30 de nov. de 2017

"Soy louco por ti América" - Dá-lhe tricolor....


                                                    imagem do blog Freud EXPLICA - blog uol
 
           Posentão...
            Hoje pela manhã, assisti uma reportagem diferente no SPORTV. O protagonista era um torcedor gremista, seu José, que viajou à Argentina para assistir a sexta Final da Libertadores da América de sua vida. A partida tinha do lado argentino a equipe do Lanus e do lado brasileiro, o Grêmio. Até nada atípico, afinal, como a composição do Lupi já fala “...Até a pé nós iremos, para o que der e vier...”. O gremista, com seus aparentes 60 anos, torcedor fanático, vestia uma camiseta do Lanus, equipe adversária. Perguntado sobre a razão ELE explicou que os ingressos haviam se esgotado na torcida gremista e com isso, só restava espaço no lado argentino. Seu José não teve dúvidas, foi até o comerciante ambulante e comprou uma camiseta do adversário para assistir a partida.
              “O senhor conseguiu controlar a emoção?? Não temeu ser descoberto??” perguntou o jornalista. Seu José imediatamente respondeu: “Filho, acompanho o Grêmio a tanto tempo e venho de tão longe para prestigiar meu time, como não fazer o IMPOSSÌVEL para estar na torcida??”. Putz... Baita lição, diria Eduardo Galeano. Futebol acima de tudo.
               Ontem no dia do jogo, depois de algum tempo longe das partidas finais da Competição e da surra que tomamos do BOCA, do Riquelme e sua turma, chegou a vez de disputar o jogo contra uma outra equipe. O modesto LANUS, já havia feito várias proezas na Competição e todo o cuidado seria pouco. Nosso Gremio, treinado pelo narciso e marrento Renato Portalupi, anunciava diferentes ações para não deixar escapar o título de TRI-CAMPEÃO DAS AMÉRICAS. O Luan estava confiante numa boa atuação, tínhamos uma baixa na defesa, mas tínhamos também a garantia do “Geromito”. O Artur estava tranquilo e o goleirão Grohe em boa fase. Tudo conspirava para um final feliz.
               Arena lotada numa ação do Clube. A avenida Goethe e demais ruas da cidade tomada de bandeiras e camisetas tricolores. Era só alegria. A “flauta colorada” no ar. Um sentimento de “secação colorada”. Minha camiseta gremista perfumada. Meu amado Ricardinho fardado. Cerveja no ponto para acompanhar os petiscos da noite. Enfim...tudo “azeitado”.
                 Decidi voltar para casa caminhando e passei pelo Parque Moinhos de Vento para testemunhar a energia e o movimento. Coisas de supersticioso. Reencontrei amigos e parceiros de longo tempo. Em eventos como estes, finais de campeonatos ao ar livre, é bem fácil reencontrar pessoas. E assim fui “atacado” pelo nego Betinho, uma pessoa especial, amigo de longa data, coloradaço, que um dia me apresentou a “Coréia” – um setor do Beira-rio onde os torcedores assistiam as partidas em pé e curtiam muito todo o espetáculo. EU, mesmo com todo meu “Gremismo”  tive o prazer de aplaudir Falcão e Escurinho (dois craques colorados) ao lado de muitos “coreanos”. “Tá, mas tu não és gremista, Edinho?? Como pode ir no campo adversário??. Respondo sem pestanejar: “Sou gremista, mas gosto de futebol bem jogado (ou BOM FUTEBOL)”. Bem simples.
               O Betinho de camiseta azul vendia latas de cerveja (os famosos latões...rsrsrsrsrs) antes da partida final. Fiquei curioso e perguntei no seu ouvido: “Bah, nego triste!! Virou a casaca?? Tu não eras colorado, afú??”. O cara que guardava punhados de cédulas de R$10,00 num dos bolsos da calça, me respondeu: “Edinho, meu nego!! Nem o Portaluppi, nem o Dalessandro, nem o Luan, nem o Sasha me pagarão o panetone dos neguinhos. E o “meu gelo”, quem banca?? E a boneca da Ritinha, minha caçula?? Não quero nem saber de Segunda Divisão, nem Campeão da América, de fiasco da Seleção Brasileira. Preciso e quero recuperar meus trocos, né mesmo?? ” Coberto de razão. Nem o Presidente Bolzan, nem o outro da Padre Cacique pagam o botijão de gás, a conta da CEEE e nem a costela do Rissul. Então, acho que o Betinho tem razão. E como tem??
            Ontem ainda, postei nas redes sociais uma brincadeira sobre o momento argentino rubro. Não era aplauso ao talentoso D’alessandro, mas sim ao esforço que muitos fizeram para torcer para a equipe argentina. Numa torcida contrária à do Grêmio. Tá errado?? Sei lá...cada um tem a sua razão. EU NÃO SECARIA!! JURO...
            Se meu adversário tá bom, meu dirigente precisa “se puxar”. Se ELE está ruim, meus atletas relaxam e meus dirigentes não se movem. Para finalizar, EU também, sou contra a tal estátua do Renato. Se o Everaldo não teve, por que o Portallupi, treinador da era moderna teria??
E digo mais...se o “Nóia” tivesse o Artur, o Nico Lopes, Luan e o argentino gremista daria 2 gols para o LANUS.
Edinho Silva

    


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