27 de jul de 2015

Harmonia musical e dança, na tarde animada do CETE


No próximo sábado, dia 18/07/2015, a partir das 14h acontece o sexto encontro do curso de samba enredo do CETE - Centro de Estudos e Pesquisas de Tema Enredo e Memória do Carnaval. Onde?? Na sede do Sindicato dos Servidores Federais do Rio Grande do Sul, que fica na Rua Gen. Bento Martins, 24 - 9º andar, no Centro de Porto Alegre. Quem serão os comandantes da tarde e quais os temas abordados neste dia? Para falar de dança no Carnaval e harmonia musical, o temista e idealizador do CETE convidou a professora e coreógrafa Iara Deodoro, o cantor e intérprete Sandro Ferraz e o compositor e arranjador Wilson Ney.

Quem nunca ouviu falar nestes três nomes? Por acaso alguém já ouviu falar alguma coisa sobre a história marcante na cultura do Estado chamada Grupo de Música e dança AFROSUL?? Não?? Então te organiza e cai dentro do encontro...Nas falas da Iara os participantes ouvirão um pouco da trajetória da porta bandeira e vice-presidente da inesquecível Escola de Samba Garotos da Orgia, de suas experiências como temista, criadora de figurinos e fantasias, diretora de alas e coreógrafas de Comissões de frente. Muita coisa com cheiro e swing de negritude.

E os dois moços do encontro?? O primeiro deles, Sandro Ferraz e seus quase 30 anos de carnaval a frente do microfone principal de muitas Escolas de Samba de Porto Alegre. Diretor de harmonia dos Embaixadores do Ritmo e atuante no Movimento Negro do RS, ex vice-presidente do CODENE e ex-Coordenador das Culturas Populares da Secretaria Estadual de Cultura do Estado. Voz marcante no Carnaval do Estado. Duvida?? Não estou de brincadeira..."Tutufum...agora é sério!!!"

E o amigo do Armazém, o poeta Wilson Ney? Além de compositor de inúmeros sambas enredos, diretor de harmonia de várias entidades carnavalescas. Só isso? Mais ou menos...diria que mais uma dezena de sambas consagrados na voz de intérpretes como Neguinho da Beija Flor, Elza Soares, Elymar Santos, Dominguinhos do Estácio, Leci Brandão entre outros.

A tarde do próximo sábado, promete ou não promete muita coisa legal? EU GARANTO! Chega mais e desce comigo da arquibancada e VEM SAMBAR NO IMPERADOR! Né, mesmo, POVO MEU?

Já reservei meu lugar com o Assessor de imprensa do CETE, meu bruxo e jornalista Gerson Brisolara. Vai ficar parado?? Vem comigo espantar o frio e a chuva dos últimos dias....

Abração,
                                 Edinho Silva


 
 

 
 

O peso da folia - Uma postagem de massa



 
Segundo o estudioso em samba e Carnaval, Hiran Araújo, que aprofundou suas leituras na mitologia greco-romana a figura do Rei Momo gordo baseia-se na contraste fartura da carne de domingo no Carnaval, com o jejum na quaresma e que, pôde acompanhar a teoria da religião católica que adotava um Rei Momo magro como símbolo.

Nas saturnálias romanas (festas em homenagem ao Deus Saturno) a figura do Rei existia e era escolhida entre o soldado mais belo que, depois era sacrificado. Portanto, acompanhando seus estudos o Rei Momo do Carnaval deveria ser magro.

Em 2008, em Salvador/ Bahia, o comerciante popular Clarindo Silva, assumiu o posto de Rei Momo com apenas 58 quilos. Tal fato causou um verdadeiro rebuliço na Cidade, pois chegavam protestos de todos os lados, inclusive dos gordinhos da Cidade. No Carnaval de 2011, o escolhido para conduzir as folias de Momo nas terras baianas é o cantor e guitarrista Pepeu Gomes.

Antes de 1960, não existia Rei Momo, Rainha, Princesas no carnaval, cada bloco tinha a sua própria ‘Realeza”. Em Porto Alegre na década de 30, o rei momo era um boneco que representava a figura do fanfarrão, que não trabalhava e vivia para festas. O boneco virou símbolo dos desfiles até virar gente. Anos depois surgiram os Reis Momos, Lelé e Macalé que animavam os carnavais nos bairros da cidade.
Mas o maior Rei Momo de todos os tempos na capital foi Vicente Rao, o personagem da folia, o maior mito do carnaval de Porto Alegre, que reinou durante 22 anos (entre 1950 a 1972). Alguns nomes mais contemporâneos como Silvio Lunardi (o Miudinho) e o Frotinha também deixaram suas marcas.

Atualmente, o guardião da coroa e de tudo que envolve o ziriguidum das festas de Momo é o simpático e incansável carnavalesco Fábio Verçoza, que divide suas atividades entre os muitos Projetos Sociais em que se envolve, assim como os diferentes e importantes “aglomerados” culturais de nossa cidade.

Seja gordo, seja magro, famoso ou anônimo o importante é manter a alegria, alto astral e toda a vibração que tamborins, passistas, mestres-salas e tudo de belo que cerca a grande festa popular que é o Carnaval.

Arrebenta bateria!
 

                João do Brasil (dono do Armazém) e Edinho Silva (Acadêmico de jornalismo)

 
Fontes:


http://reimomopoa.blogspot.com/2010/11/um-pouco-da-minha-histora-enquanto-rei.html

http://www.academiadosamba.com.br