5 de nov de 2012

Churrasqueira ao solo












                  Domingo de sol, galera reunida na casa da sogra, roda de samba, cerveja gelada, os cunhados chegando com as carnes e o nego Fafaco, como sempre faz, LIDERANDO TODAS AS COISAS. Como diz dona Zulmira - "Não sei onde a minha filha Ritinha, foi encontrar este "traste"? Velhas diferenças entre genros, noras e sogras. O cara se metia em tudo mesmo. Sabia onde colocar a cerveja para gelar, o tempero certo para a maionese, a forma ideal para assar o churrasco. Em TUDO ele metia o bico.
                 Pois, imaginem voces que, o cara descartou o velho e fiel latao usado em todos os encontros de família e propos armar uma churrasqueira de tijolos (que estavam espalhados pelo patio). Colocou cuidadosamente, tijolo sobre tijolo, ajustou os espetos, preparou o carvão, temperou as carnes e afugentou todos que se aproximavam. Um verdadeiro DITADOR do churrasco da familia.
                O cunhado mais velho, sempre simpatico e alto astral Machadao, que nao abria a boca para falar de ninguém, evitava comentar qualquer coisa sobre a ideia do moco. Entretanto, o alertou sobre os riscos oferecidos pela nova estrutura. Ressalta-se que, o Fafaco era a unica pessoa que tirava o controle do Machadão.
               Na metade da preparacao do churrasco, a caipirinha correndo ligeira e dezenas de espetos sob o comando do FAFACO, a picanha do sogrão, seu Volnei, o galeto com bacon da dona Zulmira, o lombo suíno com queijo da Ritinha, a carne de ovelha, as costelas do resto da turma quase no ponto. Enfim, tudo era só alegria. Num momento de vacilo, algumas labaredas se manifestaram e o assador rapidamente aproximou-se com vontade e uma garrafa de água nas mãos para inibir o fogo. Acreditem!! O marrento nego Fafaco, que não gostava de ninguém a seu redor, e sim seu copo de caipirinha sempre cheio, sua tabua e sua faca, bateu acidentalmente com a perna numa das paredes laterais da churrasqueira de tijolos sobrepostos. Estrago geral. Os tijolos cobriram as brasas e os espetos voaram para dentro da churrasqueira. Como o calor era forte e intenso, ficou bastante dificil recolher a tempo de evitar que as carnes fossem tostadas. Aos berros, o assador pediu ajuda aos demais participantes do almoco para ajuda-lo, evitando um estrago maior.
               Resultado? Despesa com o churrasco a kilo da esquina da casa da sogra. O sabichão Fafaco teve que apelar para o fiado e a compreensão do seu Moisés para garantir a picanha do sogro, frango da sogra e o lombinho da nega veia. E as costelas? A galera teve que encarar do jeito que deu para salvar. O Carlito Trovão convidado comeu apenas a maionese.      

4 de nov de 2012

Energético: força e sutileza





                Pois, o Zé Pretin nos contou uma história bastante esquisita e, "ligeiramente" engraçada. Segundo ELE, um amigo próximo, Ricardinho da viola, enquanto preparava as bagagens para curtir mais um feriadão ao lado da namorada em Floripa, bebia uns energéticos (com gelo) que haviam sobrado da balada do final de semana. Escutava um pagodinho e bebia uma bebida. Mais um sambinha, mais um "energeticozinho básico". E assim, foram quase 3 litros. Comeu umas frutas da geladeira, despediu-se dos velhos, passou a mão na cuia e nos apetrechos do "chimas" e se foi ao posto abastecer o carro.
             Ameaça de racionamento de combustível, filas enormes e o "chimas" pegando. E assim foi quase toda a garrafa térmica do chimarrão. Abastecido o carro. Lá vamos nós, BR 101 querida, rumo direto à Floripa, sem escalas.
            No meio da viagem, depois do volume de líquidos ingeridos o moço não resistiu e parou num refúgio para tirar uma "água do joelho". Putz...em meio ao processo, decidiu soltar um punzinho(!). Coisa leve. O negócio veio com acompanhamento. O casamento dos energéticos, as frutas e o chimarrão não foram uma boa combinação. Junto com o pequenino flato, desceu calça abaixo "algo quente, viscoso e terrivelmente mal cheiroso". Bah, o "homi" cagou-se em plena rodovia federal.
          Sem saber o que fazer, colocou uma toalha no banco e partiu em direção ao primeiro paradouro de beira de estrada para higienizar-se. Distância pouca, apenas 5 km a frente. Chegando lá, num restaurante cheio de caminhoneiros, foi direto ao banheiro tomar um banho de gato (e logicamente, jogar a cueca fora).
        Onde está a esquisitice?? O seu João do Brasil jura que esta história está mal contada e o protagonista, na real, tem nome e sobrenome: Zé Prettin. A namorada é dele, os energéticos estavam em sua geladeira e o "punzinho" tem assinatura conhecida.