28 de fev de 2013

Novidades no Armazém - edição do rádio

        
 
               Quando fui convidado para apresentar o Armazém do seu Brasil numa rádio web lá pelo mês de outubro de 2012, respondi que a proposta contemplava um velho sonho pessoal. Afinal, gosto muito de rádio, samba, histórias e comunicação em geral.
              A responsabilidade era real e muito grande. Integraria um seleto grupo de comunicadores, uma grade de programação ousada e de bom gosto, num horário alternativo para o genero musical e proposta do programa. Enfim, estava com "meda"!!
              O comunicador e radialista Rogério Barbosa, diretor da rádio - www.radioestacaoweb.com,  responsável pelo convite, acolheu e "chancelou" a apresentação do programa. Combinamos um período experimental e soltamos a carruagem. Resultado?? Uma crescente audiência e fidelidade dos ouvintes, velhos e novos amigos, apreciadores das histórias do blog e gente disposta a ouvir parte de meu acervo de sambas que tenho em casa e um convite para ampliar o Programa.
              Isso mesmo... A partir de 10 de março de 2013, um Armazém do seu Brasil completamente repaginado e alongado. Duas horas no ar. Das 13h às 15h, todos os domingos, informações, dicas culturais, entretenimento e muito samba bacana. Do Cartola ao Mumuzinho, do Arlindo Cruz à Elizete Cardoso, do Fundo de Quintal à Roberta Sá e muito mais. 
             Agradeço o carinho de todos e cheio de felicidades os convido a continuar acompanhando a seleção bem brasileira do Armazém do seu Brasil.
 
Edinho Silva
 
Todos os domingos, das 13h às 15h.
Armazém do seu Brasil - informação, cultura, entretenimento e samba bacana

27 de fev de 2013

Um novo domingo de sol


www.umnovodomingodesol.com.br


        Hoje, em Santa Maria, em Porto Alegre, no RS, no Brasil, na América Latina e no mundo é um dia especial de orações. Completam-se 30 dias do trágico acidente na Boate Kiss, em Santa Maria, que vitimaram muito mais que 239 pessoas. Um expressivo números de pessoas foram afetadas com a situação. E por que não dizer todos nós?? Em ambientes de alegria e descontração, palco de dor e tristeza.
     Como disse, o Rodrigo Ganso Allende: "Domingo para nós gaúchos é coisa sagrada. Acordar com o cheirinho de churrasco do pai, de esperar a hora do Grenal, de passear no parque e "chimarrear" com os amigos". Tudo isso fica para um outro momento?? Não. A vida segue e como anunciaram as pessoas responsáveis pela recente criada Associação de apoio às vitimas de Santa Maria, o dia deve ser celebrado com barulho. Barulho bom e bonito, como foi a homenagem de músicos e artistas no clipe idealizado pelo talentoso Rodrigo Ganso e pelo MC Jean Paul. 
        E assim, misturando todos os gêneros musicais: do sertanejo, pop, pagode, funk, sertanejo, reggae, nativista, samba de raiz, entre outros podemos refletir juntos sobre um mundo mais justo, solidário, afetivo, evoluído e repleto de leveza e arte.
     Meus cumprimentos a todos idealizadores e participantes e a eterna solidariedade e carinho aos diretamente afetados pela tragédia. Que tenhamos TODOS "UM NOVO DOMINGO DE SOL".  

Viajar em boa companhia



      Quem não conhece o senhor Sérgio Moacir Pereira?? Muita gente. Entretanto, se abrisse o texto com o nome artístico do moço, certamente a resposta seria diferente. Que tal Serginho Moah?? Agora ficou mais fácil, né mesmo?? Pois, o cara simpático, talentoso, de voz diferenciada, distante dos microfones é exatamente o mesmo que vemos nos palcos, nos dvds e ouvimos nos cds. IGUAL. 
       A primeira estória que ouvi do cara foi por intermédio de um amigo comum, o poeta urbano José Serpa Tumax, nascido como o cantor nas Uruguaianas, fronteira com a Argentina. Certa vez, após apresentar um show intimista e empolgado no Cult Bar, na Lima e Silva, em Porto Alegre, Serginho foi abordado por um "engraçadinho" que portava uma faca e tentava assaltar-lhe, levar dinheiro e seu violão. Pois, o boa praça, intérprete da memorável Blusinha branca, saiu no soco com o vagabundo e não deixou barato. "Índio da fronteira não aceita migué de malandro da Capital" - como mesmo afirma. Ficou levemente ferido e com o instrumento lascado, mas foi só. A turma que acompanhava suas apresentações no Bar Trivial não ficou órfã naquela semana.
         Meu primeiro encontro ao vivo e a cores foi num trailer de lanches, vizinho à rádio Atlântida FM, no morro Santa Teresa. O carinha deliciava-se com um cheese bacon cheio de mostarda e ovo, enquanto o resto da turma dos Papas o aguardavam aflitos no estúdio para uma gravação. Entre uma mordida e outra rolou o maior papo. Outro dia, cruzei com o cara no Shopping Praia de Belas se refrescando numa casquinha da Petisqueira. Não falei?? Astro também gosta de coisas triviais.
       Num outro momento gastronômico cruzei com o cantor encostado na parede do Colégio Rosário. Fazendo o que?? Comendo um cachorro-quente com 3 salsichas e de-lhe simpatia nas conversas. Quem acompanha a narrativa deve pensar o quanto come o tal Serginho?? A intenção não é essa e sim, mostrar como se comporta um artista internacional que é a cara de Porto Alegre. Seja no Sheraton, no Naval, na Padre Chagas ou no Partenon cantando hip hop com o Da Guedes. É o mesmo SEMPRE.
A oportunidade mais inusitada foi dentro do Supermercado Nacional, da Miguel Tostes, quando estava na companhia de seus filhos, vestindo uma jaqueta Adidas retrô bem bacana, o cara escolhia uns vinhos internacionais para o jantar em família. Putz, já havia escolhido uns italianos. Duas garrafas, coisa chique!! Cheguei junto e interpelei. "Pô, Serginho!! Não leva europeu, leva os argentinos. Estão com preços acessíveis e a safra é boa". Sacanagem a minha, pois não entendo coisa nenhuma de vinho. E o "bacana" de passaporte carimbado, com a agenda lotada de amigos entendidos engoliu o blefe. Trocou as garrafas e levou a bebida com jeito de Maradona. E é assim o cara. Simplicidade pura.
          Teatro Renascença lotado num eletrizante show de Papas da Língua, fãs clubes espalhados, histeria feminina na platéia, pessoas dançando e cantando, público satisfeito e eu e minha mulher, discretos na quarta fila num cantinho da sala. Pois, o cara nos descobriu e acenou, mandando abraços num gesto pra lá de carinhoso. Coisa bem bacana.
          Agora para minha surpresa o "homi" curvou-se às redes sociais. Seu amigo e parceiro, Zé Natálio, costumava dizer que o cara era avesso aos computadores e disparava das máquinas. Agora tá no facebook. Lotado, né??
         Se Nova York é bom, Paris é demais!!! Só se for ouvindo o Papas da Língua e seu vocalista legal Serginho Moah que canta um Rolling Stones numa danceteria da moda com o mesmo entusiasmo que canta um partido alto da Jovelina Pérola Negra entre os parceiros de adolescência. E assim segue cantando e encantando como fez na gravação do disco especial "Um barzinho, um violão - novela 70", ao interpretar a música Pensando Nela (Don Beto/Reina), direto do Morro da Urca, no Rio de Janeiro em 2008.

       Edinho Silva
 

26 de fev de 2013

Cartões malvados




Na conta do Carlito Trovão.

           A Judith e o Moreira resolveram pegar um cineminha em época de Oscar. Rumaram a um grande   shopping da Cidade em busca de boas acomodações, oferta de filmes, estacionamento seguro, coca-cola e pacotão de pipocas. Dos grandes para ter graça.
          Ao final do filme, passaram no quiosque do estacionamento, pagaram a respectiva taxa e rumaram para o carro. Na saída, junto à cancela, a Jujú (como chamava o Moreira), motorista da familia, pediu ao marido que alcançasse o cartão magnético para introduzir no espaço receptor de cartões. Pois, não é que o "bocaberta" do marido alcançou o cartão do estacionamento do condomínio e não do "shoppis"?? Verdade.                                  Como a cancela não abriu, o casal tascou o dedo no botão que chama o atendente. Inesperadamente, a cancela abriu-se e o Moreira recomendou que a "patroa" acelerasse e fosse embora dali, deixando para trás o cartão que não foi aceito.
         Ao chegar em casa, quando foram introduzir o cartão do estacionamento perceberam o erro. Putz, e agora?? Retornaram às pressas ao shopping para procurar o cartão perdido. Óbvio, não acharam. resultado disso?? Uma despesa de R$36,00 por um cartão novo do estacionamento. O equivalente a dois ingressos de cinema para assistir mais um premiado do OSCAR. Só isso?? Nada. Mais 180 minutos de discussão de relação de casal.

25 de fev de 2013

Selo ou não sêlo, eis a questão


               Hoje à tarde me dirigi a uma agência dos Correios para postar algumas cartas a amigos. Mesmo com a velocidade da internet não abro mão de corresponder-me e enviar cartas escritas com o próprio punho a meus "especiais". Por que?? Simples. Prestigio os serviços dos Correios, ajudo a manter algumas pessoas empregadas (no caso o carteiro e todos envolvidos no processo de entrega de correspondências), oportunizo quem gosta dos meus traçados a ter uma recordação de uma grafia e possibilito que minhas parcerias recebam diferentes tipos de cartas (nem me fale, das famigeradas...). 
              Costumava utilizar os serviços da CARTA SOCIAL. Já ouviram falar nesta modalidade?? O custo é R$0,01, a carta não deve pesar mais do que 10gr, redigida de próprio punho, pessoa física e um número restrito de 5 cartas por dia para cada remetente. Não é uma boa?? ERA, pois algum infeliz e desconectado vinculou o tal serviço a programas sociais do Governo. Ou seja, uma pessoa comum que não recebe bolsa-familia ou qualquer outro tipo de benefício NÃO PODE MAIS UTILIZAR O SERVIÇO. Precisa usar o selo mais barato e popular que custa R$0,80. Fiquei triste e indignado principalmente, porque as pessoas já não escrevem tanto assim. Alguns sequer sabem da existência dos Correios (principalmente, os que são atendidos pelos Projetos sociais). Foi duro receber tal informação.
             Precisava compartilhar meu sentimento de ira com alguém. Procurei o Zeca do Surdo e desabafei. Na metade da fala, o cara lascou: "Mermão! Em 2010, um entidade não governamental aqui do Sul organizou um curso de restauração de obras de arte voltado às comunidades da periferia de Porto Alegre. Idéia genial e sem custo aos alunos, onde os mais desprovidos economicamente pudessem qualificar-se e ingressar no mercado de trabalho. Né, mesmo?? Faltou um detalhe: as inscrições só eram aceitas pela internet. Ah, dá licença, mermão?? - esbravejou o cara. "Neguim, não tem uma moeda para pagar a lan house, não tem note book em casa e muito menos computador. Como fazer a inscrição??" - indignava-se.
             Ouvimos falar que as escolas públicas receberão tablets, notebooks, computadores e impressoras de última geração. Mas, alguém perguntou se as bibliotecas destas mesmas escolas não precisavam de novos livros e profissionais bibliotecários para atuarem nestes espaços??
              Coisas do Brasil?? Não. No Chile, na Argentina, em Portugal, na Espanha é tudo muito parecido. O que fazer?? Já combinei com o Zeca, vamos pegar o jornalzinho mensal do gabinete do nosso deputado federal e lascar email e outras cartinhas na direção dele. Afinal, se o assunto é federal que se mexa, ora. Nosso senador, votou no Renan Calheiros, mas vai levar carta também...
              Espernear é preciso. Creio que, Sócrates concordaria comigo.

Edinho Silva