20 de jan de 2011

Pimenta no olho? Se for baiana, pode...

   
        Há 15 dias, na comemoração de aniversário de um amigo comum fui apresentado aos amigos da Tianinha. “Turminha arretada” como ELA mesma identifica o grupo de baianos e baianas, liderados pela simpática Fabiana BAU, que lá da terra natal da dona Sebastiana (Tianinha do tio João), Vitória da Conquista  trouxe a simpatia, o ritmo e o bom humor da Bahia. Na bagagem veio o balanço e gingado do nego Raimundo, direto de Feira de Santana. A BAU trouxe ainda, Jorge Carlos e Aparecida, o casal mais apaixonado nascido em Ilhéus. Representando Itabuna,  os irmãos capoeiristas Jorge Luiz e Jorge Antonio. De Jequié, vieram as mulatas Silvinha, Claudinha, Mocinha e Toninha, seus acessórios, seus decotes e seus requebrados. E de Salvador, quem a Fabiana Baú trouxe? Um trio muito simpático e de alto astral, o Yuri, a Amanda e a encantadora Giovanna. E lógico, 5 quilos de farinha de mandioca, uma generosa porção de araruta, dendê e muita pimenta (da malagueta à dedo-de-moça). Tudo direto da Feira de São Joaquim.
Tianinha avisou: “Minina, não se aprochegue sem minhas encomendas, viu?”. “Se não vier nada, nem desça no Salgado Filho”. “Aí cê me quebra, né bacana" – afirmava.
E Fabiana BAU, obediente à sua amiga e de sua mãinha, não quis arriscar. Trouxe todos os amigos e amigas baianas que encontrou pela frente, a simpatia e as encomendas.
Por dez dias, a galera abriu mão do acarajé, do feijão fradinho, do bolo de estudante e deliciou-se com costelas gordas, lingüiças, muito samba, charque, chimarrão no Gasômetro, passeios na orla de Ipanema e muita coisa legal na Cidade Sorriso.
Reforçando o coro da Tianinha e do Tio João do Brasil, não demorem a retornar e nos aguardem. A qualquer momento, a caravana gaúcha desembarca na terra de João Ubaldo, Gilberto Gil e Caymmi para retribuir o desfalque etílico, hehehehehe.
Abraços e beijos a todos.

Edinho Silva 
                                 

Cesta ou sexta básica?


   
         Tio João conta que, o Renatão era um cara legal. Aliás, bastante legal. Bom pai, trabalhador, discreto, atuante na vida dos filhos até a fase adulta, ativo nas lidas domésticas, caseiro, recatado. Sujeito raro nos dias de hoje.
Pois, sua mulher a Nandinha recomendou que o moço mudasse o local das compras (rancho da casa)  do mês, afinal já estavam somente o casal morando em casa e não haveria a necessidade de uma compra maiior. Habitualmente, compravam no Supermercado Econômico e a dona de casa sugeriu que, testassem os serviços e os preços do mini-mercado do seu Luis Carlos – o Q’ Preço. Estabelecimento de comunidade, mas que possuía preços acessíveis e forma de entrega interessante. Em casa.
Última sexta-feira do mês, lá se foi o Renatão de lista na mão para o Mini-mercado. Carrinhos cheios, artigos de limpeza, hortifrutigranjeiros, carnes, materiais de higiene pessoal e todos os produtos destinados a uma família de 4 pessoas. Ao chegar no caixa, a atendente estranhou que os produtos foram comprados numa quantidade dobrada e dividida em caixas distintas. Após acertar o pagamento, Renatão puxou o fiscal de caixa e descreveu os endereços das entregas. Endereços? Sim. Quatro caixas eram para um endereço e as outras quatro caixas para outro. Realizadas as recomendações, Renatão foi até à oficina dar uma espiada no carro e depois faria uma “fezinha” na mega sena.
Passado algum tempo, já na Lotérica, recebeu uma ligação da senhora Fernanda Capelão da Silva (ou ex-Silva), cobrando satisfações sobre o rancho que havia sido entregue na casa deles. A nota estava no nome do Renatão, mas a dona Fernanda, não lembrava de ter encomendado fraldas descartáveis, farinha Láctea, chupeta e alguns artigos de bebês. Afinal de contas, sua filha mais velha morava em outra cidade e seu filho estava no quartel. Embaraçado, seu Renato, lamentou o engano, afirmando que iria até o Mercado do seu Luis Carlos reclamar e xingar os entregadores desatentos. Fora de si, dona Fernanda, dizia não haver a necessidade de tal preocupação, pois a troca já havia sido desfeita e ELA teria pessoalmente até o outro endereço que constava na outra nota com o nome do Renatão.
Bah, avalanche na cidade. Os pilares do moço ruíram. Buscando novamente a calma, o moço sem condições de dar muita explicação, perguntou quando poderia pegar suas roupas. Dona Fernanda ou Nandinha, disse que, o que havia sobrado das roupas, foi enviado por um taxista amigo da família à casa da sogra. E demais conversas, somente com o advogado e bateu o telefone.
Alguns amigos do Tio João afirmam: “As compras lá de casa só faço no Zaffari, pago mais caro, mas ELES entregam direitinho”. “O resto é mercearia”.Hehehehehehe.    

Movimentando o esqueleto

     
     Zé Prettin, o atlético e elétrico membro da galera do Armazém já começou a escolher o tênis apropriado para participar da 10a. FullFitnessDay idealizada e coordenada pelo professor  José Anchieta, velho conhecido e amigão do Armazém do Brasil. A ousadia e variedade de ações propostas são as marcas do trabalho do Anchieta e sua equipe. Alguns mais chegados do Prettin não perdoam e já dizem: “Pô Prettin! Não está exagerando? Antecedência de 10 meses para escolher o calçado e as roupas?”. O magrão responde calmamente, “Em evento de gente bonita, alegre e vibrante preciso chegar quebrando, já  no fardamento”. Em 2010, a nossa dona Morena vestiu a malha, sua túnica africana e caiu na malhação. Fez o maior sucesso na oficina de ritmos afros. Apesar da idade, em plena forma, a veterana “fez a massa delirar quando decidiu colocar à serviço das coreografias propostas”.
Em outubro de 2011, a galera do Armazém do Seu Brasil vai estar lá, interagindo e convivendo com o professor Anchieta e toda a galera que costuma agregar nos seus badalados eventos. E tu vai ficar de fora? Não acreditamos.

Edinho Silva e Zé Prettin