29 de ago de 2016

E o discurso?? Confesso...voz embargada!!!


 
 
Excelentíssimo senhor professor Hamilton de Moura Figueiredo, pró-reitor de Ensino e reitor substituto do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS),  Ilmo senhor professor Gleison Nascimento, Diretor do IFRS – Campus Restinga. Estimada professora Hernanda Tonini, paraninfa, estimados professores homenageados, Neudy Alex Demichel e Cristina Rorig. Estimada servidora homenageada, Maria de Fátima Lopes. Estimados colegas e amigos formandos, demais acadêmicos do GDL, aos familiares e amigos presentes....

Meu cordial boa noite...

Toda a “fala” que encerra um ciclo de conquistas e vitórias costuma iniciar com agradecimento a Deus, ao Criador. Em respeito às diferentes religiões representadas neste ambiente e ao heterogêneo grupo de formandos optei em fazê-lo de forma diferente.

O sambista cantarolou no samba intitulado “Força maior” ...que sua força é a fé que carrega no fundo do peito, quando nada dá pé é amém é axé não tem jeito. No terreiro ELE é Oxalá,  no Oriente ele é Alá. Ninguém sabe explicar essa força maior. ELE sempre estende a mão, não importa a religião. Não tem raça, não tem nação, porque Deus é um só. **** Diante disso, convido os presentes a silenciar por 15 segundos e assim realizarmos juntos, cada um, do seu modo o “seu agradecimento pessoal”. Obrigado...
Prezados....Quando os poetas compuseram a canção “Encontros e partidas” certamente havia uma motivação muito forte como tônica principal. “...Tem gente que vai pra nunca mais ....Tem gente que vem... quer voltar ...Tem gente que vai... quer ficar ...Tem gente que veio só olhar ...Tem gente a sorrir e a chorar... E assim, chegar e partir ... São só dois lados da mesma viagem...”. E assim que sinto este momento.

Resumir num breve discurso toda a força e energia na jornada do Curso pioneiro no Estado que aborda e discute a importância do lazer, em  nossas vidas cotidianas não é uma tarefa fácil. Embora, assegurado como um direito constitucional de todo cidadão brasileiro – o Lazer, e suas variantes e conceitos exigiu e exigirá, cada vez mais, um aprofundamento de pesquisas e de ações práticas.

Partindo de uma fundamentação teórica, passando pelas empolgadas discussões e reflexões em salas de aula, nos intervalos ou nos botecos da vida a construção foi intensa.

O grupo dos 8, carinhosamente identificado por alguns, ilustra muito nosso efetivo exercício de convivência entre pessoas completamente diferentes num mesmo espaço.  Assim registra-se nossas inúmeras vivências, enquanto grupo heterogêneo.

Walter Benjamin afirma que, “uma vivência, algo pelo qual simplesmente passamos ou atravessamos, ou algo que ocorreu, não tem valor nenhum se não puder ser transformada em alguma narrativa que possa ser compartilhada e transmitida ao grupo que pertenço. É a transmissão, é o compartilhar, que transforma a vivência em experiência”.

Enquanto alguns quebravam a cabeça com a tecnologia, outros em poucos minutos resolviam as questões. Em muitos momentos alguns apressavam-se para apresentar seus trabalhos, outros atuavam de bloco e caneta na mão para questionar, levantando discussões, “ligeiramente polêmicas”. Sem dúvida, muitos de nós devem ter sentido cansaço por ouvirem histórias repetidas, semestre após semestre. Entretanto, posso afirmar que outros tantos vibraram com as mesmas histórias. Possivelmente, a maturidade do mais jovem tenha ofuscado a juventude do mais velho. Ou quem sabe até empolgado o mais tímido e por que não freado o mais vibrante??
Em relação à satisfação da convivência represento e ilustro como uma das muitas atividades realizadas ao longo do Curso. Refiro uma trilha na Zona Sul da Cidade, onde devidamente orientados em relação ao nível de risco apresentado, percorremos caminhos desconhecidos e que, ao nos deparar com algum trecho ameaçador não vacilemos em estender a mão (e por que não pedir apoio?), nos apoiar no parceiro e buscar ajuda para prosseguirmos. Independente dos humores, da cor da pele, do gênero e de tudo mais. A simbologia exata de como foi nossa caminhada até aqui. E como deve ser o enfrentamento ao mundo acelerado e as múltiplas facetas da VIDA.
Com o diploma na mão e o devido registro profissional nossa colocação no mercado de trabalho estará garantida?? De forma alguma. O investimento deve ser ampliado como mostra o Mundo à  nossa volta.
Nossos docentes, nossas discussões e descobertas nos levaram às prateleiras da Biblioteca, aos núcleos de investigação acadêmica, às fontes de pesquisa virtual, às discussões coletivas em Congressos e Seminários. Tudo isto foi fácil?? Nada.
Nesta etapa mais avançada da fala, onde cabem os agradecimentos gostaria de iniciar destacando o agradecimento à Reitoria do IFRS que tão prontamente sinaliza e acolhe nossas demandas institucionais. Num outro momento, ao Diretor Geral do Campus Restinga, professor Gleison que não mediu esforços para ir ao encontro dos acadêmicos, seja via email, ou nas salas de aula e corredores. Mantendo efetivamente a porta aberta de sua sala.
Aos servidores do IFRS, representados pela colega Maria de Fátima queria expressar nossa gratidão aos demais colegas servidores e trabalhadores em educação. Dos vigilantes atentos que, logo cedo nos acolhiam com um “bom dia”, aos responsáveis pela higiene e limpeza dos espaços da Instituição; aos servidores da Biblioteca, por encontrarmos as obras e os livros no lugar certo; àqueles que nos prestaram orientações e informações nas áreas administrativas; aos responsáveis pela manutenção dos equipamentos e computadores.
Aos colegas acadêmicos que nos prestigiam e darão continuidade aos nossos estudos sobre Desporto e Lazer.
Aos professores homenageados, professor Neudi e professora Cristina para que possam transmitir nossa gratidão aos demais docentes pela dedicação e envolvimento com NOSSO SABER.

À professora Hernanda, atual coordenadora do GDL, que contribuiu desde a implantação do curso até os dias de hoje.  (convido o colega JUAREZ para entregar um “mimo”)

À professora Cintia Stochero...Aretê.... Obrigado por dividir teus sonhos, pelos conhecimentos compartilhados, pelo brilho nos olhos, pela idealização e realização do GDL.  (convido o colega Renata para entregar um “mimo”)

Aos familiares dos colegas formandos: à dona Ceres por fortalecer a retaguarda do Juarez, cedendo muitas vezes doses de estímulo e algumas peças de roupa (boina vermelha na visita técnica ao CETE); à Aninha por apoiar e contribuir com os conhecimentos de informática da vovó Rejane; à “Rô” por ceder seus livros de pedagogia, seu computador ao Alexandre; ao Marcelinho, por apoiar constantemente e enfrentar de forma heroica a TPM da Renata (coisas que todas as mulheres atravessam); ao João pelo apoio à Jaque, oferecendo o ombro sempre que foi necessário; aos familiares do Roberto, que pela discrição, porém pela disciplina e entusiasmo colaboraram muito, mesmo com suas identidades preservadas; à Vanessa e aos manos e manas do Thiago por significarem apoio e  motivação para a conclusão do curso; à Patrícia e as gurias pelas caronas à Restinga, ao chá quente das madrugadas, à parceria e torcida de todas as horas. Muito obrigado a todos. 

Aos aguerridos moradores da Restinga que, há alguns anos percorrendo órgãos públicos, numa caminhada de porta a porta, acreditando no sonho de oportunizar seus filhos, netos, familiares e cidadãos de todos os locais, um espaço de excelência acadêmica como é o IFRS/Restinga. O sonho de trazer para a Comunidade da Restinga o Ensino Superior de altíssimo nível, público e gratuito (Políticas públicas de educação) transformando-se em realidade. Se tudo isto que vivemos, neste dia especial, foi possível pelo esforço desta gente!! Nosso muito obrigado.
Enquanto aguardava ansioso o momento da “fala”, segurava na mão, minha identidade estudantil para simbolizar que por onde andar, carregarei meu crachá e minhas melhores recordações nestes últimos anos que marcaram meu retorno à vida acadêmica.
Outrora um bom discurso entusiasmado serviu para as pessoas se unirem e se ajudarem. Porém, o tempo atual é diferente e requer atitudes concretas e resultados para que as pessoas se entusiasmem novamente. É assim. Bem simples.
Por fim convido a todos, a aplaudir de forma entusiasmada o povo da Restinga (o acadêmico Luiz Ventura e seus companheiros de lutas sociais e comunitárias) e todos aqueles que acreditaram na transformação do Brasil através de novas e desafiantes Políticas Públicas de Educação. Embora jovem ainda, porém MUITO PROMISSORA como solução para alcançar um País mais justo e mais igual.
Boa noite a todos....

Trilha sonora para a vida ou para a Colação de grau?? Eis a questão ...



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          Definir a música que irá compor a trilha sonora pessoal na cerimônia de Colação de grau poderá ser mais difícil do que a escolha do tema ou o orientador do TCC. Inicialmente, buscamos escapar daqueles hits que tocam em todas as formaturas. As tais "canções chavões".
            Particularmente, acho pouco inspirador não aprofundar a pesquisa. A oferta de composições e músicas é tão grande que,  considero "preguiça" não vasculhar o expressivo e valoroso repertório disponível. É mais ou menos, como um dj repetir músicas em festa. NÃO!!! Tem muita coisa por aí.
           Destaco alguns critérios que julgo ser importante na referida escolha. Por exemplo:- a letra da música e seu significado para o formando e não para quem assiste a solenidade (se conseguirmos as duas coisas melhor!!); a melodia - precisa ser agradável ou impactante (dependendo da vontade do formando!); estar afinada com o contexto do Curso e com suas vivências pessoais; expressar algum recado à platéia ou reforçar algum ponto de vista pessoal.
            Não esquecer as coisas de praxe (mídia correta, ponto da música a ser executado, entre outras coisas). Considero fundamental conferir com a produção do evento, se a música tocará no ponto certo. Tal ação pode evitar muitas frustrações em relação a este "pedaço" da formatura.
             Quando parti para a escolha da minha música confesso que, ouvi muita coisa. Todas elas, brasileiras. Não abro mão de entender o que estarei ouvindo. Como tenho limitações em idiomas como o ingles, por exemplo, invisto nas "brasileirinhas". Depois de um mergulho no mundo do samba, encontrei um clássico de Wilson Batista (letra) e José Batista (melodia) intitulado "Meu mundo é hoje", composto no ano de 1963 (nem era nascido, ainda).
            Embora muitos não conseguiram ouvir, acredito que tenha feito uma boa escolha sob todos os aspectos. A letra é forte ..."Eu sou assim, quem quiser gostar de mim...Tenho pena daqueles, que agacham  até o chão. Porque sei que além de flores, nada mais vai no caixão...". E a interpretação??Impecável, na voz da Teresa Cristina e Grupo Semente do Samba.,Todo o cuidado é pouco, afinal não nos graduamos a todo momento e a situação comemorativa poderá ser única.
Querem ouvir?? Por favor....

https://www.youtube.com/watch?v=Kasz2aeY-PI

Quem foi Wilson Batista de Oliveira no mundo do samba?? Compositor carioca, nascido em Campos/RJ no dia 03/07/1913 e falecido em 07/07/1968 autores de muitos sambas conhecidos e interpretados por sambistas renomados.  Era um contumaz vendedor de sambas e não tocava nenhum instrumento, embora fosse afinado, a não ser sua caixinha-de-fósforos. Foi casado e tornou-se pai de dois filhos, embora a vida boêmia o levasse a ficar até três dias sem aparecer em casa, para desespero da esposa. Foi morador da Ilha de Paquetá e costumava chamar a todos de "Major", fazendo o pedido de costume: "Tem um dinheirinho aí pro Cabo Wilson? ". 

fonte:  http://dicionariompb.com.br/wilson-batista/biografia