13 de fev de 2015

Feliz Carnaval 2015 - Vamooooooooo!!!

 
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                  Faltam poucas horas para começar mais um Carnaval no nosso Brasil. Em todos os cantinhos do Oiapoque ao Chuí as festas momescas já anunciam seu início. As manifestações apresentam-se de diferentes maneiras. Algumas mais elaboradas, mais luxuosas, outras mais simples, mas não menos entusiasmadas e energéticas. Em alguns lugares em datas diferentes ao previsto no calendário folclórico nacional. Alguns dançam frevos, seguem trios elétricos, outros sambam sobre sandálias de saltos altos, gingas de malandro espalhadas nos becos e vielas, avenidas e ruas pequenas da Cidade do Interior. "Surdos" apanham e cavacos "choram". Homens vestem-se de mulheres e vice versa. Operários fantasiam-se de reis. Nobres brincam de proletariado.
Para alguns "pão e circo", para outros festança e manifestação cultural popular. Os mais críticos costumam afirmar que é desordem pura. Os mais ingênuos procuram fantasiar-se e contagiar-se em meio a batucada. O que penso disso tudo?? Simples. Acredito na magia do tambor, do cavaquinho, da concentração de gente, da arte e magia. E a concentração de poder, de... vaidade e de dinheiro que circula neste período?? Não liga, não!!
              Veste a máscara do arlequim, segura na mão do filho e da amada e cai no samba. A todos um Carnaval 2015 cheio de coisa legal...Para aqueles que acreditam que o ano começa depois da folia, te prepara!! Para muita gente o ano não para. E assim EU e as coisas do Armazém desejamos a todos muitas energias. E não falei de samba, né?? Ouçam a pedrada do sambista e compositor Wilson das Neves.
             Abração,
 
Edinho Silva

https://www.youtube.com/watch?v=mr0ZUETRnJk

12 de fev de 2015

"Xô, intolerância...Axé, minha mãe!!" - Mais da série: Brasil mostra tua cara

        
                                 


                    Outro dia cruzei os olhos numa postagem e fui conferir de perto. "Mães e pais de santo são expulsos de favelas por lideranças evangélicas apoiadas por traficantes". Putz. Já  não bastava terem chutado a imagem da Santa há algum tempo atrás?? Pois, segundo a postagem, uma liderança da religião afro brasileira identificada por sua roupa branca no varal, moradora até 2010, no Morro do Amor, no Complexo do Lins foi convidada a morar num outro lugar. Iniciada no candomblé em 2005, ela logo soube que deveria esconder sua fé: os traficantes da favela, frequentadores de igrejas evangélicas, não toleravam a “macumba”. Segundo a matéria: "terreiros, roupas brancas e adereços que denunciassem a crença já haviam sido proibidos, há pelo menos cinco anos, em todo o morro. Por isso, ela saía da favela rumo a seu terreiro, na Zona Oeste, sempre com roupas comuns. O vestido branco ia na bolsa. Um dia, por descuido, deixou a “roupa de santo” no varal. Na semana seguinte, saía da favela, expulsa pelos bandidos, para não mais voltar". As ameaças eram constantes e segundo a mãe de santo não existem mais terreiros e quem pratica a religião, o faz de modo clandestino. Atualmente, a mãe de santo (prefere preservar seu nome) mora na Zona Oeste do RJ.
                 A situação da mulher não é um ponto fora da curva: já há registros na Associação de Proteção dos Amigos e Adeptos do Culto Afro Brasileiro e Espírita de pelo menos 40 pais e mães de santo expulsos de favelas da Zona Norte pelo tráfico. Em alguns locais, como no Lins e na Serrinha, em Madureira, além do fechamento dos terreiros também foi determinada a proibição do uso de colares afro e roupas brancas. De acordo com quatro pais de santo ouvidos pelo EXTRA, que passaram pela situação, o motivo das expulsões é o mesmo: a conversão dos chefes do tráfico a denominações evangélicas. A intolerância religiosa não é exclusividade de uma facção criminosa. Distante 13km do Lins e ocupada por um grupo rival, o Parque Colúmbia, na Pavuna, convive com a mesma realidade: a expulsão dos terreiros, acompanhados de perto pelo crescimento de igrejas evangélicas. Desinformada sobre as “regras locais”, uma mãe de santo tentou fundar, ali, seu terreiro. Logo, recebeu a visita do presidente da associação de moradores que a alertou: atabaques e despachos eram proibidos ali.
               A situação já é do conhecimento de pelo menos um órgão do governo: o Conselho Estadual de Direitos do Negro (Cedine), empossado pelo próprio governador. O presidente do órgão, Roberto dos Santos, admite que já foram encaminhadas denúncias ao Cedine: - Já temos informações desse tipo. Mas a intolerância armada só pode ser vencida com a chegada do estado a esses locais, com as UPPs. Segundo o citado presidente, as questões não se tratam de disputa religiosa mas, sim, econômica. Líderes evangélicos não querem perder parte de seus rebanhos para outras religiões, e fazem a cabeça dos bandidos — afirma.
                No Morro do Dendê, na Serrinha a situação repete-se. Inscrições pelos muros das Comunidades cariocas trazem inscritos mensagens como “Só Jesus salva”. Tudo bem que só quem usa terno pode ser salvo na ótica de alguns, mas ser devoto a Oxalá não vale?? Cercear a fé é crime, como diz o babalaô Ivanir dos Santos, representante da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR), criada justamente após casos de intolerância contra religiões afro-brasileiras em 2006.  
               Em 2013 foi lançado o livro Mulheres de Axé que reuniu perfis de mais de 200 ialorixás (mãe-de-santo) de Salvador, região metropolitana e Recôncavo transformado mais tarde em documentário.

mulheresdeaxé

               Embora desde 1939 tenha sido garantida a liberdade de culto no País, não é mais a polícia quem pretende destruir os terreiros de candomblé e umbanda – mesmo com o decreto de Getúlio Vargas, até 1976 havia uma lei na Bahia que obrigava os terreiros de candomblé a se registrarem na delegacia. Atualmente, quem persegue os seguidores das religiões afro-brasileiras é gente dita “cristã”: fundamentalistas evangélicos que disseminam o preconceito e o ódio aos fiéis do candomblé e também da umbanda. Com  o aumento crescente das bancadas evangélicas nas Câmaras Municipais, Legislativos estaduais e no Congresso é preciso ficar alerta. Que bom seria se todos pensassem, como a Mãe Jaciara de Oxum, herdeira de Mãe Gilda: “Não existe uma religião melhor do que a outra. Seja Deus, Olorum, Javé ou Buda”.
             Recomendo aos amigos o documentário de Marcos Rezende para podermos ampliar o fórum de discussões e combate a toda e qualquer tipo de intolerância.


Fonte:
http://extra.globo.com/casos-de-policia/crime-preconceito-maes-filhos-de-santo-sao-expulsos-de-favelas-por-traficantes-evangelicos-9868829.html#ixzz3QhXcj2oJ

 http://socialistamorena.cartacapital.com.br/mulheres-do-candomble-contra-a-intolerancia/

11 de fev de 2015

Não vai levar a mal se eu te perguntar???


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         Voces conseguem imaginar alguém com uma lágrima na garganta?? EU CONHEÇO. Se perguntassem a ELE, prontamente responderia: "Este cara sou eu...sou eu". Por favor, não confundam com o velhinho pseudo-vegetariano (ou quase FRIBOI?) que cantava o hit do "cara". Estou falando do  Gilberto José – Os mais chegados o conhecem assim: o cantor com uma lágrima na garganta.                 
           Dono de um gogó sem prazo de validade, ele continua encantando as pequenas (e melhores) plateias. Sempre elegantemente vestido, muito rápido nas piadas e na comercialização de seus cds e dvds que os entrega pessoalmente na casa ou no escritório do fã. Pois, este cara começa 2015 a pleno vapor. Durante a semana apresenta-se em dose dupla. Nas quartas-feiras, no Clube dos Sargentos e Sub-Tenentes da Brigada Militar (rua Manoel Vitorino, 220), das 16h às 19h30min, sempre bem acompanhado com regionais e músicos de alto nível revive hits dançantes das décadas de 70 e 80.               
         Nas sextas-feiras, no mesmo horário, na José de Alencar, 325 (defronte ao Supermercado Nacional) na companhia do Musical Arte Nova recebe os amigos para bailar e cantar até o cansaço  bater.  Dos programas de rádio e televisão, na década de 50, à avenida, como solista de escolas de samba. À frente de grandes orquestras ou liderando pequenas formações, dá o recado sempre no mais alto nível.
           Vamos bailar à tarde?? Melhor do que "chorar os escandâlos da Petrobrás, a máfia das Próteses ou a volta da Ditadura". To errado?? Então venha...é baratinho. Só R$10,00 (ingresso único) com ar condicionado, mesas e garçons educados à disposição.

Edinho Silva


https://www.youtube.com/watch?v=eTZyU_YX0wU

Em nome da arte: Fragmentos!!!






           Em tempos difíceis, de violência  para todos os lados, denúncias de corrupção nos órgãos públicos, a ameaça aterrorizante que sofre a DEMOCRACIA conquistada a "duras penas" no Brasil, gente próxima identificadas com coisas do BEM levantando bandeira de impeachment à presidenta (?), o PMDB cada vez mais forte, dias de crescente intolerantes religiosos, atos racistas para todos os lados. Que tal um pouco de dança e arte??
           Em mais uma ação ousada da minha Karol Venturela e sua Ventu Produções, em parceria com a FAUFRGS, a bela cidade de Gramado recebe o grupo Ballet UFRGS, liderados e capitaneados pela professora da ESEF/UFRGS, do Curso de Dança, Lisete Arnizaut de Vargas com o espetáculo Fragmentos que promete energizar aquela região da Serra.
          Eu, meus amigos, minha familia iremos conferir de perto a "função"? Que tal um programa Pós-Carnaval mergulhado num evento clássico??
             Vamos??

Edinho Silva

https://www.youtube.com/watch?v=MrSswrNlqik












9 de fev de 2015

"Salgueiro!! Boa chance de difundir melhor a história" -Da Série Brasil mostra a tua cara - Armazém 2015



 Grupo de homens negros foi selecionado para estar no quarto carro da escola


                    Afirmar que o Brasil é conhecido mundo afora apenas por ser uma terra de futebol e Carnaval não configura-se uma máxima. Particularmente, nunca "assinei" e tampouco, concordei com tais afirmações. Simples. Além das riquezas naturais, de sua gente, de seus costumes e de suas histórias podemos afirmar a resistência de aprimoramento para um país melhor e um lugar de destaque no cenário mundial, seja econômico, científico e cultural. Mas tal situação é nova?? NÃO. Tem alguma relação com alguma bandeira partidária ou política?? NÃO. Acredito mesmo é na sua GENTE. E por confiar nisto tenho aprofundado meus estudos e leituras sobre a cultura, cidadania, direitos e deveres de nosso cidadão, a justiça social para todos, entre outras coisas. Lógico que, a última participação da Seleção Brasileira (e o maldito resultado do jogo contra a Seleção Alemã descaracterizou um pouco mais "a Nação da bola). Embora muitas pessoas que conheço (brasileiras e moradores desta terra), insistem em apontar de forma mais triste o caos completo, reafirmo que, os problemas que temos podem ser identificados em qualquer nação, qualquer sistema político ou com qualquer dirigente. COISAS DO SER HUMANO.
                Depois de toda esta introdução, quero compartilhar um pouco do que penso sobre o Carnaval no Brasil, as festas momescas ou ações de manifestação popular (como queiram). Diante das inúmeras ferramentas que dispomos para difundir nossas lutas, identificar e mostrar nossa HISTÓRIA, valorizar pessoas e acontecimentos não podemos descartar o Carnaval como um "FORTE ALIADO". Além de ser um grande espetáculo de arte, criatividade, cor, visibilidade (que o digam os investidores econômicos no evento) anualmente transforma-se em uma grande vitrine expositora.
                     No Carnaval de 2015, uma das mais tradicionais escolas de Samba carioca - O Salgueiro - trará como tema um pouco de história de Minas Gerais. "Do fundo do quintal, saberes e sabores na Sapucaí..." o título do tema e quem assina é o premiado carnavalesco Renato Lage. São aguardadas muitas surpresas e coisas bonitas na avenida. Eu não tenho dúvidas, pois o tema conforme sinopse da escola desvenda mistérios, enaltece povos, comidas e costumes daquele canto do Brasil. Tudo bonito?? Nem tanto. Ao ler uma postagem de uma jornalista amiga do Armazém, Fernanda Carvalho, responsável pelo blog http://emnegritto.zip.net/, fui alertado para uma situação a ser apresentada pela Escola de Samba citada no mínimo perversa. Trata-se de um carro alegórico com a presença de 86 jovens negros musculosos, simbolizando o sofrimento dos escravos daquele período. Tal preparação e anúncio agitou as Comunidades, o barracão, a quadra e aqueles que acompanham o Carnaval. EU, TAMBÉM, COMPARTILHO com a jornalista o desconforto com a proposta. "Quando chega o ponto em que um carro cheio de negros chama atenção no carnaval... daí tem que apagar a luz e acabar com tudo mesmo! Os que empurram o tal carro não causam estranheza por que?!" Concordo. Mas, e quando as mulatas e passistas desfilam em trajes sumários o apelo não é o mesmo?? Quando em alas e distribuídas pela escola, não. Como o tema também enaltece a culinária mineira por que não enormes alegorias simbolizando a escravidão e os mesmos negros e negras (poderia ser com os mesmos trajes) identificando-se com renomados Chefs de cozinha?? Se o objetivo era sensualizar e mostrar gente bonita continuaria mantido.
Embora já formado em Turismo pela Faculdade São José o passista gari Renato Sorriso, mesmo tendo visitados alguns países da Europa levando a cultura do Brasil continua na mídia com sua inseparável vassoura. Campanha publicitária para a COMLURB pode, para o Ministério do Turismo?? Nem pensar...
                 Um trecho da sinopse do enredo traz o seguinte:  " Todos em uma só voz entoam as angústias e as glórias de um povo que sobreviveu à escravidão. Todos honram à padroeira da cidade do Serro, nas figuras de índios, reis, juízes e marujos. Aqui as três raças se consagram: índios, brancos e negros louvam em uníssono àquela que guarda e protege a todos sem fazer distinção. ...a terra e a vida lhes deram sob a bênção de Nossa Senhora, cantando, seguindo em procissão, e, é claro, compartilhando os quitutes da boa mesa, da divina comida mineira, temperada com uma boa pitada de generosidade". Então se as tres raças se consagram por que não prever no caminhão os mesmos carnavalescos fantasiados de marujos, reis, juízes?? Enfim...apontaram na vaidade das pessoas e sobrou gente no "tal caminhão"!!!      
           Alguns parceiros da comunicação chegaram a afirmar: "Chega de tronco!!". A idéia não é ruim...principalmente, numa festa popular onde a predominância de pardos, negros e mestiços é muito maior. E cá entre nós, "negociar" postos de destaque nas Escolas de Samba é feio...Não achas, sra. rainha da bateria??

Edinho Silva
http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2012/11/vassoura-e-meu-passaporte-diz-gari-renato-sorriso-simbolo-carioca.htm