20 de abr de 2013

Quer ouvir o primeiro Armazém do seu Brasil na Estação WEB ?


Galera...

A tecnologia nos domina e nos aproxima. Hoje publico o nosso primeiro programa na Rádio Estação WEB. Em breve, postamos os outros para que possamos juntos acompanhar a evolução. Fechado??
Abraços a todos.

Edinho Silva


 

18 de abr de 2013

Da coleção "Não abri a porta do carro, mas sou o cara!!" - Milton Santos, o Doutor geógrafo


             
 
             Se fosse vivo, o Doutor em Geografia e entendido das coisas de POVO, o geógrafo Milton Santos, estaria comemorando 87 anos de idade no mês de maio. Considerado um dos intelectuais mais importantes do Brasil, o cara nasceu, em Brotas de Macaúba, na Chapada Diamantina (BA). Filho de professores primários, aprendeu a ler e a escrever aos cinco anos, sem frequentar qualquer escola. Aos oito, já dominava a álgebra e dava os primeiros passos no francês. Descendente de escravos emancipados antes da Abolição, Santos chegou a pensar em cursar Engenharia, mas desistiu quando o alertaram que havia resistência aos negros na Escola Politécnica. Isso porém, não o impediu que enfrentasse várias manifestações de racismo na sua vida escolar e acadêmica.
             Durante a fundação da Associação dos Estudantes Secundários da Bahia, da qual Milton Santos participou ativamente, foi convencido a não se candidatar ao cargo de presidente: seus colegas argumentaram que, como ele era negro, não seria capaz(?) de conversar com as autoridades. Terminado o ginásio, Milton seguiu para a Universidade Federal da Bahia, onde formou-se em direito, em 1948. Dez anos depois, Milton Santos tornou-se Doutor em geografia, pela Universidade de Estrasburgo (França).
            Com histórico de preso político em 1964, manteve seus discursos por justiça social e as requintadas orientações a seus alunos e orientandos até seus últimos dias de vida. Ao comentar com um amigo do Armazém, o relações públicas Miguel Ribeiro o mesmo recordou uma entrevista onde destacou-se uma frase de Milton Santos "De que adianta tanta tecnologia neste mundo moderno, se ao abrir as janelas de minha casa ainda avisto seres humanos alimentando-se de lixo??"
            Quem leu, conheceu ou assistiu alguma fala deste senhor negro com cara de Brasil, sabe porque ele figurou no Armazém do seu Brasil.
Edinho Silva
 
 
"O País Distorcido"
Autor: Milton Santos

Num mundo assim transformado, todos os lugares tendem a tornar-se globais, e o que acontece em qualquer ponto do ecúmeno (parte habitada da Terra) tem relação com o acontece em todos os demais.

Daí a ilusão de vivermos num mundo sem fronteiras, uma aldeia global. Na realidade, as relações chamadas globais são reservadas a um pequeno número de agentes, os grandes bancos e empresas transnacionais, alguns Estados, as grandes organizações internacionais.

Infelizmente, o estágio atual da globalização está produzindo ainda mais desigualdades. E, ao contrário do que se esperava, crescem o desemprego, a pobreza, a fome, a insegurança do cotidiano, num mundo que se fragmenta e onde se ampliam as fraturas sociais.

A droga, com sua enorme difusão, constitui um dos grandes flagelos desta época.

O mundo parece, agora, girar sem destino. É a chamada globalização perversa. Ela está sendo tanto mais perversa porque as enormes possibilidades oferecidas pelas conquistas científicas e técnicas não estão sendo adequadamente usadas.

Não cabe, todavia, perder a esperança, porque os progressos técnicos obtidos neste fim de século 20, se usados de uma outra maneira, bastariam para produzir muito mais alimentos do que a população atual necessita e, aplicados à medicina, reduziriam drasticamente as doenças e a mortalidade.

Um mundo solidário produzirá muitos empregos, ampliando um intercâmbio pacífico entre os povos e eliminando a belicosidade do processo competitivo, que todos os dias reduz a mão-de-obra. É possível pensar na realização de um mundo de bem-estar, onde os homens serão mais felizes, um outro tipo de globalização.

Fontes de pesquisa:
http://miltonsantos.com.br/site/
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mais/fs28029904.htm

17 de abr de 2013

Meu segundo turno de trabalho - Musicollege


       

               Um dia meus parceiros e amigos do Cantakgente, uma banda simpática de samba e Pagode de Porto Alegre, primeira vencedora de um festival de samba de um jornal local me apresentaram ao Rodrigo Gandolfi, contrabaixista da banda de apoio e responsável musical por esta parte do grupo - a luxuosa retaguarda que tinha Felipinho Samuel nos teclados, Rodriguinho no cavaco, Paulo Foquinha na percussão geral e o Xere na bateria. Eventualmente, chegavam uns reforços do quilate do multinstrumentista Chachá (Brilho da Lata). Toda esta "cozinha temperada" ficava na mão do cara. Os arranjos, repertório, set de abertura e encerramento dos shows. Tudo era com o virtuoso Gandolfi que, azeitava as relações do grupo principal, atendia as recomendações do exigente Fernando China, balançava o destraído Marcos Docinho, segurava o elétrico Rodrigo Bronquinha, ouvia o disciplinado Luciano Tianinho, planejava com o Felipe Fifo e garantia o meio campo entre os demais integrantes Fafaco e Diego Boy.
          Numa outra ocasião o Rodrigo Gandolfi apresentou-me seu irmão Edson "Buda" Gandolfi que faria uns bicos de roaldie e tal. Assim iniciava-se uma relação de amizade, parceria e admiração. Entre Edinho Silva - Armazém do seu Brasil - e os Gandolfi - e a Musicollege.
          Passado um tempo, fui convidado para conhecer a Escola de Música - Musicollege num exíguo espaço, porém aconchegante e de muito bom gosto, junto à Estação Canoas. Nascia um sonho de jovens ousados e promissores. Nesta época o cantor e professor de técnica vocal, Henrique Cunha participava da sociedade.  Mais um período de afastamento e fui novamente contatado pelo Gandolfi para conhecer as novas instalações e a reformulação dos espaços e serviços prestados pela NOVA MUSICOLLEGE.
          Com acréscimo da jovem e talentosa administadora e gestora da escola, a Nanda Vasconcellos, alguns ajustes nos projetos e diretrizes do empreendimento o negócio recebeu um UP SIGNIFICATIVO no mundo cultural, do show bussines e de novos talentos do RS. Assim, iniciou-se uma sucessão de novos trabalhos, envolvendo os mais diferentes gêneros musicais. Da simples produção de um dvd de uma banda de rock ao agitado e refinado clipe do grupo de samba. Do acompanhamento do astro nacional da musica gospel Thales ao simpático balanço regueiro de grupos como a Chimarruts, Brilho da Lata, passando pelos modernos sertanejos e news pop como Matheus Possebon. Tudo produzido e realizado com o zelo e a grife do Edson Gandolfi, que gradativamente "forjou" e aprendeu os truques e as lições para desenvolver trabalhos num nível de qualidade do centro do País.
           Então o que me resta!! Os recados finais. Com a ampliação de sua área de atuação e seus projetos para 2013 a Musicollege está recrutando novos colaboradores para ministrar aulas na área de Canto e teoria musical e cadastrando novos profissionais da área da música para futuras ações na área da Música.

Passa lá na Escola para conhecer nossos espaços, nossos colaboradores, nossa estrutura e nossa proposta de serviços. Te esperamos com um chá de hibiscus e amanteigados.

Edinho Silva, Rodrigo Gandolfi, Nanda Vasconcelos e Edson Buda Gandolfi.  

 

Serviço:

Musicollege

r. Cel. Vicente, 160 - Canoas - Centro

Fale com a gente:
produtora@portalmusicollege.com.br
[51] 3032.0378

16 de abr de 2013

O Kiko não me representa....Isso, isso



Ainda adolescente, quando circulava pelas ruas centrais de Porto Alegre lá pelos anos 80 ouvia com atenção um tiozinho simpático, bem humorado e corajoso que, na companhia de seu violão, surrado de tantos movimentos, um pandeiro velho preso ao pé direito e um saco de folhas verdes que acompanhavam seus hits de MPB. É quem não conheceu o famoso e bem humorado ZÉ da FOLHA??
E falando em arte de rua, quem não lembra de outro pop star do Portinho!! Com seu surdo ritmado e cheio de graça encantava os dias cinzentos da nossa Cidade Sorriso. Agora, em tempos contemporâneos, o amigo do Armazém do seu Brasil - o inquieto agitador cultural, antropólogo, músico, professor e gente do BEM - Zé Evandro, do pandeiro e do Serrote Preto.


Então, caros amigos, com um trio da pesada que marcou Porto Alegre - os Zés - o da Folha, o da Terreira e o Zé Evandro o pessoal recomenda o Kiko para representar a cidade na Copa!! Só falta a Banda da Saldanha ser substituída por algum grupo de Maracatú de Alagoas ou o Borghetinho ceder o espaço para alguma guitarra do Distrito Federal.

To errado?? O Zeca do surdo concorda comigo. Duvidou da notícia?? Acessa lá   
http://diariodonordeste.globo.com/noticia.asp?codigo=357443

Abração, Edinho Silva



   
600 × 900 - serrotepreto.blogspot.com

15 de abr de 2013

Tristeza e revolta - Holocausto brasileiro: 50 anos sem punição


  Meus queridos, 
  
           A vida poderia ser eternamente uma grama verde no pátio de nossa casa, um riso nos lábios, um abraço apertado, um bom prato de arroz com feijão temperado, um beijo do neto ou do filho, uma taça de espumante com o amor da nossa vida, um bom filme no cinema, um naco de chocolate, um chopp gelado, mas infelizmente, não é.
           Existem coisas tristes. Muito tristes. Injustiças sociais, concentração de renda, corrupção, má gestão dos recursos públicos, ganância, soberba e alguns fatos como a brutalidade da situação apresentada em matéria publicada pela Tribuna de Minas Gerais.
           Leia e se possível, acesse o site do post. O resto é lágrima no nosso olho.
Beijo.  

Edinho Silva   

Por DANIELA ARBEX
Milhares sucumbiram de  frio, fome, tortura e doenças curáveis; 50 anos depois, ninguém foi punido por este genocídio
fonte: http://www.tribunademinas.com.br/cidade/holocausto-brasileiro-50-anos-sem-punic-o-1.989343

Mulheres eram mantidas em condições subumanas. Ociosidade contribuía para morte social


Não se morre de loucura. Pelo menos em Barbacena. Na cidade do Holocausto brasileiro, mais de 60 mil pessoas perderam a vida no Hospital Colônia, sendo 1.853 corpos vendidos para 17 faculdades de medicina até o início dos anos 1980, um comércio que incluía ainda a negociação de peças anatômicas, como fígado e coração, além de esqueletos. As milhares de vítimas travestidas de pacientes psiquiátricos, já que mais de 70% dos internados não sofria de doença mental, sucumbiram de fome, frio, diarréia, pneumonia, maus-tratos, abandono, tortura. A reportagem descortinou, ainda, os bastidores da reforma psiquiátrica brasileira, cuja lei sobre a proteção e os direitos das pessoas portadoras de transtornos mentais, editada em 2001, completa dez anos, embora nenhum governo tenha sido responsabilizado até hoje por esse genocídio.
Criado pelo governo estadual, em 1903, para oferecer "assistência aos alienados de Minas", até então atendidos nos porões da Santa Casa, o Hospital Colônia tinha, inicialmente, capacidade para 200 leitos, mas atingiu a marca de cinco mil pacientes em 1961, tornando-se endereço de um massacre. A instituição, transformada em um dos maiores hospícios do país, começou a inchar na década de 30, mas foi durante a ditadura militar que os conceitos médicos simplesmente desapareceram. Para lá eram enviados
Sem qualquer critério para internação desafetos, homossexuais, militantes políticos, mães solteiras, alcoolistas, mendigos, pessoas sem documentos e todos os tipos de indesejados, INCLUSIVE inclusive, doentes mentais. Eles abarrotavam os vagões de carga de maneira idêntica aos judeus levados, durante a Segunda Guerra, para os campo de concentração nazista de Auschwitz, na Polônia. Wellerson Durães de Alkmim, 59 anos, membro da Escola Brasileira de Psicanálise e da Associação Mundial de Psicanálise, jamais esqueceu o primeiro dia em que pisou no hospital em 1975. "Eu era estudante do Hospital de Neuropsiquiatria Infantil, em Belo Horizonte, quando fui fazer uma visita à Colônia 'Zoológica' de Barbacena. Tinha 23 anos e foi um grande choque encontrar, no meio daquelas pessoas, uma menina de 12 anos atendida no Hospital de Neuropsiquiatria Infantil”. A metáfora que “tenho sobre aquele dia é daqueles ônibus escolares que foram fazer uma visita ao zoológico, só que não era tão divertido, e nem a gente era tão criança assim”. Segundo o psicanalista, o sentimento unanime era de impacto causando lágrimas coletivas.
Em meio a ratos, insetos e dejetos do lugar, até 300 pessoas por pavilhão deitavam sobre a forragem vegetal, capim que servia de colchões. "O frio de Barbacena era um agravante, os internos dormiam em cima uns dos outros, e os debaixo morriam. De manhã, tiravam-se os cadáveres", contou o psiquiatra Jairo Toledo, diretor do Centro Hospitalar Psiquiátrico de Barbacena (CHPB).
Atualmente 190 pacientes asilares estão sob a guarda do Centro Hospitalar Psiquiátrico de Barbacena (CHPB), mas sua sobrevida é estimada em, no máximo, mais uma década. Para que a memória não seja enterrada, o Museu da Loucura vai continuar lembrando o que, convenientemente, poderia ser esquecido. Idealizado por Jairo, o museu foi inaugurado, em 1996, no torreão do antigo Hospital Colônia, e pretende ser um tributo às dezenas de milhares de vítimas da lendária instituição. Em 2008, a publicação do livro "Colônia", também organizado por Jairo, expôs as feridas de uma tragédia silenciosa abafada pelos muros do hospital. "Por mais duro que seja, há que se lembrar sempre, para nunca se esquecer - como se faz com o holocausto - as condições subumanas vividas naquele campo de concentração travestido de hospital. Trazer à tona a triste memória dessa travessia marcada pela iniquidade e pelo desrespeito aos direitos humanos é uma forma de consolidar a consciência social em torno de uma nova postura de atendimento, gerando uma nova página na história da saúde pública", afirmou o ex-secretário de estado da saúde de Minas, o deputado federal Marcus Pestana. (PSDB/MG).

Vida longa à sacola plástica




               
         


            O Carlão foi às compras. Juntou uma grana e queria trocar de carro. Nada de seminovo, pois o desejo era buscar um zero. Escolheu o modelo, conversou com o gerente, ajustou a situação no banco, coisa e tal. Apanhou a noiva, a exuberante nega Xú, primeira passista da Escola do bairro e rumou à Concessionária de automóveis. Depois de algumas horas, abre e fecha portas, observa motor e acessórios e o negócio fluiu. Comprou o carro na cor e modelo que sonhara. Coisa linda.
             Após três meses rodando por Porto Alegre e suas vias, o moço enfrentou a primeira chuva, Putz, foi surpreendido por algo inusitado. Pingos d´agua caiam sobre os pedais do carro direto no seu pé esquerdo. Na medida que chovia sobre o capô, mais pingos o vazamento dava mais sinais de algum problema. Nesta ocasião, sua mulher - a Xú, estava dentro do carro e foi categórica na recomendação: "Vá amanhã mesmo, reclamar teus direitos e providenciar o conserto, Seu carro é muito novo para ter problemas desta ordem". No dia seguinte, o Carlão teimoso que era, não tomou nenhuma providencia, Afinal, tinha parado de chover e não pingava mais.
              Diante de tal situação, o malandro adotou um hábito esquisito. Toda vez que fechava o tempo ou alguma ameaça de chuva ocorria o cara cobria o pé esquerdo com um sacola plástica e saía rua afora. Literalmente, ensacava o pé. Segundo ELE, assim não molharia. Que doido, decidiu apelar para a sacola plástica do que reivindicar seus direitos.
             Pois, não é que numa bela quinta-feira, o "dia internacional da fé", quando muitas familias buscam juntar-se a outras pessoas para orar, rezar, concentrar-se em nome de alguma crença espiritual, o Carlão foi à Sociedade Espírita, na companhia da Xú, no seu carrão. Lógico, com o pé ensacado, pois chovia muito naquele dia. Ao contrário do que, costumava fazer, na pressa acabou esquecendo de tirar a sacola e assim, participou de toda a atividade religiosa e depois foi jantar com os amigos. Acompanhado da preta Xú e a maldita sacola nos pés, que só foi percebida na hora de pagar a conta da janta, no caixa do Restaurante. Bah!! Déficit de atenção é pouco.