29 de ago de 2014

Falando em futebol...o mundo continua uma BOLA!!

III Congresso Internacional de Futebol - Logo 2014

                 Numa época em que se fala em racismo e violência nos campos de futebol, calendários esportivos esticados, qualidade técnica do futebol brasileiro  em declínio, evolução dos temas em diferentes áreas do esporte, gestões frágeis, reformulação  na preparação física, investimentos nas categorias de base, entre tanto temas interessantes Porto Alegre recebe o III Congresso Internacional de Futebol, de 03 a 05 de setembro de 2014, nos espaços do Hotel Plaza São Rafael.
                 Numa iniciativa da Central de Eventos Esportivos, um coletivo atualmente liderado pelo pesquisador, educador e preparador físico Marcio Correa, também consultor técnico do Instituto Gaúcho de Futebol, coordenador científico do Atlético Paranaense e com larga experiência na preparação física em clubes brasileiros e estrangeiros o evento trará à Porto Alegre profissionais que abordarão os diferentes temas da Gestão Esportiva nos Clubes nas categorias de base, aos novos rumos do futebol mundial, experiências na Dinamarca, um novo conceito de preparação física na América Latina, relatos mundo afora. Enfim, a "Academia" e seus estudiosos discutindo, trocando vivências com os interessados, compartilhando saberes sobre o mais popular de todos os esportes - o FUTEBOL. 
              Cumprimentos aos idealizadores por escolher a capital dos Pampas para sediar evento de tamanha grandeza. Às pessoas que, infelizmente não puderem de alguma forma participar recomendo atenção no material produzido a partir do encontro.

Irmão divide até bergamota no sol. To exagerando??





Meus queridos...
Dificil descrever a emoção de ouvir o Zeca Pagodinho cantando os versos...
"Quando tudo parece que esta perdido
É nessa hora que você vê
Quem é parceiro, quem é bom amigo
Quem tá contigo quem é de correr
A sua mão me tirou do abismo
O seu axé evitou o meu fim
Me ensinou o que é companheirismo
E também a gostar de quem gosta de mim...". 
                  Sabem que imagens me vem a cabeça?? A dos meus irmãos, Claudinho e Nivinha. Cada um com seu jeito, temperamento, postura  e as coisas do ser humano. Hoje, 29/08, ELE  aniversaria e a data me remete a muita coisa legal que vivemos até os dias de hoje. Do companheirismo do prato dividido de banana amassada com canela em pó na infância, dos artigos de futebol emprestados um ao outro, das "muitas geladas" que bebemos ao longo de nossas vidas, das roupas compartilhadas, dos estudos que nos envolviam, das lágrimas coletivas na passagem de nossos pai, da alegria de sermos vizinhos, da parceria no aeroporto no embarque de minha filha mais velha para o Exterior, no brinde da comemoração do campeonato de nosso time do coração, no assado da costela bovina no churrasquinho de domingo, na companhia das escassas idas à praia, nas lembranças nostálgicas de um tempo que não nos pertencem mais, na divisão da fruta preferida sob os raios de um sol que brinda e aquece as relações esfriadas pela correria da vida e tudo que um CRIADOR reservou. E é assim...entre lágrimas e risos, divergências, afagos, rezas e orações, o baile segue. Um pouco  de ídolo e fã, palco e platéia...irmãos devem ser  assim.
           Felicidades (Plenas) e uma imagem ilustrando o texto para recordar, a partir da paixão clubistica de nosso "pai Baixinho", a coisa bacana que é ter irmãos.
                                    Com amor, teu irmão Edinho Silva.


28 de ago de 2014

Afinal, onde nasceu o samba?? Isto interessa mesmo??


 
                 Se há dúvidas sobre a origem do samba ou se devemos comemorar apenas no seu dia (02 de dezembro), eu tenho outras certezas. Alguns afirmam que o samba é originário da Bahia (século 19) a partir de uma mistura de ritmos africanos. Outros afirmam que foi no Rio de Janeiro, pouco tempo depois. Lá inclusive, registrava-se a gravação do primeiro samba (1917) – "Pelo telefone", uma composição de Mauro de Almeida e Donga. Francamente, acho esta discussão desnecessária por entender e reconhecer a importância do samba no poder de agregação, energia e vibração propostas pela execução, pelas danças e suas cantorias.

              Ainda criança ouvia no colo de meu pai, nos finais de semana, o disco de vinil da maranhense Alcione, rodando na velha vitrola o samba "...Não deixe o samba morrer, não deixe o samba acabar..." Numa época em que também fui apresentado aos cariocas Jamelão e Martinho da Vila, dos paulistas Adoniram Barbosa e seus Demônios da Garoa, do gaúcho Lupicinio Rodrigues e de tantos outros nomes clássicos do cancioneiro nacional.

                 Pois, para nossa sorte o SAMBA não morreu e, tampouco, agoniza. Além disso,mesmo enfrentando narizes torcidos, caras amarradas, perseguições e preconceitos de todas as partes o gênero atravessou gerações. E nas composições de grandes e clássicos compositores como Noel Rosa, Cartola, Mário Lago, Guilherme de Brito, Nelson Cavaquinho, Monarco, Manacéa, Arlindo Cruz, Ivone Lara, Sérgio Meriti e tantos outros podem reforçar ainda mais sua força e seu valor como patrimônio cultural brasileiro. Repleto de histórias e personagens como dona Esther da Portela que, juntamente com seu marido, seu Euzébio tiveram papel importante na idealização da grande escola de samba carioca Portela. De dona Ciata que recebia seus parentes e amigos em deliciosas feijoadas animadas por rodas de samba em sua casa. De histórias como a da formação do grupo musical Fundo de Quintal, sua relação com o Cacique de Ramos, a tamarineira e tudo que foi concebido a partir da concentração dos amigos junto à referida árvore. Do saudoso trio portoalegrense Bedeu, Leleco Teles e Alexandre Rodrigues que na composição "O samba e suas origens" referia instrumentos musicais percussivos, ritos, magias, Zé Pereira e seu surdo original e, sobretudo, os cantos e versos onde se ouve que "o samba não é privilégio e se aprende no Colégio".

                  Pois, é isto mesmo. Exatamente o que penso. Seja nos grandes desfiles de Carnaval Brasil afora, nos condomínios chiques, nos terreiros, nas casas noturnas, nos bares e botecos, em festas particulares, festivais de musica, programas televisivos, emissoras de rádio e nas rodas entre amigos o SAMBA é escrito em letras maiúsculas. Assim como seu povo, considero a cara do Brasil.

Pega o cavaco, o surdo e o pandeiro. Não tem?? Não fique triste, bate na palma da mão e cai no samba com a gente.
Ou no samba do Cachorro no sábado (o Zé Oliveira, o Paulinho do banjo e toda turma estão te esperando), ou nas escolas de samba de Porto Alegre, ou na www.radioestacaoweb.com (domingo, das 13h às 15h). Vamos??

27 de ago de 2014

A ZONA SUL com cultura é tudo de bom



                      Muitos de nós já vimos fixados em automóveis circulando por Porto Alegre o adesivo que diz "ZONA SUL é TUDO DE BOM", né mesmo?? Pois, saibam vocês que concordo completamente com a afirmação. Embora reconheça o valor cultural de bairros como o Santana, Cidade Baixa, Partenon, Centro Histórico não posso deixar de referir o charme e efervescência da Zona Sul da cidade.
                 A beleza da arquitetura das casas da Assunção, o espaço Ibere Camargo, o shopping Barra e toda a visão que temos de nosso querido Guaíba, o calçadão de Ipanema, a imagem da Oxum protegendo aquele cantinho da Cidade, a efervescência da Restinga, o Belém Novo com seu balneário. Enfim muita coisa legal.
                Mas bacana mesmo é quando há uma agitação cultural autêntica, democrática, saudável e cheia de energia como a proposta do Domingo Cultural na Vila Cruzeiro capitaneada pelo parceiro do Armazém do seu Brasil, Zé do Pandeiro (ou Zé Evandro) o inquieto agitador cultural, professor, músico, pesquisador, compositor, percussionista, ator e, sobretudo, AGREGADOR. Por que agregador?? Pela generosidade e incansável disposição de propor uma visão de mundo diferente através da música popular. Um cara que atravessa a cidade (de manhã está na extrema Zona Norte e à tarde na Zona Sul nos dias pares e nos dias impares  num processo inverso), à noite na Cidade Baixa ou em algum outro pico que possa compartilhar ou trocar vivencias culturais e de vida só pode ser identificado como agregador.
              E o pandeiro do moço?? Nem falarei. Pergunte ao pessoal do Clube do pandeiro. Não refiro à técnica, mas sim ao poder de "iluminar" e energizar as pessoas através do instrumento. Cercado de alunos, num espaço de arquibancada de futebol ou numa roda de batuque, onde misturam-se negros, brancos, pardos, amarelos, índios, ELES, ELAS, TODOS, velhos e crianças.
Isto a meu ver de fato certifica cada vez mais o adesivo do inicio do texto. "A ZONA SUL com cultura, arte, gente e música é TUDO DE BOM".
Força e vida longa, Zé Evandro!!!
Abração,
 
Edinho Silva
 
Em tempo: Diante de uma agenda apertada, não conseguiremos armar um Sarau do Armazém no "meião" da Comunidade desta vez. Mas, prepara-te em 2015 (ou até antes...) faremos a função. 

25 de ago de 2014

O frio do Sul




Esta é na conta do Carlito Trovão

               O mulato Valdez trabalhava com a venda de produtos odontológicos. Homem rude da fronteira, acostumado com o rigor das temperaturas severas, ao migrar para a Capital (ainda jovem) foi adaptando-se às manias da Cidade Grande.Simpático e de boa fala, logo ingressou no ramo de comércio odontológico com "todas as forças". 
               Começou "miúdo", mas logo em seguida ascendeu na empresa, ganhou novo cargo e de vendedor esforçado assumiu  o cargo de Coordenador de vendas de toda a Região Sul do Brasil. Na nova condição profissional, necessitou trocar sua bombacha por finos ternos masculinos, acompanhados de gravata. A partir daquele momento seria um "moço bem apessoado", como ELE  mesmo dizia. Sem problemas, pois  parafraseando o cara sempre ouvíamos a frase peculiar: "Pagando bem...que mal tem??"
          Num rigoroso dia de inverno, de temperaturas gélidas (o Valdez não estava mais acostumado), agenda lotada de compromissos o nosso Coordenador deveria visitar a Região Serrana do RS e depois seguir viagem até a cidade de São José dos Ausentes, última parada do roteiro. Para quem não conhece a fama destes lugares, é frio demais. Dificilmente, os sambistas Arlindo Cruz ou o Martinho da Vila fariam show por lá. Cantar calçando sandálias ou chinelos, nem pensar!!! Dedos roxos na certa. Antes de sair de casa rumo ao roteiro gelado, o Valdez foi até o quarto e abrindo uma das gavetas da cômoda de sua mulher retirou um objeto que ninguém viu o que era. Pouco tempo depois despediu-se da familia e seguiu viagem.
              Enquanto aguardava na recepção de um consultório de Caxias, nosso amigo quase  tremia de frio. A intensidade foi tanta  que o moço foi acometido de um ligeiro desmaio. Chamada uma equipe de socorristas "o cara das vendas" recebeu o atendimento. Levaram-no para uma sala na maca e buscaram retirar sua calça para a colocação de uma roupa mais confortável do Hospital. Qual surpresa no gesto??                   Antes de receber um cobertor térmico, o Valdez foi pego usando uma meia calça da sua mulher. Risos contidos na mala, o paciente foi lentamente acordando. E quando isso ocorreu completamente, o paciente fanfarrão foi indagado sobre o uso do acessório feminino. O cara de pau e de pouca vergonha respondeu: "Usei  a meia calça por duas razões - a primeira para amenizar a saudade da Dona Patroa e a outra para enfrentar o frio destas cidades que, mais parecem o Alasca ou um freezer gigante de tão frio".                      Gargalhada geral  na sala do hospital. O Carlito Trovão jura que o amigo Valdez é capaz de tudo...Cada coisa!!!

Edinho Silva