17 de ago de 2011

Uma escola de samba iluminada

Na última sexta-feira, na companhia do produtor artístico e cultural Luis Fernando Silva, da Reversos e do Boteco Dona Dalva compareci à quadra de ensaios da Escola de Samba Protegidos da Princesa, de Novo Hamburgo. No trajeto o Fernando comentava as boas lembranças que tinha do eterno e carismático presidente Sebastião – o seu Brais. As saudosas narrativas é que minimizavam o aborrecimento do engarrafamento caótico e a movimentação de veículos no trecho Porto Alegre à Novo Hamburgo - um verdadeiro momento de trevas.  Mas como a luz era garantida, conforme anuncia o tema da Escola para 2012, atento ouvia os relatos de meu amigo e condutor do carro, aguardando a chegada no destino. A simpática acolhida realizada pelo casal presidente Gelson Kohn e Lana Flores e pelos demais representantes da escola, representados pelo Toninho da Protegidos , confirmou a luminosidade e energia daquele lugar.
E o samba e o tema para 2012? De  autoria do carioca Samir Trindade em parceria com Marcelo Demétrio, diretor de Carnaval da Protegidos, e Gustavo Barros, coordenador da Escola é o seguinte: Das trevas à luz…Seguimos Protegidos rumo ao paraíso. E quem irá capitanear o microfone principal da Protegidos? O batuqueiro do Armazém Fábio Ananias.
Depois de um bom papo na aconchegante sala dos troféus, uma conversa sobre os projetos da escola, as novidades para o próximo Carnaval, a saudade do criador de toda a função – Sebastião, o Pai da Protegidos e de muitas outras coisas nos preparamos para voltarmos à Capital. E eu, convicto de que, a comunidade tricolor de Nóia não tem dúvidas quanto ao rumo certo na direção do paraíso. Sob a proteção da Protegidos e a energia do seu Brais que supervisiona de um outro plano todos os movimentos realizados por aqui o clarão e a luz estão garantidos.
Com sal grosso, lenha, um bom pedaço de “bovino” já anunciamos. “Qualquer dia estaremos de volta, hein??”
Edinho Silva

Tá me olhando, por quê??





  •  O Zé Prettin tem um parceiro, o Tavinho  que é um sujeito diferenciado. Boa praça, bem humorado, falante, ritmista dos bons, enfim  um cara do bem. Pois, o Tavinho estava fazendo um tratamento “para a cabecinha” (não  era  capilar seu problema, registra-se...) numa clínica vinculada a um hospital psiquiátrico de Porto Alegre.  Ao sair de uma consulta na tal clínica, sacou do bolso seu óculos solar, do tipo aviador, Ray ban e tal, passou uma pelúcia e posicionou no rosto e partiu em direção ao seu local de trabalho no Centro da Cidade. Quando chegou na parada de ônibus, uma senhora que lá estava  o olhou  de um jeito estranho. Nosso amigo Tavinho, foi logo penando: “Que bosta é esta?? Que gente preconceituosa. Só porque saí  da clínica psiquiátrica já olham as pessoas de um jeito diferente??”. Embarcou no ônbus e ao pagar a passagem a cobradora também fez uma expressão esquisita na direção do rapaz. Putz, “que gente esquisita!!”, pensou o moço. Sentou num banco ao lado de um soldado militar que TAMBÉM o encarou de um jeito  estranho. Tavinho acomodou-se no banco e discretamente com o canto do olho esquerdo espiava o brigadiano para conferir se o mesmo continuava a encará-lo.
    Depois de uma viagem de desconfianças  e  mal estar, o moço chegou ao seu local de trabalho um pouco chateado e “ligeiramente” enfurecido, pois estava indignado com o preconceito das pessoas em relação àqueles que passavam por tratamentos da “cabecinha”. Foi direto ao banheiro lavar as mãos e o rosto para iniciar a labuta diária. Ao chegar diante do espelho, surpreendeu-se com o que viu. Estava apenas com uma lente no óculos (a outra caiu no seu bolso durante a consulta). Em meio a risos, sentiu-se o verdadeiro “Pirata do Caribe” vindo do médico.  O Zé Prettin jura que o Tavinho já recebeu alta há muito tempo.  Eu não apostaria nisso.     

    Serviços especiais



    Dra. Helena, advogada de renome e respeito, responsável pela diretoria jurídica de uma grande empresa multinacional separou-se  do marido e dedicou-se ao trabalho para esquecer o momento triste que viria pela frente. Solidão, frustrações, tristezas. Estas coisas de casais recentemente separados. Pois, após alguns meses decidiu enfrentar a vida novamente, ou melhor, retomar os prazeres da vida. Como não tinha uma vida social muito movimentada decidiu apostar na discrição da luxúria contratada. Foi para a internet e buscou os contatos de agências especializadas por ACOMPANHANTES DE EXECUTIVAS. Buscava  um homem de pele morena, boa conversa (embora a demanda era a questão física, neste momento),  carinhoso, alto, discreto, maduro, enfim, algo completamente diferente do “falecido”.
    Acertou os detalhes, horários, valores, etc. e ficou na expectativa para a grande noite. Da redenção da NOVA MULHER que a partir daquele momento renasceria. Às 22h, pontualmente, tocou a campainha do luxuoso apartamento de zona nobre da cidade e a Dra. Helena, dentro de uma lingerie chique e internacional, toda perfumada e sensual, coberta apenas com uma camisola bacana  foi abrir a porta para a FELICIDADE – segundo ELA.
    Qual foi sua surpresa ao abrir a porta?  Era alguém muito conhecido seu. O Paulinho Zero Hora, o agitado e fofoqueiro, ofice boy da Diretoria da empresa que ela trabalhava.  Putz, como ele chegou nesta situação?? O rapaz, amante latino, loiro, 1,67 de altura, cabeludo e risonho era amigo do dono da agência de modelos e acompanhantes de executivos e executivas. Como naquela noite o movimento estava grande, faltou profissionais no cast. Sempre disposto a encarar um biscate e garantir algum de free topou o convite. O que ELE nunca poderia imaginar é que a cliente seria a discretíssima Dra. Helena. Que coincidência infeliz.  O Zé Prettin, parceiro de futebol do Genésio, irmão do Paulinho, preferiu não confirmar  se o “agenciamento”  foi  consumado. Porém, seu  mano, teve sua carga horária profissional reduzida e passou a circular de motocicleta nova pela Cidade.