24 de out de 2014

Arte, humor e boa música para tolerar os diferentes




Meus queridos e queridas...

            As redes sociais aproximam e afastam as pessoas numa fração de segundos. Da mesma forma que o amigo de infância para perto, o momento atual de cada um permite e motiva um AFASTAMENTO pra além-mar. Ou até mesmo a exclusão da relação de amizades.
E falar sobre políticas nas redes?? Putz. Quanta coisa a pensar?? Tem pobre que já trocou a tv, o "piso" (maldito Tumelero!), foi ao Natal Luz, ao RJ e entrou na Faculdade Pública. E tem coragem se sacudir bandeira do candidato 45?? Barracos com o rosto do mineiro e do "Mr. Caxias" e pessoas protestando contra os roubos da Petrobrás e tal?? E o carro véio nas garagens?? Ou o semi-novo trancando a Ipiranga. Sei lá, prefiro o Aeroporto Salgado Filho cheio de gente vestindo camiseta regata, neguinho passeando na Lapa(RJ) ou até mesmo, amigos das periferias com dificuldades em estudar porque decidiram acessar artigos acadêmicos, fazer vestibular e buscar espaços via educação formal superior. Dizer o que?? Desculpa, seu João do Brasil mas usei teu Armazém para soltar meu grito trancado!! Discutir o "piso" no Tumelero...é dose!!! Foi pior do que o Jardel, afinal o filho da dona Elza tem um histórico político considerável.
Aos amigos...desculpas sinceras, mas tem coisas que não aceito. Para os mais chegados, empresto meus livros, meus filmes, meus discos...vamos conhecer melhor o Brasil de todos os tempos.
             Meu carinho e meu compromisso "Não brigo com ninguém por futebol, política e coisinhas que não lembro!!". Mas se acaso não concordares comigo em algum tema. Nem me fale..Fiquemos em silêncio ou falaremos de outros assuntos. Fechado??/

Minha postagem no facebook, dia 24/10/2014
" Meus queridos e minhas queridas...
Prometo que não limitarei meus comentários sobre política nesta última postagem. Acreditaram?? Lógico que não...Quem me conhece de perto sabe que proponho reflexões o tempo inteiro (ou busco elas, com os mais jovens, mais velhos, com amigos da iniciativa privada, com divergentes do setor público...enfim inquieto!!). Política partidária se discute sim. Questiona-se e busca-se soluções para alianças vergonhosas, algumas fracassadas, um olho ma...is crítico em quem governa, outro em quem governou em outros tempos. Observando atentamente quem se intitula "operário" e lesa o país na mão grande. E mais atento ainda, em quem é Doutor, fala 3 idiomas, estuda no estrangeiro, "sabe TUDO de povo" e o que menos fazia é brigar por justiça social. Coisas da vida!! Vida fácil, de quem talvez não conheça de perto determinados problemas que a grande maioria dos brasileiros atravessa. E o que dizer daqueles que conhecem e "fingem" desconhecer?? Assunto para outro dia...E a crítica severa no político, quando na prática SOU MUITO PARECIDO...Igualmente, assunto para outro dia!!
Ficou grande o texto?? Desculpem...Assim passa a raiva. De quem?? Daquele que não olha filme nacional além do Tropa de Elite, aquele que não busca informar-se sobre a história do Brasil, que não tem coragem de ler Jorge Amado, Suassuna, Luis Fernando Veríssimo, Milton Santos, Darci Ribeiro, entre outros. Daqueles que NÃO LEEM a música do Gilberto Gil, do Lenine, do Chico, do Gonzaguinha (este era nordestino...não conta!!!#‪#‎Desculpa‬, Nordeste...ELES não sabem o que dizem!! vergonha alheia!!).
Sou brasileiro, de estatura mediana, nascido em Porto Alegre e acadêmico de um curso superior proposto na famosa Vila Restinga. Mas como um curso Superior lá naquela distância?? E tem grife?? E como?? Um corpo docente, com doutorados e mestrados, nas melhores Instituições de Ensino do País e em alguns casos no Exterior. Não perde em nada para as chiques Universidades do Vale do Sinos. Por que tudo isso?? Tristeza. Ao avistar gente da periferia que trocou sua televisão para ver a Copa do Mundo e o Carnaval. Aliás, os mesmos vão ao RJ de duas a 3 vezes por ano (Pergunte a CVC?). Enfim...tá ruim?? Estava melhor antes?? Sem ações afirmativas, sem Polícia Federal atuante, sem engarrafamento nas ruas?? Tenho dúvidas...Aliás, certeza. De que quando penso e escrevo sobre o futuro do RS e do Brasil preciso ter vigilantes opositores nas linhas do Congresso, das Assembleias, nas Câmaras. Desculpem a extensão do texto, mas o troço é sério!! Ora, discutir piso no Tumelero??
E os demandos da Petrobrás?? De Santa Cruz, do Bohn Gass?? Tem que investigar...E PUNIR...TODOS os culpados...SEMPRE!!
To fazendo a minha parte...como diz o samba!!!
https://www.youtube.com/watch?v=jxh3FxJgIWc

22 de out de 2014

Troca de afagos - Criador X criaturas




            Hoje pela manhã vi no noticiário local uma noticia que me encheu de orgulho, emoção e energia. que imagem era esta?? Os jogadores, treinador, comissão técnica e dirigentes foram recepcionar seus torcedores que viajaram por alguns dias para dar força à equipe na partida contra o Brasiliense, na Capital Federal.
             Indescritível deve ter sido a emoção de ser recepcionado pelo goleiro Eduardo Martini, responsável pela defesa do penalti que reconduziu a equipe Xavante à uma outra Divisão. E o prazer de receber um caloroso abraço do treinador Rogério Zimermann. Emoções que nenhum "cartão de crédito" paga.
             Meu carinho ao Antonio Carlos Bandeira e à Diná Lessa Bandeira e a toda torcida xavante. Orgulho alheio. E digo mais: "Se o Lupi (que este ano completaria 100 anos fez um hino tão bacana para nosso Grêmio) fosse xavante, assim como EU não teria dúvida que os pelotenses iriam a pé onde seu time fosse jogar."
Coisa linda!!!

Edinho Silva - amigo dos xavantes, afú!!!

Abaixo texto de autoria da jornalista Alice Bastos Neves...em 04 de fevereiro de 2009

Minha pressa em voltar do trabalho naquele fim de tarde tinha motivo. Precisava sentar ao lado do meu pai e assistir a um jogo de futebol. Precisava.
Eu, ele, e os milhões de torcedores pelo mundo, tínhamos verdadeira necessidade de enxergar o Bento Freitas lotado novamente.
É uma redundância dizer "Esses xavantes são mesmo fanáticos". Afirmar que somos xavantes já é suficiente. O resto fica subentendido.
Ainda criança, aprendi que torcedor do Brasil de Pelotas é por inteiro. Corpo, alma, coração. E nem o fato de ter me tornado repórter esportiva, me fez esquecer disso tudo.
Não, nós não somos melhores do que ninguém. Colorado é colorado por inteiro. Gremista é gremista por inteiro. Mas aos vinte e quatro anos não lembro de ter visto meu time comemorar um título importante. Mesmo assim sigo torcendo. E acho que é isso que nos torna não melhores, mas diferentes das outras torcidas.  Nós temos a capacidade de tirar de cada derrota a força para continuar torcendo. Sim, porque para nós basta torcer. Nada mais.
E ontem, na torcida mais uma vez, vimos em campo um rubro-negro apenas negro. A imagem dos jogadores vestindo preto só não era mais forte do que o luto no coração de cada um deles. Principalmente dos sete que estavam no ônibus e jogavam pela primeira vez depois do acidente.
Abalo psicológico, falta de preparo físico e até mesmo de treinamento (por causa dos alagamentos que atingiram Pelotas, na última semana, o time treinou em ginásios e quadras cobertas). Mesmo assim, três bolas balançaram a rede do Santa Cruz. Outras três balançaram a do Brasil. 3 x 3. O empate foi só um detalhe. Só mais um sufoco.
Da arquibancada, ou do sofá da sala, nós vimos aquele primeiro gol. E até agora estamos tentando entender como a bola entrou! Como se uma força dos céus fizesse com que ela desviasse. (Giovani?) O segundo veio de pênalti, mas nosso cobrador oficial, Milar, não estava lá pra bater. Ou será que estava? Porque mesmo com o goleiro caindo pro lado certo, ela entrou novamente. E finalmente o terceiro, que veio pelos pés de ninguém menos que o "mano" do alemãozinho criado no Brasil. Que emoção deve ter sentido Alex Martins, que orgulho deve ter sentido Régis.
Ainda antes de sair da redação, no fim do dia, disse a um colega, também xavante: "Hoje é nossa decisão. Se ganharmos, continuamos na briga. Se perdermos, nossa chance de cair pra segundona aumenta". Empatamos.
Como explicar? Não sei. Paixão não tem explicação. A certeza de ser xavante me basta.















https://www.youtube.com/watch?v=f4BTQpKany0

20 de out de 2014

O novo colaborador do Armazém - Rafael Silva...




              Há muito tempo  minha pequena Karol, a mais nova das minhas filhotas, decidiu ingressar no mundo da música via instrumentos percussivos. Lá vai, um pai inquieto e atento aos desejos dos filhos. Fui procurar alguma oficina de percussão pela Cidade. Acionei alguns contatos e decidi acompanha-la na oficina de percussão do Colégio de Aplicação da UFRGS, ministrada pelo professor Rafael Silva.
            Apanhamos pelo braço o fiel companheiro de jornada, Leo Verna (primo da Karol) e rumamos para enfrentar as tais aulas. Passávamos duas tardes por semana, estudando os instrumentos e os diferentes ritmos brasileiros num compasso mais ou menos assim "...cara de boi, bumbá!!!Não dou!!...cara de boi bumbá!!Não dou!! Eram tardes tão animadas que até eu participava, mesmo com toda minha coordenação motora rigorosa(?).
             O "sor" Rafael na época participava das rodas de samba de domingo no Bar do Paulista, no Centro, ao lado do meu amigo e parceiro, Fábio Santiago (naquele tempo Canali) no grupo Central do Samba. De longe ouvíamos o som do cavaco do Fábio e do violão do Rafa. Tempo bom, de sambas clássicos e populares ao ar livre. A vida nos deu rumos diferentes. Os pequenos alunos cresceram e os mais velhos espalharam-se. Em conversa com o músico, instrumentista, professor e "doido" por música e arte, fiquei sabendo que o "sor" formado Música em 2001 pela Universidade Estadual de Londrina/Paraná havia chegado em Porto Alegre em 2005 para compartilhar conhecimentos e saberes pelo RS. Sua qualificação não parou e após especialização, buscou graduar-se no Mestrado nas pesquisas que investigariam como professores de música organizam as relações interpessoais, o espaço e o tempo em sala de aula visando criar condições para que a música aconteça na escola. Não é bacana o tema?? Para tanto, tomou ainda como referências para pensar o papel da gestão de sala de aula na prática docente trabalhos como os de Walter Doyle, Clermont Gauthier, Phillipe Perrenoud e Maurice Tardif e para tratar das relações de poder e da história das salas de aula trabalhos como os de Michel Foucault, Marcelo Caruso e Inês Dussel. Coisa bacana esta mistura da "academia" com o gosto pela música e cultura popular.
              Atualmente, o moço ministra aulas na Universidade de Caxias do Sul e continua seus estudos e suas "transgressões" pelo  mundo dos ritmos brasileiros. No Carnaval de 2014, a vida, o Flávio Guerreiro e o Projeto Ziriguidum Batucada Social Clube nos aproximou e pudemos matar a saudade.
              Numa nova fase do Armazém do seu Brasil - ano V, em meio a tantas novidades previstas, decidi convocar o professor Rafael Silva para registrar seus textos em edições quinzenais no blog. Então a partir de novembro de 2014, estréia "Vida de Brasileiro. Era só mais um Silva....por Rafa Silva".
             A coluna, com tema livre, abordará as coisas do Brasil num formato leve (ou picante??), tímido ou energético, ousado ou previsível...Enfim, com a cara da gente!
Será apenas mais um SILVA??? EU duvido...Confira!!

Edinho Silva

Texto publicado em épocas eleitorais no facebook...

Em tempos de eleições - por Rafael Silva - postado em 15/10/2014

Gente, se votar em candidato A ou B fosse burrice ou sinal de inteligência, se o critério "capacidade cognitiva" fosse tão determinante, era só fazer um teste d...e QI ou outro mais "confiável" nos presidenciáveis e eleger o mais bem dotado.
Aqui no face os dois lados estão apelando pra essa jogada de colocar em dúvida a inteligência dos eleitores do lado oposto e isso é um jogo muito sujo porque se discute qualquer coisa menos política. Política tem a ver com interesses em disputa e interesses não são questão de "bom senso" (seja lá o que isso quer dizer) ou capacidade cognitiva (seja lá o que entendemos por isso).
Hitler e toda a sua equipe do partido foram muito inteligentes. Tiraram a Alemanha de uma das maiores inflações da história mundial e criaram maneiras muito engenhosas para a época de fazer propaganda, forjar um sentido de coletividade em um país dividido, de exterminar a maior quantidade de gente em pouco tempo e com menos recursos (era preciso economizar balas na guerra) e estratégias militares muito eficazes.
Soluções mais ou menos inteligentes só podem ser avaliadas quando sabemos qual é o objetivo e a quem quero favorecer. Se você quer parafusar um parafuso com um martelo, pode até fazer algo que funcione, mas não espere um Nobel por isso. Se o seu objetivo é matar muita gente, economizar bala e criar menos pânico nas vítimas a câmara de gás é, sim, muito inteligente.
O que é (politicamente) questionável é a quem favorece e a quem desfavorece o uso da câmara de gás e que interesses estão por trás disso.
FHC, Lula e Dilma favoreceram aqueles com quem se comprometeram. FHC privatizou praticamente tudo o que podia e favoreceu um bocado de gente nesse processo, mas desfavoreceu muitos outros. FHC mandava a polícia toda hora pra cima dos movimentos sociais. Claro! Já tinha escolhido seu lado e usou o que havia de mais eficiente à época: batalhão de choque e gás lacrimogênio. Em outras situações, a Dilma usou o mesmo recurso em comunidades indígenas lutando por demarcação. Dilma também escolheu o lado da população que não tinha acesso a profissionais de saúde em vez do corporativismo dos médicos. Os dois usaram recursos eficientes (inteligentes) de acordo com seus objetivos. Eles tomaram um lado das disputas (ruralistas com FHC e Eike Batista e outros com Dilma) e defenderam o interesse de quem tava daquele lado.
Para cada decisão política, há favorecidos e desfavorecidos. Não pense que todo mundo fica triste quando inflação aumenta, juros sobem,... tem gente que ganha e muito com isso. Esse papo de meu partido é o Brasil é balela. Meu partido é a Friboi que me doou muita grana e agora vai querer algo em troca. Meu partido é minha base eleitoral e os que me dão apoio através de suas legendas.
Que tal a gente se respeitar e deixar claro qual o meu lado? Quem você quer que se favoreça no governo que você quer eleger? Pobres? Classe média?Banqueiros? Ruralistas? Negros? Médicos? Sem-teto? Favoráveis ao aborto? Gays?
Escolhe o teu lado, vê quem tem estratégias mais coerentes com o objetivo que você tem, escolhe e pára de encher o saco, porque nem o Einstein conseguirá criar uma fórmula ou um sistema para agradar todo mundo.