9 de jun de 2011

O que importa é bailar, apitar pra quê?


Há alguns anos, o Irineu Moreira, bom de samba e de dança, militar da reserva e árbitro de futsal foi escalado para apitar algumas no Interior do RS. Com a não realização de alguns jogos a equipe de arbitragem retornou mais cedo à Capital. Naquele tempo o uniforme usado era calça, cinto e sapatos brancos acompanhados pela camiseta da Federação.
Pois no desembarque, o Irineu pediu ao condutor do carro que  transportava a turma de volta à Capital que o deixasse na avenida Bento Gonçalves. Alguns estranharam, pois o moço morava na Zona Sul. Não é que o "bandido" foi direto ao Club Las Vegas dançar ao som do Musical Excelsior e a um show do sambista Antonio Lemos?? Seria normal se o camarada não fosse vestindo calça e sapatos brancos e jaqueta da FGFS.
Logicamente, que um ou dois presentes no baile, não perdoaram: "Daí, seu juiz?? Dando uma sambadinha, hein?? Carlito Trovão jura que é verdade. E acrescenta: "O mocinho chegou em casa na manhã seguinte, reclamando do cansaço da viagem". Eta, cara de pau.  EU acredito no episódio.

Arte quente no Carnaval



No Carnaval de Porto Alegre do ano de 2004, ocorreu um festival de samba enredo numa grande escola que deu muito o que falar. Era uma nova época, em que alguns jovens compositores tentavam "cavar" seu espaço no mundo da composição sambista. Tarefa e altamente difícil para quem não estava habituado a fazer parte deste cenário. Uma nova imagem era anunciada, pois jovens universitários preparavam-se para este desafio. Todas as orientações seguidas pela Comissão Avaliadora, gravação do samba, contratação do intérprete e providências quanto à uma novidade. Como tema enredo da escola era a Grécia antiga, foram buscados parceiros (um grupo teatral) que pudessem encenar "gregos, figurinos, corpos nús e muita pirofagia (era fogo para todos os lados)". E assim foi feito além da distribuição de cópias com o samba gravado para as pessoas presentes no Festival. Ficaram na segunda colocação, mas a cinquentenária azul e branco jamais esquecerá a "função" organizada pelos jovens. O Zeca do surdo, na época adorou a idéia.

Sintonia não tão perfeita



Nos anos 90 havia uma emissora de rádio local que mantinha um programa de samba de alta audiência. O referido programa mantinha a participação de uma mãe de santo conhecida de Porto Alegre, mãe Dininha, com interatividade direta com os ouvintes. Era samba num momento, em outro um aconselhamento e assim passavam-se as tardes animadas.
Numa certa ocasião, uma ouvinte ligou para a rádio e registrou uma queixa à Mãe Dininha: "Oh, minha mãe, o que faço com injustiças que acontecem em nossa vida??" - perguntou ELA. "Diga minha filha, o que aconteceu contigo. Conte-me?" - perguntou a senhora religiosa. "Mãe Dininha prefiro nem falar, pois já passou...e o que são águas passadas, não voltam mais" - respondeu a ouvinte. "Conte", insistiu a senhora.
"Pois bem, mãe Dininha, certo dia fui à uma casa para consulta e foi prometido muitas coisas legais depois de um trabalho ser feito. Segui todas as orientações. E paguei caro, hein?". "Continue, minha filha". "Perdi dinheiro, tempo e a ilusão de conseguir realizar meus sonhos, mãe Dininha". A mãe de santo indignada rebate a ouvinte afirmando que INFELIZMENTE, existem na cidade MUITAS casas de religião que não são muito confiáveis."Me conte filha, onde era esta casa?" questionou mãe Dininha. E insistiu "onde?". A ouvinte tomou coragem e respondeu: "Na sua casa, mãe!!!!". Tu-tu-tu-tu-tu-tu. A ligação caiu na hora. Em seguida entraram os comerciais e a programação musical. Até hoje não foi descoberto os motivos. A Tianinha, outra batuqueira, que estava presente nos estúdios jura que a amiga  pediu um copo d'água e saiu caminhando apressada do ambiente.

7 de jun de 2011

Nega Frida em festa







Hoje, 07 de junho de 2011, o Nega Frida (João Alfredo, 449 - Cidade Baixa) está em festa. Por que? A Batucada do Armazém vai comemorar o troféu UDESCA recebido pelo batuqueiro Fábio Ananias, como melhor intérprete do grupo especial à frente do microfone da Protegidos da Princesa, de Novo Hamburgo.
A festança promete ser boa com muito partido alto, samba de raiz e um Carnaval para esquentar a noite da Cidade Baixa.
Então, sem lero-lero e desculpas. Terminou a função no Teatro Túlio Piva, te manda para o Nega Frida. A caipirinha de limão siciliano, a bock gelada, o bom atendimento e segurança do lugar, o selecionado som mecânico e a inspirada Batucada do Armazém te aguardam.

serviço:


Nega Frida
r. João Alfredo, 449 - Cidade Baixa
07/06/2011 - 23h
investimento cultural: R$10,00 - ingresso valendo uma cerveja