20 de mar de 2015

Armazem do seu Brasil chegando em São Paulo nas mãos da ENFOQUE




                Outro dia conversava com meu amigo Luis Fernando Silva - produtor musical de Porto Alegre sobre as dificuldades de um artista do mundo do samba. A manutenção na agitada vitrine do show bussines contemporâneo e estas coisas da modernidade. Listamos nomes e mais nomes de grupos e sambistas, bandas novas e renovadas, produções autorais, públicos, mercados, cena do Centro do país, enfim reflexões das boas.
                Tem investidor que não solta grana, artista meia-boca que já ir no "Esquenta da Regina Casé" com duas músicas próprias e umas covers de quinta categoria no repertório, dono de casa noturna que não entende a diferença entre lucro justo X trabalho sério. Banda boa na opinião de alguns deve tocar de graça, pois é um favor abrirem a casa para tocarem. E as bandas que recebem caches justos e "baixam" estoques de bebidas enquanto se apresentam?? A verdade é que tem muita gente boa espalhada por aí sem a oportunidade de mostrar seu trabalho, enquanto tem muita "cigarra achando que é vagalume". Irmão explora irmão, músico explora roadie, produtor que explora dono de festa e vice versa. Exploração para todos os lados.  Coisas do mundo da música!!
               Porém nem tudo está perdido...afinal, existem uma turma de gente que tenta correr por fora e difundir o trabalho de qualidade, provocando situações legais onde as pessoas possam ouvir uma boa música, um resgate aos velhos sucessos e brechas aos que estão chegando. Uma destas pessoas é nosso amigo Edgar, idealizador e responsável pela Revista ENFOQUE Musical que a partir de São Paulo percorre os mais distantes espaços do Brasil divulgando bandas, músicos, compositores, arranjadores, novidades do mundo do samba e todas as iniciativas em nome da cultura popular. Seja pagodinho ou samba de raiz. Tem cavaco e pandeiro na jogada tem espaço garantido nas "coisas do Edgar".
             Pois este "inquieto agitador cultural" me dará a honra de colaborar mensalmente com as coisas da ENFOQUE falando(ou escrevendo como queiram) da cena sambista do RS. Como dizemos em nossos programas de rádio: "No ar a mais nova parceria em verde e amarelo - Coluna Sambando no Armazém, com a assinatura do Edinho Silva e a grife ENFOQUE". É mole??
           Confesso que "to nervosão com a novidade", mas não fujo de desafios. Bora lá!!!

Abraços e conto com a audiência de sempre.  Edinho Silva

 http://www.radioenfoquefm.net/

17 de mar de 2015

Os meninos do basquete e o alto rendimento no Brasil - Mais uma de Aracajú



 
 
                    Durante os 62 Jogos Universitários Brasileiros enquanto acompanhava a equipe feminina de basquete que representava o RS pude observar belas imagens nas arquibancadas. A partida em questão havia sido prevista para uma quadra localizada numa das melhores escolas do ensino privado de Aracajú localizado no Centro da Capital Sergipana. A Comissão Organizadora dos jogos distribuiu as partidas em diferentes locais, de clubes sociais a escolas da Cidade.
                   Em meio a arremessos e cestas, um grupo de alunos de ensino fundamental de uma escola pública vizinha ao charmoso colégio onde o jogo era realizado comandados por duas professoras adentrou o ginásio e passou a acompanhar atentamente o jogo. Pelas roupas e pelo material escolar que conduziam as crianças evidenciavam suas origens humildes. Nada disso, entretanto, reduzia sua vibração e sua torcida entusiasmada. E assim ao me aproximar conheci um pouco mais os pequenos Luiz Gustavo, o Wikson Tadeu, a Yasmin, o Ricardo Gabriel, a Letícia, a Michele, o Leonardo e a Synara, alunos e alunas da Escola Municipal Tancredo Neve - 3o. ano. Conversa boa e animada confirmou o que pensava sobre os "queridos torcedores". Muitos (se não todos??) desconheciam completamente os fundamentos de basquete, nenhum nome expressivo que representou o Brasil em alguma Olimpíada e sequer tocado numa bola de basquete. A função naquela manhã tinha um propósito: Por alguns minutos, naquele belo ginásio de esportes, os pequenos aproveitariam seu intervalo de aula para ver de perto uma partida com este formato.
                  Depois do papo tentei retomar a atenção na partida, porém confesso que não consegui. Por que?? Lembrei da triste realidade brasileira e seus projetos de incentivo ao esporte e suas práticas. O "grosso" dos recursos públicos seguem direto na direção de atletas de alto rendimento e seus clubes de grife. E as comunidades mais carentes de educação e incentivo ao esporte?? Prefiro não responder.             
                Outro dia, escrevo sobre o assunto...#tristezalheia.
 
Edinho Silva