubes e seus ídolos?? Com todo respeito às pessoas que foram contratadas para os comandos técnicos das equipes do Grêmio e do Inter, mas o Falcão e o Renato Gaúcho são patrimônios dos clubes. Mais respeito com os caras, pô!!! Que meeerda, mermão"

Dias de Mandrake


João "Pegador" como era conhecido na rodinha dos amigos sofreu um revés da vida. Teve um derrame inesperado, algo que assustou e o deixou com um lado do corpo paralisado por uns 90 dias. Por um longo tempo frequentou a fisioterapia acompanhado de sua mulher - a Gisele.
Embora casado, o melhor violão sete cordas do bairro Santa Teresa na juventude, era danado no campo do amor. Não escapava um sorriso feminino que passasse na sua frente. O "bicho" passava o rodo. Trocava telefones, combinava encontros, passeava de mãos dadas, fazia inúmeras piruetas, mas o sujeito era assim. O que fazer?? O que às vezes ELE esquecia era seu casamento - sua mulher e seus filhos.  Sim o cara era casado.
No período em que esteve na fase de recuperação, dona Gisele atendeu o telefone por muitas vezes. Eram as tais "namoradas". Eram, no mínimo, duas por dia. As mais caras de pau iam visitá-lo, inclusive. A Gisele quando atendia o telefone identificava-se como enfermeira e ELE com a fala um pouco comprometida não conseguia desfazer a situação.
Depois de um certo tempo, já em casa, a dona Gisele disse ao marido que iria passar uns dias na praia com os filhos e seus pais, pois o João já anunciava alguma melhora. O moço cheio da razão, ao saber da notícia protestou: "Pô, Gisa!! Logo agora que estou numa situação como esta, necessitando de cuidados tu decides ir ao litoral?? Qual é a tua??". A exuberante Gisele, sempre com calma,  recomendou que o moço pedisse um apoio às amigas e namoradinhas que o procuraram nos últimos dias. O cara não contente retrucou dizendo o seguinte: "Fui procurar na rua o que não tinha em casa, tá certo?". A Gisele que sempre acordou o moço com café na cama ao domingos não teve dúvidas. Em silêncio, meteu uma bofetada. Com o pescoço imóvel, mas a lingua afiada, o sujeito retrucou novamente. Plaft!! Levou a segunda, a terceira e depois de umas 8 a mulata  finalizou o assunto "Tu é um sujeito de sorte, se meu pai e meus irmãos estivesse  aqui, serias jogado para fora do nosso quarto inclusive. A pau."
Atualmente, segundo o Carlito Trovão, o casal está bem. Ou melhor, BEM LONGE um do outro. Em casas diferentes, o João mora na Restinga e a Gisele continuou morando com as crianças no apartamento do bairro Lindóia.

3 de ago de 2011

Quando começou era diferente



Outro dia sentado à uma das mesas do Boteco Dona Dalva, na companhia de amigos, entre eles a Vera Dayse Barcelos, sua amiga Janice, o Luciano Paiva, o Luis Fernando Silva e mais alguns parceiros do Armazém do seu Brasil enquanto bebericávamos cerveja gelada e beliscávamos petiscos saborosos alguém na roda comentou sobre coisas legais do passado. Neste momento, alguém usou a expressão "Quando começou era diferente...". Bastou para que eu batucasse na mesa e emendasse o clássico "...tinha o nosso a pura semente...". Unanimidade no grupo. Quando percebemos estávamos todos cantarolando o samba de Marquinhos Sathan. MARAVILHOSO, reencontrar amigos e celebrar ao som de um samba que marcou nossas vidas.
Pois, "DE FORMA DISCRETA, A SETA DA SORTE..." estará apontada a todos que queiram relembrar sambas marcantes e belos de ouvir e de encantar-se. Novidades dos últimos trabalhos e muita coisa legal na tradicional quadra da verde e branco da Ypiranga.
E a PURA SEMENTE do samba?? Pode ser o Juliano Costa e seus parceiros do PURO ASTHRAL que animarão, juntamente com o Marquinhos(direto do RJ) animarão nosso próximo domingão.
EU e a galera do Armazém do seu Brasil estaremos por lá, pois garantimos nossos ingressos no primeiro lote.

Edinho Silva

1 de ago de 2011

Tábua de queijos e vinho



O Janjão, primeiro surdo de uma  escola de samba da Zona Sul da cidade sempre carregou a fama de ser "ligeiramente" guloso. Pois numa das tantas apresentações do grupo show da agremiação, o Janjão não resistiu às delicias da noite de queijos e vinhos do clube chique do Vale dos Sinos. Antes de tocar, o moço atracou-se numa tábua de queijos e frios e mandou bala. Comeu muito, pois o mestre Jorgito não permitia que seus ritmistas bebessem antes do show. Sólidos sim, líquidos não.  Realizada a apresentação os vinhos foram liberados. Era tinto, branco, seco, suave, nacional, estrangeiro. Valia tudo e o Janjão foi aproveitando as duas horas que restavam antes da van chegar. Resultado da gula animalesca, foi um estômago cheio de queijos e frios   e o Janjão torto de tanta bebida. Em pouco tempo as dores de barriga foram aparecendo e o homem de confiança do mestre de bateria rumou para o banheiro mais próximo. Estava à beira de uma tragédia (lambendo as cuecas, como dizem as más linguas...rs). Estava tão bêbado e apressado que mal deu tempo de abrir a porta do banheiro e tentar sentar no vaso sanitário. Sim, tentar, pois a diarréia não o perdoou. Largou todo o volume acumulado sobre a tampa. Os respingos de cores discretas, mas odor insuportável, espalharam-se pelas calças e sapatos brancos.
Depois de algum tempo o moço foi resgatado por um companheiro do samba para embarcar na van. Algumas lideranças não permitiram, conduzindo o moço para um táxi e pagando a corrida adiantado. O motorista ganancioso nem percebeu o estrago e conduziu o cara para casa. Por sorte do Janjão, o mestre Jorgito já havia ido embora do clube com alguns membros da Diretoria.
O Carlito Trovão comenta que, até os dias de hoje o Mestre Jorgito não descobriu por que sua bateria NUNCA MAIS foi chamada para as festas no clube. E o Janjão?? Não come queijo nem em torrada e não ingere vinho nem no sagú. Que coisa, né??    

A vida manda sinais



A experiente profissional da saúde, Janaína Monteiro - a Janinha, parceira e amiga do Zé Prettin e porta-estandarte nas horas vagas contou-nos uma história de arrepiar cabelos. Estava de plantão, juntamente com a colega Solange, numa CTI de um dos movimentados hospitais de Porto Alegre, onde o silêncio impera e "apenas" o ruido dos aparelhos e instrumentos são ouvidos nas noites sem fim quando a ausência do som de um dos equipamentos próximos a um paciente em recuperação é percebida. Assustada, a enfermeira Solange corre até o leito do sr. Paulo Chaves, que recuperava-se de procedimento cirúrgico e aplica, literalmente "uma porrada" no peito do homem. Na tentativa de reanimá-lo, ELA insistiu e o socou novamente. Estes movimentos provocaram uma reação no paciente que chegou a sentar-se na cama. A Janinha aproximou-se apressadamente para ajudar a colega  e observou um pequeno detalhe que lhe chamou a atenção. Um dos muitos acessórios que estavam conectados entre o aparelho que acompanhava os batimentos cardíacos e o peito do paciente havia desprendido-se. Isto fez com que o som da máquina parasse e assustasse a profissional responsável pelo ambiente. Se o "moço" não tivesse com complicações pela paralisação da máquina, quase o teve pelos socos de reanimação. Pode??