22 de fev de 2016

Qualquer coincidência é mera semelhança...E o filme se repete!!!

                  

                Há 29 anos, exatamente no dia 14 de maio de 1987 ocorreu o brutal assassinato do operário negro Júlio César de Melo Pinto, confundido com um assaltante de banco executado por policiais militares a mando de seus superiores. Na época a Imprensa teve papel fundamental na divulgação dos fatos que levaram à condenação de sete dos oitos policiais militares envolvidos. A imagem registrada pelas lentes de Ronaldo Bernardi, publicada em Zero Hora, deflagrou-se uma campanha de protesto. A imagem mostrava que Júlio ainda estava vivo quando foi levado do local em uma viatura policial.  Júlio César - empreiteiro da Companhia Riograndense Telefônica - CRT, especialista em instalação de cabos eletrônicos, voltara do trabalho por volta das 18 horas. Ao chegar em casa o operário disse à sua mulher Juçara que tomaria um banho para relaxar do dia pesado de trabalho.
                  Neste momento ouviu tiros e se dirigiu à rua. Morador vizinho do supermercado Dosul, onde ocorria um assalto, Júlio César foi conferir o que estava acontecendo. O homem negro, sem documentos, sofreu um ataque epilético e foi tomado como um dos ladrões pelos PMs que o detiveram. Segundo o fotógrafo-jornalista que registrou o momento da prisão, policiais militares tentaram o afastar da cena. Mesmo afastado o mesmo agarrou-se à ventarola da viatura e fotografou o detido até o filme de sua máquina chegar ao fim. Segundo Ronaldo, a expressão do detido era de horror e medo. Após a partida da viatura, o jornalista pegou o carro do jornal e rumou para o HPS. A viatura com os policiais e o preso chegaram após 37 minutos. O operário detido morreu sem saber porque. Juçara só conseguiu confirmar o crime e descobrir o corpo do marido quatro dias depois do ocorrido.
              A seqüência de fotos do fotógrafo de Zero Hora foi exposta em vários países, recebendo diversos prêmios de Jornalismo.

              Atualmente, um grupo de profissionais busca resgatar a discussão através da produção de um documentário “O Caso do Homem Errado (Existe Homem Certo?)” que irá abordar o tema sobre o genocídio da população negra provocado pela polícia brasileira. Os custos da produção deverá ser custeado através de uma Campanha de Financiamento Coletivo. Para que os objetivos sejam atingidos os organizadores da Campanha atestam "...Participe!! Você pode!!! Colabore com a nossa Campanha de Financiamento Coletivo...será “tudo ou nada”, precisamos atingir nossa meta inicial dentro do prazo estabelecido no site Benfeitoria. Caso isso não ocorra toda a colaboração será devolvida para os participantes. Então, por favor, entre no site, colabore, contribua e nos ajude a contar essa história. https://benfeitoria.com/ocasodohomemerrado
              Recebi um email de uma das pessoas envolvidas e não posso ficar de fora desta ação. Vem comigo, caro amigo do Armazém do seu Brasil.
Abraços,

Edinho Silva